Como Lidar com um Chefe que não dorme e não te deixa dormir!

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Seja por estilo próprio, seja por excesso de trabalho ou até por dormir pouco por natureza, cada vez mais as pessoas em função de chefia e liderança acham que seus subordinados devem estar sempre alertas e disponíveis, mesmo fora do ambiente de trabalho, o que pode se tornar um problema quando esse roteiro extrapola os limites profissionais e o funcionário passa a ter a sua vida pessoal invadida.  Essa tênue fronteira se rompe com mensagens de e-mail ou WhatsApp e até telefones fora do horário e local  de trabalho.

Esse tipo de atitude se agravou nas últimas duas décadas quando as tecnologias digitais possibilitaram a conexão dos trabalhadores com seu emprego. Mesmo longe do escritório, eles acessam os e-mails pelo celular, participam de grupos de discussão com colegas, e são “amigos” do patrão ou chefe em redes sociais.

A demanda é tão intensa que levou a França a estipular limites. Em janeiro de 2017, o governo francês colocou em vigor uma norma que dá direito ao funcionário de ignorar e-mails ou mensagens de celular em horários de folga. A iniciativa, batizada de “direito de se desconectar”, baseia-se em estudos que provam que o trabalhador pode sofrer de estresse, síndrome de burnout,  insônia e até mesmo problemas de relacionamento quando submetidos a esse tipo de situação.

A questão é: se as consequências são tão ruins, porque tantos gestores agem assim? Especialistas em cultura organizacional elencam os principais motivos:

  • O chefe é o dono da empresa e está no modo “tudo ou nada”;
  • Ele está no momento de alavancar a carreira e, portanto, tem de mostrar resultados;
  • a companhia vive um período de crise ou passa por um processo de reconfiguração, o que exige uma dedicação adicional de quem está no comando.

Enfim, o modo como a pessoa age depende do momento da carreira e do estilo pessoal. Só a experiência vai ajudar a perceber quando o líder está passando do ponto.

Insones famosos

Do CEO da Apple, Tim Cook, que acorda ás 3h45m da manhã para responder e-mails, á apresentadora americana Oprah Winfrey, que afirma se sentir bem com apenas 5 horas de sono, ser um chefe insone virou sinônimo de sucesso. O fenômeno levou o Wall Street Journal a cunhar uma expressão sleepless elite (“elite insone”, numa tradução livre) para se referir a esse pessoal (3% da população que, segundo estudos, precisa de poucas horas de sono)

O próprio presidente norte-americano, Donald Trump, diz repousar apenas 4 horas e já insinuou publicamente que alguém que durma 12 horas jamais será tão bem-sucedido quanto ele. No Brasil, quem mais encampa essa ideia é o ex-prefeito de São Paulo, João Dória, hoje candidato ao governo do Estado. Em 2016, durante a campanha para a prefeitura, ele fez questão de ressaltar que imprimiria, na gestão pública,  seu ritmo de 16 horas de trabalho na iniciativa privada.

Sem contrapartida no médio e baixo escalão

Para o pesquisador e gerente do Núcleo de Desenvolvimento de Liderança da Fundação Dom Cabral, Anderson Sant’Anna, há dois estilos de chefia. O chefe do  tipo A, que assume mais tarefas do que dá conta, costuma ser perfeccionista, exige um grau de comprometimento da equipe semelhante ao seu, e busca entregar o serviço num curto espaço de tempo – custe o que custar.

E há o tipo B, mais tranquilo, que busca o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional, que pode ter a mesma produtividade por saber gerenciar melhor o time, delegar e distribuir tarefas. O problema, segundo Anderson, é que a imagem do líder que produz impactos e gera resultados se associou ao tipo A, e muitas empresas preferem contratar profissionais com essas características, que colocam o trabalho no centro de sua existência.

Á medida que a carreira avança rumo a cargos mais elevados, mais difícil se torna delimitar a fronteira entre trabalho e vida pessoal: mais horas se passam na companhia , e menos se dorme. Na alta gestão, executivos se comprometem com os resultados agressivos e entregam boa parte de seu dia á organização. Em troca, recebem remuneração e bônus polpudos, como é o caso do próprio Tim Cook, da Apple, que ganhou 13 milhões de dólares em 2017 – 3 milhões em salários e o restantes em bonificações, segundo o site Business Insider.

O problema é que profissionais de médio e baixo escalão não vêm engordar suas contas bancárias na mesma proporção das horas adicionais trabalhadas. E quando precisam realizar tarefas em plena madrugada, sentem-se lesados. Assim, disseminar esse tipo de procedimento ás outras áreas da organização é um erro – e não só pelo fator remuneração. Quando não conseguem dar atenção á vida pessoal, trabalhadores perdem a motivação – e rendem menos.

Em seu livro Rest: Why You Got More Done When You Work Less (algo como “Descanse: Por que você produz mais quando trabalha menos, ainda sem tradução no Brasil), o pesquisador e conselheiro de negócios do Vale do Silício Alex Pang defende a ideia de que a jornada de trabalho não deveria exceder 4 horas diárias.

Para comprovar sua tese, ele reúne  décadas de estudos científicos que mostram que o cérebro humano não funciona plenamente por horas a fio e traz exemplos de personalidades bem sucedidas. Segundo o autor, Charles Darwin, responsável pela teoria da evolução e autor de 19 livros, atuava apenas 3 horas pela manhã e mais 1 hora no final da tarde. No tempo restante, Darwin lia, caminhava e convivia com a família.

Como lidar com o problema

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Apesar dos argumentos científicos sobre a necessidade de repouso e a ineficácia de trabalhar demais, o fato é que chefes insones e workaholics inveterados continuam ocupando espaços nas empresas. Que fazer, então, quando o celular toca no meio da noite?

Especialistas em carreira, ouvidos pela revista Você S/A em sua edição 249, sugerem cinco dicas de como agir numa situação em que o líder exagera na dose

1 – Tenha autocontrole

Quem lida com um chefe insone deve ter disciplina para evitar o trabalho nos momentos de lazer. Evite responder a e-mails e mensagens fora da jornada de trabalho. Se for preciso, justifique polidamente mas com firmeza, apontando as razões por que deixou de atender ao chamado (“você ligou na hora em que estava colocando meu filho para dormir”, “ você ligou no meio da sessão do cinema e não pude atender”, são alguns exemplos)

2 – Priorize o que é urgente

Caso seja impossível separar trabalho e hora de lazer, prirorize o que for realmente urgente quando houver um chamado fora do horário de trabalho, evitando que o trabalho ocupe toda a sua vida.

3 – Busque mudanças

Chefes insones costumam ser pouco maleáveis á mudança de rotina. Se essa for a sua realidade, entregue o que o chefe pede mas busque uma oportunidade de mudar de área ou até mesmo de emprego.

4 – Complete seu chefe

Some á equipe uma competência que seu chefe não tem. Funcionários que se destacam costumam ser mais bem tratados pelos gestores, o que pode evitar um e-mail fora de hora ou mesmo uma cobrança por não ter respondido á mensagem

5 – Mostre seu valor

Seja visível para o chefe de seu chefe. Se mais pessoas souberem que você é produtivo e competente, não será uma mensagem ignorada durante um fim de semana que irá provocar a sua demissão.

A boa notícia é que gestores desse tipo percam espaço no mundo corporativo e tendam a desaparecer. Com os millenials (jovens na faixa dos 30 anos) chegando ao topo da hierarquia, essa deve ser uma realidade não muito distante, já que a chamada geração Y busca melhor qualidade de vida e não aceita essas condições de trabalho, preferindo pedir demissão e empreender.

Assim, se você precisa do emprego, a melhor estratégia é entrar no jogo, fazendo o que for pedido, enquanto busca uma alternativa de carreira melhor, e se desconectar completamente do trabalho quando tiver um tempo livre, encarando a presente situação como um ciclo, que certamente vai passar.

 

 

 

 

 

 

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Como Evitar as Compras por Impulso no Mundo Digital

Compras digitais

 

A Internet é um shopping sem porta de saída. Além da comodidade de não precisar ir a uma loja física, as pessoas encontram ali tudo o que desejam a qualquer hora e com um clique no mouse.

Não por acaso o mercado de comércio eletrônico vem registrando taxas constantes de crescimento. Em 2013, 31 milhões de pessoas fizeram uma compra pela web pelo menos uma vez. Em 2017, foram 56 milhões de compradores virtuais – um aumento de 77% em apenas quatro anos segundo estudo Webshoppers, realizado pela empresa E-Bit, que acompanha os números brasileiros;

O problema é que, no ambiente online, consumidor fica sujeito às compras por impulso, seja pela facilidade tecnológica, que estimula o consumo inconsciente, seja pelos recursos utilizados pelo marketing digital para atingir o nosso cérebro.

Por meio de especialistas que conhecem a fundo o comportamento dos clientes, conhecidos por growth hackers, as lojas virtuais tem usado mecanismos cada vez mais sofisticados para atrair os consumidores, armadilhas que podem causar um estrago imenso no bolso e no orçamento das pessoas que não tem controle financeiro.

O americano Robert Cialdini, professor de psicologia e marketing da Universidade do Estado do Arizona, relacionou em seu livro As Armas da Persuasão táticas que levam á persuasão por despertarem o subconsciente das pessoas. das quais pelo menos três estão presentes nos e-commerce  e são utilizadas para estimular a impulsividade nas compras.

Gatilhos mentais

 

São elas: a teoria da escassez, quando a loja e a publicidade diz que o estoque de um item ou serviço está no fim; a prova social, que usa as avaliações feitas por outros usuários para atrair os indecisos; e o fator autoridade, quando o nome de uma personalidade ou celebridade é atrelada á marca. Ter consciência de que esses conceitos existem e são utilizados é o primeiro passo para programar melhor as compras.

Dicas básicas para evitar as compras por impulso

Compras por impulso

 

A primeira recomendação dos orientadores financeiros é criar uma rotina de consumo. Ao receber um e-mail com uma oferta de um produto ou serviço, resista á tentação de clicar nele. Espere um momento em que não esteja com pressa e mais calmo para pesquisar melhor e refletir sobre a compra.

Para quem tem dificuldades em seguir essa orientação, uma alternativa é não autorizar o envio de e-mails de ofertas, o que normalmente acontece quando se preenche um cadastro numa loja virtual e há um campo no formulário autorizando o envio de mensagens com informações e promoções. Na maioria das vezes, a opção “sim” é automaticamente selecionada pelo sistema. Portanto, fique atento e não deixe de desmarcá-la se for o caso.

Estratégias mais comuns do comercio eletrônico e dicas para evitar as armadilhas

1 – Jogo da Escassez

A tática de oferecer descontos por tempo limitado ou poucas peças ou vagas de um determinado produto ou serviço é uma das mais poderosas para gerar a sensação de urgência. O produto pode até estar no fim  ou o desconto realmente tem prazo para acabar, mas outras oportunidades surgirão, já que são táticas comuns e frequentes de vendas.

2 – Avaliações de outros clientes

Segundo a Psicologia Social, o ser humano é impulsionado a escolher um item pela quantidade de avaliações. Os especialistas recomendam que o cliente não olhe apenas para a número de mensagens e estrelas, mas analise detidamente os comentários dos compradores.

3 – Celebridades e influenciadores

É comum as pessoas se verem atraídas por itens associados a imagens de celebridades e influenciadores no YouTube e do mundo virtual. É preciso entender, porém, que esses influenciadores são pagos para fazer uma campanha e muitas vezes nem usam aquele produto que estão elogiando. Portanto, use a razão e não tente imitar hábitos de consumo dos famosos.

4 – Compras com um clique

Os consumidores eletrônicos costumam deixar seus cartões de crédito cadastrados nos sites das lojas virtuais, permitindo com que as próximas compras sejam feitas apenas com um clique o que aumenta o risco de compras por impulso. Para evitar isso, o melhor caminho é não cadastrar antecipadamente o cartão de crédito nos sites eletrônicos e recorrer ao boleto bancário. já que, com ele, a compra só será feita se você puder pagar á vista

5 – Na ponta dos dedos

Pesquisadores da Universidade da Colúmbia britânica descobriram que as pessoas se portam de forma mais racional quando realizam as compras utilizando o computador, em comparação com aquelas que usam o celular. Assim, embora seja mais cômodo pesquisar e fazer comprar pelo Smartphone, a dica é óbvia: priorize o computador desktop na hora que bater aquela vontade de consumir algo.

6 – Anúncios personalizados

A tecnologia permite que os anúncios sejam segmentados por perfil de cliente, o que faz com que as marcas entreguem o “produto certo para a pessoa certa” o que aumenta a chance de compra. A estratégia é excelente, já que o consumidor recebe ofertas que tem a ver com seu estilo de vida e acaba se empolgando e exagerando nos gastos. O melhor caminho é desativar o recebimento de e-mails e propagandas.

7 – Códigos promocionais

O objetivo é levar o consumidor ao impulso. Em praticamente todos os produtos há a possibilidade de inserir códigos para conseguir um desconto ou comprar dois itens pelo preço de um. Normalmente os consumidores são atraídos por essas promoções pelas redes sociais. Assim, a opção para não cair na armadilha é clicar no menu que aparece no canto superior do banner promocional e escolher a opção “ocultar anúncio“.

8 – Anúncios e pushs

A estratégia é conhecida. Basta fazer a busca de algum item na Internet para os sites bombardearem as pessoas com propagandas de produtos ou itens similares, ou para enviarem mensagens para o celular. Os bloqueadores de plugins são ótimos recursos para evitar os “anúncios perseguidores”. Dessa forma, o consumidor ficará protegido dessas propagandas e estará menos propenso a gastar sem necessidade.

 

Qual é o seu Estilo de Liderança?

Lider Vulnerável

 

Em seu mais recente livro, “Gente de Resultado“, o consultor de gestão Eduardo Ferraz busca responder a uma indagação recorrente em seus treinamentos: “Como eu, líder de uma uma equipe enxuta – e que não sou poderoso, rico ou famoso – alcanço o alto desempenho por meio de pessoas”?

Segundo o autor, esse questionamento o levou a desenvolver um método de liderança aplicável em empresas de qualquer porte e com times reduzidos. Para tanto, o passo inicial é conhecer que tipo de gestor você é, tema de reportagem da revista Você S/A, que transcreveu os principais tópicos em sua edição de abril.

O autor diz que costuma usar a análise DISC (que estuda Dominância, Influência, Estabilidade e Conformidade) para analisar os perfis de liderança. O problema, segundo Ferraz, é que os conceitos do Disc demandam algum tempo para ser bem utilizados, o que, se não representa um óbice em programas de treinamento continuados, não lhe parece o mais adequado em cursos de liderança com um único módulo, de 8 a 16 horas de duração.

Assim, ele passou a desenvolver fomas de simplificar o conteúdo do Disc, de modo a que pudesse ser compreendido e assimilado em treinamentos de curta duração, do que resultou um modelo formado por quatro estilos de liderança, mais um misto, quando a pessoa apresenta características de dois ou mais estilos, com os quais, diz o autor, os clientes conseguem se identificar mais rapidamente.

O importante é conhecer seu estilo de liderança, não para mudá-lo, mas para aproveitá-lo ao máximo e ao mesmo tempo fazer as melhorias necessárias. O objetivo é ajustar a forma – não o conteúdo. A seguir, as descrições dos cinco tipos de liderança, com os pontos fortes e fracos de cada um.

Cerca de 70% das pessoas apresentam um estilo preponderante e, em torno de 30%, dois estilos próximos (misto). É importante ressaltar que não há um estilo melhor do que o outro, mas características positivas e negativas em cada um deles. Assim, o ideal é aproveitar ao máximo seu estilo natural e, na medida do possível, agregar um ou duas boas características dos demais.

Estilo 1 – Protetor

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A pessoa com esse estilo em maior intensidade costuma ser gentil, acolhedora e interessada no bem estar de seus subordinados. Quando a equipe é madura e responsável, esse perfil de liderança tende a apresentar bons resultados, pois todos se sentem protegidos e respeitados.

Os problemas surgem quando um ou outro colaborador abusa desse benevolência e começa a entregar tarefas com atraso e pela metade, a faltar com frequência e a não se comprometer com os resultados da equipe. Nesse caso, o gestor precisará ajustar suas maneira de liderar, cobrando as tarefas de forma mais direta e, se for o caso, punindo o mau comportamento, sem perder a essência de seu estilo acolhedor.

Estilo 2 – Trator

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Esse estilo caracteriza as pessoas exigentes, determinadas e francas em seu relacionamento profissional. Quando a equipe responde bem a esse tipo de pressão, esse tipo de liderança pode produzir bons resultados, pois todos sentem que há um comando claro.

Os problemas ocorrem quando o líder exagera na agressividade e na intolerância, casos em que precisará ajustar sua maneira de ser, pois ninguém fica motivado com chefes rudes e desrespeitosos, que tratam mal e sem motivos os seus subordinados.

Estilo 3 – Centralizador

 

Essa pessoa costuma ser organizada, sistemática e conservadora, o que pode trazer bons resultados quando a equipe responde bem a esse estilo, pois as tomadas de decisão são seguras e ponderadas, mas pode apresentar problemas quando o líder parte para o microgerenciamento, exigindo que as pessoas façam o trabalho sempre da forma que ele quer, sem dar espaços para sugestões ou melhorias;

Nesses casos, o gestor terá de ajustar sua conduta, para evitar que os subordinados se acomodem, já que não podem decidir quase nada, o que pode ser conseguido com a delegação de algumas tarefas, sem correr muitos riscos.

Estilo 4 – Empreendedor

As pessoas com o estilo empreendedor em alta intensidade costumam ser ambiciosas e otimistas e delegar com facilidade. Quando a equipe responde bem a essa autonomia, esse estilo de liderança tende a gerar bons resultados, pois a tomada de decisão é compartilhada.

Os problemas começam quando o gestor abdica de da gestão do dia-a-dia, deixando a equipe com a sensação de abandono e de que ele está sempre ausente. Nesse caso, o líder terá de ajustar seu estilo para não perder a referência, participando mais da gestão, mas sem perder tempo com tarefas corriqueiras.

Estilo 5 – Misto

Cerca de 30% dos indivíduos apresentam uma mescla de dois a três estilos, que variam conforme o contexto profissional. A pessoa pode apresentar, por exemplo, equilíbrio entre o estilo trator e o centralizador, e, eventualmente, quando a oportunidade de um bom negócio se apresenta, assumir o papel empreendedor por alguns períodos. Alguns podem apresentar os estilos centralizador e protetor equilibrados, mas, sob pressão, demonstrar o estilo trator, por exemplo.

Se você tem perfil misto, tenderá a demonstrar características positivas e negativas de dois ou três estilos, o que pode ser até vantajoso, pois, como não há extremos, fica mais fácil aproveitar os pontos fortes de cada um.

 

Carreira: A Crise dos 25 Anos

Decisões

 

Faculdade concluída, um MBA no currículo, um cargo de liderança,  e o patrimônio  aumentando. Esse é o perfil e as metas típicas de um jovem profissional no inicio da carreira. O problema é que muitos deles não sabem exatamente o que fazer com tudo isso.

Uma pesquisa recente do Linkedin revelou que oito em cada dez brasileiros de 25 a 33 anos estão em crise, fenômeno que o professor Oliver Robisson, do Departamento de Psicologia, Serviço Social e Aconselhamento da Universidade de Greenwiwich, em Londres, no Reino Unido, chama de “quarter life crisis”, ou seja, a transição da juventude para a fase adulta, quando as dúvidas da vida pessoal – casar, ter filhos, comprar um imóvel ou aproveitar a vida –  se juntam ás encruzilhadas da carreira profissional.

Para a psicologa Bruna Tokunaga Dias, autora do livro A Crise dos 30 – A Adolescência da Vida Adulta, esse é o momento de tomar as rédeas da vida e escolher que tipo de adulto a pessoa quer se tornar, de forma a conciliar as responsabilidades da maturidade com as liberdades da juventude. “É como se a pessoa não fosse jovem o suficiente para começar algo do zero, nem tão velha para se conformar em ser infeliz” – diz ela.

Conflitos resultantes do amadurecimento profissional sempre existiram, mas as mudanças culturais intensificaram a angústia dos jovens adultos. Até a década de 60, por exemplo, adiar o casamento para além dos 20 anos era arriscar-se a ficar solteira para sempre. Hoje, a revisão dos papéis e de gênero do homem e da mulher no emprego, em casa e na vida social enfraqueceu esses velhos tabus e redefiniu a noção de liberdade e felicidade.

Além disso, a possibilidade de permanecer 20 anos a mais no mercado de trabalho. em função do aumento da expectativa de vida, mexeu com as noções de envelhecimento e com os limites profissionais. Antigamente, a carreira escolhida seria aquela por toda a vida. Agora, a necessidade de atualização é constante,  e passar cinco anos fazendo a mesma coisa transmite a sensação de estagnação.

Expectativa x Realidade

Planejamento Anual

 

Nem sempre o que o jovem imagina ou deseja nos primeiros anos de vida profissional é o que acontece a medida que a idade avança, conforme se vê nos exemplos abaixo, citados por vários profissionais da área de consultoria e recursos humanos.

Expectativa: Uma boa faculdade garante o futuro

Realidade: Por melhor que seja a instituição de ensino, ela representa apenas o começo.Manter a mentalidade de aluno (se esforçar apenas para ficar na média e passar de ano) só contribui para piorar a crise, já que no universo profissional não há lugar para o desempenho mediano. A busca constante de aperfeiçoamento – e não só nos livros e cursos da área – é o que efetivamente prepara para uma eventual transição profissional.

Expectativa:  Com um MBA a carreira vai decolar

Realidade: a prática vale mais do que o certificado, já que, nas empresas, o que conta é resultado. Assim, emendar um curso de MBA logo após a graduação, em ver de passar um tempo exercitando o que aprendeu, muitas vezes reduz a chance de desenvolvimento.

Expectativa: Estou a salvo em um emprego

Realidade: A empresa é você! A ideia de que carteira assinada é garantia de estabilidade no emprego é coisa do passado.O investimento em formação e conhecimento deve ter como objetivo o crescimento profissional e pessoal e não apenas a conquista de  uma posição disputada numa organização.

Atitudes que ajudam a enfrentar os períodos de insatisfação

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Reconhecer a crise

De acordo com o Prof.Oliver Robisson, o que caracteriza esse momento é o desejo de se desvencilhar de um compromisso assumido em algum momento do passado, mas que já não nos serve no momento atual. Nesses casos, nem sempre é possível – nem recomendável – agir no ato, mas reconhecer que algo precisa ser feito é o primeiro ato em direção á mudança.

Usar as redes a seu favor

A ilusão de sucesso e felicidade exibidos no ambiente digital aumenta a ansiedade, derruba a auto-estima e acaba afastando as pessoas de seus objetivos“, diz Alexandre Ullman, diretor de Recursos Humanos do Linkedin para a América Latina.”Navegue nas redes com maturidade e mantenha o foco nas metas que pretende alcançar, evitando parecer aquilo que você não é ou se deixar abalar pela vida supostamente incrível das outras pessoas.

Aceite sua trajetória

Entenda que as escolhas que você fez em determinado momento da vida eram as que lhe pareceram as melhores ou as que mais tinham a  ver com você naquele contexto e naquela ocasião, sem julgamentos ou arrependimentos. Você deve buscar o autodesenvolvimento para assumir a responsabilidade por sua trajetória e agir de acordo com seus objetivos – e não para atender expectativas externas.

Converse sobre seus anseios

Compartilhar dúvidas e experiências com quem passou ou passa pelo mesmo problema com que você se defronta ajuda a enxergar novas possibilidades e novos horizontes, além de contribuir para o seu Networking e evitar o isolamento social.

Invista nas habilidades pessoais

Até por volta dos 25 anos, o jovem tem tempo de se formar, acumular dois ou três anos de experiência profissional, ou até completar uma pós-graduação. Se a intenção for uma mudança radical de carreira, o que faz a diferença são as habilidades emocionais  e não as competências técnicas, sobretudo se os novos desafios profissionais envolverem chefiar e liderar pessoas.

Adote um hobby

Além de oxigenar a cabeça e contribuir para a redução do stress, muitas vezes é nos momentos de descanso que surgem novos insights e novas ideias, sem falar que um hobby ou atividades de lazer pode se transformar numa fonte de trabalho e renda.

Quando se vive a crise dos 25 anos, é comum ter a sensação de que mudar de rota ou de ideia, deixando um projeto ou carreira para trás, fará com que você volte várias casas no jogo da vida. Mas não tem que ser assim. Ter coragem para buscar um novo caminho, ainda que sem garantia do sucesso faz parte do processo de amadurecimento.

 

 

Histórias do Mundo Corporativo

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As historias a seguir foram extraídas do livro “vo”, de Max Gehringer, o qual reúne os artigos que geraram o maior n úmero de comentários no programa Mundo Corporativo da Rádio CBN. Nele, com seu estilo bem humorado e com sua verve habitual, o autor aborda os assuntos que, por algum motivo – sério ou lúdico, ou ambos – despertaram a maior atenção dos ouvinte.

O bom, o ruim e o bonzinho

Em empresas, existem três tipos de funcionarios: o bom, o ruim e o bonzinho. Mais dia, menos dia, o ruim vai para fora, e o bom vai para cima. Mas o bonzinho continua sempre no mesmo lugar.

Apesar de ser simpático e competente, de ser apreciado pela chefia, de ser estimado pelos colegas, a carreira do bonzinho não deslancha. E ele não consegue entender onde está o erro. A questão é que o bonzinho não tem aquilo que as empresas chamam de “o perfil”. Ele não é agressivo, não mostra espirito de liderança – não faz a diferença.

Para quem tem dúvidas se é bom ou bonzinho, aqui vão as cinco características do bonzinho.

  1. o bonzinho é ouvinte. Em uma reunião, evita dar palpites e está sempre fazendo aquele gesto de positivo com a cabeça.
  2. O bonzinho concorda com tudo. Principalmente com aquilo que não concorda.Sempre acha que é melhor evitar confusão e conversar depois, com mais calma.
  3. O bonzinho não desafia ninguém. Não gosta de discórdia. Para ele, o empate é um ótimo resultado.
  4. O bonzinho jamais desabafa. Mesmo quando está uma arara, continua com aquela expressão de manequim de loja de shopping.
  5. O bonzinho detesta aparecer. Se surgir uma daquelas raras oportunidades de matar o dragão e virar o herói da empresa, ele prefere sentar e esperar o dragão morrer de velho.

O bonzinho não faz intriga, não puxa o tapete de ninguém, e está sempre disposto a ajudar quem precisa de ajuda. Por isso mesmo, chefes e colegas preferem que ele continue onde está, contribuindo positivamente para o bom ambiente de trabalho.

O bonzinho está sendo vitima do egoismo geral e todo mundo lhe daria inteira razão se ele reclamasse. Ele só não reclama porque é bonzinho.

Hands On

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Concorrendo com mais de duzentos candidatos, Fabiana ficou com a cobiçada vaga de gestora de atendimento interno, nome que agora se dá á seção de serviços gerais. 

No processo eletivo, Fabiana preencheu todos os requisitos exigidos pela empresa: formação superior, inglês fluente, profundos conhecimentos de informática, criatividade, liderança e ambição. E ainda ser hands on.

No primeiro dia no novo emprego, Fabiana instalou-se em sua mesinha e, meia hora depois, chegou o primeiro cliente interno: seu Borges. Fabiana se apresentou e seu Borges foi logo mandando.

– Faça três cópias desse relatorio.

– In a hurry!

-Saúde.

-Não, isso quer dizer “bem rapidinho, agora mesmo”. É que tenho fluência em inglês. Aliás, desculpe perguntar, mas porque a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português?

-Sei lá. Dá para tirar logo essas cópias?

-O senhor não prefere que eu digitalize? Tenho profundos conhecimentos de informática.

-Não, não. Cópias normais mesmo.

-Certo. Mas não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos.

-Fabiana, desse jeito não vai dar!

-E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.

-Como assim?

-É que sou líder e não tenho ninguém para liderar.Considero isso um desperdício de meu talento energético.

-Olha, nesse momento, só preciso de três cópias

-Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro.

-Futuro, que futuro?

-É que tenho ambição. E já faz uma hora que estou aqui e ainda não aconteceu nada.

-Fabiana, estou aqui há dezoito anos e também não me aconteceu nada.

-Sei.Mas o senhor é hands on

-Hein?

-Hands on. Mão na massa

-Claro que sou!

-Então o senhor mesmo deve tirar as cópias. E agora com licença que vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Afinal, foi isso que me prometeram quando fui contratada.

O mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções. Uma, que aumenta cada vez mais, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações necessárias. A outra,menor mas crescente, é a dos que são admitidos porque tem todas as competências exigidas nos anúncios. Mas não poderão usá-las porque, no fundo a função não precisa delas

 

A Sutil Arte de Ligar o F..da-se – Uma Resenha

A sutil arte de ligar o f..da-se

 

Encontrar alguma coisa importante e significativa em sua vida é o mais valioso uso de seu tempo e energia. Isso é particularmente verdadeiro quando nos conscientizamos de que todos nós temos problemas na vida e que encontrar significado para  a sua existência vai ajudar-nos a  sustentar o esforço necessário para sua superação.

Essa, em essência, é a mensagem do livro “A sutil arte de ligar o f..da-se”, do jovem escritor (39 anos) Mark Manson, que ocupa a lista de best-sellers da Amazon e do New York Times, e também na relação dos livros de não ficção mais vendidos da revista Veja.

Ao contrário do que pode sugerir o título, trata-se de um livro sério e profundo, embora escrito em linguagem informal e descontraída,mas que nos conduz a reflexão sobre as prioridades que estamos dando a nossa vida, sem nos darmos conta de que,muitas vezes, estamos incorporando apenas aquilo que os outros acham  que deveríamos fazer,  e não as coisas que estão verdadeiramente alinhadas com nossos valores e missão de vida.

O livro vai na contra-mão das publicações de auto-ajuda, que pregam a motivação,o pensamento positivo,a visualização, o poder do otimismo, a lei da atração –  enfim tudo aquilo que representaria a receita do sucesso para atingirmos nossas metas e objetivos. Manson, ao contrário dessa corrente, sustenta que a busca incessante do sucesso, quando medido pela posse de coisas materiais,  apenas reforça aquilo que não temos e aumenta a nossa frustração quando não o conseguimos.

O autor diz que, em vez de buscarmos a comparação com o sucesso dos outros, devemos nos preocupar em sermos uma versão melhor de nós mesmos e focar nas coisas mais importantes, deixando de lado tudo aquilo que não faz sentido. Medir o sucesso em termos de poder e riqueza material só contribui para a frustração, uma vez que estamos incorporando as prioridades alheias e não aquilo que está efetivamente alinhado com nossos principais valores existenciais.

Isso não significa, porém, adotar uma postura de indiferença e resignação diante dos problemas e adversidades, ou de acomodação, na base do “deixa a vida me levar“. Trata-se, em vez disso,de focar a atenção e preocupação nas coisas realmente significativas, ignorando o que não é importante  – ou,como diz o título do livro, “ligando o f..da-se para o resto”.

Não devemos evitar ou fugir dos problemas. Devemos,sim, preocupar-nos em resolver os “bons” problemas,aqueles que devem merecer a nossa atenção e esforço em resolvê-los, e aceitar as nossas vulnerabilidades, sem a obsessão de querer vencer sempre e de se sentir uma espécie de “rei da cocada preta” ou a última bolacha do pacote“, o que, para o autor, é uma forma de arrogância.

Principais destaques

O segredo para uma vida melhor não é precisar de mais coisas;é se importar com menos, e apenas com o que é verdadeiro, imediato e importante”

“O desejo de ter mais experiências positivas é,em si, uma experiência negativa. E, paradoxalmente, a aceitação da experiencia negativa é,em si, uma experiência positiva.Desejar sentimentos positivos é um sentimento negativo;aceitar sentimentos negativos é um sentimento positivo”

” É a isso que o filosofo Alan Watts se refere  como “lei do esforço invertido”, a ideia de que quanto mais tentamos nos sentir bem o tempo todo, mais insatisfeitos ficaremos, pois a busca por alguma coisa só reforça o fato de que não a temos”

“Ligar o f..da-se não significa ser invulnerável, mas se sentir confortável com a vulnerabilidade.”

“Se quiser ligar o f..da-se para as adversidades, primeiro você precisa se importar com algo mais importante do que ela. A ideia não é fugir da merda. É descobrir com que tipo de merda você prefere lidar”

” O que determina o sucesso não é de que prazer você quer desfrutar. A questão relevante é qual dor você está disposto a suportar. O caminho da felicidade é cheio de obstáculos e humilhações”

 

“Só podemos atingir o sucesso em algo se estivermos dispostos a falhar. Se você se recusa a correr o risco, não está disposto a ser bem sucedido”

“Grande parte do medo do fracasso surge por conta de valores pessoais muito ruins. Se, por exemplo, eu avaliar a mim mesmo pelo parâmetro de “ser amado por todo muito”, a ansiedade é certa, uma vez que dependerei cem por cento dos outros. Não estarei no controle. Assim, meu meu valor estará  a mercê do julgamento de terceiros”

“Valores ruins são aqueles que envolvem objetivos externos, fora de nosso controle. Busca-los provoca alto grau de ansiedade. E meso quando conseguimos alcança-los, ficamos vazios e inertes: não há mais problemas a resolver”

“Valores melhores são focados no processo. Algo como “honestidade ao se expressar” – um parâmetro a ser adotado em virtude do valor “honestidade” – é um processo que nunca termina e deve estar em permanente revisão”

‘A ação não é apenas consequência da motivação; é também a causa. Se você não está motivado para realizar determinada mudança importante, faça alguma coisa, qualquer coisa.Depois, aproveite o efeito da ação como combustível para se motivar”

O livro não é – e o autor deixa isso bem claro logo no inicio – um manual de regras ou dicas para se tornar uma pessoas bem sucedida. Mas, em linguagem leve e fácil de ler, nos propicia um valioso instrumento de reflexão. É como uma conversa entre amigos, na qual ouvimos coisas das quais intimamente já temos conhecimento, mas resistimos em admitir, levando-nos, em consequência, a nos aceitar como nós somos e a sentir-nos melhor e mais aliviados após a leitura.

Não é de surpreender, portanto, que “A sutil arte de ligar o f..da-se”,  seja o assunto de discussão do momento e que figure entre as publicações mais vendidas, daí a nossa recomendação de sua leitura.

 

Como Transformar Sonhos em Realidade Com a Estratégia Disney

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Do seu estudo sobre o grande Walt Disney, o preparador e fomentador da Programação Neurolinguística – PNL, Robert Dilts criou um modelo de sucesso criativo, conhecido em PNL como a Estratégia Disney, que se baseia na extraordinária capacidade de Disney de projetar sonhos, dar-lhes vida e transformá-los em projetos reais.

Essa estratégia acentua o processo de estabelecimento de metas para trazer os objetivos á realidade e garantir a sua viabilidade. E é particularmente útil com projetos grandes e desafiadores para indivíduos e equipes.

Conhecimento dos diferentes papeis

Imagineering é a expressão cunhada por Walt Disney para descrever o modo como ele elaborava sonhos e os transformava em realidade. Essa maneira única de trabalhar deu vida a personagens famosos e duradouros, como Mickey e Minnie, deu origem ao legado do cinema e ao impérios de parques temáticos e de diversões frequentados por milhões de pessoas do mundo inteiro.

O imagineering bem sucedido incorpora três papéis principais: o do Sonhador, o do Realista e o do Crítico, todos necessários para a inovação, a resolução dos problemas e o alcance dos objetivos. Os colaboradores de Disney diziam que ele adotava as três personagens e eles nunca sabia qual viria para a próxima reunião.Seria o Sonhador, o Realista ou o Critico? Sem dúvida que essa incerteza os mantinha permanentemente alertas.

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O Sonhador

Nesse papel, você está olhando para o futuro e pensando no todo. Quer ver cada pedaço da história ou projeto. Para pensar como um Sonhador, sentar com uma postura simétrica e relaxada, com os olhos voltados para cima, ajuda a incorporar o personagem.A pergunta a ser explorada aqui é o que você quer fazer

O Realista

O próximo papel muda a ideia para um plano executável ao segmentar um nível.Para pensar com um Realista, sente simetricamente, com com a cabeça e olhos olhando diretamente à frente e levemente para adiante. A questão principal a ser formulada é como fazer o plano funcionar.

O Critico

O trabalho do Critico é verificar as falhas no plano, procurar pelo que está faltando ou foi negligenciado ao formular o seguinte tipo de questão “O que aconteceria se…… Para incorporar o papel de critico, sua cabeça e olhos devem voltar-se para baixo e estar levemente inclinados, com uma de sua mãos tocando no queixo.

Normalmente as pessoas já tem um plano no qual estão trabalhando, já estando assim mais ou menos familiarizado com o papel do Realista

Perguntas que podem ser feitas para cada um dos papéis

  • sonhador: O que você quer? Qual é o proposito? Por que você quer isso? Quais são os benefícios que você vai obter? O que você verá, ouvirá e sentirá quando tiver isso? Quando você espera que isso aconteça? Onde você quer que isso te leve no futuro? Quem você quer ser ou com quem quer se parece, em consequência da realização desse objetivo?
  • realista: Quando esse objetivo será completado? Quem são as principais pessoas envolvidas? Quais são as etapas do planejamento? Qual é o primeiro passo? O segundo passo? O terceiro passo….? Quais são as evidências de que você está conseguindo? Como você saberá que atingiu seu objetivo?
  • crítico: Quem será afetado? Quem pode fazer ou desmanchar essa ideia? O que os faria se opor á ideia? Quais são as suas necessidades? Quais são as compensações por manter as coisas como estão? Como você pode manter esses benefícios quando implementar a nova ideia? Onde e quando você não iria querer isso? O que está faltando ou é preciso?

Coaching através dos papéis

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Você pode usar a estratégia Disney de várias maneiras para tornar os objetivos mais concretos e passíveis de serem atingidos, seja mencionando um papel em uma conversa rápida para conseguir que um cliente pense diferente, ou pode orientar os clientes através de um processo facilitado que dure várias horas.

O exercício a seguir encoraja os clientes a experimentarem as diferentes perspectivas dos três papéis Disney

1 – Convide seus clientes para participarem de uma sessão para trabalhar em alguma coisa realmente importante.

Você talvez queira trabalhar sobre a visão pessoal de vida do cliente, um projeto de mudança de vida ou outro objetivo significante. Naturalmente, você pode usar esse processo para si próprio também.

2 – Coloque três cadeiras em um posicionamento triangular

Sente-se ao lado do cliente em uma quarta cadeira enquanto fala ao longo do processo, mantendo-se próximo mas o suficientemente afastado para ficar de fora do espaço criativo de cliente

3 – Para cada etapa do ciclo criativo, oriente o cliente para sentar numa cadeira especifica e mudar a linguagem corporal para cada papel

Comece com o Sonhador, mude para o Realista e, finalmente, para o Critico, observando a linguagem corporal de cada um.

4 – Faça perguntas relevantes a cada papel especifico e anote as respostas dos clientes

5 – Peça ao cliente para mudar de posição e assumir o próximo papel

Faça as perguntas apropriadas e registre as respostas relevantes

6 – Depois que o cliente assumir todos os papeis, repasse cada um deles rapidamente e pergunte o que está faltando

7 – Quando estiver seguro de que seu cliente cobriu todas as posições, revise as respostas reunidas para criar conjuntamente um objetivo significativo, com um plano de ação realista.