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Coaching Metas e Objetivos

Ferramentas de Coaching: Especificação de Objetivos

Self Coaching

Sonhos nos dão um senso de identidade, de propósito e de significado e refletem nossas mais profundas aspirações. E o primeiro passo para transformar sonhos em realidade é transformá-los em objetivos, para que você possa visualizar um caminho concreto para chegar onde quer chegar.

O objetivo é a descrição daquilo que se pretende conseguir. A meta é a segmentação desse objetivo, ou seja o marco que você precisa atingir e ultrapassar para chegar lá. Metas não são apenas atividades ou ações programadas. Elas são as escalas que temos que fazer para chegar ao nosso destino. Cada meta bem definida que você atinge o coloca mais perto de seu objetivo e da concretização de seus sonho

Uma das ferramentas mais uteis, seja num processo de coaching, seja usado individualmente através do auto-coaching, pelas pessoas que querem atingir uma meta ou objetivo de mais longo prazo, é a chamada “especificação de objetivos”, que dá maior clareza acerca do que se pretende atingir.

Nesse documento, e numa única folha, se detalha o que se pretende alcançar(meta), as evidências de que conseguiu (resultado final), as razões por que a meta é importante (valores, princípios, proposito), e as etapas que devem ser cumpridas para chegar lá (plano de ação), como detalhado no modelo abaixo.

Coaching Especificação de Objetivos

1 – O Quê

O primeiro passo é definir claramente o que você quer, o que deve ser feito de forma especifica e com a maior riqueza de detalhes possível, de forma que se possa visualizar a meta e cristalizá-la em nossa mente para atingi-la mais facilmente, respondendo ás seguintes perguntas: o que você deseja especificamente? Qual o contexto em que essa meta deve ser atingida? (onde você quer que ela aconteça); Está formulado de maneira positiva? (estou dizendo o que eu quero e não o que não quero que aconteça); É alcançável?

2 – Evidência

Qual será a evidência de que você conseguiu a sua meta? O que precisa acontecer para que isso ocorra? O que você estará vendo, ouvindo ou sentindo quando atingir sua meta?Quais os indicadores ou evidências você vai ter para saber que chegou lá? Quando você quer isso?

3 – Motivadores (ganhos)

O que você ganha com isso? Quais os benefícios que você obterá a partir do atingimento dessa meta?

4 – Sabotadores (perdas)

O que você perde com isso? Esse objetivo ou resultado esperado afeta negativamente outras pessoas ou o meio do qual você faz parte? Se for o caso, o que você precisa alterar no seu objetivo para que afete apenas positivamente outras pessoas ou o seu meio?

5 – Valores (relevância)

Por que isso é importante para você? Quais os valores que você vai satisfazer com a realização dessa meta? Por que isso é relevante e significativo?

6 – Recursos

Do que você vai precisar em termos de recursos? (recursos financeiros, materiais, conhecimento, tempo, habilidades/qualidades/capacidades pessoais, etc)

7 – Estratégias

Quais são as formas para conseguir isso? Quais as estratégias que posso adotar? Você conhece alguém que já fez isso? Há algo que posso modelar dessa pessoa? Como ela conseguiu?

8 – Ações

Quais os passos que preciso dar para conseguir isso? Qual é a primeira ação? E depois? Qual o meu plano de ação para chegar lá?

9 – Responsabilidade

Depende de quem para que esse objetivo seja realizado? O que você pode fazer para que esse objetivo dependa de você para que possa ser iniciado e mantido?

10 – Comprometimento

Em uma escala de 0 a 10, o quanto você está comprometido a atingir seu objetivo? Se o seu nível de comprometimento for menor do que 10, o que você pode fazer para aumentá-lo?

Pessoas sem objetivos são como um navio á deriva. Tudo o que você quer ser, fazer ou realizar em sua vida, em sua carreira ou em seus negócios depende de uma boa formulação de objetivos para ajudá-lo a levar uma vida muito mais plena e satisfatória, rumo a seu futuro ideal, e se constituem numa alavanca para que você tire o máximo proveito de suas forças e talentos.

 

 

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Produtividade

Produtividade: A Priorização Diária

Foto por Breakingpic em Pexels.com

Um hábito essencial para o aumento da produtividade é a priorização diária de nossas atividades, pois é ela que nos garantirá que o nosso dia não foi uma perda de tempo, apenas oito horas de trabalho estressante e do qual não extraímos nenhum sentimento de realização.

Para ser mais eficaz, a priorização diária deve ser executada em conjunto com o planejamento semanal, onde você relacionou todas os seus afazeres e ações ligadas as suas metas e projetos e que deverão ser realizadas ao longo do dia.

Quando não sabemos previamente o que vamos fazer diariamente, nosso tempo será desperdiçado atendendo urgências alheias e tarefas circunstanciais e sem nenhuma importância.

Esse processo é simples e não exige mais do que cinco minutos de seu dia e deve ser a primeira atividade diária, assim que chegar ao escritório ou local de trabalho. Se preferir e de acordo com a sua realidade, dedique os últimos minutos de seu expediente para selecionar as prioridades do dia seguinte com base em tudo que foi planejado durante a semana

A priorização diária abrange três passos simples e rápidos para os quais se deve recorrer á ferramenta utilizada para planejar a semana. Se for, por exemplo, uma agenda de papel e hoje for o primeiro dia da semana, você terá uma lista de tarefas previamente planejada

Agora é o momento de dar ordem á execução, adotando os passos seguintes para priorizar o seu dia de trabalho:

1 – Revisar pendências

O primeiro passo é considerar as eventuais pendências que precisam ser resolvidas, o que inclui tanto as tarefas não concluídas no dia anterior quanto aquelas que foram delegadas a terceiros. É preciso ter cuidado, porém, para não transformar a revisão das pendências na sua própria execução e sim incluí-las e listá-las na relação de prioridades.

É necessário igualmente ter cuidado na hora de checar os e-mails, já que o desejo de agir imediatamente sobre eles é muito comum – quase uma tentação. O objetivo aqui não é responder todas as mensagens de sua caixa de entrada, mas processar os seus e-mails, adotando quatro alternativas em relação a cada um deles:

  • responder: se for algo rápido e possa ser respondido em menos de cinco minutos, faça isso e delete o e-mail, uma vez que a resposta ficará na pasta de Itens Enviados;
  • armazenar: se for apenas uma informação, da qual você eventualmente precisar futuramente, mova o e-mail para a pasta apropriada (arquivo ou consultas, por exemplo)
  • trabalhar: se o e-mail requer algum tipo de ação que exija tempo para sua execução, ele deve ser transformado em uma tarefa ou em uma reunião, e a mensagem deve ser removida para a pasta correspondente, evitando usar a própria caixa de entrada como uma lista de tarefas.
  • excluir: se for um spam ou uma informação absolutamente inútil, simplesmente delete a mensagem.

Agora você tem uma lista de tarefas da semana que foram previamente planejadas, as pendências que surgiram ou foram esquecidas e os e-mails que foram transformados em tarefas ou reuniões. O passo seguinte é fazer tudo isso caber no seu dia através da estimativa de tempo de duração.

2 – Calcular a duração

Com as tarefas definidas. é o momento de estimar o tempo de duração de cada uma delas. No começo pode ser mais difícil estimar a duração das atividades, mas com o passar dos dias e semana a estimativa ficará mais precisa. Uma dica é sempre acrescentar um tempo adicional para as tarefas mais chatas ou mais complexar.

Nessa estimativa devem ser excluídas atividades de ordem pessoal que serão feitas fora do horário de expediente: ginástica, supermercado, aulas de inglês, etc. O objetivo é fazer o seu dia de trabalho caber dentro do limite de tempo que você estipulou, dando-lhe a sensação de que o dia foi proveitoso.

Uma lista compacta e realista é melhor do que uma muito extensa e inexequível. O objetivo é concluir todas as atividades programadas do seu dia-a-dia a não fica adiando tarefas.

3 – Priorizar

Agora, com as tarefas planejadas e a duração estimada de cada uma delas, é o momento de priorizar a sua execução, ou seja ordenar as prioridades de modo que sejam executadas na forma definida, uma de cada vez.

Alguns métodos de produtividade, aconselham a utilização da categoria alfabética como ABC para designar as tarefas mais importantes, as tarefas normais e as opcionais. Outros recomendam a prioridade por ordem numérica (1, 2, 3..) partindo da mais importante para a menos prioritária.

Em seu livro A Tríade do Tempo, Christian Barbosa, uma das principais referências na área de produtividade, recomenda a seguinte ordem de prioridades paras as listas de tarefas:

  • priorize as atividades mais rápidas (até 10 minutos) e mais fáceis
  • resolva qualquer urgência o mais breve possível para se concentrar nas coisas importantes
  • execute as tarefas mais difíceis ou complexas no seu período de maior produtividade no dia (para a maioria das pessoas, no período da manhã)
  • delegue atividades no período matinal
  • agrupe atividades semelhantes para serem executadas num bloco de tempo (ligações telefônicas, respostas a e-mails, reuniões recorrentes, etc)

Existe uma ampla variedade de formas de priorização que você pode colocar em prática. O mais importante é escolher aquela que melhor se adapta a seu estilo e a sua realidade.

Qualquer que seja o modelo escolhido, o fundamental é seguir á risca a ordem que você estabeleceu, sem ficar alternando entre as tarefas mais fáceis, mais interessantes ou que levam menos tempo – siga a sua ordem.

A sensação de uma lista priorizada e totalmente cumprida é muito gratificante e se você conseguir aprimorar sua capacidade de mensurar o seu dia de trabalho, se tornará, com certeza, uma pessoa muito mais realizada e mais produtiva

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Coaching

A Pirâmide dos Níveis Lógicos

Quando levamos uma vida muito sobrecarregada muitas vezes isso acontece porque estamos dando muita atenção a uma área da vida em detrimento de outras, sem encontrar formas de mudar tal situação.

O modelo dos Níveis Lógicos é uma estrutura clássica de PNL – Programação Neurolinguistica que nos ajuda a buscar o equilibrio entre os diversos aspectos da vida e identificar com mais precisão onde as mudanças devem ocorrer.

Esse modelo ilustra a interação entre sentimentos, pensamentos e ações para criar um sentido de propósito e nos oferece um instrumento eficaz para mudar as nossas atitudes, ajudando-nos a nos sentir mais motivados e inspirados.

No mundo da PNL, a palavra congruência descreve o sentido de poder e bem-estar que ocorre quando agimos de acordo com o que sentimos ser o certo em todos os Níveis Lógicos. Os seis níveis em que a mudança precisa acontecer para voltar a um sentido de alinhamento são:

  • o ambiente no qual nos movimentamos
  • nosso comportamento
  • habilidades, capacidades e talentos
  • crenças e valores
  • nosso papel e identidade
  • sentido de propósito e conexão.

Imagine que você acaba de receber uma oferta de emprego e precisa tomar uma decisão rapidamente sobre se a aceita ou não. Para ajudar na decisão, elabore uma série de perguntas que cubram todos os níveis lógicos descritos adiante e que se ajustem á situação.

1 – Ambiente

O nível de ambiente se refere a oportunidades externas ou restrições: pessoas com as quais se relaciona; lugares que frequenta; tipo de organização para a qual trabalha e grupos que frequenta e nos quais se movimenta.

Algumas pergunta para explorar os fatores ambientais incluem o onde, quando e com quem, tais como:

  • onde você se movimenta melhor?
  • quando está mais contente?
  • com quem trabalha melhor?

2 – Comportamento

O nível comportamental é feito de ações específicas dentro do seu ambiente e responde ás perguntas o que e qual. Exemplos:

  • o que você está fazendo nessa situação especifica?
  • o que não está fazendo?
  • o que você precisa fazer de maneira diferente?
  • qual o comportamento típico aqui?

3 – Aptidões e Habilidades

Esse nível do modelo se refere a conhecimentos e habilidades, o “como fazer”, que guia e dá direção ao comportamento, e respondem basicamente á pergunta como? Elas se relacionam á experiência e ás qualidades pessoais, bem como ás habilidades técnicas formais e conhecimentos, tais como:

  • como você está utilizando suas habilidades e talentos?
  • que novas habilidades pode precisar?
  • o que está fazendo aqui se adapta a todo o seu conjunto de habilidades?
  • que habilidades precisa utilizar para fazer as coisas de modo diferente

4 – Crenças e Valores

Nossas crenças e valores nos fornecem os reforços (energia, motivação e permissão) para ajudar ou negar nossas capacidades. Esse nível é potencialmente mais desafiador de investigar porque tenta responder á pergunta por que?.

Crenças são são as suposições que as pessoas fazem sobre si mesmas ou sobre os outros e o mundo á sua volta, que são muitas vezes fruto de generalizações e podem ou não se verdadeiras.

Valores sãos os critérios inconscientes que guiam as nossas escolhas e comandam as nossas ações, ainda que possam mudar ao longo do tempo. Como as crenças, os valores são diferentes para cada pessoa e muitos podem observar os mesmos valores – honestidade e família, por exemplo – mesmo que se comportem de forma diferente.

Algumas perguntas para explorar crenças e valores incluem:

  • o que é importante para você?
  • o que você defende como verdadeiro?
  • que crenças e suposições representam você?
  • o que você está assumindo como verdadeiro que pode estar te detendo?

5 – Identidade

Você desempenha muitos papéis na vida (pai,filho, marido, profissional, artista, etc) que são fundamentais para a sua autoconsciência. Explorar esses aspectos responde basicamente á pergunta “quem”?

Muitas vezes as pessoas têm conflitos entre os diferentes papéis (pai versus executivo, por exemplo) ou sentem um sentimento de impostor em um novo papel, especialmente quando se falta experiência ou uma habilidade específica.

Algumas perguntas para explorar fatores de identidade:

  • quem é você nessa situação?
  • quem você quer se tornar?
  • que papéis você desempenha e que papéis quer desempenhar?
  • como essa situação se ajusta ao seu sentido de quem você é?
  • como você descreve a si mesmo?

6 – Propósito

O nível de propósito vai além da autoconsciência para se relacionar com o todo de sua missão ou visão. Nesse nível, respondemos ás perguntas “para quê” ou “para quem” e pode ser explorado por perguntas como:

  • que significado posso extrair dessa experiência?
  • como o que está acontecendo aqui se ajusta ao meu propósito de vida?
  • por que razão estou me comportando dessa maneira? Que valores estou satisfazendo ou que valores pessoais estão sendo desrespeitados?
  • como essa experiência se relaciona com outras áreas de minha vida ou da vida das pessoas á minha volta?

Geralmente, as pessoas não se aventuram a ir além dos níveis de ambiente, comportamento e aptidões, que são mais seguros, factuais e mais facilmente observáveis.

Mas se estivermos dispostos a explorar os níveis mais altos, que incluem valores, crenças, identidade e propósito, poderemos experimentar uma transformação em nossas vidas porque estaremos nos conectando com as coisas que realmente importam.

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Metas e Objetivos Produtividade Resenha de livros

As Cinco Fases da Administração do Tempo

Em seu livro “A Tríade do Tempo”, a meu ver, um clássico na área de produtividade e gestão do tempo, Christian Barbosa, um dos maiores especialistas no assunto dentro do Brasil, descreve o que chama de Metodologia da Tríade, constituída de cinco etapas:

  • Identidade
  • Metas
  • Planejamento
  • Organização
  • Execução

Barbosa recomenda que essas fases sejam colocadas em prática de forma sequencial e cíclica e somente se todas elas forem implementadas o processo de administração pessoal será considerado completo. Ressalta, contudo, que esse não é um processo finito, pois as fases são cíclicas, o que significa dizer que a todo momento estaremos retornando á fase inicial e passando por todas as demais ao longo de sua aplicação.

As fases de planejamento, organização e execução podem ser aplicadas no dia-a-dia, mas isso não quer dizer que as demais serão negligenciadas: todas devem ser executadas na sequencia em que são apresentadas, porque uma fase complementa a anterior e abre caminho para a etapa seguinte.

De que adianta planejar se você não tem uma meta a ser alcançada? E para que servirá uma meta se ela não tiver um significado e um sentido especial para você? Para que serve a execução se não existe uma direção definida?

Veja a seguir uma descrição sumária de cada fase.

1 – Identidade

A fase inicial é a da identidade, a fase da reflexão, aquela que nos leva a olhar para dentro de nós mesmos e a nos perguntar: Quem sou eu? O que eu quero para a minha vida? Qual o meu verdadeiro propósito? Quais são os meus sonhos? Quais os papéis que desempenho na vida? Como estou vivendo meus relacionamentos? Como pretendo me equilibrar?

O grande problema, porém, é que muitas pessoas não sabem o que querem de verdade para suas vidas, não têm um sentido, uma direção, um propósito de vida pelo qual desejem lutar, um objetivo que as motive. Em consequência, vivem na base do deixa a vida me levar na letra da conhecida música de Zeca Pagodinho.

Muita gente, entretanto, costuma pular essa etapa e se preocupam apenas com dicas de aumento de produtividade, como não perder tempo, etc,.sem se deter numa autoanálise que lhes permita identificar as coisas que são realmente importantes para elas e que deem um novo direcionamento para as suas vidas.

2 – Metas

Quem não tem metas definidas vive os objetivos impostos pelas circunstâncias, não tem rumo nem autonomia. Metas são fundamentais quando se trata de produtividade pessoal, pois são elas que dão sentido ao nosso tempo, associando as atividades do dia-a-dia com a realização de nossos sonhos e objetivos.

Uma meta deve atender aos quatro princípios básicos descritos no modelo SMART (esperto em inglês), que significam:

  • eSpecifica – O quê?
  • Mensurável – Quanto?
  • Alcançável – Como?
  • Relevante – Por quê?
  • Temporal – Quando?

Além de escritas na forma SMART, algumas recomendações para tornar suas metas mais eficazes são as seguintes:

  • escreva suas metas de forma positiva, já que o nosso cérebro pensa primeiro no positivo e depois na negação. Por isso, evite usar a palavra “não” na descrição de suas metas e foque naquilo que você quer e não no que não quer
  • utilize sempre verbos de ação. Verbos passivos ou contemplativos (pensar, refletir, avaliar, etc) não são indicados para estimular a ação
  • se o objetivo for muito grande ou desafiador, segmente-o em etapas pequenas estabelecendo prazos para cada uma delas. Quanto menor e mais fácil de realizar, mais fácil e menos assustadora lhe parecerá a meta.
  • utilize, sempre que possível recursos multimídias (fotos, recortes de revistas e jornais, folhetos, vídeos, e tudo aquilo que possa tornar sua meta mais específica e definida). Esses recursos ajuda a visualizá-la com mais precisão e colocar a mente mais focada para o resultado que se pretende obter.
  • Revise constantemente suas metas de modo a fixá-las em sua mente. Napoleon Hill aconselha as pessoas a lerem as suas metas pelo menos duas vezes por dia: uma ao acordar, outra antes de dormir.

3 – Planejamento

Se a meta indica o ponto que você quer alcançar, os caminhos que o conduzirão até lá são definidos pelo planejamento. Planejar é definir, sempre por escrito, o caminho que será percorrido, é prever os possíveis problemas e obstáculos, identificar os passos intermediários, definir prazos e a alocação de recursos. Planejar, enfim, é economizar tempo – tanto na realização de suas metas quanto na execução do trabalho diário.

4 – Organização

A falta de organização – um dos maiores problemas apontados por pessoas que têm problemas com a gestão do tempo – uma vez sanada, ajuda a aumentar a produtividade. A constatação nos parece óbvia: simplesmente é mais fácil executar uma ação num ambiente limpo e organizado.

Organização, porém, não deve ser confundida com arrumação que consiste simplesmente em arrumar um quarto ou uma sala bagunçada quando chegam as visitas. Organização significa saber onde se encontra aquele papel importante de que você precisa para aquela reunião, um arquivo de computador, uma revista com uma informação de que vai precisar, o contrato que deveria estar em alguma gaveta ou arquivo.

5 – Execução

A fase da execução é a convergência de todas as demais e é nela que nossa identidade é exposta, nossas metas são cumpridas, o planejamento é colocado em prática e a organização ajuda na produtividade.

É também a etapa mais desafiadora de todas, pois é nela que aparecem os conhecidos “ladrões de tempo”, como os telefonemas, os e-mails, as tarefas urgentes e inesperadas.

A maioria das pessoas que têm problemas de produtividade costuma tropeçar nessa fase e é nela que devemos priorizar a coisas importantes, utilizar a organização pessoal, saber dizer “não” com habilidade mas firmeza, delegar tarefas e monitorar seus resultados.

Sem uma boa execução, de nada adiantarão seus planos e objetivos, mas também sem observar as fases anteriores a execução vai se perder em meio a montanha de tarefas urgentes e circunstanciais.

A ação é o ingrediente principal do sonho a ser realizado e da ideia a ser implementada. A execução nada mais é do que uma série de ações encadeadas, sempre voltadas para o mesmo objetivo. Em outras palavras, um processo nunca se realiza com um único ato: ele exige envolvimento.

Portanto, o primeiro passo no caminho dos seus sonhos é a ação. A caminhada até a sua realização é a execução. O dia de hoje é o único dia em que você tem que entrar em ação e a única pessoa responsável por fazer essa metodologia funcionar é você mesmo – e isso só pode ser feito no presente, aqui e agora.

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Coaching Metas e Objetivos

Como Estabelecer Metas e Objetivos Bem Formados

Talvez você já esteja familiarizado com os princípios do SMART, acrônimo em inglês que significa que as metas e objetivos devem ser Específicos (S de specific), Mensuráveis, Atingíveis, Relevantes e com Tempo Determinado para acontecer.

A abordagem da PNL – Programação Neolinguística vai um pouco além através de uma técnica conhecida como processo de resultados bem formados, no qual, através de uma série de perguntas, se pode explorar os “como”, “por quê”, e “para quê” em relação ao resultado desejado.

Ao seguir esse processo, você começa a entender os verdadeiros motivos de querer alcançar os seus objetivos e pode pesar os prós e os contras do sucesso em oposição ao fracasso, fazendo a si mesmo as seguintes perguntas:

  1. o objetivo está fundamentado em algo positivo?
  2. o objetivo foi iniciado, mantido e está sob meu controle?
  3. o objetivo descreve o método das evidências? Em outras palavras, quando e como você saberá que o atingiu?
  4. o contexto do objetivo está claramente definido?
  5. o objetivo identifica os recursos necessários?
  6. avaliei se o objetivo é ecológico?
  7. o objetivo identifica o primeiro passo que preciso dar?

1 – O objetivo está fundamentado em algo positivo?

Criar objetivos com palavras positivas é crucial para o seu processo de fixação. As pessoas costumam dizer o que não querem, mas muitas têm dificuldade em exprimir com clareza e em termos positivos o que realmente querem. Ao dizermos “não quero mais fazer esse tipo de trabalho”, isso pode afetar de forma adversa os resultados pretendidos porque a pessoa acaba focando no que não quer.

É libertador quando a pessoa consegue dizer com confiança e pela prmeira vez “Quero um trabalho que tenha a ver com meu interesse em…..”. Para ajudar nesse processo de descoberta, algumas perguntas poderiam ser:

  • o que você quer?
  • o que mais quer ou preferia ter?

Além de ser positivo, um objetivo deve ser específico. Em vez de expressar objetivos vagos como “Quero ser feliz” ou “Quero ter sucesso na carreira” que são difíceis de determinar e quantificar e levam á perda de foco, diga coisas como “Quero trabalhar numa empresa de… que me pague um salário de R$…. por mês e me dê oportunidades de crescimento profissional“, que permitem visualizar claramente o que se deseja e os passos necessários para chegar lá.

Caso a pessoa tenha dificuldades em identificar claramente o que quer, tente explorar palavras que causem efeito, tal como na frase: “Sabendo que você não quer X, que pequena mudança você você gostaria muito, para começar?

2 – O objetivo é iniciado e pode ser mantido e está sob meu controle?

Foto por cottonbro em Pexels.com

Muitas vezes, em sessões de coaching e nada vida em geral, você ouve alguém falar sobre um problema que outra pessoa quer que seja resolvido, tal como “Minha esposa quer que eu perca peso, pois se preocupa com a minha saúde“, “meus pais querem que eu estude medicina para ter maiores chances de sucesso profissional”, etc, etc.

Entretanto, você terá muito mais chance de ser bem sucedido se a motivação para alcançar seus objetivos vier de dentro. Exemplo: quero me sentir em forma e ter mais energia para ter mais vivacidade para mim mesmo“. Da mesma forma, se o objetivo for “eu quero que meus diretores me promovam no próximo ano“, pode ser que você se frustre, pois seus diretores podem ter propósitos diferentes, e o objetivo não depende de você.

As seguintes perguntas ajudam a retomar as rédeas da situação:

  • Estou fazendo isso para mim ou para atender o desejo de outra pessoa?
  • O resultado depende somente de mim?

3 – O objetivo descreve o método das evidências?

Isso equivale a perguntar: “Quando você saberá que atingiu seu objetivo”? “O que precisa acontecer para que seu objetivo seja alcançado?

As perguntas de especificidade sensorial a seguir convidam as pessoas a ponderar sobre objetivos que estejam muito vagos ou com resultados não claramente definidos:

  • Como você saberá que está conseguindo o objetivo desejado?
  • O que você estará fazendo quando o conseguir?
  • O que você estará vendo, ouvindo ou sentindo quando tiver alcançado seu objetivo?

Na última pergunta, você estará convidando a pessoa a vivenciar a experiência ao fazê-la imaginar os aspectos visuais, auditivos e sinestésicos do objetivo atingido. Com essa experiência sensorial fixada na memória, a mente inconsciente começa a trabalhar para auxiliar no processo de atingimento do objetivo.

4 – O contexto está claramente definido?

Definir o contexto no qual você quer atingir um determinado objetivo permite que se tenha uma maior clareza e especificidade. O contexto se refere á escolha de momento, locais e pessoas e ajuda a regular com mais precisão o que você quer, ao eliminar o que não quer.

Um exemplo: se seu objetivo for simplesmente mudar de residência, sem especificar sobre onde e com quem quer se estabelecer, pode se ver bombardeado com ofertas de corretores de imóveis em locais os mais diversos e com imóveis inadequados.

Ao definir quando você quer alguma coisa, pode identificar os passos iniciais que precisa adotar para que seu objetivo seja alcançado. Mudar para um imóvel de três quartos, num bairro nobre, pode fazer com que você perceba que precisa aumentar sua renda antes de pensar na mudança. Portanto, o objetivo que se impõe no momento é refinar o currículo, avaliar suas qualificações, e buscar um trabalho melhor remunerado.

5 – O objetivo identifica os recursos necessários?

Recursos aqui abrangem uma ampla gama de itens, incluindo:

  • tempo, dinheiro, energia
  • habilidades
  • fontes de informação
  • pessoas que possam apoiar
  • equipamentos, tais como computadores e maquinário
  • mentalidade positiva e boa saúde

Para identificar a disponibilidade ou não de recursos, respoonda as seguintes perguntas:

  • quais recursos você já tem e pode utilizar?
  • quais os recursos que não tenho e preciso adquirir?
  • há evidências de que você já foi capaz de atingir esse tipo de objetivo ou algo semelhante anteriormente?
  • o que aconteceria se você procedesse como se já tivesse os recursos necessários?

A última pergunta acima – agindo como se já tivesse os recursos que faltam – ajuda a pessoa a reconhecer e a mudar possíveis crenças que a estejam retendo. Se a pessoa realmente luta para encontrar recursos, pode examinar o problema de outro ângulo como, por exemplo, recordando um momento na vida em que foi talentoso e replicar aquela experiência, ou identificando alguém bem sucedido naquilo que quer obter e espelhar-se no seu exemplo.

6 – Avaliei se o objetivo é ecológico?

Quando a PNL fala sobre verificações ecológicas, está se referindo á avaliação que deve ser feita para saber se o resultado pretendido combina com todos os aspectos da vida de um cliente. Se alguém quer montar um novo negócio, qual será o efeito na sua saúde ou no relacionamento com a família? O que tem a ganhar ou perder ao se inscrever num curso de pós-graduação ou a se habilitar ao exercício de um cargo no exterior?

Verificações ecológicas chamam a atenção para qualquer propósito escondido ou ganho secundário que uma pessoa possa não ter considerado ao traçar uma meta ou objetivo. Um ganho secundário ou subproduto positivo se refere a um comportamento que parece ser negativo ou causador de problemas quando, na realidade, ele pode estar suprindo, de alguma forma, uma necessidade positiva.

Por exemplo, um ganho secundário que um fumante extrai do hábito pode incluir ter tempo para se concentrar, pensar ou simplesmente relaxar. Esses ganhos precisam ser reunidos em uma atividade alternativa que produza os mesmos efeitos e ajude o fumante a adotar o comportamento de não fumar.

7 – O objetivo identifica o primeiro passo que devo dar?

Decidir fazer alguma coisa e realmente faze-la não significam exatamente a mesma coisa. Para transformar seu sonho em uma realidade concreta você tem que dar aquele primeiro passo essencial, porque sem ele não conseguirá reunir a motivação e o impulso necessário para dar o próximo passo, e depois o seguinte, e depois o seguinte…..

O primeiro passo, no caso, não precisa ser uma coisa grandiosa ou desafiadora, mas apenas uma primeira ação física e concreta que lhe permita sair do lugar. Assim, para o objetivo de perder peso e melhorar a disposição fisica, o primeiro passo não é de se matricular numa academia, mas pesquisar opções e agendar uma data em seu calendário

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Coaching Produtividade

Como Encontrar Tempo para as Coisas Mais Importantes

Foto por cottonbro em Pexels.com

As pessoas muitas vezes procuram um coach quando o ritmo de suas vida lhes cobra, chegando as sessões iniciais com demandas para resolverem problemas de mau gerenciamento do tempo, querendo fazer mais coisas em menos tempo.

Mas aumentar a eficiência, interpretada como fazer mais em menos tempo, não é a resposta para a satisfação pessoal ou profissional. Em vez de fazer as coisas mais rápido, você precisa fazer as coisas certas, as que se encaixam em seus valores, suas necessidades, o no verdadeiro sentido de si mesmo, e ter coragem para deixar ir embora todo o resto.

Em seu livro “Os Sete Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes“, um clássico na área de administração pessoal, Stephen R. Covey recomenda aos leitores despenderem mais tempo nas atividades do que chama de Quadrante II – as coisas que são importantes, mas não urgentes.

Essas atividades representam as coisas estratégicas na vida, como planejar suas finanças, empreender um novo projeto, investir no aprendizado e na construção de novos relacionamentos. São atividades que, embora importantes, costumam ser deixadas de lado e podem esperar até que se tenha mais tempo, por não estarem pressionadas pelo fator urgência.

A Programação Neuro-Linguística – PNL afirma que qualquer coisa é possível de ser feita desde que desdobrada em partes suficientemente pequenas. Para as pessoas que vivem “no tempo”, como a PNL define os que vivem em função do momento e têm aversão a planos e programação, essas partes pequenas proporcionam mais foco em vez de agir de acordo com o fluxo do momento.

Para as pessoas “através do tempo”, as que gostam de planejar as atividades e têm uma programação a ser seguida, esse processo fornece algum ímpeto para progredir e fazer algo no momento, em vez de esperar até que o tempo se torne disponível, como num passe de mágica.

Uma das maneiras mais eficazes de despender tempo nas atividades do Quadrante II é alocar horas na agenda de forma que você foque unicamente nas atividades mais importantes. Tente o seguinte:

  • determine quando é seu tempo mais produtivo e reserve esse tempo para si mesmo, para se concentrar em sua prioridade máxima. Reserve apenas uma hora para iniciar esse processo;
  • encontre um lugar onde não possa ser perturbado e onde você não possa navegar na internet ou se envolver com outra atividade que possa distrair a sua atenção.
  • concentre-se sobre sua atividade de maior prioridade sem se envolver em qualquer outra coisa por cerca de 50 minutos. Nesse período de tempo, você certamente não terá finalizado o seu projeto, mas ele estará te levando em direção a sua finalização. Por isso, recompense a si mesmo com uma tapinha nas costas e um descanso de dez minutos.

Depois que você pegar o ritmo de trabalhar dessa forma, pode programar mais horas eficientes durante o dia ou semana. De pedaço em pedaço, você poderá resolver suas finanças, escrever um livro, aprender um novo idioma ou formar e ampliar uma rede de relacionamento.

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Coaching

Como Filtramos Informações

Para dar conta do volume de informações que nos chegam todos os dias através de nossos sentidos, nosso cérebro normalmente as filtra de três modos: apaga, distorce ou generaliza a informação. Para obter uma clareza maior, é preciso reconhecer como estamos lidando com essa situação, que se caracteriza pelos seguintes comportamentos.

1 – Distorção

A distorção é uma falsa representação dos fatos ou uma má interpretação ou interpretação apressada do que está sendo dito. Uma pessoa pode lhe dizer que está sendo maltratada por seus colegas, ainda que você possa obter um ponto de vista inteiramente diferente se trabalhar ou ouvir os colegas dela.

Por isso, em situações desse tipo, é preciso desafiar o ponto de vista possivelmente distorcido, utilizando perguntas do tipo:

  • isso é realmente verdade?
  • qual a prova imparcial de que isso é verdade?
  • como você sabe que esse é o caso?

2 – Generalização

Quando agrupamos uma série de acontecimentos sob um título, estamos fazendo uma generalização, que pode se referir s coisas, a pessoas ou a fatos. Esse sistema de filtragem pode resultar benéfico quando se trata de dar sentido ás informações.

Imagine se tivesse que reaprender a digitar em um teclado a cada vez que tivesse que usar um computador diferente. Felizmente, você pode aplicar sua habilidade generalizada de digitar a uma variedade de situações e obter resultados úteis.

A generalização, contudo, pode criar problemas quando, a partir de um exemplo ou caso isolado, o estendemos a todas as situações aparentemente semelhantes.

Assim, devemos prestar atenção á frequência com que utilizamos as palavras “sempre”, “nunca“, “todos“, especialmente em afirmações do tipo ” Ninguém gosta de mim porque eu... (complete a frase), ” Nunca consigo falar em público“, “sou sempre incompreendido pelos meus colegas de trabalho“, e por ai vai.

Algumas perguntas podem ajudar a superar generalizações:

  • esse é sempre o caso?
  • o que poderia ser uma exceção para essa regra?
  • você poderia dar um exemplo concreto de uma situação em que você conseguiu ser confiante? Falar para uma grupo? Ser bem aceito e elogiado pelos seus colegas de trabalho?

3 – Anulação

A anulação faz com que a mente consciente ignore um grande número de informações e tem um efeito positivo quando permite que você se concentre no restante da mensagem, e que pode ser o mais importante. O aspecto negativo é que podemos estar ignorando informações importantes.

Preste atenção no que as pessoas não estão observando sobre elas mesmas ou em relação a determinadas situações, fazendo perguntas do tipo:

  • o que você pode estar ignorando ou não observando nessa situação?
  • o que está faltando?
  • o que você poderia dizer mais a respeito?

Segundo a Programação Neolinguística – PNL, as pessoas costumam criar mapas mentais do mundo ao fazer as suas próprias interpretações sobre como o mundo funciona, e cada pessoa tem um mapa diferente com a sua visão da realidade.

Contudo, um dos pressupostos da PNL é o de que o mapa não é o território e, como o mapa de uma cidade, são apenas imagens construídas, não representando a coisa real, uma abstração que omite a riqueza do detalhe.

Assim, para obtermos uma clareza maior, é importante nos questionarmos se algumas vezes não estamos fazendo generalizações ou anulações e, dessa forma, criando situações distorcidas de uma realidade diferente.

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Como Lidar com Pessoas Dificeis num Processo de Coaching

Uma pessoa “dificil” é alguém que mostra dificuldades em lidar de modo produtivo com os outros, embora, na maioria das vezes, adotem esse comportamento porque não aprenderam a desenvolver outros recursos para lidar melhor com as situações. Alguns exemplos:

O ansioso

A ansiedade é uma sensação contínua de preocupação ou receio do que pode ocorrer mesmo quando não existe nada para temer ou preocupar-se. Esse sentimento pode estar ligado a vários fatores como baixa autoestima, stress, crenças negativas e outros. Ao lidar com clientes desse tipo, o coach deve observar as seguintes orientações:

  • não se deixar afetar pela ansiedade do outro. Encoraje a pessoa a utilizar técnicas de relaxamento;
  • verifique e desafie crenças limitantes. Pergunte qual poderia ser o “pior cenário” no caso daquilo que preocupa o cliente vir mesmo a se concretizar;
  • confira se a ansiedade advém de problemas concretos, caso em que devem ser utilizadas técnicas focadas na solução do problema, quando, por exemplo, a pessoa está ansiosa por causa de um problema que não consegue resolver. Desviar o foco para a solução em vez de concentrar-se no problema costuma funcionar como um excelente antídoto contra a ansiedade.

O passivo-agressivo

É aquele indivíduo que costuma expressar sua hostilidade ou insatisfação de modo indireto. O receio de dizer abertamente o que sente o leva a a recorrer a obstruções, procrastinações ou a falsa submissão e obediência. As pessoas com essas características são difíceis de lidar porque:

  • agem dissimuladamente e não assumem responsabilidades por seus atos;
  • quando confrontados, afirmam que não tinham a “intenção” de prejudicar ninguém, assumindo o papel de vítima ou de inocente;
  • costumam alegar que os outros é que estão exagerando ou agindo de forma inadequada.

Para lidar com esse tipo de comportamento:

  • documente tudo para evitar reações do tipo “foi isso mesmo que você me pediu”? “não estava me lembrando do assunto”, e outras desse tipo;
  • não perca o controle para não dar ao passivo-agressivo a chance de se fazer de vítima;
  • seja assertivo: insista para que a tarefa “esquecida”, atrasada ou procrastinada seja completada dentro do prazo estipulado ou de um período especifico de tempo;
  • as consequências da não conclusão da tarefa devem ser detalhadas e documentadas;

O hostil

A hostilidade pode se originar de várias causas e para lidar com ela é preciso observar o comportamento da pessoa e lhe dar um feedback especifico e baseado em fatos concreto. Por exemplo:

  • o comportamento hostil é decorrente da falta de habilidade social? Trabalhe as habilidades de comunicação verbal e não verbal;
  • a pessoa acredita que está sendo tratada injustamente? Apure a realidade do fato
  • o cliente de coach tem crenças limitantes ou preferências convertidas em exigências? Analise com ele os custos e benefícios de agir de modo hostil em relação ao problema. Dependendo da gravidade do comportamento hostil, ele pode precisar de um programa especifico de angry management ou controle da raiva.

Baixa performance

Esse é um dos tipos mais comuns dentro de um processo de coaching. O baixo desempenho pode ser decorrente de duas razões:

1 – Não realizam porque não sabem ou não conseguem

Se a pessoa não sabe ou não consegue apresentar uma performance adequada é porque lhe falta habilidade, conhecimento ou direcionamento. Nesse caso, trabalhe a identificação e a aquisição das habilidades e conhecimentos necessários. É importante que a pessoa entenda com clareza o que se espera dele e de que modo seu desempenho está sendo avaliado.

2 – Não realizam porque não querem

Caso a pessoa não revele disposição para melhorar sua performance, o coach deve verificar as razões de sua falta de engajamento e motivação. Nesse caso é importante que a empresa em que trabalhe dê feedback efetivo e regular, defina claramente metas e avaliação do desempenho e aplique medidas disciplinares progressivas, se necessário.

Se nada disso funcionar e o cliente se mantiver irredutível em seu comportamento, o processo de coaching deverá ser interrompido, devendo a empresa – se responsável pela contratação – ser informada de que o coaching não é a intervenção mais adequada para aquele tipo de profissional.

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O Coaching Executivo e a Motivação

Depois de analisar diversas teorias motivacionais, a pesquisadora Nancy Leonard e seus colegas concluíram em 1999 que os modelos existentes não eram suficientes para explicar a grande diversidade de comportamentos observados no mundo corporativo. Exemplos: a motivação advinda do reconhecimento do trabalho, do abono ou reajuste salarial, do desejo de enfrentar novos desafios, e assim por diante.

O resultado foi o desenvolvimento de um modelo de motivação organizacional baseado no autoconhecimento,o que, em termos resumidos, significa a percepção multidimensional que temos de nós mesmos. Em outras palavras: as pessoas são motivadas a escolher comportamentos, engajar-se em atividades e a perseguir objetivos sempre de acordo com o autoconceito.

As 4 dimensões do autoconceito

O autoconceito é formado a partir de quatro dimensões básicas: 1) o “eu”percebido; 2) o “eu” ideal; 3) Identidades sociais. 4) a autoestima.

1 – O “eu” percebido

Desenvolvido por Carl Rogers, descreve o conjunto de percepções do indivíduo em relação a suas características, competências e valores, o que pode ser medido em termos de nível e de intensidade.

O nível refere-se ao grau da autopercepção. Até que ponto a pessoa acredita possuir essa caraterística, competência ou valor? O modo como a pessoa se autoavalia segue um padrão ordinal quando a avaliação é baseada na comparação com outras pessoas. E segue um padrão fixo quando o critério de avaliação é predeterminado.

A intensidade diz respeito á força da autopercepção e o quão intensamente as pessoas percebem seu nível de determinado atributo. Pessoas com um forte “eu percebido” demonstram mais segurança ao avaliar suas características, enquanto aquelas com um baixo “eu percebido” se mostram mais inseguras quanto aos próprios atributos.

Como trabalhar essa dimensão

O coach deve verificar como o cliente se percebe em ternos de características, competências e valores, bem como o nível e a intensidade dessa autopercepção, fazendo perguntas como: “Quais são suas principais características? “Quais as suas principais competências e valores?” “Como você avaliar o nível que você possui esses atributos”?

Uma dica é utilização de uma escala para ajudar a pessoa a se autoavaliar,, variando de 1 a 5, com perguntas como: O quanto você manifesta essa característica? Qual o seu grau de domínio nessa competência? O quanto você vivencia na prática essa valor?

2 – O “eu” ideal

Em contrapartida ao “eu percebido”, descrito como o modo como percebemos nossas características, competências e valores, o “eu ideal” descreve os atributos que gostaríamos de possuir e indica, também, como gostaríamos que as pessoas nos vissem.

Para checar o “eu ideal” de um cliente, o coach pode perguntar: Quais as características, competências e valores que você gostaria de ter? Quais as diferenças entre o modo como você se vê agora e o modo como você gostaria de ser? Essas diferenças são realistas? De que forma essas diferenças afetam o seu trabalho?

A pergunta “essas diferença é realista”? tem uma razão importante. Não há nada errado em ter um ideal a seguir – muito pelo contrário. Isso é algo que nos move e nos impulsiona a crescer e a buscar a melhoria.

O problema é quando buscamos um modelo que, de tão idealizado, chega a ser irreal. Em vez de nos motivar, esse modelo pode exercer um efeito oposto: reduz nossa autoestima e as nossas ambições. Afinal, por que perseguirmos um modelo impossível? Fique atento a essa armadilha: modelo ideal e irreal não significam a mesma coisa.

3 – Identidade sociais

Identificação social é o processo pelo qual as pessoas se identificam a si mesmo e aos outros em diferentes categorias sociais (gênero, sexo, raça, religião, classe social, faixa etárias, ocupação, nível cultural, estado civil e outras).

A identificação social responde parcialmente a pergunta “quem sou eu”? e, por isso, constitui um aspecto importante na autopercepção, aquela que deriva das categorias sociais a que pertencemos. Afinal, ninguém tem dificuldades em se definir como brasileiro, casado, coach, na faixa dos 30 anos, com formação universitária etc.

O problema ocorre quando as identidades sociais se tornam a dimensão predominante em nossa autopercepção, já que muitas delas são mutáveis. Uma pessoa que se define como executivo, casado e de classe média alta pode passar por uma profunda crise de identidade ao perder o emprego, divorciar-se e perder o status social e profissional.

Por isso, é fundamental que o coach contribua para que o cliente tenha uma percepção equilibrada de si mesmo, principalmente se perceber que está valorizando suas identidades sociais em detrimentos de suas outras dimensões como ser humano.

4 – A autoestima

Expressa a qualidade de quem se valoriza, se mostra a vontade com seu modo de ser e transmite confiança em seus atos e julgamentos. Ela regula a diferença que estabelecemos entre o “eu ideal” e o “eu percebido. Quanto menor for essa diferença, maior é a autoestima – e vice-versa.

Como trabalhar essa dimensão com seu cliente

É bem mais difícil elevar a motivação de uma pessoa com baixa autoestima, que costuma se manifestar em três tipos:

  • Crônica: é aquela que se manifesta na maioria das situações, resulta de experiências passada e é focada em nossas competências. Cabe ao coach avaliar o nível de autoestima de seu cliente para verificar se ele pode ser elevado por meio de um processo de coach ou se é tão baixo que necessite de uma terapia com um profissional da área.
  • Especifica de tarefas: é a confiança de que somos capazes de realizar determinadas tarefas. Como coach, verifique com o cliente: quais os feedbacks que ele recebe de seus colegas e de seu chefe? qual o seu nível de confiança em relação às suas habilidades especificas? que habilidades ele necessita e que exigem treinamento ou coaching.
  • Socialmente influenciada: ocorre em função da expectativa dos outros e resulta da comunicação e do feedback de um grupo ou da sociedade que o cerca que possam lhe servir de referência. Verifique: quais são as expectativas dos outros em relação ao seu cliente? Que feedbacks sociais ele tem recebido para atender a essas expectativas? Que diferenças ele gostaria de diminuir em relação a essas expectativas?

Em conclusão, o autoconceito influencia nossa motivação, comportamentos e objetivos. Assim, ao trabalhar essas quatro dimensões, o  coach também estará aumentando a conscientização do coachee quanto as seus pontos fortes e aqueles  que necessitam ser desenvolvidos, além de contribuir para a redução da distância entre o “eu percebido” e o “eu ideal”, elevando, em consequência, a sua autoestima e motivação.

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Os Desafios da Economia Brasileira em 2021

A economia brasileira, assim como a do resto do mundo, foi duramente afetada pela pandemia do novo coronavirus, que provocou uma despesa extra do governo para socorrer as pessoas e empresas com o chamado “orçamento de guerra”, que deve atingir 604 bilhões de reais, o que equivale a quase 9% do PIB nacional.

As adversidades provocadas pela pandemia, porém, apenas escancaram um problema do descontrole das contas públicas, com o qual os governos brasileiros já vem lidando há muito tempo, e vamos chegar a 2021 com o orçamento estourado, com o peso de sete anos seguidos de déficit público, e com uma dívida de mais de 90% do PIB.

Em meio ás discussões sobre a criação de um novo programa social e sobre o teto de gastos, que representam a principal âncora fiscal do país e que limita o gasto máximo do governo ao equivalente ao do Orçamento do ano anterior, corrigido pela inflação do período. Diante desse quadro, economistas, investidores e instituições financeiras projetam dois diferentes cenários para 2021: um em que as contas públicas não fecham, e outro com as finanças sob controle.

Gastos públicos

O último pico do déficit público ocorreu ainda no governo Dilma, em 2015, com as famosas pedaladas fiscais, quando os números foram maquiados nos balanços do governo, numa operação que ficou conhecida como “contabilidade criativa”.

Antes da pandemia, a previsão do Tesouro Nacional era de que as contas públicas voltariam a fechar no positivo em breve, pela própria dinâmica do crescimento econômico, aliado ao aumento da arrecadação e a um controle de gastos mais efetivo. Agora, as previsões mais otimistas apontam para um superávit primário somente em 2026 ou 2027 e somente na hipótese de o teto de gastos ser mantido.

Taxa de juros

Um dos princípios básicos da economia é o de que os indicadores caminham juntos, para o bem ou para o mal. Assim, a percepção de que o risco fiscal pode aumentar, com a elevação dos gastos públicos, pode provocar um impacto direto na taxa de juros dos títulos de longo prazo que são emitidos pelo governo para financiar a sua dívida.

Atualmente, a taxa Selic está em 2% ao ano – a menor de sua história e deve permanecer assim até o final do ano. Já os juros futuros, aqueles que captam os riscos projetados pelo mercado seguem uma velocidade diferente.

Para os economistas ouvidos pelo Banco Central para a elaboração do Boletim Focus, que mostra a perspectiva dos principais indicadores econômicos, a Selic deve subir em 2021, pelo menos 0,5 ponto percentual a mais, podendo chegar a 6% caso o teto de gastos seja rompido., o que pode se refletir na ponta, com o custo dos empréstimos para empresas e pessoas físicas.

Desvalorização do Real

Desde o inicio de 2020, o dólar acumula uma valorização de 40% em relação ao real, diante do cenário de incertezas sobre os próximos passos do governo em relação á economia. Os investidores costumam buscar refúgio no dólar, um ativo considerado seguro, com liquidez imediata, o que permite a sua venda rápida em caso de necessidade, sobretudo em momentos críticos, como a crise causada pela pandemia.

O problema é que o real vem desvalorizando com uma velocidade impressionante e num ritmo bem maior do que o das moedas de outros países emergentes. No Chile, por exemplo, a desvalorização do peso foi de 5%; no México, 14,4%, muito menos do que no Brasil, e na Coréia do Sul, estacionou em 1,2%.

As projeções indicam que o dólar pode chegar a 6,70% reais ao ano, caso a situação fiscal se deteriore. Num cenário mais otimista, o dólar até perde parte da valorização deste ano, podendo chegar a 4,60 reais em 2021 e a 4,15 reais em 2022, se o Brasil fizer a chamada lição de casa e conseguir equilibrar as suas contas.

O que mais preocupa o mercado, porém, não é tanto a desvalorização do real, mas a fuga de capitais dela decorrente, o que prejudica o Brasil na concorrência com outros países emergentes na atração de investimentos internacionais, como a Índia, cuja economia deve crescer, e o México, outro país latino-americano em acirrada disputa pelos mesmos recursos estrangeiros.

Segundo o Banco Central, de janeiro a gosto deste ano, a fuga líquida de capitais atingiu cerca de 15 bilhões de dólares, o pior resultado desde 1982, Embora agosto tenha registrado uma pequena melhora, o mercado e os investidores internacionais aguardam a definição das decisões econômicas que serão adotada pelo Brasil daqui para a frente, sobretudo em relação aos efeitos práticos da questão fiscal na economia.

Inflação e custo de vida

Num efeito cascata, a alta do câmbio pode impactar também a inflação, já que, com o dólar valorizado, costuma ser mais rentável exportar do que vender para o mercado interno, encarecendo os produtos primários consumidos internamente. Esse foi um dos motivos da alta do preço do arroz, que aumentou cerca de 20% este ano.

Entre janeiro e agosto, as vendas eternas do arroz cresceram 73,6% em comparação com o mesmo período de 2019, com 1,5 milhão de toneladas embarcadas. Outros alimentos, como frango e ovos, também tiveram seus preços remarcados nos últimos 12 meses, também em razão da alta do dólar, aliada ao aumento da procura interna por causa do auxilio emergencial.

O fator mais preocupante da inflação dos alimentos é que ela atinge mais profundamente a classe mais desfavorecida que tem no nos gastos com alimentos o item de maior peso em seu orçamento doméstico, o que se evidencia na deflação (queda de preços) em setores como educação e vestuário, mais acessíveis á classe média, o que ajudou a segurar a inflação.

A percepção dos brasileiros, no entanto, é a de que os preços dos alimentos vão continua em alta, segundo pesquisa da revista Exame e do instituto de pesquisa Ideia, cerca de 55% dos entrevistados em pesquisa realizada entre os dias 21 e 24 de setembro acreditam que a remarcação dos preços do arroz e outros produtos alimentares deve seguir em alta.

Se isso ocorrer, o Banco Central pode se ver pressionado a aumentar a taxa de juros para conter o consumo e manter os preços mais estáveis, o que não deixaria de configurar uma situação anômala porque não se pode ter inflação baixa com uma situação fiscal desorganizada, como o admitiu recentemente o próprio presidente do Banco Central.

Desemprego

Segundo a Fundação Getúlio Vargas, o ano deve terminar com uma taxa de desemprego de 13,4%, pior resultado desde a década de 1980. Esse, porém, é o retrato oficial. A população fora da força de trabalho deve chegar a a 77 milhões de brasileiros, onde se incluem não só os desempregados como os que desistiram de procurar uma ocupação.

Com o anunciado fim do auxilio emergencial e com a percepção de que a pandemia vai perdendo força, o que infelizmente ainda não se confirmou, mais gente vai sair ás ruas em busca de trabalho, fazendo engrossar as taxas de desemprego.

Mas qual seria a relação entre a situação fiscal e a taxa de desemprego? Com a falta de previsibilidade sobre a politica fiscal e a perspectiva de juros mais altos daqui para a frente, as empresas tender a adiar investimentos e novas contratações de empregados, afetando o mercado de trabalho, já que, num momento de crise, a primeira coisa que as empresas olham é a folha de pagamentos.

Em conclusão, a pandemia é sem dúvida a causa principal da atual crise. Com ela, o país gastou mais e se endividou mais. Mas não se pode debitar ao novo corona vírus a responsabilidade por tudo já que ele apenas potencializou problemas tipicamente brasileiros como a falta de planejamento e de reformas, como a administrativa e tributária, para corrigir distorções com as quais o país convive há décadas.

É óbvio que essas reformas não produziriam efeitos da noite para o dia caso fossem aprovadas, mas transmitiriam mensagens positivas para o futuro e, por consequência, mais confiança para empregar, consumir e investir.

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O Coaching e a Dissonância Cognitiva

A Teoria da Dissonância Cognitiva refere-se á tensão a qual somos submetidos quando abrigamos dois pensamentos – ou dois elementos cognitivos- conflitantes em nossa mente. Um exemplo típico da dissonância é quando recebemos um feedback que contraria o nosso autoconceito, ou a avaliação que temos de nós mesmos.

Ao lidar com a dissonância, as pessoas costumam adotar algumas das seguintes estratégias:

  • Sentem-se motivadas a se empenhar em melhorar, a fim de que, no futuro, passem a receber feedbacks positivos;
  • Buscam feedbacks diferentes de outras fontes, tentando desacreditar a avaliação anterior que originou a dissonância, ou buscam desqualificar a importância da pessoa que deu o feedback, reduzindo o seu status, conhecimento, importância ou autoridade;
  • Tentam apresentar evidências e/ou argumentos de que o feedback é incorreto;
  • Desassociam-se dos resultados, atitude típica de quem diz algo como: “O projeto não ficou bom, mas eu não estava realmente empenhado”. Ou seja: ao aparentar desinteresse, a pessoa tenta evitar que seus conhecimentos e competências sejam questionados;
  • Esforçam-se para convencer a si mesmo e aos outros de que as competências ou os valores em questão não são assim tão importantes: “Por que eu deveria ser mais organizado? As pessoas organizadas demais não são criativas”
  • Evitam o problema. A pessoa passa a evitar situações ou oportunidades de receber feedbacks ou de colocar suas competências e valores á prova.

Como lidar com a dissonância

Diante da tensão gerada pela dissonância cognitiva, a tendência humana é reduzir o desconforto e restaurar o equilíbrio. Por isso, a dissonância cognitiva pode agir como um poderoso motivador.

Com esse objetivo, num processo de coaching, o coach pode ajudar o cliente a canalizar essa motivação de modo mais produtivo, direcionando-o, por exemplo, para a mudança comportamental e para a autoresponsabilização, a atitude de assumir responsabilidade pelas suas ações e pelos resultados delas decorrentes.

Para tanto, devem ser feitos os seguintes questionamentos junto ao cliente:

  • Em que situações ele experimenta a dissonância cognitiva?
  • Que estratégias costuma utilizar em tais situações?
  • Quais os resultados ou consequências dessa estratégia?
  • Esses resultados ou consequências têm sido põe satisfatórios para o cliente?
  • Em caso negativo, que outras estratégias poderiam produzir melhores resultados?

Reforço Positivo

A Teoria Motivacional do Reforço, desenvolvida pelo psicólogo americano B.F. Skinner, propõe que os indivíduos tendem a repetir determinados comportamentos quando as consequências ou resultados lhes trazem algum tipo de recompensa (reforço positivo) e tendem a abandoná-los quando  resultam em alguma punição ou não lhe trazem nenhuma recompensa (reforço negativo).

Sob essa ótica, feedbacks que fortalecem o autoconceito funcionam como reforço positivo, enquanto os feedbacks falhos ou inconsistentes enfraquecem o autoconceito e atuam como desmotivadores.

É preciso considerar, porém, que recompensas não são necessariamente óbvias, por estarem vinculadas a valores e a outros fatores que variam de pessoa para pessoa. Para um indivíduo, por exemplo, a expectativa de uma promoção pode ser um forte motivador. Para outro, que tem dificuldades de lidar com novos desafios e responsabilidades, pode agir como desmotivador e fonte de stress.

Por isso, o coach nunca deve pressupor que algo seja um fator de motivação ou uma recompensa para um cliente. Em vez disso, deve investigar mais a fundo o assunto, analisando, se for o caso, a questão dos motivadores e dos sabotadores.