O otimismo, enfim, parece estar de volta

Depois de dois anos de queda em todos os seus indicadores, a economia começa a mostrar sinais de recuperação e, aos poucos, um clima de otimismo volta a se instalar no país.

É o que demonstra uma pesquisa recente do instituto Data Folha, que mostra que a expectativa da população brasileira em relação á economia atingiu seu nível mais elevado desde 2014. Agora, os brasileiros se dizem mais confiantes na queda da inflação, na retomada do emprego e no aumento do poder de compra –  sentimento compartilhado pelo mercado financeiro e pela indústria e comércio.

Os números justificam esse sentimento. Num universo pesquisado de 36 países, o Brasil passou da 26a. para a 23a. posição na lista da Grant Thornton, que mede o nível de otimismo das nações. O real foi a moeda que mais valorizou em relação ao dólar, registrando 20% de alta no primeiro semestre deste ano. Nenhuma outra moeda valorizou-se mais em 2016 de que o real.

Outros indicadores de que, enfim, começamos a virar  o jogo:

  • um estudo do BTG Pactual indicou que os fundos globais podem investir até U$S 35 bilhões no Brasil nos próximos meses;
  • o risco Brasil, medido pelo CDS, que se situava na casa dos 540 pontos no final de 2015,  caiu para menos de 290 pontos;
  • números do FMI, divulgadas na semana passada, estimam  uma recessão menos severa para 2016. Segundo a instituição, o PIB brasileiro vai cair 3,3%, número ainda desastroso, mas ainda bem melhor do que os 3,8% inicialmente projetados. O detalhe mais relevante é que esta é a primeira vez, desde 2012, que o FMI vê avanços na economia brasileira.

A INFLUENCIA DO CENÁRIO POLITICO

É inegável que o cenário politico está diretamente ligado aos números da  atividade econômica do País. Com seu estilo afável e habilidade politica, o presidente em exercício, Michel Temer, restabeleceu o dialogo com o Congresso, passo fundamental para aprovação das medidas necessárias ao equilíbrio fiscal e à retomada consistente do crescimento econômico.

O retorno do dialogo com a classe politica – atividade para a qual a presidente afastada, Dilma Roussef, nunca demonstrou a menor aptidão – tem contribuído para a distensão no ambiente politico, do que é prova inconteste a recente eleição do novo presidente da Câmara dos Deputados, que se processou num clima de absoluta normalidade, situação inimaginável no governo Dilma.

As boas notícias na economia se estendem até mesmo à indústria automobilística, que vem amargando resultados negativos há mais de uma década. O setor espera que as vendas cresçam 9,2% no ano que vem, e a japonesa Nissan anunciou a contratação de 600 novos empregados, um alento num cenário de 11 milhões de desempregados.

Enfim, embora ainda seja cedo para dizer que saímos  da crise e que os bons tempos estão de volta, é inegável a constatação de que a virada já começou.

 

O Líder Introvertido

Nos mundo atual das pessoas extrovertidas, os introvertidos podem se sentir ignorados,sufocados e incompreendidos,  e acreditam – quatro entre cinco deles – que os extrovertidos têm mais chances de sucesso na carreira profissional. Cerca de 40% gostariam de mudar  seu comportamento ou tendências à introversão, mas não sabem como e por onde começar.

Mesmo entre executivos e politicos poderosos, cerca de quarenta por cento se descrevem como introvertidos, entre eles Bill Gates, o mega investidor Warren Buffett e até mesmo o presidente Obama, notoriamente reconhecido pela eloquencia e capacidade de comunicação.

A boa notícia é que a introversão pode ser administrada e, embora não haja um modelo que se aplique a todo mundo, com o tempo e prática,  as pessoas introvertidas podem superar seus problemas e brilhar no mundo dos extrovertidos.

É o que conclui uma pesquisa conduzida pela Dra. Jennifer B. Kahnweller, Ph.D, autora do bestseller “The Introverted Leader, Coach Executiva, palestrante, fundadora e presidente da AboutYOU Inc., empresa de consultoria baseada em Atlanta, nos Estados Unidos.

O QUE É INTROVERSÃO, AFINAL?

Ao contrário da timidez, produto de ansiedade e medo de exposição em situações sociais, a introversão é parte integrante da personalidade, e pode ser melhor definida como um conjunto de características e comportamentos. Os introvertidos processam informação internamente, mantém questões pessoais em caráter privado, e evitam demonstrar emoções. Outras características destacadas:

  • Eles buscam a solidão para recarregar as baterias. No trabalho preferem ambientes quietos e gostam de conduzir projetos por conta própria ou com um grupo reduzido de pessoas;
  • Pensam primeiro para falar depois. Mesmo em conversas informais, eles analisam os comentários dos colegas cuidadosamente e costumam fazer pausas e refletir antes de responder ou emitir opinião;
  • Preferem se comunicar por escrito. No ambiente profissional, optam por e-mails em vez de telefone e conversas diretas. A despeito da aversão por conversas excessivas, gostam de gravitar nas redes sociais, como Facebook, Linkedin e Twitter;
  • São pessoas calmas, reservadas e, ao contrário dos seus colegas extrovertidos, não gostam de ser o centro das atenções, e mesmo em discussões mais acirradas, tendem a manter a calma e a falar pausadamente.

A DURA REALIDADE

A dura realidade, é que esse comportamento pode trazer-lhes problemas no ambiente profissional, do  que se aproveitam os extrovertidos, com seu apetite pela exposição , para ganhar mais espaço e visibilidade no mundo corporativo, o que se reflete nas seguintes situações:

  • Os introvertidos podem experimentar problemas como dor de cabeça, dor de estomago e outras, resultante do stress e de outros fatores internos, em decorrência da chamada “exaustão de pessoas”;
  • Eles têm muita dificuldades de dizer não e de solicitar ajuda ou orientação de outas pessoas. Em consequência, tendem a se sentir sobrecarregados por projetos e deadlines, com prejuizo de sua performance e do equilibro vida/trabalho;
  • não gostam de  falar de suas realizações, por receio de serem vistos como exibicionistas. Com isso, podem desperdiçar oportunidades de ascensão profissional por não saberem se promover internamente;
  • Introvertidos costumam  ter boas idéias que, entretanto, permanecem ignoradas por falta de divulgação. Mesmo em conversas individuais no trabalho, têm dificuldades de ser ouvidos e fazer prevalecer suas opiniões.
  • rotineiramente, introvertidos se retraem no ambiente politico dentro das empresas, o que, embora as vezes desagradável, faz parte do jogo, particularmente quando se trata de construir relacionamentos dentro da organização e, pelo estilo  “low profile”, desperdiçam oportunidade de ascensão profissional.

A Dra. Jennifer diz que não há uma receita mágica para administrar a introversão, mas no ambiente corporativo agitado dos dias de hoje, o introvertido tem que a aprender a se fazer notar. O objetivo não é o de mudar a sua personalidade ou estilo natural de comportamento, mas aceitar e expandir o que você já é. Para tanto, ela recomenda a implementação de sete passos:

  • desenvolva um plano de ação. Prepare-se com antecedência para as reuniões e conversações no ambiente de trabalho, antecipando questões, formulando perguntas e ensaiando respostas;
  • comunique-se com mais frequencia, tomando a iniciativa de compartilhar e divulgar informações com colegas de trabalho, e não espere ser questionado sobre seus projetos e realizações. Descubra o que as pessoas esperam e lhes forneça a resposta antecipadamente;
  • utilize os canais de comunicação mais adequados a cada situação. Não se refugie atrás de e-mails e avalie qual a melhor maneira de transmitir sua mensagem – se por e-mails, telefonemas ou pessoalmente;
  • faça uso das redes sociais para apresentar-se e estabelecer conexão com outras pessoas em reuniões e eventos;
  • faça-se ouvir com mais frequência. Exercite o hábito de falar mais nas reuniões e conferências. Tente fazer seus comentários ou intervenção inicial de forma breve, de modo a ocupar não mais de que cinco minutos. Mesmo uma breve intervenção, ou uma pergunta, pode ser suficiente para ser visto como colaborador. Quanto mais se esperar pela oportunidade, mais difícil  ela se torna;
  • Junte-se ao grupo de extrovertidos; levante a mão, faça um sinal e anuncie calmamente: gostaria de fazer um comentário/pergunta/ponderação, etc;
  • valorize o bom humor. Você pode reverter a percepção de que é uma pessoa retraída, fechada ou séria demais somente com um sorriso, uma risada ou uma brincadeira de vez em quando. Não precisa ser um “comediante”, mas cultive o bom humor.

Por fim, pratique, pratique e pratique mais uma vez. Aprender uma nova habilidade e mudar um comportamento pode ser desconfortável no inicio, mas com consistência e repetição, você pode administrar sua introversão.

E começar a brilhar no mundo dos introvertidos!

 

A Arte de Fazer Acontecer com o GTD

 

Acabo de ler a versão atualizada do livro “A Arte de Fazer Acontecer”, de David Allen, originalmente publicado em 2001 e desde então aclamado como uma das mais importantes publicações na área de produtividade.

Um dos mais influentes estudiosos da produtividade, com mais de 35 anos de experiência na área, David Allen é o criador do método GTD – Getting Things Done – além de Coach e palestrante em instituições como Fundação Ford, Banco Mundial e Marinha dos Estados Unidos, e seu trabalho tem sido divulgado em publicações como o New York Times, The Wall Street Journal, Los Angeles Times, entre outras.

Nessa nova versão, revisada e atualizada, ele acrescenta novas perspectivas empresariais e incorpora novos dados que validam seu argumento de que “o nosso cérebro deve ser utilizado para gerar idéias e não para guarda-las”. Assim, Allen defende que somente depois de tirarmos as idéias da cabeça e as incorporarmos  em um sistema confiável  é que conseguiremos liberar nosso potencial criativo e ter um desempenho elevado

Pelo extenso volume da obra (315 páginas) seria muito difícil sintetizá-la num artigo. Assim, vou me deter na parte que me parece a essência do método GTD: o que fazer (ou “esclarecer” como ele fala) com o material com que nos defrontamos em nossa caixa de entrada, seja ela física, eletrônica (e-mails) ou simplesmente com as ideias ou “insights” que surgem em nossa cabeça.

A primeira pergunta a ser feita é: isso exige alguma ação? Se nenhuma ação for necessária, existem três alternativas:

  •  não será mais necessário (delete ou jogue no lixo)
  • nenhuma ação é necessária agora, mas talvez seja útil no futuro: arquive-a ou anote numa pasta denominada “algum dia/talvez”. Algumas tarefas que poderiam se enquadrar nessa categoria: aprender um novo idioma ou  tocar um instrumento musical, criar um site, etc. São tarefas que você gostaria de fazer mas ainda não se decidiu a respeito
  • embora não demande ação a informação é útil e com certeza será utilizada mais adiante: arquive o documento numa pasta de referência, para utilização futura. Exemplos típicos: atualização de estatuto de sua empresa, ata do condomínio, etc
  • se uma ação é necessária, faça-se  as seguintes perguntas: qual é a próxima ação? Demora menos de 2 minutos para ser feita? Se a resposta for sim, faça-a imediatamente, para eliminar uma pendência e esvaziar a cabeça, sem necessidade de anotar o assunto em sua lista de atividades.
  • caso a tarefa leve  mais de dois minutos para ser feita, delegue-a para outra pessoa ou a adie, anotando na agenda (se for um compromisso com hora e data marcada) ou na lista de “próximas ações”,  para realiza-la posteriormente.

David Allen define um projeto como qualquer resultado a ser alcançado em um ano e que exige mais de uma ação para ser concluído. Ele não diferencia  os projetos e metas mais ambiciosas daquelas pequenas tarefas que normalmente não classificaríamos nessa categoria. O seu raciocínio é que, se apenas uma ação não for suficiente para atingir o objetivo ou resultado, será necessário manter um sistema de acompanhamento, para lembrar-nos de que alguma coisa ainda precisa ser feita,  de modo a evitar que a pendência fique perdida em nossa cabeça.

Assim, a tarefa de comprar pneus, por exemplo, mesmo se considerada sem maior importância, pode se transformar num problema urgente se, por falta dessa providência, tivermos um pneu furado em plena Avenida Brasil, no Rio de Janeiro, em plena hora do rush.

Embora descreva um processo extremamente prático e simples em sua concepção, o GTD não é um sistema de fácil implementação,  sobretudo devido á quantidade de material que deve ser utilizado, como agenda física ou eletrônica, bloco de anotações, fichas de acompanhamento de projetos, lista, pasta ou agenda de próximas ações, que Allen recomenda sejam separadas por contexto ( o que deve ser feito em casa, no escritório ou empresa, na rua, no computador, etc), lista ou agenda do “algum dia/talvez”, lista de “aguardando resposta” (para acompanhamento das ações delegadas), além do arquivo de todo o material de referência.

O próprio David Allen reconhece que quem mais pode se beneficiar do GTD são as pessoas normalmente já organizadas, ou que já adotam algum sistema de gestão de produtividade e administração do tempo, lembrando que o domínio das técnicas do seu método exige uma ação continua, não sendo atingido em curto espaço de tempo.

Assim, para quem não conhece o método e pretende se familiarizar com o GTD , é recomendável a leitura do livro, a realização do curso sobre o assunto, oferecido  em várias cidades do Brasil , e adapta-lo ao seu estilo e às  suas necessidades, incorporando-o, ainda que parcialmente (a regra dos dois minutos, por exemplo, me parece sensacional) aos métodos que você eventualmente já estiver  adotando.

 

 

 

Como usar o GROW no processo de Coaching.

Muitos Coaches iniciantes se defrontam com dificuldades no momento de escolher a melhor ferramenta durante uma sessão com seus clientes ou de adaptá-la a cada situação. Isso se deve, em grande parte, à extensa variedade de modelos oferecidos nos cursos de formação e  (falo por experiência própria) ao fato de alguns  deles recomendarem que as ferramentas sejam utilizadas em ordem sequencial, como se os clientes ou Coachees fossem rigorosamente iguais, perseguissem a mesma meta,  ou enfrentassem  o mesmo problema.

Uma das mais poderosas ferramentas de Coaching é o GROW, originalmente desenvolvido pelo Coach britânico Sir John Whitmore, em 1980, e abordado com maior profundidade em seu livro “Coaching for Performance”.

O modelo GROW (crescer em Inglês), no universo do Coaching é um acrônimo que significa:

GOAL – meta, tarefa, ou o desafio que se pretende enfrentar;

REALITY – que descreve a realidade atual, ou seja a distância entre a situação atual e a desejada;

OPTIONS – opções que podem ser adotadas para atingir a meta ou resolver o problema;

WILL (ou Way Forward) – plano de ação a ser desenvolvido

ESTABELECENDO A META OU O PROBLEMA A SER RESOLVIDO

Em primeiro lugar, seu cliente, ou a sua equipe, se estiver no ambiente de trabalho, deve definir claramente a meta a ser atingida, que deve ser formulada no modelo SMART (específica, mensurável, realística  e temporal, ou seja com uma data-limite para ser concluída)

Para melhor definir a meta, algumas perguntas são importantes, como

Como você saberá que a meta foi atingida ou o problema foi solucionado? Quais os indicadores ou parâmetros que  levarão a tal conclusão?

Como essa meta se encaixa em seus objetivos e planos de carreira? Como se alinham à missão e objetivos de sua organização ou dos demais membros da equipe?

EXAMINANDO A REALIDADE ATUAL

Nessa etapa deve ser analisada a situação atual, onde a equipe se encontra e onde pretende chegar; quais os recursos existentes e quais os que precisam ser obtidos; quais os principais obstáculos e como podem ser contornados; que passos ou ações  já foram implementados;

EXPLORANDO AS OPÇÕES

Esse é um momento de “brainstorming” onde devem ser levantadas todas as possíveis opções, sem criticas ou julgamentos, onde o Coach ou Gerente pode ajudar no processo, mas sem tentar impor ou fazer prevalecer a sua opinião, com perguntas do tipo

Que mais poderia ser feito?

Quais as vantagens e desvantagens de cada opção?

Que precisa deixar de ser feito para o atingimento da meta?

Quais os obstáculos que podem surgir?

E se esses obstáculos fossem removidos, poderiam ser obtidos melhores resultados?

ESTABELECENDO A LINHA DE AÇÃO

Escolhida e melhor opção, o W do GROW responde basicamente às seguintes questões: What (o que vai ser feito), When (quando vai ser feito), Who (quem vai fazer, se o trabalho envolver mais de uma pessoa). O mais importante nesse final do processo é manter a equipe ou cliente motivado e comprometido com a ação a ser implementado, com perguntas como

Então, qual a primeira ação e quando vai ser iniciada?

Que mais poderia ser feito?

Como será avaliado o progresso do trabalho, diariamente, semanalmente, mensalmente?

Como você(s) se manterá(ão) motivado(s)?

Pela sua simplicidade, o GROW, pode ser aplicado não só no Coaching mas também nas situações emergenciais de trabalho. Imagine por exemplo que você recebeu a   missão de fazer uma apresentação para a diretoria da empresa e foi avisado com uma semana de antecedência. Utilizando as opções desse modelo, muito provavelmente você  terá todas as condições de ser bem sucedido e fazer um trabalho bem feito.

Boa sorte!

 

Se estiver em Londres, nem pense em furar a fila!

Os britânicos são conhecidos pelo hábito de formar fila para tudo e aguardar pacientemente a sua vez, mesmo quando estão esperando o ônibus. Contudo, poucos estudantes de Inglês têm ciência desse aspecto da cultura londrina e terminam enfrentando situações embaraçosas por falta de conhecimento.

Ocasionalmente, alguns artigos na imprensa britânica afirmam que as filas estão ultrapassadas e com seus dias contados no mundo agitado de hoje, Um deles, por exemplo, lembrou que várias pessoas ficaram feridas numa loja de departamentos de Londres em 2005, quando cerca de 6 mil pessoas apareceram no dia da abertura da loja, o que provocou um tremendo alvoroço quando as portas se abriram, resultando em vários incidentes.

Contudo, o hábito da fila segue firme entre os londrinos e é observado mesmo em situações inusitadas para nós brasileiros, como nos estacionamentos abertos de shoppings, por exemplo. Se o pátio estiver lotado, deve-se aguardar pacientemente dentro do carro, até que surja a oportunidade de estacionar. É o emprego da máxima: “quem chega primeiro, será servido primeiro”

O hábito de formar fila é observado mesmo nos casos em que você é a primeira pessoa a chegar. Em um ponto de ônibus, por exemplo, você deve se posicionar o mais próximo possível do lugar da parada do veículo, de forma a deixar claro que você foi o primeiro a chegar. O que deve ser evitado é ficar circulando nas proximidades do ponto e depois reivindicar o primeiro lugar na fila.

Veja algumas dicas preciosas da professora de Inglês Rachel Roberts, publicadas na edição 342 da revista Speak Up para que você não “pegue mico” em sua próxima viagem à Inglaterra. Boa viagem e boa sorte

SITUAÇÃO O QUE VOCE PODE DIZER/FAZER
Você não sabe onde se posicionar Pergunte: “Esse é o final da fila”?ou “Você é o último na fila”?
Alguém acidentalmente entrou na fila à sua frente Tussa discretamente. Se não funcionar, tussa um pouco mais alto. Diga: “Desculpe-me mas esse não é o fim da fila”
Alguém está claramente tentando furar a fila Diga firmemente: Desculpe, mas estamos todos aguardando na fila. O final da fila é ali (apontado com o dedo)
Você está realmente com pressa e pode perder o trem Olhe insistentemente para o relógio, mostre que está agitado e diga em voz alta”Oh não. Vou terminar perdendo o trem”. Pode ser que dê certo e alguém lhe deixe furar a fila
Na fila do supermercado, você tem apenas um item para despachar e gostaria de passar à frente

 

Você gostaria de juntar-se a um amigo que está mais à frente na fila

Não tem jeito. Aguarde a sua vez

 

 

 

Nem pense nisso!!!

 

 

 

Como enfrentar o medo de falar em público.

Você é um profissional que de vez em quando precisa falar em público, seja numa apresentação dentro do trabalho, seja numa reunião na empresa, ou mesmo em ambientes externos em contatos com clientes, fornecedores, sindicalistas, mas ainda não se sente confortável diante da audiência.

Imagine que você aguarda a sua hora de falar e percebe que as mãos suam, o coração bate mais forte, a garganta fica seca, as pernas tremem e os pensamentos que você já tinha organizado na cabeça para sua apresentação simplesmente desaparecem.

Se você se sente assim, saiba que não está sozinho. Esses sintomas também atormentam muitos palestrantes, mesmo alguns mais experientes, sobretudo no momento em que têm que apresentar suas idéias, e vender suas propostas e projetos diante de gerentes, diretores e conselheiros da empresa.

Ocorre que são essas as melhores oportunidades que você tem para mostrar suas habilidades, competências e realizações dentro do ambiente de trabalho, e se não se sair bem terá desperdiçado uma chance extraordinária de mostrar o seu valor profissional e de ascender dentro da empresa em que trabalha.

Se esse é o seu caso, o Professor Reinaldo Polito, mestre em oratória e autor consagrado de vários livros sobre o assunto, tem algumas dicas valiosas, apresentadas em seu livro “29 Minutos para Falar Bem em Público.

DICAS QUE PODEM SER UTILIZADA

  1. O início é sempre o momento mais difícil da apresentação, já que a adrenalina ainda não baixou e você ainda está tentando encontrar o melhor lugar para se posicionar. Por isso, não deixe para decidir na hora quais serão as suas palavras iniciais quando já estiver diante da platéia. Saiba antecipadamente como irá começar, e quais serão as suas primeiras frases, ainda que ditas de forma diferente daquela que você havia imaginado em seu esboço inicial;
  2. Se tiver receio de esquecer a sequencia de sua fale, não se desespere. Falar em público não é um teste de memória. Leve consigo um roteiro da apresentação com os tópicos mais importantes na ordem em que pretende apresentá-los. Se tiver praticado a sua apresentação, talvez nem precise utilizá-los, mas, se for o caso, se sentirá mais seguro tendo um roteiro á mão;
  3. Para evitar o tremor nas mãos, leve o texto escrito em um papel bem encorpado ou apoiado em uma folha de cartolina. A platéia não ira perceber se você tremer um pouco, o que lhe deixará mais seguro e tranquilo na exposição. Outra técnica é apoiar as mãos na mesa, no haste do microfone ou no espaldar da cadeira. Assim que se sentir mais confiante, solte uma das mãos, retornando á posição inicial se sentir que ainda está tremendo, Só gesticule quando puder demonstrar total controle e segurança;
  4. Falar de pé torna a sua apresentação mais confiante e eficiente, pois você terá o domínio e controle dos ouvintes, o que não se aplica,contudo, quando você estiver muito nervoso. Nessas situações, é preferível ficar sentado, já que a cadeira lhe dará uma base de sustentação e a mesa pode funcionar como apoio para os braços e mãos, alem de lhe fornecer uma lugar seguro para suas anotações. Felizmente, e especialmente em apresentações no local de trabalho, não são muitas as ocasiões em que temos que falar de pé;
  5. Não se precipite em iniciar falando rapidamente diante do público, como se quisesse se livrar rapidamente da tarefa. Espere alguns minutos para se acalmar e diminuir a adrenalina, com atividades como ajustar a altura do microfone, beber um copo dágua, ajeitar as folhas que irá utilizar em sua apresentação, etc. A fim de não deixar transparecer o desconforto inicial, comece falando mais devagar e com um volume de voz um pouco mais baixo;
  6. Se a reunião contar com uma mesa diretora e ainda com o objetivo de ganhar mais tempo nos difíceis momentos iniciais, comece por cumprimentar cada um dos membros da mesa, não deixando de anotá-los numa folha de papel, ainda que saiba nome de todos, para evitar lapsos de memória, comuns nessas situações;
  7. Em todo lugar existe gente chata, que pode minar a sua tranquilidade e deixá-lo ainda mais nervoso antes de sua apresentação. Fuga das conversas que podem aborrecê-lo e procure ficar ao lado de pessoas mais simpáticas e que demonstrem real interesse no sucesso de sua missão;
  8. Antes de enfrentar a platéia, converse com os colegas de trabalho, amigos e familiares sobre o assunto que irá abordar. Além de verbalizar o que pretende transmitir, o que lhe dará mais segurança, você poderá receber bons “insights” e respostas para possíveis perguntas e objeções que poderão surgir. Você se sentirá mais seguro sabendo como agir quando e se for questionado pela audiência;

Ninguém está livre de um “branco” na hora da apresentação.Caso isso ocorra, não entre em pânico e tente manter a calma. Uma alternativa nesses casos é repetir a ultima frase, como se quisesse dar ênfase ao que acabou de dizer. Se não funcionar, diga “na verdade, o que quero dizer é…..”, o que geralmente dá certo porque lhe permite recontar a história com outras palavras. Se ainda assim não der resultado, o jeito é dizer que voltará ao assunto no decurso da apresentação.

Seguindo essas técnicas, segundo Polito, você se sentirá mais seguro e confiante quando tiver que falar em público. Saiba, porém, que nada substitui uma boa preparação, que deve ser feita com a maior antecedência possível.

Por isso, pratique, pratique e pratique.E boa sorte em sua apresentação!