Ferramentas de Coaching: Especificação de Objetivos

Self Coaching

Sonhos nos dão um senso de identidade, de propósito e de significado e refletem nossas mais profundas aspirações. E o primeiro passo para transformar sonhos em realidade é transformá-los em objetivos, para que você possa visualizar um caminho concreto para chegar onde quer chegar.

O objetivo é a descrição daquilo que se pretende conseguir. A meta é a segmentação desse objetivo, ou seja o marco que você precisa atingir e ultrapassar para chegar lá. Metas não são apenas atividades ou ações programadas. Elas são as escalas que temos que fazer para chegar ao nosso destino. Cada meta bem definida que você atinge o coloca mais perto de seu objetivo e da concretização de seus sonho

Uma das ferramentas mais uteis, seja num processo de coaching, seja usado individualmente através do auto-coaching, pelas pessoas que querem atingir uma meta ou objetivo de mais longo prazo, é a chamada “especificação de objetivos”, que dá maior clareza acerca do que se pretende atingir.

Nesse documento, e numa única folha, se detalha o que se pretende alcançar(meta), as evidências de que conseguiu (resultado final), as razões por que a meta é importante (valores, princípios, proposito), e as etapas que devem ser cumpridas para chegar lá (plano de ação), como detalhado no modelo abaixo.

Coaching Especificação de Objetivos

1 – O Quê

O primeiro passo é definir claramente o que você quer, o que deve ser feito de forma especifica e com a maior riqueza de detalhes possível, de forma que se possa visualizar a meta e cristalizá-la em nossa mente para atingi-la mais facilmente, respondendo ás seguintes perguntas: o que você deseja especificamente? Qual o contexto em que essa meta deve ser atingida? (onde você quer que ela aconteça); Está formulado de maneira positiva? (estou dizendo o que eu quero e não o que não quero que aconteça); É alcançável?

2 – Evidência

Qual será a evidência de que você conseguiu a sua meta? O que precisa acontecer para que isso ocorra? O que você estará vendo, ouvindo ou sentindo quando atingir sua meta?Quais os indicadores ou evidências você vai ter para saber que chegou lá? Quando você quer isso?

3 – Motivadores (ganhos)

O que você ganha com isso? Quais os benefícios que você obterá a partir do atingimento dessa meta?

4 – Sabotadores (perdas)

O que você perde com isso? Esse objetivo ou resultado esperado afeta negativamente outras pessoas ou o meio do qual você faz parte? Se for o caso, o que você precisa alterar no seu objetivo para que afete apenas positivamente outras pessoas ou o seu meio?

5 – Valores (relevância)

Por que isso é importante para você? Quais os valores que você vai satisfazer com a realização dessa meta? Por que isso é relevante e significativo?

6 – Recursos

Do que você vai precisar em termos de recursos? (recursos financeiros, materiais, conhecimento, tempo, habilidades/qualidades/capacidades pessoais, etc)

7 – Estratégias

Quais são as formas para conseguir isso? Quais as estratégias que posso adotar? Você conhece alguém que já fez isso? Há algo que posso modelar dessa pessoa? Como ela conseguiu?

8 – Ações

Quais os passos que preciso dar para conseguir isso? Qual é a primeira ação? E depois? Qual o meu plano de ação para chegar lá?

9 – Responsabilidade

Depende de quem para que esse objetivo seja realizado? O que você pode fazer para que esse objetivo dependa de você para que possa ser iniciado e mantido?

10 – Comprometimento

Em uma escala de 0 a 10, o quanto você está comprometido a atingir seu objetivo? Se o seu nível de comprometimento for menor do que 10, o que você pode fazer para aumentá-lo?

Pessoas sem objetivos são como um navio á deriva. Tudo o que você quer ser, fazer ou realizar em sua vida, em sua carreira ou em seus negócios depende de uma boa formulação de objetivos para ajudá-lo a levar uma vida muito mais plena e satisfatória, rumo a seu futuro ideal, e se constituem numa alavanca para que você tire o máximo proveito de suas forças e talentos.

 

 

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Dê vida a seus objetivos com a PNL

Metas e Objetivos 2

 

Todos sabemos da importância de estabelecer metas e objetivos que sejam desafiadores, motivadores, mas realistas, e que nos impulsionem a atingir o objetivo a que nos propomos. Assim, talvez você já esteja familiarizado, ou pelo menos já conheça, o método SMART, que significa que os objetivos devem ser Específicos (S de specific em Inglês), Mensuráveis, Atingíveis, Relevantes e Temporais, ou seja com um tempo determinado para acontecer.

A abordagem da Programação Neurolinguística (PNL) para tornar os objetivos SMART ainda mais abrangentes é conhecida como “o processo dos objetivos bem formados”, e requer que algumas perguntas sejam respondidas para explorar o “como”, “por que”, e “para que” do resultado desejado. Ao seguir esse processo, se pode entender os verdadeiros motivos de se querer atingir uma meta, e pesar os prós e os contras do sucesso em oposição ao fracasso.

Quando o resultado desejado atender aos critérios abaixo, ele satisfará as condições de “objetivo bem formado”. Para tanto, faça a si mesmo as seguintes perguntas em relação a cada objetivo ou resultado desejado.

  1. O objetivo está fundamentado em algo positivo?
  2. O objetivo foi iniciado por mim, será mantido por mim e está sob meu controle?
  3. O objetivo descreve o método das evidências, ou seja, quando ou como você saberá que ele foi alcançado?
  4. O contexto do objetivo está claramente definido (onde, como, com quem ele acontecerá)?
  5. O objetivo identifica os recursos necessários?
  6. Avaliei se o objetivo é ecológico?
  7. Sei qual o primeiro passo que preciso dar?

Metas e Objetivos NLP

 

1 – O objetivo está fundamentado em algo positivo

Criar objetivos com palavras positivas é um passo crucial para a sua fixação. Muitas pessoas, porém, só sabem dizer o que NÃO querem e não o que querem atingir em lugar disso. Ocorre que nosso subconsciente não reconhece a palavra não é só se concentra no que vem a seguir.

Ter objetivos negativos como “não quero mais fazer esse tipo de trabalho” pode afetar de forma adversa a chance de sucesso, porque acaba focando no que não se quer. Em vez disso, mantenha a linguagem em termos positivos e reestruture objetivos de negação em positivos. Exemplo: “quero ter um trabalho que tenha a ver com a minha paixão por educação”, por exemplo.

Assim, pergunte-se: O que você realmente quer? O que mais você quer os preferiria ter?

Além de ser positivo, um objetivo deve ser específico. Objetivos vagos como “quero ser feliz” ou “quero ser uma pessoa de sucesso” ou “quero uma carreira de sucesso”, são difíceis de determinar, porque nos tiram o foco daquilo que especificamente queremos obter ou realizar.

2 – O objetivo é iniciado e será mantido por mim e está sob meu controle?

É comum  que algumas pessoas tenham objetivos que, na realidade, atendem os desejos de outra pessoa, ou um problema que outra pessoa quer que seja resolvido, tais como: “minha esposa quer que eu perca peso, porque se preocupa com a minha saúde”. A probabilidade de sucesso no alcance desse objetivo será muito maior se vier de dentro, dizendo, por exemplo, “quero perder …quilos para me manter em forma e ter mais energia”

Da mesma forma, se o objetivo for “quero que os diretores me promovam no próximo ano/semestre etc” é preciso  entender que talvez os diretores tenham outros planos e, como esse objetivo não está sob seu inteiro controle, você deve fixar metas que lhe dê  visibilidade profissional e o coloque na melhor situação possível para ser promovido, já que a decisão de promove-lo está na mão de outras pessoas.

As duas perguntas seguintes ajudam a assumir o controle da situação:

  • estou fazendo isso para mim ou para outra pessoa?
  • o resultado esperado depende somente de mim? Em caso contrário, o que posso fazer para que o controle dependa de mim?

3 – O objetivo descreve o método das evidências?

O método das evidências é uma forma de perguntar: “Quando você saberá se atingiu seu objetivo? A maioria das viagens tem um destino pretendido especifico, embora o caminho entre o ponto de partida e o de chagada possa ser desconhecido.

Assim, as perguntas seguintes tem a especificidade sensorial de ajudar as pessoas a refletir sobre objetivos que ainda estão muito vagos ou com resultados não claramente especificados:

  • como você saberá que está conseguindo o objetivo desejado?
  • o que você estará fazendo quando o conseguir?
  • o que estará vendo, ouvindo ou sentindo quando o tiver conseguido?

Com esse última pergunta, você estará imaginando os aspectos visuais, auditivos e sinestésicos (sentir) do objetivo desejado e, com essa experiência sensorial fixada na memória, seu subconsciente começa a trabalhar para auxiliar no atingimento do objetivo desejado.

4 – O contexto do objetivo está claramente definido?

Definir o contexto em que você quer atingir um objetivo permite uma maior especificidade. O contexto se refere ao momento, lugares e pessoas envolvidas. A resposta á pergunta “Onde, quando e com quem você quer atingir seu objetivos”? ajuda a definir com mais precisão o que você quer, ao eliminar o que você não quer.

Ao definir, por exemplo, quando se quer fazer alguma coisa, podemos identificar os passos que precisam ser implementados para isso. Por exemplo, o objetivo “Quero me mudar quando eu puder pagar por uma casa com vista para o mar” pode fazer com que você perceba que precisa aumentar sua renda antes de considerar o projeto de mudança.Portanto, o objetivo que se impõe, no caso, é atualizar e melhorar o currículo e pesquisar oportunidades de melhor remuneração antes de olhar a nova casa.

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5 – O objetivo identifica os recursos necessários

Recursos abrangem uma ampla gama de itens, que incluem: tempo, dinheiro, energia, habilidades, fontes de informação, pessoas que apoiem, equipamentos necessários (computadores, maquinário, etc), mentalidade positiva e boa saúde e disposição física.

As quatro perguntas que se seguem ajudam a identificar quais recursos, dentre os que já dispomos ou que precisamos adquirir, vão possibilitar o atingimento de nosso objetivo:

  • que recursos você tem agora?
  • que recursos você precisa adquirir?
  • há evidências de que você já foi capaz de atingir esse objetivo antes?
  • o que aconteceria se você já tivesse todos os recursos necessários?

Essa última pergunta – agindo como se os recursos já estivessem disponíveis – ajuda a pessoa a reconhecer e mudar qualquer crença que possa estar lhe limitando, além de ajudar a calibrar o seu objetivo caso este não esteja bem formulado.

6 – Avaliei se o objetivo é ecológico?

Na PNL, objetivos ecológicos são aqueles que combinam e se harmonizam com todas as áreas da vida de uma pessoa. Se, por exemplo, alguém quer montar um novo negócio, qual será o efeito na sua saúde ou em relação aos demais membros da família? O que uma pessoa tem a perder ou ganhar se inscrevendo num curso de pós-graduação?

Para avaliar se seu objetivo é ecológico, pergunte-se: “Qual o verdadeiro propósito que me leva a querer isso”? ” O que irei ganhar ou perder se consegui-lo”? “Existe alguma parte ou papel dentro de mim que tenha objeção a essa meta”? ” O que me impediu de ter criado esse objetivo no passado”?  “Ao alcançar esse objetivo, todas as pessoas e situações de minha vida mudarão de forma positiva”?

Caso algumas dessas perguntas o tenha incomodado e o levado a refletir, não hesite em parar antes de partir para a ação. Pense e veja se é realmente se é isso o que você quer de verdade. Converse com as pessoas envolvidas, busque mais informações, faça novas perguntas. É melhor rever seus planos antes que eles se concretizem do que se arrepender pelo tempo e energia gastos desnecessariamente e interrompê-los mais adiante.

7 – O objetivo identifica o primeiro passo que devo dar?

Para transformar seu sonho em realidade concreta você tem que tomar aquele primeiro passo vital, porque sem ele não terá disposição suficiente para dar o próximo passo, o próximo….. e depois o seguinte.

A ação é o ingrediente principal do sonho a ser realizado, da ideia a ser concretizada, da meta a ser atingida. A execução nada mais é do que uma série de ações encadeadas, sempre voltadas para a consecução de um objetivo, o que exige envolvimento. Portanto, o primeiro passo no caminho dos seus sonhos é a ação e a caminhada até a sua realização é a execução.

 

Um Roteiro Básico para o Microempreendedor Individual

MEI Micro Empreendedor Individual

 

No ano em que a figura do microempreendedor individual completa dez anos, com a instituição do MEI, a revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, em sua edição de outubro, preparou uma guia de orientação passo a para os que querem ingressar nesse ramo de atividade, que já alcança hoje cerca de 7.3 milhões de pessoas em todo o país.

Principais destaques

1 – Quem pode ser MEI

O primeiro passo é inscrever-se no Portal do Empreendedor (www.portaldoempreendedor.gov.br). O CNPJ – indispensável para emitir notas fiscais – bem como o alvará de funcionamento da nova empresa são fornecidos na hora, e podem ser obtidos mesmo por aqueles que estão com dívidas pendentes e o nome inscrito no Serviço de Proteção ao Crédito – SPC. 

Outros requisitos que devem ser observados no pedido de registro:

  • exercer uma das mais de 500 ocupações relacionadas no Portal do Empreendedor, que não inclui atividades intelectuais como engenheiro, médico e advogado;
  • faturar até R$ 81 mil por ano;
  • não ser sócio, administrador ou titular de outra empresa;
  • não ser pensionista federal ou servidor publico da ativa. Os demais servidores devem consultar a legislação de seu estado ou município.

Vantagens e desvantagens do MEI

Ter uma MEI significa pagar menos impostos, mas também impõe algumas restrições, como o tamanho do negócio, que fica mais limitado. Avalie se, no seu caso especifico, os prós superam os contras da categoria.

Vantagens

  • ter CNPJ, nota fiscal e alvará de funcionamento, o que, na prática, confere ao empreendedor uma nova identidade empresarial, habilitando-o a fazer transações com empresas e governos;
  • tratamento tributário diferenciado, com isenções e contribuição mensal fixa e de baixo custo;
  • benefícios previdenciários (aposentadoria por idade e por invalidez, auxílio-doença, salário maternidade e pensão por morte);
  • acesso ao crédito bancário e a juros mais baixos;
  • possibilidade de trabalhar em casa;
  • não precisar de contador;
  • menos burocracia tanto na inscrição quanto na alteração de dados e baixa da empresa no Portal do Empreendedor;
  • acesso a uma série de serviços gratuitos do Sebrae;

Desvantagens

  • limite de contratação de funcionários: apenas um por mês;
  • impossibilidade de abrir filiais e de ter sócios;
  • trabalhadores com carteira assinada perdem o direito ao seguro-desemprego ao virarem microempresários individuais;
  • auxilio-doença ou aposentadoria por invalidez são automaticamente cancelados após o registro como MEI.

Preparando a documentação

Se ser um MEI é a opção mais vantajosa para você, o próximo passo é a formalização do processo, que deve seguir os passos abaixo:

  • verifique na prefeitura se a atividade desejada é permitida na cidade;
  • cheque no Portal do Empreendedor se atividade está na lista de ocupações ali relacionadas. Além da ocupação principal, é possível escolher até 15 atividades secundárias;
  • registre-se no Portal do Empreendedor, tendo em mãos documento de identidade, título de eleitor, CPF ou, se for o caso, número do recibo da última declaração de Imposto de Renda;
  • ao final, certifique-se de que o CCMEI  (Certificado de Constituição do Microempreendedor Individual) foi emitido. O documento deve conter o CNPJ, as inscrições na Junta Comercial e INSS, e o alvará provisório de funcionamento – que, após seis meses, vira uma permissão definitiva.

Controle das finanças

Constituída a empresa, cabe ao novo empreendedor cuidar da gestão do negócio. Para fechar no azul no final do mês, veja as melhores práticas de gestão financeira:

Tenha controles separados

Separe os rendimentos e gastos das pessoas física e jurídica, para não perder o controle das finanças e até ocultar realidades diversas. Com isso, evita-se  o risco de tratar o negócio como deficitário quando, na realidade, são gastos pessoais que consomem todo o caixa do MEI. O oposto também é verdadeiro, já que rendimentos de pessoa física podem mascarar um negócio não lucrativo.

Ter uma conta bancária de pessoa jurídica não é obrigatório, mas é útil para profissionalizar a gestão financeira, além de iniciar um relacionamento  bancário e permitir o acesso a novos produtos do sistema financeiro.

Como administrar o fluxo de dinheiro

Uma prática perigosa é recolher para si todas as entradas de dinheiro. O recurso gerado pelo negócio pertence á pessoa jurídica e é com ele que o MEI mantém em dia as contas a pagar. Para evitar a sangria de recursos decorrente de necessidades pessoais, defina uma quantia fixa a ser retirada todo mês do caixa do do negócio – uma espécie de salário ou pro-labore.

Projete o fluxo de caixa, com as entradas e saídas de dinheiro, antes mesmo de iniciar a operação. Só assim o empreendedor poderá analisar se o seu plano de negócios é viável e pode dar lucro. Assim que der início ás atividades, estabeleça uma rotina de acompanhamento financeiro, com um registro diário de todas as movimentações de caixa, para se assegurar de que as metas sejam alcançadas.

Com essa ferramenta, o novo empreendedor poderá acompanhar a evolução de seus indicadores financeiros e tomar as decisões gerenciais. Exemplo: se o custo dos insumos começar a pesar na composição dos custos, você deve tentar negociar melhores condições de preço e prazo com seus fornecedores.

Ajuda Online

Gerenciar as finanças ainda é um grande desafio para uma boa parte dos MEIs. Dados do Sebrae mostram que 39% deles não registram todas as receitas para fazer o controle das entradas, e 34% não acompanham o saldo de caixa. A falta de tempo e a sobrecarga de trabalho estão entre os motivos que dificultam a gestão.

Para facilitar a vida do microempreendedor, o aplicativo Qipu – desenvolvido pela Buscapé em parceria com o Sebrae – oferece alguns serviços gratuitos, como ferramentas de emissão de NFs e de controle de vendas e despesas, que ajudam a organizar o fluxo de caixa, visualizar o faturamento e identificar os clientes mais lucrativos. O aplicativo está disponível para Smartphone (IOS e Android) e desktops.

MEI Deveres e Obrigações

 

Pagamento e controle dos impostos

Embora conte com algumas facilidades, o microempresário precisa ficar atento ás regras especiais da categoria. As principais são estar em dia com a contribuição mensal e entregar a declaração anual de faturamento. Quem tem funcionário precisa atentar também para o registro das informações e as obrigações trabalhistas.

O MEI está isento de alguns tributos (IRPJ, Cofins, IPI, entre outros), o que não significa, porém, que esteja totalmente isento de impostos. Todos os meses – haja faturamento ou não – ele deve pagar o DAS (Documento de Arrecadação do Simples).  que unifica o recolhimento do:

  • INSS (5% do salário- minimo;)
  • ICMS (R$1, no caso de comércio ou indústria);
  • ISS (R$ 5, se for serviço)

O DAS pode ser quitado por boleto bancário, pagamento online ou débito automático e o não pagamento por 12 meses consecutivos pode levar ao cancelamento automático do MEI.

Imposto de Renda

Perante a Receita Federal, o MEI exerce dois papéis, o de pessoa física e de pessoa jurídica, com o seguinte tratamento para cada caso:

  • Pessoa Jurídica: deve entregar o  – DASN-SIMEI (Declaração de Simples Anual  do MEI) até o dia 31 de maio de cada ano, informando o total de vendas do ano anterior e se teve funcionários. O atraso gera multa;
  • Pessoa Física: tem até o último dia útil de abril de cada ano para apresentar o DIRPF, caso os rendimentos tributáveis ou os isentos superem os tetos preestabelecidos pela Receita (em 2018, R$ 28.559,70 e R$ 40 mil, respectivamente). Além da renda gerada pela pessoa jurídica do MEI, os rendimentos tributáveis incluem eventuais rendas de aluguéis e de trabalho assalariado.

Para fazer sua gestão tributária de qualquer lugar e a qualquer hora, o microempreendedor tem á disposição um aplicativo gratuito desenvolvido pela Receita Federal – o app MEI – que permite checar dados cadastrais, gerar boleto; s e verificar se há contribuições em aberto. O aplicativo roda em smartphones e tabletes, nas versões IOS e Android.

Contratação de empregados

O MEI pode ter apenas um empregado, com remuneração de até um salário-minimo ou o piso da categoria profissional em que ele se enquadra. O custo da contratação é de 11% sobre o salário, sendo 3% de INSS e 5% de FGTS, devendo o contratante  arcar também com os encargos previstos na legislação trabalhistas.

Desde setembro último, todas as informações sobre o funcionário (admissão, férias, afastamentos por doença, licença-maternidade ou demissão) devem ser preenchidas na plataforma e-Social Web Simplificado MEI. A boa noticia é que, em novembro, o próprio sistema do eSocial passa a calcular contribuição previdenciária, FGTS e demais encargos.

Limite de Faturamento – Ultrapassagem do teto

Apesar das vantagens de ser MEI, o sonho de todo empreendedor é elevar seu patamar de faturamento e tornar-se um grande empresário. Veja como funciona a transição e os riscos e oportunidade dessa mudança de nível.

Lucro acelerado

O teto anual para o faturamento do MEI é de R$ 81 mil. Para os recém formalizados, o limite é proporcional ao número de meses entre o início da atividade e o final daquele primeiro ano. Assim, para quem se inscreveu em julho, o teto seria de R$ 40,5 mil. Saiba o que fazer se o negócio superar o limite de faturamento:

Em até 20% do limite

  • recolha os DAS na condição de MEI até o fim do ano;
  • em janeiro do ano seguinte, recolha um DAS complementar pelo excesso do faturamento do ano anterior;
  • solicite o desenquadramento da modalidade no Portal do Simples Nacional (www8.receita.fazenda.gov.br/simplesnacional), na aba “Simei/Serviços;
  • já na nova condição de microempresa, passe a recolher os tributos pela alíquota do Simples Nacional – a partir de 4% (comércio), 4,5% (indústria) ou 6% (serviços) em relação ao faturamento mensal.

Em mais de 20% do limite

  1. no mês seguinte á superação do teto, solicite o desenquadramento da condição de Mei no Portal do Simples Nacional;
  2. De forma retroativa, recolha os tributos sobre o faturamento mensal pela tabela do Simples Nacional, desde janeiro daquele ano ou desde o inicio das atividades do MEI, se for recém-inscrito;
  3. daí por diante, recolha os tributos na condição de microempresário (se faturou até 360 mil reais) ou de empresa de pequeno porte, na qual se incluem aquelas cujo faturamento vai de 360 mil e 4,8 milhões anuais.

Momento de decisão: quando ampliar o negócio

A hora de ampliar o negócio está diretamente ligada á demanda. Se ela existe e o MEI não dá mais conta de atender á clientela, é hora de crescer, recomendam os especialistas do Sebrae.Além do faturamento acima do limite, outros fatores devem ser considerados e pesar na decisão.Considere optar pelo desenquadramento se:

  • precisar contratar mais funcionários;
  • precisar exercer uma atividade que não esteja listada nas ocupações permitidas;
  • decidir abrir uma filial;
  • tornar-se sócio ou administrador de outra empresa;

Ao solicitar o desenquadramento, o empreendedor cai automaticamente no Simples Nacional. Como alternativa, pode analisar outros dois regimes: o Lucro Real ou Presumido, devendo recorrer a um contador para certificar-se da melhor opção. Esse profissional passa a ser presença obrigatória dali para a frente.

Crédito bancário

Se precisar de um empréstimo, as linhas de microcrédito são as mais indicadas, devido aos custos mais reduzidos, e servem para alavancar capital de giro, comprar insumos ou investir em máquinas e equipamentos, e estão disponíveis em bancos públicos, privados e de desenvolvimento, além de cooperativas, instituições e agências de fomento.

Antes de recorrer a um empréstimo bancário, faça as contas. Projete o fluxo de caixa para certificar-se, no final do mês, haverá lucro tanto para arcar com a parcela do financiamento quanto para ter retorno sobre o investimento.

A tomada de crédito só vale a pena se o investimento der resultados que paguem o financiamento. Num exemplo prático, um vendedor de cachorro-quente que quer financiar um carrinho que custa R$ 50 mil, com prestações mensais de R$ 2 mil. Se cada lanche custa R$ 7 e é vendido  a R$ 10, gerando um lucro de 3 reais, ele terá de vender mil unidades por mês para quitar a parcela do financiamento e ainda ficar com 1 mil reais.

 

 

Os Dez Mitos do Empreendedorismo

Trabalhe 4 horas por semana 2

Empreendedorismo traz felicidade? Quem sai na frente faz mais sucesso? A vida sem chefe é melhor? Essas são algumas das questões que povoam a mente do futuro empreendedor antes de decidir-se a iniciar seu próprio negócio e dar adeus á vida de assalariado. Compreendedor essas questões e evitar uma decisão baseada numa mera fantasia é o primeiro passo para evitar trilhar uma estrada que nem sempre é pintada de cor de rosa.

O empreendedorismo ganhou o status de sonho número um no mundo contemporâneo. Quantas vezes você já ouviu a história de alguma figura história que tem um genial insight, resolve virar a própria mesa e embarcar numa jornada em busca de um sonho que, após realizado, o tornou milionário. À parte os exemplos concretos de sucesso , muitas dessas histórias são meras fantasias,  e o prejuízo emocional e financeiro advindo de uma decisão precipitada pode ser gigantesco.

Numa analogia com o mundo animal, o empreendedor é como um homem que resolve montar num leão. As pessoas pensam: como essa cara é corajoso! Só que ele próprio deve estar pensando: como é que eu fui subir num leão, e como é que eu faço para não deixar ele me comer?

Em sua edição de agosto, a revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios elencou  dez mitos sobre o empreendedorismo, resultado de entrevistas com vários empreendedores, investidores e estudiosos da economia criativa, os quais podem agir como verdadeiras pedras no meio do caminho, a seguir resumidos:

1 – Meu Empreendedor, Meu Herói

Lider Vulnerável

 

O primeiro mito é aquele que associa o empreendedor á figura de um herói. No início era o “herói visionário”, aquele cara que teve uma ideia genial e uma capacidade extraordinária de envolver e motivar pessoas e criar uma empresa vencedora.Agora, segundo Igor Tasic, fundador da Startup Europe Week, estamos migrando para o “herói workaholic mindful”, que designa o cara que trabalha duro, cria tudo junto com a equipe, mas também medita e mostra uma vida “equilibrada” no Instagram

Segundo Tasic, o mito do herói perfeito está tão institucionalizado que passa a impressão de que existem características genéticas para determinar quem será um empreendedor. “Na verdade, empreender requer um aprendizado continuo e uma habilidade que pode se desenvolver como qualquer outra”, diz ele.

2 – O dono do negócio não pode falhar

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“Meu maior problema é o perfeccionismo”. Quem nunca leu uma declaração como essa,em que o intrépido dono de um negócio trata uma fraqueza como uma qualidade?Á parte de acreditar que um empreendedor deve ser alguém com atributos perfeitos, essa frase esconde outro mito: o que de que ele jamais pode mostrar fragilidade.

A ideia do empreendedor infalível, que tem sempre as respostas certas para qualquer situação gera uma pressão descomunal, que leva ao medo de hesitar ou demonstrar dúvidas. O erro muitas vezes é o dínamo que projeta um evento bem sucedido. Ao cometer erros e aprender com eles, você estará mais apto a acertar da próxima vez, fornecendo aprendizado para uma nova tentativa.

3 – Todo empreendedor é otimista

Outra fantasia é a de que todo empreendedor esbanja otimismo, mais sorridente do que vendedor de mate com  limão no verão carioca, “O pioneiro empreendedor é um realista!, afirma Jacques Marcovitch, professor emérito da FEA/USP e autor da trilogia Pioneiros e Empreendedores: A Saga do Desenvolvimento no Brasil. Ele leva em conta os cenários otimistas e pessimistas, além de suas variantes. Analisa riscos, enfrenta adversidades, supera desafios e encontra novos caminhos, sendo o principal responsável pelo seu destino.

Se, ao contrário, o empreendedor, montado numa visão excessivamente otimista, achar que no final tudo vai dar certo, corre o risco de deixar um monte de coisas inacabadas pelo caminho e terminar escutando a frase demolidora: “Desista! Você não dá para isso”. Nem todo toda a energia para abrir um negócio provém do otimismo. Ás vezes, um “não” ou um tropeço inicial pode ser o combustível para dar uma motivação a mais para o empreendedor se tornar um pessimista positivo – aquele  que se planeja melhor, executa com mais cuidado e revisa três vezes, o que tende a gerar um resultado mais bem acabado.

4 – Quem abre uma empresa fica rico

Empreendedor só pela motivação de ganhar dinheiro levará certamente ao fracasso. O retorno financeiro só vem a longo prazo e depois de muita persistência, sempre sob o risco permanecente de se perder tudo o que se investiu. “Quem pensar só no dinheiro vai desistir no meio do caminho e nunca será um empreendedor”, afirma Cássio Spina, fundador da Anjos do Brasil. “Donos de negócio de alto impacto acreditam que podem solucionar um problema e mudar a sociedade para melhor. O dinheiro é secundário frente ao desafio de construir algo maior. Muitos passam anos até começarem a ter lucro”, diz ele.

5 – Sem (Muito) Dinheiro não dá para crescer

A falta de recursos financeiros é apontada como um dos principais desafios dos empreendedores brasileiros. Porém,  necessidade de ter um grande capital para investir ou para fazer o negócio crescer não deve ser vista como um entrave para o empreendedor. A maioria dos pequenos empreendimentos começa com recursos próprios, de familiares ou de amigos. O empreendedor vai necessitar de maiores recursos na hora de “prototipar” a ideia, validar seu produto e mercados e também para negociar com investidores e fundos.

No entanto, ás vezes ter muito dinheiro no inicio pode gerar problemas, levando o empreendedor a escalar o negócio muito antes da hora adequada, sem focar no momento presente Segundo Maure Pessanhe, diretora da Artemisia, organização de fomento a negócios de impacto, existem casos em que a empresa está crescendo num ritmo acelerado, mas o empreendedor não reuniu o capital necessário para atender a demanda.

6 – Adeus, Chefe

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A ideia do “busque fazer o que ama” sempre teve e ainda tem um grande apelo para o futuro empreendedor porque as pessoas estão sempre insatisfeitas nos seus cubículos e se sentem injustiçadas no mundo corporativo. A saída fácil, então, é empreender. O problema é que aqueles que decidem iniciar um negócio próprio por esse motivo logo descobrem que a coisa é mais complicada do que parecia de inicio.

Ao lado da fantasia romântica de demitir o próprio chefe, está o sonho dourado de administrar a própria agenda, ter tempo para fazer o que gosta e ganhar mais espaço em sua vida privada. “A ideia de que o empreendedor trabalha menos e tem mais liberdade é um dos maiores mitos da área” – afirma Maure Pessanha. “As demandas são diferentes, mas a responsabilidade é muito maior na maioria dos casos. É comum o próprio negócio virar o chefe do empreendedor, seja na figura do investidor, seja na pessoa do cliente”, diz ela.

7 – Quem chega antes se dá melhor

Para refutar essa tese, vamos nos valer dos ensinamentos de um dos grandes empreendedores de nosso tempo: Steve Jobs. Como se sabe, criador da Apple não criou nada, nem mesmo o nome de sua empresa, inspirado na gravadora dos Beatles, que veio a falir mais tarde.

O que Jobs fez, ao lado de seu parceiro, o genial Steve Wozniak, foi perceber que a convergência de uma série de inovações criadas por diferentes empresas( o mouse, a interface gráfica, os ícones, etc) faria grande sucesso caso fosse bem “empacotada”. Basta lembrar que o Ipod veio depois dos MP3 players.

A supremacia do sistema operacional IOS e de vários produtos vinculados á matriz do velho Macintosh demonstra claramente que, mais importante do que ter uma boa ideia, é saber entregá-la. Na verdade, de boas ideias o mundo está cheio. O que faz a diferença é uma boa execução – o que depende de fatores como liderança, equipe, talento e planejamento.

8 – É preciso escalar

Se não crescer rápido, não vira”, proclamam certos gurus do empreendedorismo. A escala do negócio, ou seja, a velocidade do crescimento, é o novo graal do empreendedorismo. Imortalizada pelo best-seller Organização Exponencial, de Salim Ismail, a expressão “crescimento exponencial” (acelerado e constante) virou o objetivo maior  de muitos empreendedores.

Na realidade, porém, a escala é só uma das formas de se criar e manter um negócio que faça bem para o mundo – mas não a única. Existem empresas que investem tanto no crescimento que esquecem de fazer a lição de casa.

Um erro clássico é, antes de provar o modelo de negócios, o empreendedor se mudar para um escritório maior, comprar outras empresas e expandir para outros países, para depois se dar conta – ás vezes, tarde demais – que ainda não havia demanda suficiente para justificar a ampliação do negócio,gerando prejuízos incalculáveis.

9 – Empreender é a receita da felicidade

Em quase todas as áreas de interesse, há sempre uma legião de oportunistas. Gente que fala do que não sabe, que dá receita de bolo para resolver angústias existenciais, que vende sopa rala como se fosse creme espesso – gente, enfim, que explora as fragilidades do publico de modo a eternizar as demandas pelos serviços que prestam.

Embora isso exista na religião, na medicina, no Direito, não há demanda maior para esse tipo de engodo do que na área do empreendedorismo, um campo fértil para a proliferação de soluções mágicas e pilulas de felicidade.

“Infelizmente se construiu uma visão idílica e utópica sobre o ato de empreender, mas pouco se fala sobre a relação entre a depressão e o empreendedorismo”, diz Tasic. E, segundo ele, não são incomuns os os casos de pessoas que passaram por problemas psicológicos graves ao se deparar com a realidade do empreendedorismo, a realidade do desconhecido, a realidade da negação, etc. “Mas isso é pouco falado porque rompe o “modelo Zuckerberg de sucesso”

10 – Especialistas sabem tudo

Quem chegou até aqui deve estar se questionando sobre se os autor desse texto é um especialista no assunto. Nada disso: jornalistas e escritores vivem de fazer perguntas. Aos gurus de negócios cabe dar as respostas – embora nem sempre saibam do que estão falando.

Com o hype do empreendedorismo, têm surgido muitos empreendedores e investidores que nunca fizeram nada de significativo, mas posam de experts. Por aqui, esse problema é maior. No Vale do Silício, nos Estados Unidos, ou na China, os especialistas criaram negócios, o que lhes dá autoridade para falar. Mas no Brasil, com raras exceções, ninguém ainda não inventou nada em termos de tecnologia, daí porque é preciso desconfiar de suas recomendações.

Outro exemplo de falso especialista é o daquele executivo bem sucedido, acostumado a pilotar grandes corporações, que resolvem dar dicas para empreendedores – quase sempre erradas. Executivos trabalham com métricas de eficiência e controle de custos, e seguem á risca os planos de negócio. Só que o inicio de uma empresa de tecnologia é todo voltado para a experimentação. Assim, se você não testar, não arriscar, e até desperdiçar um pouco, a empresa não vai criar a cultura da inovação.

Para Maure Passanha, há muita ilusão associada ao empreendedorismo. “Não se trata de uma ciência exata, por isso é importante estudar e aprimorar técnicas. Mas cada empreendedor precisa achar seu caminho, conversando com especialistas, mentores, mas sobretudo vivendo a prática, conversando com clientes, saindo á rua”.

Uma crença associada á dos especialistas é aquela que aponta o empreendedor como dono da verdade. A ela se contrapõe Daniel Chalfon,sócio na Astela Investimentos, empresa de venture capital. “Dá para ter experiência acumulada, dá para ter mil estatísticas na cabeça, mas mesmo assim não dá para afirmar que a gente sabe o que vai acontecer com o negócio. O destino é sempre improvável, mas a experiência e o conhecimento ajudam a encurtar o caminho”, diz ele.

Esse é mais um mito para tirar do caminho. Sem eles, a estrada para a criação do seu próprio empreendimento fica mais livre.

Como Recuperar a Motivação no Trabalho

Perfeccionismo

 

Faça o que ama e nunca terá que trabalhar um dia em sua vida – Confúcio

Essa é a ideia da frase, atribuída ao grande filosofo chinês e repetida em livros, palestras e cursos para ajudar a encontrar o emprego perfeito. Isso traz esperança, mas também pode significar frustração e sofrimento. Se não estamos felizes é porque ainda não encontramos o trabalho certo, é preciso continuar procurando.

O problema é que muitas vezes não sabemos o que, afinal, estamos querendo. Pesquisas da Personality and Social Psychology Bulletin, nos Estados Unidos, indicam que, em grande parte, o que determina a nossa relação com o trabalho são as crenças cultivadas em relação a ele. O modo como encaramos o trabalho é o que realmente influencia a nossa satisfação.

É o que conclui uma outra pesquisa, realizada pela Universidade de São Paulo, com 4.100 pessoas de nível superior para entender o papel do emprego na autorrealização. O trabalho mostra que o problema não é o que a pessoa faz, mas como ela faz.

Para melhorar a maneira como encaramos a carreira profissional, é preciso entender que as frustrações fazem parte do processo. Encontrar a felicidade no trabalho é uma aspiração legítima e saudável. Mas aspiração é algo que se estende por uma vida inteira, não uma coisa que ocorre da noite para o dia, e é esse o caminho a ser percorrido.

Esperar que um emprego corresponda perfeitamente áquilo que julgamos ser o nosso perfil pode causar mais sofrimento, além de nos fazer perder chances de aprendizado e desenvolvimento profissional. Muitas vezes, a pessoa se mostra insatisfeita não porque não gosta do que faz, mas porque a cultura ou ambiente da empresa não estimulam a motivação.

Assim, as pessoas não se sentem desafiadas e tendem a produzir um trabalho repetitivo. Aproveitar as oportunidades para se envolver com situações novas dentro do que já se faz pode ser uma forma de contornar esse problema.

Para tanto, vale a pena fazer uma espécie de inventário de reflexão, começando por relacionar tudo o que pode e consegue fazer com as habilidades que já possui. Em seguida, identifique as oportunidades que já existem onde você está. Depois, pense sobre o que prefere fazer e o que deveria fazer e  que esteja alinhado com seus valores. Esse é um exercício constante e não algo que se deve fazer de um dia para o outro.

Pensamentos limitantes em relação ao trabalho

Algumas crenças podem influenciar negativamente a percepção sobre a carreira

  • Achar que existe o trabalho perfeito. Esperar encontrar o ideal, como se estivesse fora de nós é um mito. O ideal está sempre dentro de nós e deve nortear nossas decisões, segundo Denise Fleck, da Coppead/UFRJ;
  • Focar apenas o dinheiro. Tentar se motivar apenas pelos ganhos financeiros pode funcionar no curto prazo, mas não vai fazer ninguém amar a sua carreira, já que o trabalho é mais do que sobrevivência: é uma forma essencial de nos expressarmos
  • Acreditar que a recompensa só acontece no final. A felicidade é muito mais complexa do que meramente atingir objetivos profissionais, para imaginarmos que só quando fizermos alguma coisa ou atingirmos determinado ponto iremos ser felizes. Apesar do clichê, o processo é tão ou mais importante do que o destino.
  • Pensar que suas habilidades e interesses são imutáveis. A verdade é que muitas vezes por medo de errar e de lidar com o que é novo, perdemos a capacidade de aprender e descobrir novos interesses, crença que normalmente trazemos dos tempos de escola primária.

O peso do propósito

Nem sempre a empresa terá um ambiente mais aberto. Um chefe controlador demais ou um negócio que contraria seus valores são coisas difíceis de contornar. Por isso, quando se percebe estagnação, sem perspectivas de melhoras, pode ser a hora de deixar o emprego. É importante respeitar seus princípios e valores na hora de tomar decisões, mas um ajuste de expectativas muitas vezes é tudo de que precisamos para avaliar a situação.

Tente lembrar o que você esperava antes de ser chamado para o emprego: ele ia resolver todos os seus problemas ou era apenas uma oportunidade? Dificilmente esperamos que tudo seja perfeito na nova empresa, mas esperamos mostrar como somos lá dentro.

É preciso, porém, tomar cuidado com o peso do propósito perfeito. A crença de que tudo precisa ter um grande valor pode agravar a frustração diante da rotina e da realidade do dia-a-dia, onde é inevitável nos confrontarmos com algumas tarefas mais maçantes.

Em lugar disso, pense sempre em quais resultados você busca, quais são seus objetivos de curto prazo e quais os relacionamentos que pode criar por meio do trabalho – enfim, procure valorizar o trabalho pelo que ele pede em termos de dedicação, profissionalismo, esforço e aprendizado.

Como Implementar Decisões com o “Se/Então”

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Num mundo cada vez mais cercado de distrações (emails, redes sociais,etc), e também por perseguirmos vários objetivos ao mesmo tempo, as vezes perdemos as oportunidades de agir apenas por que não somos capazes de perceber quando elas aparecem.

Será que realmente você não teve tempo de se exercitar hoje? Não teve de fato oportunidade de retornar aquela ligação ou de responder aquele e-mail importante? Alcançar seu objetivo e atingir suas metas significa agir quando as oportunidades surgem, antes que elas lhe escapem por entre os dedos.

Quando isso ocorre, as pessoas  costumam  atribuir a culpa à força de vontade (ou melhor, à falta dela). Ocorre que a força de vontade é como um músculo que necessita ser exercitado,  mas também necessita de um descanso para não atrofiar.

Para não deixar o momento certo passar, devemos decidir antecipadamente o que vamos fazer, sendo o mais especifico possível (“segundo, quarta e sexta vou me exercitar por 30 minutos antes de ir trabalhar”). Estudos (1) revelam que esse tipo de planejamento ajuda o cérebro a detectar e aproveitas as oportunidades quando elas surgem, aumentando as chances de sucesso em cerca de 300%.

Para sermos mais produtivos de fato, é preciso encontrar um meio de lidar com as distrações e interrupções e de como realizar as várias ações que precisam ser feitas – e felizmente há uma estratégia muito fácil e de eficácia comprovada para resolver esse problema.

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Em seu livro “9 Atitudes das Pessoas Bem-Sucedidas”, a psicologa social, palestrante e escritora Heidi Grant Halvorson fala do plano se/então, uma forma extremamente eficaz de alcançar qualquer objetivo, simplesmente decidindo antecipadamente o que pretende fazer (Ex; “se são 16 horas, então vou responder as ligações recebidas…..os e-mails pendentes”, etc)

Esses planos funcionam porque são escritos na linguagem que o seu cérebro entende: o das possibilidades. Como você já decidiu antecipadamente o que precisa ser feito, pode executar o plano sem ter que pensar conscientemente nele ou perder tempo decidindo o que fazer em seguida e sem depender de força de vontade. Os planos assumem então a seguinte forma:

” Se X acontecer, então vou fazer Y”) 

Um estudo (2) analisou o comportamento de pessoas que tinham por objetivo ir a academia regularmente. Foi solicitado que metade dos participantes planejasse quando e por quanto tempo fariam os exercícios físicos. Os resultados foram impressionantes: semanas mais tarde,o estudo constatou que 91% dos que fizeram o pleno do se/então  ainda se exercitavam regularmente, em comparação com apenas 39% dos que não o fizeram.

Resultados semelhantes foram registrados com o público feminino,  com outros comportamentos ligados á saúde, como se lembrar de fazer o autoexame de mama mensalmente (100% contra 53%, respectivamente) e de se submeter ao exame para detecção do câncer de colo do útero (92% contra 60%).

COMO COLOCAR EM PRÁTICA O PLANO DO SE/ENTÃO

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  1. Identifique uma ação fundamental que você precise realizar para alcançar seu objetivo.
  2. Quando e onde você deveria executá-la?  Em que contexto e em qual situação?
  3. Preencha as lacunas: Se (ou quando)…………………… então……………………………….(Ex: se são 8 horas de uma segunda-feira, então vou sair para caminhar)
  4. Agora pense num obstáculo que talvez possa atrapalhar seus planos: uma interrupção, uma distração, ou qualquer outro fator que venha a interferir em seu progresso)
  5. Quando a tentação ou distração aparecer, como você vai lidar com ela?
  6. Preencha então as lacunas: Se ou quando…………. então……………………………….(Ex: se planejar sair do trabalho às 17 horas e receber algum e-mail, então vou desativar meus avisos de mensagens às 16:45 horas Se estiver chovendo e não puder sair para caminhar, então vou praticar exercícios abdominais em casa)

Enfim, se você sente que tarefas importantes estão sendo deixadas de lado e que precisa adquirir hábitos melhores de gerenciamento do tempo, para de buscar recursos mirabolantes e procure planejar algo simples.

Ao usar planos do se/então para atingir seus objetivos, você não vai adicionar mais horas ao seu dia, mas a sensação será exatamente essa.

Referências:

l) “GOLLWITZER, Peter M, SHEERAN, Pascahl “Implementation Intentions and Goal Achievement: A Meta Analysis of Effects and Processeses’ Advances in Experimental Psychology 38 (2006) – 69-119

2) MILNE Sarah, ORBELL Sheina, SHEERAN, “Combining Motivational and Volitional Interventions to Promote Exercise Participation: Protection Motivation “Theory and Implementation Intentions”. British Journal of Health Psychology 7 , nr. 2 (Maio de 2002 – 163 – 184.

 

Feedforward: Um feedback voltado para o futuro

Feedforward 2

 

A habilidade em dar e receber feedback sempre foi considerada essencial para as pessoas que ocupam posições de chefia ou liderança. Afinal, as pessoas precisam saber como estão indo no desempenho de suas funções, se estão atendendo ás expectativas, e quais são os pontos passíveis de melhoria.

O problema é que essa avaliação – tradicionalmente conduzida sob a forma do conhecido feedback 360 graus -está focada em eventos passados e não nas infinitas possibilidades do futuro. O feedback é limitado e estático – e não expansivo e dinâmico.

O feedforward é uma expressão cunhada e adaptada ao mundo corporativo pelo coach executivo e autor de best-sellers Marshall  Goldsmith (“What Got You Here Wont Get You There”, é a sua obra mais conhecida), e é uma técnica de avaliação voltada para o futuro, com o objetivo de oferecer sugestões para o desenvolvimento profissional, sem abordar situações ocorridas no passado.

Da aplicação do feedforward em mais de 5.000 executivos, Goldsmith tem constatado que, invariavelmente,  as pessoas têm uma avaliação positiva desse instrumento, considerando-o útil, enriquecedor e até divertido, em oposição ao tradicional feedback, que muitas vezes se revela uma experiência embaraçosa e desconfortável, mesmo quando corretamente aplicado.

Como aplicar o Feedforward

Feedforward

 

O feedforward é uma técnica de dinâmica de grupo em que os participantes desempenham dois papéis. Num deles, são solicitados a oferecer a outro colega sugestões para o futuro desempenho e ajudar da melhor forma possível. No outro, são solicitados a aceitar o feedforward, ouvir as sugestões para a futuro e delas extrair o maior aprendizado possível. Não é permitido dar feedback a respeito de ações passadas.

Nesse exercício, as pessoas são orientadas a:

  • Selecionar uma mudança de comportamento que possa trazer uma diferença positiva em sua vida;
  • Descrever esse comportamento para as outras pessoas;
  • Pedir duas sugestões para obter essa mudança positiva de comportamento;
  • Ouvir atentamente as sugestões e tomar notas, sem fazer comentários;
  • Agradecer aos colegas pelas sugestões recebidas;
  • Assumindo o papel inverso, perguntar ao colega qual o comportamento que ele gostaria de mudar ou melhorar;
  • Dar o feedforward, oferecendo duas sugestões que possam ajudar na mudança desejada.

Razões para aplicar o Feedforward

Goldsmith alinha dez razões para explicar porque as pessoas gostam do feedforward:

  1. Nos podemos mudar o futuro, não o passado. O feedforward ajuda as pessoas a visualizar um futuro positivo e não um passado de fracassos. Ao oferecer ideias e sugestões de melhorias, são incrementadas as possibilidades de sucesso.
  2. É mais produtivo ajudar as pessoas a agir certo do que provar que elas estão erradas.  O feedback muitas vezes se torna um exercício destinado a apontar falhas e provar que as pessoas estão erradas, o que leva a uma postura defensiva e a uma situação de desconforto por parte de quem o recebe. Mesmo um feedback positivo pode ser encarado como negativo. O feedforward, ao contrário, é sempre positivo, porque está focado na solução e não no problema.
  3. Pessoas de sucesso gostam de receber sugestões e ideias que lhes ajudem a atingir suas metas e objetivos. Normalmente, essas pessoas tendem a resistir a um julgamento negativo, aceitando apenas aquelas ideias que são coincidentes com a forma com que elas próprias se vêm, e costumam rejeitar ou recusar as demais.
  4. Feedforward pode vir de qualquer pessoa que conheça a tarefa ou procedimento a ser melhorado. Praticamente qualquer pessoa pode dar ideias sobre como obter melhorias de desempenho, e não precisam, necessariamente conhecer a pessoa que a está solicitando, ao contrário do feeddback, que requer um prévio e mútuo conhecimento;
  5. As pessoas não levam o feedforward para o lado pessoal. O feedback construtivo deve estar focado no desempenho, não na pessoa. Ainda assim, muitas vezes é encarado como uma critica pessoal.
  6. O feedforward assume que as pessoas podem obter mudanças positivas no futuro, enquanto o feedback reforça estereótipos, profecias autorrealizáveis e sentimentos de fracasso;
  7. Muitas pessoas detestam receber e não gostam de dar feedback, nem valorizam as habilidades mais positivas de “fornecer tempestivo feedback” ou “encorajar e aceitar a critica construtiva”;
  8. O feedforward cobre os mesmos assuntos avaliados no feedback, mas de forma mais positiva. Imagine que você acabou de fazer uma apresentação desastrosa para seus colegas ou outras pessoas. Utilizando a abordagem do feedforward, seu gerente ou superior imediato o ajuda a se preparar para futuras apresentações, fornecendo-lhe sugestões de forma positiva, em vez de fazê-lo relembrar e ficar remoendo a dolorosa experiência.
  9. O feedforward tende a ser mais eficiente e eficaz do que o feedback. Por exemplo, ao oferecer ideias e sugestões para as pessoas, você pode dizer: “ Aqui estão quatro ideias para o futuro. Por favor, receba-as com o espírito positivo com que elas estão sendo oferecidas. Se você puder usar duas delas, ainda assim você estará á frente. Simplesmente ignore aquelas que não fazem sentido para você”. Usando essa abordagem, nenhum tempo será perdido com julgamentos das sugestões ou com a tentativa de provar que elas estão erradas;
  10. O feedforward pode ser usado com gerentes, colegas e membros da equipe. Justa ou injustamente, feedback é associado com julgamento, o que pode levar a resultados contrários ao desejado. O feedforward não implica julgamento, já que é focado na tentativa de ajudar, tornando as pessoas mais receptivas a recebê-lo. Assim, convide e estimule as pessoas a perguntar: “Como eu posso melhor ajudar nossa equipe daqui para a frente”? e a escutar atentamente as respostas recebidas dos colegas.

Marshal Goldsmith não defende simplesmente a extinção do feeddback, já que ele é um instrumento utilizado sobretudo na avaliação de desempenho. Mas, além de oferecer feedback, comece a aplicar o feedforward, de forma a tornar o ambiente de trabalho mais positivo e estimulante.

Ao utilizar o feedforward, você não estará somente transmitindo a mensagem correta, mas também assegurando que as pessoas que o recebem estarão mais propensas e receptivas ás mudanças e mais focadas nas perspectivas de um futuro promissor,  em vez de se concentrarem nos erros e fracassos do passado.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A habilidade em dar e receber feedback sempre foi considerada essencial para as pessoas que ocupam posições de chefia ou liderança. Afinal, as pessoas precisam saber como estão indo no desempenho de suas funções, se estão atendendo ás expectativas e quais são os pontos de melhoria.

O problema é que essa avaliação – tradicionalmente conduzida sob a forma de feedback 360 graus, está focada em eventos passados e não nas infinitas possibilidades do futuro. O feedback é limitado e estático – e não expansivo e dinâmico.

O feedforward é uma expressão cunhada e adaptada ao mundo corporativo pelo coach executivo e autor de best-sellers Marshall  Goldsmith (“What Got You Here Wont Get You There”, é a sua obra mais conhecida), e é uma técnica de avaliação voltada para o futuro, com o objetivo de oferecer sugestões para o desenvolvimento profissional, sem abordar situações ocorridas no passado.

Da aplicação do feedforward em mais de 5.000 executivos, Goldsmith tem constatado que, invariavelmente,  as pessoas têm uma avaliação positiva desse instrumento, considerando-o útil, enriquecedor e até divertido, em oposição ao tradicional feedback, que muitas vezes se revela uma experiência embaraçosa e desconfortável, mesmo quando corretamente aplicado.

Como aplicar o Feedforward

O feedforward é uma técnica de dinâmica de grupo em que os participantes desempenham dois papéis. Num deles, são solicitados a oferecer a outro colega sugestões para o futuro desempenho e ajudar da melhor forma possível. No outro, são solicitados a aceitar o feedforward, ouvir as sugestões para a futuro e delas extrair o maior aprendizado possível. Não é permitido dar feedback a respeito de ações passadas.

Nesse exercício, as pessoas são orientadas a:

  • Selecionar uma mudança de comportamento que possa trazer uma diferença positiva em sua vida;
  • Descrever esse comportamento para as outras pessoas;
  • Pedir duas sugestões para obter essa mudança positiva de comportamento;
  • Ouvir atentamente as sugestões e tomar notas, sem fazer comentários.
  • Agradecer aos colegas pelas sugestões recebidas;
  • Assumindo o papel inverso, perguntar ao colega qual o comportamento que ele gostaria de mudar ou melhorar;
  • Dar o feedforward, oferecendo duas sugestões que objetivem auxiliar na mudança desejada.

Razões para aplicar o Feedforward

Goldsmith alinha dez razões para explicar porque as pessoas gostam da técnica:

  1. Nos podemos mudar o futuro, não o passado. O feedforward ajuda as pessoas a visualizar um futuro positivo, não um passado de fracassos. Ao oferecer ideias e sugestões sobre como elas podem melhorar, são incrementadas as chances de sucesso;
  2. É mais produtivo ajudar as pessoas a agir certo do que provar que elas estão erradas  .O feedback muitas vezes se torna um exercício destinado a apontar falhas e provar que as pessoas estão erradas, o que leva a uma atitude defensiva e a situação de desconforto por parte de quem o recebe. Mesmo um feedback positivo pode ser encarado como negativo. O feedforward, ao contrário, é sempre positivo, porque focado na solução e não no problema.
  3. Pessoas de sucesso gostam de receber sugestões e ideias que lhes ajudem a atingir suas metas e objetivos. Normalmente, essas pessoas tendem a resistir a um julgamento negativo, aceitando apenas sugestões e ideias que são coincidentes com a forma com que eles próprios se vêm, rejeitando  ou recusando  as demais.
  4. Feedforward pode vir de qualquer pessoa que conheça a tarefa ou procedimento a ser melhorado. Praticamente qualquer pessoa pode dar ideias sobre como melhorias de desempenho, sem necessidade de conhecer a pessoa que a está solicitando, ao contrário do feeddback, que requer um mútuo e prévio conhecimento;
  5. As pessoas não levam o feedforward para o lado pessoal. O feedback construtivo deve estar focado no desempenho, não na pessoa. Ainda assim, muitas vezes o consideram uma critica pessoal.
  6. O feedforward assume que as pessoas podem obter mudanças positivas no futuro, enquanto o feedback reforça estereótipos, profecias autorealizaveis e sentimentos de fracasso;
  7. Muitas pessoas detestam receber e não gostam de dar feedback, nem valorizam as habilidades mais positivas de “fornecer tempestivo feedback” ou “encorajar e aceitar a critica construtiva”;
  8. O feedforward cobre os mesmos assuntos avaliados no feedback, mas de forma mais positiva. Imagine que você acabou de fazer uma apresentação desastrosa para seus colegas ou numa reunião de diretoria. Utilizando a abordagem do feedforward, seu gerente ou superior imediato o ajuda a se preparar para futuras apresentações, fornecendo-lhe sugestões de forma positiva, em vez de fazê-lo relembrar e ficar remoendo a dolorosa experiência.
  9. O feedforward tende a ser mais eficiente e eficaz do que o feedback. Por exemplo, ao oferecer ideias e sugestões para as pessoas, você pode dizer: “ Aqui estão quatro ideias para o futuro. Por favor, receba-as com o espírito positivo com que elas estão sendo oferecidas. Se você puder usar duas delas, ainda assim você estará á frente. Simplesmente ignore aquelas que não fazem sentido para você”. Usando essa abordagem, nenhum tempo será perdido com avaliações e  julgamentos das sugestões, na tentativa de provar que elas estão erradas;
  10. O feedforward pode ser usado com gerentes, colegas e membros da equipe. Justa ou injustamente, feedback é associado com julgamento, o que pode levar a resultados contrários ao desejado. O feedforward não implica julgamento, já que é focado na tentativa de ajudar, tornando as pessoas mais receptivas a recebê-lo. Assim, convide e estimule as pessoas a perguntar: “Como eu posso melhor ajudar nossa equipe daqui para a frente”? e a escutar atentamente as respostas recebidas dos colegas.

Marshal Goldsmith não defende simplesmente a extinção do feeddback,até porque é um   instrumento formal  utilizado na avaliação de desempenho. Mas, além de oferecer feedback, comece a aplicar o feedforward, de forma a tornar o ambiente de trabalho mais positivo e estimulante.

Ao utilizar o feedforward, você não estará somente transmitindo a mensagem correta, mas também assegurando que as pessoas que o recebem estarão mais propensas e receptivas ás mudanças e mais focadas nas perspectivas de um futuro mais promissor,  em vez de se concentrarem nos erros e fracassos do passado.