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Coaching Metas e Objetivos

Ferramentas de Coaching: Especificação de Objetivos

Self Coaching

Sonhos nos dão um senso de identidade, de propósito e de significado e refletem nossas mais profundas aspirações. E o primeiro passo para transformar sonhos em realidade é transformá-los em objetivos, para que você possa visualizar um caminho concreto para chegar onde quer chegar.

O objetivo é a descrição daquilo que se pretende conseguir. A meta é a segmentação desse objetivo, ou seja o marco que você precisa atingir e ultrapassar para chegar lá. Metas não são apenas atividades ou ações programadas. Elas são as escalas que temos que fazer para chegar ao nosso destino. Cada meta bem definida que você atinge o coloca mais perto de seu objetivo e da concretização de seus sonho

Uma das ferramentas mais uteis, seja num processo de coaching, seja usado individualmente através do auto-coaching, pelas pessoas que querem atingir uma meta ou objetivo de mais longo prazo, é a chamada “especificação de objetivos”, que dá maior clareza acerca do que se pretende atingir.

Nesse documento, e numa única folha, se detalha o que se pretende alcançar(meta), as evidências de que conseguiu (resultado final), as razões por que a meta é importante (valores, princípios, proposito), e as etapas que devem ser cumpridas para chegar lá (plano de ação), como detalhado no modelo abaixo.

Coaching Especificação de Objetivos

1 – O Quê

O primeiro passo é definir claramente o que você quer, o que deve ser feito de forma especifica e com a maior riqueza de detalhes possível, de forma que se possa visualizar a meta e cristalizá-la em nossa mente para atingi-la mais facilmente, respondendo ás seguintes perguntas: o que você deseja especificamente? Qual o contexto em que essa meta deve ser atingida? (onde você quer que ela aconteça); Está formulado de maneira positiva? (estou dizendo o que eu quero e não o que não quero que aconteça); É alcançável?

2 – Evidência

Qual será a evidência de que você conseguiu a sua meta? O que precisa acontecer para que isso ocorra? O que você estará vendo, ouvindo ou sentindo quando atingir sua meta?Quais os indicadores ou evidências você vai ter para saber que chegou lá? Quando você quer isso?

3 – Motivadores (ganhos)

O que você ganha com isso? Quais os benefícios que você obterá a partir do atingimento dessa meta?

4 – Sabotadores (perdas)

O que você perde com isso? Esse objetivo ou resultado esperado afeta negativamente outras pessoas ou o meio do qual você faz parte? Se for o caso, o que você precisa alterar no seu objetivo para que afete apenas positivamente outras pessoas ou o seu meio?

5 – Valores (relevância)

Por que isso é importante para você? Quais os valores que você vai satisfazer com a realização dessa meta? Por que isso é relevante e significativo?

6 – Recursos

Do que você vai precisar em termos de recursos? (recursos financeiros, materiais, conhecimento, tempo, habilidades/qualidades/capacidades pessoais, etc)

7 – Estratégias

Quais são as formas para conseguir isso? Quais as estratégias que posso adotar? Você conhece alguém que já fez isso? Há algo que posso modelar dessa pessoa? Como ela conseguiu?

8 – Ações

Quais os passos que preciso dar para conseguir isso? Qual é a primeira ação? E depois? Qual o meu plano de ação para chegar lá?

9 – Responsabilidade

Depende de quem para que esse objetivo seja realizado? O que você pode fazer para que esse objetivo dependa de você para que possa ser iniciado e mantido?

10 – Comprometimento

Em uma escala de 0 a 10, o quanto você está comprometido a atingir seu objetivo? Se o seu nível de comprometimento for menor do que 10, o que você pode fazer para aumentá-lo?

Pessoas sem objetivos são como um navio á deriva. Tudo o que você quer ser, fazer ou realizar em sua vida, em sua carreira ou em seus negócios depende de uma boa formulação de objetivos para ajudá-lo a levar uma vida muito mais plena e satisfatória, rumo a seu futuro ideal, e se constituem numa alavanca para que você tire o máximo proveito de suas forças e talentos.

 

 

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Produtividade

Produtividade: Como decidir quais as melhores ações

Produtividade

 

Quando se trata de tempo real na relação do trabalho diário, como você decide o que fazer e qual a primeira tarefa a ser feita? Você sempre pode confiar em sua intuição e bom senso, decidindo pela tarefa mais importante, ou seja,  aquela que pode lhe trazer maior retorno profissional ou pessoal, ou a maior consequência se não for concluída na data prevista.

Em seu livro “A Arte de Fazer Acontecer”, David Allen, um dos mais influentes estudiosos da produtividade e criador do método GTD – Getting Things Done, sugere três modelos que podem ajudar bastante no processo de tomada de decisões:

  • Modelo de quatro critérios;
  • Modelo tríplice do trabalho diário;
  • Modelo de seis níveis para revisar o próprio trabalho

Modelo de Quatro Critérios

Segundo esse modelo, as próximas ações devem ser definidas com base nos quatro critérios a seguir:

  • Contexto
  • Tempo disponível
  • Energia disponível
  • Prioridade

Contexto

Produtividade 2

 

 

A primeira coisa a ser considerada é o que pode ser feito no ambiente em que se encontra no momento e com as ferramentas de que dispõe. Você tem um telefone á mão? Consegue contatar a pessoa com quem precisa falar sobre três pendências anotadas no calendário? Pode aproveitar o percurso até o supermercado para realizar outra tarefa? Pode aproveitar o tempo de espera numa reunião ou consulta médica para fazer alguma coisa anotada em sua lista de afazeres?

É muito útil organizar seus lembretes de ação por contexto – “Telefonemas”, “Em casa”, “No escritório”, “Na rua”, “No computador”, por exemplo”. Como o contexto é o primeiro critério a ser considerado para decidir melhor as próximas ações, as listas evitam que você esqueça o que deve fazer.

De nada adianta você ter anotado em sua agenda, “comprar pilhas para o controle remoto”, por exemplo, se você está em uma reunião de trabalho, ou “conversar com fulano (um colega de trabalho) sobre o plano de marketing”, se você está no shopping com a esposa. Assim, se você estiver no escritório de um cliente e descobrir que a reunião marcada começaria dali a 15 minutos, poderia dar uma olhada em sua lista “telefonemas” para utilizar esse tempo de forma produtiva.

Um outro beneficio real decorre de organizar os lembretes de ações pelo contexto adequado você terá de definir tudo o que for relevante sobre a próxima ação física antes de cogitar em que lista ela deve ser incluída. Muitas pessoas, porém, anotam em suas listas as tarefas mais diversas, englobando assuntos pessoais e profissionais, o que resulta em frustração quando constatam, ao final do dia, que pouca coisa foi feita.

Tempo disponível

Proditividade Tempo disponivel

 

 

O segundo fator a ser considerado na decisão é o tempo de que se dispõe para iniciar uma atividade.Se a reunião começa daqui a 10 minutos, esse é o tempo que você tem para concluir a sua tarefa. Obviamente, você deverá saber quanto tempo tem disponível, daí a importância de ter um calendário á mão. Uma lista de lembretes de ação deve oferecer o máximo de informações sobre o que você deve se engajar, de forma a lhe permitir equiparar as tarefas ao tempo de que dispõe para se envolver nelas.

Em outras palavras, se você tiver 10 minutos de intervalo, encontre algo que possa fazer nesse tempo. Se suas listas contiverem apenas ações mais complexas, talvez você não consiga colocar nada em prática nesses 10 minutos. Ainda assim, a melhor forma de se engajar em suas pendências que consomem pouco tempo é aproveitando as folgas e intervalos.

Além disso, muitas vezes você precisa se concentrar em atividades intensas por duas horas ou mais e gostaria de deslocar o foco para ações mais rápidas de realizar. Nesses casos, selecione em sua lista ações mais simples, como reserva uma mesa num restaurante, encomendar a comida chinesa, ou comprar um remédio na farmácia mais próxima.

Todos nós temos momentos em que pensamos de forma mais efetiva e momentos em que não deveríamos pensar de jeito nenhum  – Daniel Cohen

Energia disponível

Produtividade Disposição Fisica

 

 

Embora, ás vezes, seja possível aumentar o nível de energia mudando o contexto e redirecionando o foco, não há muito mais a ser feito além disso, As últimas horas de um dia de trabalho dedicado ao planejamento mensal dificilmente serão as mais indicadas para ligar para um cliente potencial para prospectar um novo negócio, começar a redigir a avaliação de desempenho de pessoas de sua equipe, ou tratar de assuntos delicados com um funcionário ou mesmo com o seu cônjuge. Nesses casos, é preferível que você se dedique a ações como mudar a reserva do assento, processar algum recibo, ou simplesmente arrumar a gaveta.

Assim como decidir previamente acerca de suas próximas ações permite que você aproveite as folgas para realiza-las, saber com antecedência tudo o que você precisa realizar lhe possibilitará adequar sua produtividade ao seu nível de energia. Para isso, mantenha atualizado um inventário de ações que exijam pouco esforço mental ou capacidade criativa, nas quais você poderá se engajar quando sentir pouca disposição física: leituras leves de revistas, artigos, limpeza de arquivos do computador, são itens que podem ser incluídos nessa categoria.

Não há razão para não ser altamente produtivo, mesmo quando você não está em sua melhor forma – David Allen

Esses três primeiros critérios – contexto, tempo e energia – indicam a necessidade de ser ter um sistema completo de lembrete de ações, já que durante boa parte do tempo você não pensará de forma tão organizada e coordenada – por isso é importante que já o tenha feito. Assim, poderá se engajar nas ações de acordo com sua disposição, tempo e contexto.

Prioridade

Considerando todas as variáveis acima – tempo, disposição e contexto – quais seriam as mais importantes nesse momento dentre as alternativas restantes?

Decidir sobre prioridades é uma questão comum pois decorre do fato de termos mais ações a cumprir do que aquelas com que conseguimos lidar. Portanto, é preciso tomar algumas decisões difíceis acerca daquilo em que devemos nos engajar e o que devemos simplesmente descartar.

É impossível sentir-se bem a respeito de suas escolhas a menos que você saiba exatamente qual é o seu trabalho – David Allen

Para que você não se sinta culpado em relação ao que deixou de fazer ao longo do dia, defina responsabilidades, objetivos e valores, processo que costuma incluir uma interação complexa entre os objetivos, os valores e os rumos da empresa e pessoas, que tenham relevância no relacionamento com você.

Esse critério deve ser adotado por meio do que David Allen chama de modelo de seis níveis para refletir sobre o próprio trabalho, assunto que, pela sua abrangência, será abordado em um próximo post.

 

 

 

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Produtividade Sem categoria

Um método de produtividade de 1918 e ainda eficaz

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Em 1918, Charles M.Schwab já era considerado um dos homens mais ricos da América. Presidente da Bethlehem Steel Corporation, o maior estaleiro e o segundo produtor de aço dos Estados Unidos, ele era um homem com visão moderna e sempre buscava estar á frente da concorrência.

Obcecado com eficiência e produtividade, Schwad agendou uma reunião com um respeitado consultor, chamado Irvy Lee, ele próprio um bem sucedido homem de negócios e considerado um dos maiores especialistas na área de relações públicas.

– “Mostre-me como aumentar a produtividade da minha equipe e como gerar mais resultados”- disse Schwab;

-” Preciso de 15 minutos com cada um dos seus principais executivos -propôs Lee

– “Quanto isso vai me custar”? – quis saber Schwab, com seu estilo franco e direto;

– “Nada, a menos que funcione” – respondeu Lee. “Ao final de três meses, você pode me mandar um cheque equivalente ao valor que você atribuir ao meu trabalho”

O MÉTODO LEE IRVY

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Durante seus 15 minutos de reunião com os executivos, Lee lhes explicou seu método para aumentar a produtividade da equipe:

  • ao final de cada dia de trabalho, escrevam as seis tarefas mais importantes do dia seguinte, e não mais do que seis;
  • priorizem cada uma dessas tarefas em ordem de importância;
  • na manhã seguinte, concentrem-se apenas na primeira tarefa e trabalhem nela até a sua conclusão, antes de seguir para a próxima tarefa;
  • mantenham esse procedimento ao longo do dia. Ao final do dia de trabalho, movam as tarefas não concluída para serem feitas prioritariamente no dia posterior;
  • repitam esse processo diariamente;

A estratégia parecia extremamente simples, mas Schwab e seus executivos resolveram testá-la.

Três meses depois, entusiasmado com o progresso verificado, Schwab chamou Lee em sua sala e lhe deu um cheque de U$ 25.000, equivalente, em números de hoje, a U$400.000.

Como um método tão simples pode valer tanto? O que o tornou tão eficaz? Seria eficaz nos dias de hoje com o advento da tecnologia e num ambiente de trabalho cercado de imprevistos e distrações de toda ordem?

PORQUE O MÉTODO FUNCIONA

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Para James Clear, escritor e especialista em produtividade e mudança de hábitos, (link),o sucesso do método Lee Irvy se deve exatamente á sua simplicidade e contempla conceitos que ele próprio defende e utiliza nos dias de hoje:

O método força a tomada de decisões(grifar). Ao limitar o número de tarefas a seis (poderia ser cinco ou outro número próximo), ele força a concentrar o foco nas coisas mais importantes, ignorando as tarefas menores, que não geram resultado. Basicamente, se você não se compromete com nada, acaba sendo distraído ou absorvido por tudo.

Ele remove o stress de começar. O maior problema de um procrastinador é começar a tarefa que precisa ser feita. O método Lee Irvy lhe força a decidir qual será a sua primeira tarefa já na noite anterior, limpando a sua mente e possibilitando uma boa noite de sono,sem a preocupação de despertar à noite com a lembrança de que esqueceu alguma coisa;

Evita a multitarefa. Um dos mitos da produtividade é o que fazer várias coisas ao mesmo tempo é sinônimo de resultados, confundindo estar ocupado com ser produtivo, quando a realidade é exatamente o oposto. Se verificarmos o exemplo de pessoas de alto desempenho – atletas, artistas, professores, homens de negócios, etc – observa-se uma característica comum em todos eles – foco.

A razão é simples: você não pode ser excelente em uma atividade se dividir sua atenção em dez coisas diferentes. O sucesso exige foco e consistência.

Assim, faça primeiro o que for mais importante em cada dia. É o único método de produtividade de que você precisa.

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Carreira Coaching Hábitos Metas e Objetivos Produtividade

Metas e Objetivos: Foque no Processo, não no Resultado

 

Metas passo a passo blog

 

Todos nós temos metas e objetivos a realizar, seja entrar em forma ou perder peso, obter uma promoção na carreira, construir um novo negócio, escrever um livro, disputar uma maratona ou ganhar uma competição. E o caminho para isso é traçar um plano de ação e estabelecer um prazo ou data-limite para sua realização.

O problema é quando nos preocupamos apenas com o resultado a ser atingido e não atribuímos a mesma prioridade ao processo que vai nos permitir chegar lá, ou seja as ações que devem ser implementadas para sua concretização.

Assim, é importante distinguir o que é a meta e o que é o processo ou sistema a ser seguido:

  • se você é um treinador esportivo, a meta é ganhar o campeonato ou competição. O sistema é o que a sua equipe faz e os treinamentos que pratica a cada dia;
  • se você é um escritor ou pretende tornar-se um, sua meta é escrever um livro; o processo é incluir em sua agenda a tarefa de escrever um capitulo ou os capítulos durante a semana;
  • se você é um corredor e sua meta é disputar uma maratona, o processo é estabelecer o programa de treinamento mensal.

Metas e Objetivos para Blog

A questão que pode ser colocada é: Se seguir só o sistema e ignorar a meta, posso ser bem sucedido?

Segundo James Clear, empreendedor e esportista,  em um de seus mais acessados posts, a resposta é um enfático sim, e cita o seu próprio exemplo, em defesa dessa tese. Nos últimos 12 meses(na ocasião em que o post foi publicado), ele escreveu cerca de 115.000 palavras em seu blog. Um livro médio tem cerca de 50.000 a 60.000 palavras. Assim, ele escreveu o equivalente a dois livros em um ano.

De acordo,com James Clear,se sua meta fosse escrever dois ou mesmo um livro no ano, a tarefa poderia lhe parecer extremamente difícil e intimidadora, o que poderia levá-lo até mesmo a desistir do projeto. Ao se fixar, porém, na tarefa de escrever um artigo às segundas, quartas e sextas-feiras, o resultado foi 115.000 palavras em 11 meses, o que lhe proporcionou um sentimento de realização ainda maior.

Isso explica porque muitas pessoas, ao focar exclusivamente no resultado final de sua meta ou objetivo,  e se darem conta do que ainda falta para chegar lá, terminam  por desistir do meio do caminho. Se ao contrário seguirmos um processo de implementação de ações consistentes e o acompanharmos regularmente, comparando a evolução de nosso desempenho atual  com o da  semana anterior, estaremos permanentemente motivados para atingir o resultado final  almejado.

Por isso, em vez de questionar-se sobre quanto ainda falta para chegar ao resultado final que pretende obter e sentir-se  desestimulado, pergunte: o que fiz hoje para ficar mais próximo do atingimento de minha meta?

 

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Hábitos

Quer Criar um Hábito? Não quebre a corrente!

 

SeinfeldJerry Seinfeld é um famoso comediante americano, ator, produtor e escritor, e mais conhecido pelo sitcom Seinfeld, que é basicamente uma versão dele próprio, e até hoje um enorme sucesso na televisão.

Seinfel nasceu no Brooklyn e cursou a Universidade Estadual de Nova Iorque, onde se graduou em teatro e comunicações, mas seu grande sonho sonho sempre foi atuar nas chamadas stand-up comedy.

Segundo dados da revista Forbes, o faturamento de Seinfeld,somente em 2004, alcançou a extraordinária marca dos U$ 264 milhões e vem se mantendo constante nos anos seguintes, o que o levou a ocupar o primeiro lugar no ranking dos comediantes mais bem pagos do mundo.

Qual a razão do extraordinário sucesso de Seinfeld numa área artística em que muitos lutam desesperadamente para sobreviver? O que ele fazia que outros não estavam fazendo? Enfim, qual era a fórmula de seu sucesso?

Foi atrás dessas respostas que um desenvolvedor de software e aspirante a ator de comédias, chamado Brad Isaac, tentou um contato com Seinfeld antes do início de um dos seus shows, sem muita esperança de sequer ser recebido.

Para sua surpresa, Seinfeld não só o recebeu amavelmente como lhe deu o conselho que Brad jamais esqueceu e passou a adotar dali em em diante.

Em entrevista ao site Lifejack, Brad relatou o conselho nas próprias palavras de Seinfeld:

Seinfeld 2

” Ele me disse que para nos tornarmos um comediante cada vez melhor, temos que escrever piadas melhores a cada dia, e para isso temos que escrever diariamente, quer estejamos dispostos ou não.

“Mais importante do que o conselho – relata Brad – foi a fórmula que ele me ensinou para manter a rotina de escrever diariamente, sem depender de força de vontade”

Compre um grande calendário de parede, com visualização de todos os dias e meses do ano. Compre também um marcador vermelho e marque um X todos os dias em que escrever uma nova piada, até formar uma grande corrente no calendário. Não deixe de escrever um dia sequer para não quebrar a corrente”

E finalizou enfatizando: “não deixe quebrar a corrente”

Por que a fórmula funciona

Ressalte-se que, em nenhum momento, Seinfeld mencionou sobre a qualidade do trabalho, enfatizando, porém, a necessidade da disciplina e da constância da prática, que inexoravelmente levaria ao aperfeiçoamento contínuo. Assim, o sucesso da fórmula não reside no resultado, mas no processo em si e no incremento do hábito,  que constitui um poderoso instrumento contra a procrastinação.

Isso pode ser replicado em qualquer área da vida e para qualquer hábito que pretendemos desenvolver, seja começar a escrever um blog, iniciar uma rotina de caminhadas, perder peso, etc. Comece pequeno mas de forma constante, incrementando o ritmo a cada dia.

Mas sobretudo, não quebre a corrente.

 

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Coaching Metas e Objetivos Produtividade

A Tríade do Tempo

Triade do Tempo

 

Em seu livro “A Tríade do Tempo”, hoje um best-seller de gestão do tempo e produtividade, Christian Barbosa, amplamente reconhecido como a principal autoridade brasileira na área, fala do conceito que desenvolveu com base no chamado Principio de Eisenhower (ver post a respeito aqui), também conhecido como a Matriz do Tempo proposta por Stephen Covey, autor do livro “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes.

Nele, Barbosa divide as atividades segundo três critérios: importante, urgente e circunstancial, numa forma de simplificar, modernizar e tornar mais aplicável a teoria proposta na Matriz de Eisenhower. Segundo o autor, a principal diferença desse modelo em relação á Matriz é que, nele, as esferas da importância e da urgência nunca acontecem simultaneamente, não havendo intersecção de esferas como no trabalho original.

AS TRES ESFERAS

A esfera da importância refere-se a todas as atividades que fazemos e que são significativas em nossas vidas, aquelas que trazem resultados a curto, médio e longo prazos, sem a pressão do prazo: o que é importante pode ser feito em horas, dias, semanas, meses, etc.

A esfera da urgência reúne todas as atividades para as quais o tempo é curto ou já se esgotou. São aquelas atividades que surgem de última hora, que não podem ser previstas, as crises, enfim todas as tarefas que geralmente causam estresse.

A esfera das circunstâncias, por sua vez, abrange todas as tarefas desnecessárias, muitas delas feitas por puro comodismo ou por serem “socialmente apropriadas” (almoços, recepções, etc), É aquela estrada que não leva a lugar nenhum e não gera nenhum resultado a não ser frustrações.

Triade do Tempo 2

 

A ESFERA DA IMPORTÃNCIA

É a esfera a ser priorizada porque é aquela quem contém as atividades verdadeiramente importantes em nossas vidas,  as que trazem resultados mais duradouros e significativos. Os exemplos de atividades importantes são os mais diversos e variam de pessoas para pessoa. Podemos incluir atividades como exercício físico, lazer, atenção á família, meditar, e todas aquelas que contribuem para o crescimento mental e espiritual.

A ESFERA DA URGENCIA

Urgente é toda tarefa que deve ser feita  imediatamente e que gera algum tipo de problema ou consequência se não for executada. Uma tarefa urgente não tem prazo – tem que ser feita já!

A esfera da urgência á autoexplicativa, já que a maioria de nós sabe do que trata porque a vivenciamos todos os dias. O maior problema da urgência é que ela está tão arraigada em nosso padrão de vida que já se tornou algo normal e não uma exceção como deveria ser. O “estou numa correria”  já se tornou hábito de linguagem das pessoas e o verbo correr deve ser um dos mais utilizados nos dias de hoje.

Muitas pessoas erroneamente acreditam que esse tipo de tarefa é  que os mantém no emprego, que traz resultados e gera promoção. Na realidade, ela apenas interrompe o seu dia, atrasa as tarefas verdadeiramente importantes e faz  você ficar no trabalho depois do expediente, levar trabalho para casa, se afastar das pessoas importantes em sua vida e desenvolver problemas de saúde como dor de cabeça, gastrite, infarto ou coisas mais graves.

A ESFERA DAS CIRCUNSTÃNCIAS

De todas as esferas da tríade é a que exige maior atenção e preocupação porque é nela que nos envolvemos na maior parte do tempo e nos dão a ilusão de que estamos sendo produtivos quando estamos apenas nos mantendo ocupados com coisas sem importância, que não nos trazem nenhum resultados. Nela se incluem:

  • tarefas que podem ser importantes e urgentes para outras pessoas mas não para você;
  • coisas que fazemos em excesso e nos levam a perder tempo desnecessariamente (conversas intermináveis no cafezinho, leitura de e-mails sem importância, algumas reuniões em que você entra e sai sem fazer o que foi fazer lá, algumas atividades sociais irrelevantes, aqueles pedidos de colegas para os quais você não consegue dizer não – enfim, a lista é interminável)

Não é fácil ficar fora das tentações das circunstancias. Elas parece, ser uma forma mais fácil de se levar a vida, ás vezes até mais divertida. Mas quando ficamos presos ao circulo vicioso das circunstancias, deixamos as coisas importantes de lado e deixamos de assumir a posição de piloto de nossas vidas, colocando nosso destino na mãos da sorte e do que der e vier, tal como na música de Zeca Pagodinho, “Deixa a vida de me levar….”

COMO REDUZIR A ESFERA DA URGENCIA

Para Barbosa, a solução mais indicada para diminuir a dedicação á urgência é descobrir porque entramos nela. Para tanto, pense nas atividades urgentes da última semana e pergunte-se:

  • Por que essa atividade foi urgente?
  • Como eu poderia ter evitado essa urgência?
  • Que atividades posso planejar para evitar essa urgência no futuro?
  • É possível pedir a ajuda de alguém nessa atividade?

Um exemplo típico é a entrega da declaração do imposto de renda, que muitas pessoas deixam para a última hora, Quando o prazo está acabando é que elas começam a reunir os comprovantes e documentos necessários e acabam descobrindo que ficou faltando alguma coisa, quando a urgência já está instalada.

Esse problema poderia ser evitado se a pessoa tivesse guardado a documentação necessária em uma pasta para que não precisasse perder  tempo na hora de preencher a declaração, Ou poderia delegar a tarefa para um contador, que poderia faze-la com antecedência.

Algumas outras dicas para você diminuir a esfera da urgência

  • planeje, planeje, planeje – o que você planeja hoje evita a urgência de amanha
  • quando uma urgência aparecer, analise-a, aprenda com ela e tome medidas práticas para evitar que ela se repita;
  • se possível, tente delegar a tarefa para alguém que possa ajuda-lo;
  • aja imediatamente diante da urgência para que ela não se transforme em uma catástrofe, mas não entre em pânico e reveja as suas prioridades para não ficar sobrecarregado

COMO DIMINUIR A ESFERA DAS CIRCUNSTANCIAS

Segundo o autor, sair da esfera das circunstancias é muitas vezes mais difícil do que sair da esfera da urgência, na qual disciplina e planejamento são os ingredientes necessários. No caso das circunstancias, porem, além da disciplina e do planejamento, é necessário enfrentar certas coisas que muitas vezes queremos deixar debaixo do tapete. Mudar hábitos arraigados exige muita determinação de nossa parte.

O problema das circunstancias é a dificuldade de manter o foco, É muito mais fácil aceitar o que nos está sendo solicitado do que nadar contra a corrente. É mais simples dizer sim ás pessoas do que dizer não por achar que estaria sendo rude ou indiferente a um pedido de um colega.

Uma das formas de lidar com as circunstancias é definir objetivos e se manter focado neles, sabendo dizer não quando necessário. Pense nas tarefas circunstanciais da ultima semana, Quantas poderiam ser eliminadas? Quantas poderiam ser evitadas com um simples não? Quantas poderiam ser delegadas a outras pessoas? Quantas não tinham nada a ver com seus objetivos?

Algumas dicas básicas para dizer não

  • Em primeiro lugar, lembre-se de que “não” foi a palavras que você mais ouviu na sua infância, logo ela é familiar;
  • Seja sincero. De nada adianta dizer sim e não conseguir fazer a tarefa ou se prejudicar apenas para conseguir a aprovação das pessoas;
  • Não aceite chantagens emocionais; como “Me ajude por favor, só desta vez” Só você pode me ajudar” “Não me desaponte”. “Não me deixe na mão. Estou contando com você”
  • Seja simpático, porém firme nas suas posições, sem agressividades ou mentiras;
  • Não tenha medo e nunca volte atrás, pois isso pode dar margem a situações similares no futuro

ASSUMA A RESPONSABILIDADE

Time Management 3

 

 

Se quiser aumentar a esfera da importância, diminuir a das urgências e reduzir ou quase eliminar a esfera das circunstancias, é preciso que você assuma a responsabilidade por essa decisões. Não existe técnica, metodologia ou procedimentos que o leve a atingir esse objetivos se você não se comprometer com isso, o que quer dizer que você precisa assumir uma postura mais assertiva e proativa.

Proatividade, aqui, significa que você é o único responsável pela sua vida, que você toma a iniciativa e age para conseguir o que deseja. Assertividade é demonstrar confiança no que faz e expressá-la de forma aberta e sincera.

Não espere ajuda de ninguém. Você é a única pessoa capaz de transformar a sua vida, de reduzir suas urgências, de dizer não, de fugir do circulo das circunstancias. Pare de culpar seu chefe por não lhe dar aumento, sua esposa por ser infeliz, seu banco por sua conta negativa, sua geladeira por faze-lo engordar. Somos especialistas em achar culpados, mas não temos a capacidade de entender que tudo o que acontece em nossa vida é fruto de nossas próprias escolhas e atitudes.

Por fim, cabe destacar um pensamento atribuído a Buda que encerra uma profunda reflexão sobre o que é importante. Certa vez perguntaram ao mestre: “O que mais o surpreende na humanidade”? E ele respondeu: “Os homens que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde, Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma que acabam por não viver no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido”

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Metas e Objetivos Produtividade

Produtividade: Como Manter seus Projetos sob Controle

Ciclo do sucesso 3

 

Criar e manter uma lista de projetos pode ser um grande desafio, já que, segundo a definição de David Allen, autor do método GTD (Getting Things Done, em seu acrônimo em Inglês),  projeto é tudo aquilo que exige mais de uma ação para alcançar o resultado desejado e deve ser concluído em até um ano –   e é provável que haja muito mais deles do que você imagina.

Assim, se ainda não fez isso, elabore uma lista simples, semelhante a uma lista de tarefas ou coisas a fazer, que pode ser uma página no computador, uma página num caderno de notas ou no aplicativo de produtividade que você utiliza, contendo os detalhes de cada um deles.

A lista de projetos não se destina a mostrar planos detalhados dos projetos em si, nem devem ser organizados por importância, tamanho ou urgência, trata-se apenas de uma lista de laços abertos, como David Allen chama as ações em andamento. Essa lista não será reduzida á medida que você for concluindo suas atividades: o seu calendário e a lista de próximas ações absorverão seu foco imediato.

Na verdade, ninguém se engaja num projeto, e sim nas ações que ele demanda. No entanto, ter consciência do que é preciso fazer para um projeto avançar é fundamental para que não se perca o foco e controle até o prazo final, daí a importância de se manter uma lista de projetos completa e atualizada.

O verdadeiro valor das listas de projetos está na reflexão que elas proporcionam, permitindo avaliar se todas as ações estão definidas para evitar que algum dado se perca. Basta passar os olhos pela lista de vez em quando para reforçar o senso de controle.

Principais tipos de projetos

DISC Estrategista

 

Segundo David Allen, há três áreas principais onde seus projetos costumam estar “escondidos”

  • atividades em andamento;
  • interesses e compromissos mais difíceis de cumprir; e
  • problemas, questões e oportunidades em curso.

Atividades em andamento

Alguns projetos podem ser capturados de sua agenda ou calendário, das listas de coisas a fazer e da área de trabalho.

Quais as reuniões que estão agendadas em seu calendário mas não são suficientes para resolver um problema? Talvez você se defronte com uma palestra para os pais na escola de seu filho e se dá conta de que ainda precisa organizar a programação das aulas dele. Viagens pessoais e de negócios no futuro próximo, conferências para as quais fomos convidados, tudo deve ser avaliado como um projeto que merece atenção.

Também pode haver propostas e contratos sobre os quais deve refletir na sua bolsa, formulários a preencher na escrivaninha de casa, ou algum relógio quebrado na sua gaveta – estes são, na verdade, artefatos de projetos. Redobre a atenção ao associar esses itens a um resultado desejado em vez de deixá-los ao acaso.

Interesses e compromissos mais difíceis de cumprir

Há ainda uma boa chance de que você ainda tenha de dispensar alguma atenção a seus compromissos e interesses sob um ponto de vista “de fora” de suas responsabilidades, objetivos, visões e valores.

Uma reflexão sobre as suas responsabilidades profissionais – o que deve ser feito em relação ás suas atribuições no trabalho – ou sobre as áreas de sua vida que você quer que permaneçam em certo padrão, dispara alguns lembretes de como é importante definir um projeto para cada um.

Se você tem metas profissionais e planos estratégicos, já identificou todos os projetos que deles resultarão para desenvolvê-los de forma adequada? Raramente um executivo reflete sobre uma longa lista de documentos sem perceber que há pelo menos um projeto a ser esclarecido.

Problemas, questões e oportunidades em curso

Quando um problema é um projeto? Sempre – segundo David Allen. Em vez de apenas aceitá-lo como ele é, transforme-o num plano de ação e dê uma solução para ele. O que é preciso determinar, porém, é se há um problema real ou imaginário, se há uma possível solução ou se é alguma coisa em relação á qual nada podemos fazer.

“Melhorar o relacionamento de seu filho com os colegas”, “Definir o valor do aluguel com o proprietário do imóvel”, “Conversar sobre a promoção com o chefe” são projetos reais que costumamos resistir em classificar como projetos. A partir do momento em que você descrever o problema, incluí-lo em sua lista e definir uma próxima ação, certamente vai se surpreender com o aumento de sua produtividade e redução de seu estresse.

Além disso, alguns projetos podem estar “passeando” em sua mente nas áreas pessoal e profissional. Do que costuma reclamar em relação ao que está fazendo ou deixando de fazer? Sente-se frustado com alguns de seus procedimentos de organização no trabalho? Precisa melhorar algum aspecto, profissional ou pessoal de sua vida?

Coisas desse tipo são lenta e gradualmente caracterizadas como projetos e é difícil perceber quando elas transpõem a fronteira entre a leve irritação e um aborrecimento mais sério se não forem enfrentadas.

Finalmente, é possível que você esteja se perguntando sobre o que gostaria de aprender ou experimentar para expandir sua criatividade e seu desenvolvimento pessoal.

Quer aprender a preparar comida japonesa ou a desenhar? Ter aulas on-line sobre fotografia ou marketing de mídias sociais? Projetos desse tipo costumam se encaixar ms categoria “Algum Dia/Talvez”, expressão sugerida no método GTD para designar projetos futuros. Mas se for algo que realmente lhe seja útil e lhe desperte interesse, talvez seja mais apropriado definir um resultado desejado e incluir o assunto na sua lista de projetos.

Revisão semanal

Uma vez por semana, preferentemente nos finais de semana, dê uma olhada em sua lista de projetos e certifique-se de definir uma próxima ação para cada um deles, que representa uma ação física, por menor que seja, para fazê-los avançar rumo ao resultado desejado.

Se o projeto permanecer parado por muito tempo, pode ser um sinal de que ele não é importante ou prioritário o suficiente para ocupar a sua mente e atrair a sua atenção. Nesse caso, transfira-o para a categoria de “Algum dia/Talvez”,  ou simplesmente elimine-o de sua lista.

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Coaching

Como Acessar suas Paixões e Descobrir seus Valores e Missão de Vida

Os acontecimentos da vida nos permitem reavaliar a direção e fazer com que nos conectemos com um sentido de propósito mais sólido. Ter esse senso forte de propósito pode ajudar nos momentos mais difíceis da vida, pois possibilita que você se desloque para além da ansiedade ou do desconforto provocados por uma determinada situação e encontre uma visão de longo prazo.

Em seu livro “Live Life, Love Work (“Viva a vida, ame o seu trabalho”, numa tradução livre), a escritora e palestrante britânica Kate Burton, apresenta o modelo DRTE, por ela desenvolvido, no qual explora a paixão dos extremos – o que nos agrada e o que nos deixa malucos – fazendo aflorar estados emocionais fortes de deleite (D), raiva (R), tristeza (T) e êxtase (E).

Essa ferramenta ajuda as pessoas a entrarem em contato com situações emocionais que realmente acendem as suas paixões e podem ser usadas tanto em caráter pessoal como em uma preparação para uma sessão de coaching.

Como usar o DRTE

1 – Divida uma folha de papel no sentido horizontal em quatro quadrantes, utilizando uma caneta ou lápis, e etiquete as quatro áreas em Deleitado, Extasiado, Triste e Zangado.

2 – Em cada quadrante da página pergunte a si mesmo as seguintes anotações de situações específicas e experiências em que suas emoções estavam tão afloradas que você ainda as mantém bem vivas na mente e consegue se lembrar bem de cada uma delas.

  • Deleitado: quando você esteve num estado de deleite, experimentando um sentimento suave de alegria e se sentindo abençoado com a vida? Considere momentos em que observou sentimentos de benevolência e gratidão.
  • Zangado: quando você esteve zangado ou desgostoso com uma situação? Vivencie momentos em que você estava pronto para lutar por seus direitos ou por uma causa que lhe é importante.
  • Triste: quando esteve triste, desapontado e se sentindo infeliz? O que o leva á melancolia e à sensação de querer desistir ou a se esconder debaixo do edredom, longe do mundo?
  • Êxtase: quando esteve num estado de êxtase, experimentando o auge da felicidade ou exuberância e bem-estar? O que realmente o traz de volta á vida e sentir vontade de pular de entusiasmo e cantar em voz alta?

3 – Revise tudo o que escreveu em sua página e reflita: que episódios ou experiências você considera os melhores de todos os tempos? E os piores? Quem momentos se sobressaem como realmente motivadores de suas paixões?

4 – Procure por temas em suas experiências: por exemplo, observe o que faz quando defende aquilo com que realmente se importa e que possa fazer a diferença para outros. O que acontece quando você fica emocionado e que impacto isso gera em seu comportamento e no das pessoas em sua volta?

5 – Considere o sentido de quem você é durante seus momentos mais apaixonados e satisfatórios. Por exemplo: quando você se sente deleitado ou extasiado, que valores pessoais você está satisfazendo ou com os quais está se identificando naquela situação? Quando se sente triste ou zangado, que valores não foram considerados ou foram desrespeitados?

Depois de entender o que motiva a sua paixão, poderá direcionar sua força interior para orientar suas decisões, traçar e alcançar suas metas e objetivos e transformar suas paixões em ações concretas, alinhadas com seus valores e propósito de vida.

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Produtividade

GTD: Como Usar o Calendário e a Lista de Ações

 

 

Planejamento semanal agendaOs lembretes de ações nas quais devemos nos engajar se enquadram em duas categorias: coisas que têm dia e hora para acontecer e coisas que devem ser feitas o mais rápido possível. Segundo o método GTD (Getting Things Done), criado e desenvolvido pelo americano David Allen, o calendário ou agenda (fisica ou eletrônica) deve utilizar apenas o primeiro tipo de lembrete, devendo ser incluídos:

  • ações de hora especifica;
  • ações de dia especifico;
  • informações de dia especifico

Ações de hora especifica: incluem os compromissos com hora marcada: consulta médica, reuniões previamente marcada, etc. Basta registrar o compromisso e monitorá-lo no seu calendário.

Ações de dia especifico: são aquelas que devem ser feitas num determinado dia mas não necessariamente com um horário definido. Anote no seu calendário como uma ação do dia inteiro.

Informações de dia especifico: essas atividades também podem ser monitoradas no calendário e envolvem não apenas ações nas quais devemos nos engajar mas qualquer tipo de informação relevante ou assuntos de interesse que possam ser uteis em determinado  dia,

Assim, segundo recomenda David Allen, não devem ser adicionadas novas listas ao dicionário: apenas essas três devem ser incluídas – e nada mais. Isso pode parecer contra intuitivo  e ir na contramão de alguns programas de gestão de tempo, que recomendam a elaboração de listas de tarefas diárias junto com o calendário, o que pode resultar em perda de tempo e fator de desmotivação, caso algumas tarefas – como ocorre frequentemente – não puderem ser concluídas.

De acordo com o GTD, o calendário deve ser sagrado e incluir apenas o que deve ser feito naquele dia ou naquela hora. Suas únicas alterações devem decorrer de mudanças nos compromissos, como adiamento ou cancelamento.

No entanto, o que muitas pessoas costumam fazer, talvez pelo costume de apenas listar as ações, é registrar no calendário as ações em que pretende ou gostaria de fazer, digamos, numa segunda-feira, mas que talvez tenham que ser transferida para outro. Resista a esse impulso – recomenda Allen.

Como usar o calendário para decisões futuras

O seu calendário pode ser também um lugar muito conveniente para servir como lembrete de coisas que você pense em fazer no futuro, mas ainda não se decidiu a respeito, como um show ou uma peça de teatro que estrear nos próximos meses, ou um seminário, congresso ou qualquer evento de que gostaria de participar, mas só conseguirá decidir quando a data estiver mais próxima.

Nesse caso, defina quando será o momento mais oportuno e inclua um lembrete no calendário nessa data.

A lista de próximas ações

 

DISC Conformidade

E para onde vão os seus lembretes de ações, ou to-do lists como são chamadas em inglês? Para a lista de próximas ações que, junto com o calendário, compõe o cerne da organização e do gerenciamento das nossas ações diárias.

Assim, qualquer ação que não demore mais de dois minutos para ser feita e que não possa ser delegada precisa ser monitorada numa lista de ações, identificadas como opções do que faremos a qualquer momento e sobre a qual deveremos refletir sempre que tivermos um tempo livre.

A melhor forma de ser lembrado das ações que devem ser feitas é pelo contexto exigido por elas, ou seja o ambiente físico ou psicológico em que você classifica os lembretes para facilitar o acesso ás informações. Se, por exemplo, a ação exigir um computador, inclua-a na lista “no computador”, se envolver uma atividade a ser feita fora de casa ou do local de trabalho (pagar contas no banco, comprar frutas, etc), deve ir para a lista “na rua” ou “em trânsito.

Se você for uma das raras pessoas que tem apenas 20 próximas ações, uma única lista já deve ser suficiente e pode incluir assuntos tão diversos  quanto “comprar cartucho para a impressora”, “conversar com o chefe”, “esboçar ideias para o projeto”. Por outro lado, se as próximas ações abrangerem 50 a 100 itens pendentes, mantê-las numa grande lista dificulta muito a visualização do que precisa ser feito.

As categorias de contexto a seguir talvez façam sentido em seu sistema organizacional. Veja se você se identifica com algumas delas

  • telefonemas (ligações a fazer quando surgir uma oportunidade – no transito, no intervalo de uma reunião, aguardando a hora de um embarque, na sala de espera de um consultório, etc)
  • no computador
  • em trânsito
  • no escritório (local de trabalho)
  • em casa (afazeres domésticos que não requeiram computador: organizar documentos, separar roupas ou livros  para doação, colocar o quadro novo na parede, etc)
  • reuniões (pautas e assuntos para discutir em encontros e reuniões

Assim, se tiver, por exemplo, um breve intervalo durante uma reunião, pode consultar sua lista “no escritório” e verificar o que pode ser adiantado naquele contexto,sem necessidade de procura-las entre um monte de itens completamente diferentes. Se precisar fazer algo fora do escritório ou local de trabalho, recorra á sua lista “na rua”, ou “em trânsito”. Ao navegar pela internet, concentre-se primeiro nas coisas que você deve fazer on line, antes de passar para outras – e assim por diante.

 

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Coaching

Coaching com PNL: Como Construir Rapport

Originária do francês, a palavra rapport significa manter conexão e sinergia com outra pessoa e é uma habilidade fundamental num processo de coaching. A efetividade do rapport depende de sua correta utilização com seus clientes e pessoas com as quais se relaciona.

Construir rapport implica prestar detida atenção á outra pessoa, incluindo seu estilo, necessidades e interesses. Se numa conversação ou numa sessão de coaching você estiver excessivamente preocupado consigo mesmo ou com seu desempenho, estará deixando de prestar atenção á reação de seu interlocutor ou cliente, o que prejudica a construção de rapport.

Com frequência, nos tornamos mais conscientes disso mais pela ausência do que pela existência de rapport, já que sem ele não haverá nenhuma química ou conexão entre duas pessoas. Se, ao contrário, você observar duas pessoas conversando animadamente, notará que uma é como se fosse o espelho da outra, já que seus corpos movem-se em uníssono, com gestos, velocidade de movimento, volume e tom de voz similares.

Como construir rapport

Observe o comportamento da outra pessoa, com especial atenção ao:

  • modo como a pessoa usa seu corpo, como ela caminha, levanta e gesticula;
  • modo como a pessoa respira. Ela respira com o corpo inteiro, incluindo o abdômen, ou a respiração se restringe á área do pescoço e do peito, com tensão?
  • ritmo e níveis de energia da outra pessoa. Ela se movimenta devagar ou rápido? É inquieta ou relaxada?

Escolha um dos atributos acima que seja mais visível e procure espelhá-los, de forma natural, o que lhe parecerá mais fácil depois que alguns atributos forem ajustados. A prova de fogo é o descompasso com a outra pessoa, ou seja, se você levantar um pouco a voz ou fica mais animado, a outra pessoa segue esse procedimento? Se não, volte atrás e continue espelhando a outra pessoa.

Há uma linha tênue entre combinar e fazer mímica. As pessoas ficarão naturalmente desconfiadas e poderão perder a confiança em você se perceberem alguma falta de sinceridade em seus gestos ou que estão simplesmente sendo imitadas.

Por isso, seja natural na construção de rapport e procure praticá-la em uma situação sem risco, com a família e amigos mais próximos, por exemplo, até que consiga dominar essa técnica para adota-la com confiança e segurança.

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A Psicologia Positiva Chega ao Mundo Corporativo

Você não precisa ter sucesso para ser feliz, mas precisa ser feliz para ter sucesso

A frase acima parece ter sido extraída de um livro de auto-ajuda ou de muitas das frases motivacionais encontradas nas redes sociais. Trata-se, porém, do prefácio do livro O Jeito Harvard de Ser Feliz, escrito pelo ex-professor de Harvard Shawn Achor, em parceria com o também professor daquela universidade, o israelense Tal Ben-Shahar.

A partir do sucesso do livro, um best-seller no mundo dos negócios, seus autores se tornaram dois dos palestrantes mais requisitados do mundo e seus cursos livres na renomada Harvard bateram recordes de inscrição entre 2014 e 2018, com cerca de 1.400 alunos matriculados a cada semestre.

O mesmo fenômeno atingiu a também prestigiosa Universidade Yale, também nos Estados Unidos, onde o curso sobre felicidade, ministrado pela professora Laurie Santos, se tornou o mais concorrido entre os alunos da instituição, reunindo cerca de 1.200 participantes.

O que esses cursos vêm fazendo é atrair a atenção e jogar luz sobre uma ciência até então pouco levada a sério – a psicologia positiva – e, a partir de então, o tema tem crescido exponencialmente e seu conteúdo se espalhou por livros de negócios, palestras de TED, cursos á distância, como o The Science of Well Being, da professora Santos – e chegou também ao Brasil.

Aqui, a psicologia positiva chegou pelas mãos do ex-executivo de multinacional Henrique Bueno, que abriu a filial brasileira do Wholebeing Institute, instituição educacional dedicada ao assunto, e que tem como um dos seus fundadores o professor Ben-Sharar.

Em essência, a Psicologia Positiva, cujo conceito foi instituído e revolucionado pelo psicologo e professor Martin Seligman em seu discurso de posse na Academia Americana de Psicologia, na década de 80, procura mostrar, apoiada em pesquisas, observações empíricas de grupos de controle e ciência, que a felicidade não é algo estático que só pode ser mudado depois de conseguirmos alguma coisa ou se alguma condição for anteriormente satisfeita.

Algumas pessoas crescem acreditando que só vão se felizes depois de conquistarem aquele emprego, mudarem para aquela casa, receberem aquele salário, depois de se aposentarem…….

Para a Psicologia Positiva, porém, a felicidade não significa ser feliz o tempo todo, mas de aprender a viver bem aceitando a realidade que o cerca, construindo hábitos positivos para explorar todo o seu potencial em qualquer momento.

Para identificar os fatores ou comportamentos que interferem nessa construção da felicidade, a psicologia positiva se debruça em estudos sobre o impacto de fatores como redes sociais, atividades físicas e resiliência.

Os Cinco Pilares do Bem-Estar

De acordo com a metodologia Spire, do Instituto Wholebeing, existem cinco perspectivas amplas que levam ao bem-estar:

  • Intelectual: engajar-se em aprender e estar aberto a experiências;
  • Emocional: aceitar todas as emoções e buscar mais resiliência e positividade;
  • Espiritual: ter um propósito de vida mas saber apreciar o presente
  • Físico: cuidar do corpo e de sua conexão com a mente
  • Relacionamentos: alimentar relacionamentos construtivos consigo mesmo e com os outros

A Felicidade no Escritório

Estudos conduzidos por institutos de pesquisa como Gallup e publicações como Forbes, publicadas pela revista Exame, em sua edição de janeiro deste ano, apontam que organizações que investem em felicidade têm mais sucesso em vários marcadores:

  • 31% de aumento em produtividade
  • 51% menos turnover
  • 125% menos casos de burnout (esgotamento físico)
  • 44% de maior retenção de talentos
  • 66% menos casos de abstenção por motivos de doença
  • 300% de mais motivação.

A má notícia, porém, para quem busca atalhos e fórmulas mágicas, é que nenhum desses cursos ou publicações tem o segredo para uma vida feliz. Questionado a respeito, o professor Tal Ben-Sharar respondeu que, na verdade, existem três respostas: realidade, realidade e realidade.

Segundo ele, a psicologia positiva não promete a felicidade. A contrário, ela reconhece que não existe uma vida perfeita, que a realidade é dura para todo mundo, e que a sua busca vai depender do comportamento e das escolhas que fizermos para construir uma realidade melhor agora.

O que, convenhamos, em um momento como esse, em que ser feliz ou até mesmo enxergar uma perspectiva positiva parece difícil, pode ser uma ferramenta extremamente útil.