O otimismo, enfim, parece estar de volta

Depois de dois anos de queda em todos os seus indicadores, a economia começa a mostrar sinais de recuperação e, aos poucos, um clima de otimismo volta a se instalar no país.

É o que demonstra uma pesquisa recente do instituto Data Folha, que mostra que a expectativa da população brasileira em relação á economia atingiu seu nível mais elevado desde 2014. Agora, os brasileiros se dizem mais confiantes na queda da inflação, na retomada do emprego e no aumento do poder de compra –  sentimento compartilhado pelo mercado financeiro e pela indústria e comércio.

Os números justificam esse sentimento. Num universo pesquisado de 36 países, o Brasil passou da 26a. para a 23a. posição na lista da Grant Thornton, que mede o nível de otimismo das nações. O real foi a moeda que mais valorizou em relação ao dólar, registrando 20% de alta no primeiro semestre deste ano. Nenhuma outra moeda valorizou-se mais em 2016 de que o real.

Outros indicadores de que, enfim, começamos a virar  o jogo:

  • um estudo do BTG Pactual indicou que os fundos globais podem investir até U$S 35 bilhões no Brasil nos próximos meses;
  • o risco Brasil, medido pelo CDS, que se situava na casa dos 540 pontos no final de 2015,  caiu para menos de 290 pontos;
  • números do FMI, divulgadas na semana passada, estimam  uma recessão menos severa para 2016. Segundo a instituição, o PIB brasileiro vai cair 3,3%, número ainda desastroso, mas ainda bem melhor do que os 3,8% inicialmente projetados. O detalhe mais relevante é que esta é a primeira vez, desde 2012, que o FMI vê avanços na economia brasileira.

A INFLUENCIA DO CENÁRIO POLITICO

É inegável que o cenário politico está diretamente ligado aos números da  atividade econômica do País. Com seu estilo afável e habilidade politica, o presidente em exercício, Michel Temer, restabeleceu o dialogo com o Congresso, passo fundamental para aprovação das medidas necessárias ao equilíbrio fiscal e à retomada consistente do crescimento econômico.

O retorno do dialogo com a classe politica – atividade para a qual a presidente afastada, Dilma Roussef, nunca demonstrou a menor aptidão – tem contribuído para a distensão no ambiente politico, do que é prova inconteste a recente eleição do novo presidente da Câmara dos Deputados, que se processou num clima de absoluta normalidade, situação inimaginável no governo Dilma.

As boas notícias na economia se estendem até mesmo à indústria automobilística, que vem amargando resultados negativos há mais de uma década. O setor espera que as vendas cresçam 9,2% no ano que vem, e a japonesa Nissan anunciou a contratação de 600 novos empregados, um alento num cenário de 11 milhões de desempregados.

Enfim, embora ainda seja cedo para dizer que saímos  da crise e que os bons tempos estão de volta, é inegável a constatação de que a virada já começou.

 

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