Lições do Medalha de Ouro Michael Phelps, segundo seu Treinador

O campeão de natação Michael Phelps, ganhador de todas as provas de que participou no Brasil, ostenta um recorde invejável, sem precedentes na história dos Jogos Olímpicos: 18 medalhas de ouro entre as 22 já conquistadas.

michael-phelps

Em entrevista recente, reproduzida no blog Goals On Track, seu treinador, Bob Bowman,atribui esse feito não apenas ao inegável talento do atleta norte-americano, mas sobretudo á prática de três hábitos diários em busca da excelência.

Hábito # 1 – Visão

” Nenhum dos meus atletas tem problemas para entender porque está na piscina e o que tem a fazer naquele dia” – diz Bowman . Visão, segundo ele, é nadar com a velocidade suficientemente rápida para ganhar a medalha. Sua estratégia é focar no processo e não no resultado da competição. “Não posso prever quem vai ganhar uma determinada disputa, mas se você for rápido o bastante, o resultado será uma consequência natural”

“A conquista da medalha  é apenas a recompensa tangível de um processo mais amplo, que é a busca da excelência, procedimento a ser adotado por todo líder ou atleta que busca atingir a máxima performance”

Hábito # 2 – Ensaio Mental

De acordo com o treinador, visão e ensaio mental são faces da mesma moeda, e quando se trata de visualização, ninguém  a pratica melhor do que Michael Phelps. Nos meses que antecedem uma competição, ele ensaia mentalmente duas horas por dia na piscina, ouvindo os sons e sentindo o cheiro e o gosto da água. Ele se vê fora da piscina, sentado nas arquibancadas, e visualizando a si mesmo superando todos os obstáculos durante a corrida.

Para Boawman, o ensaio mental é uma técnica extremamente poderosa para atingir a alta performance em qualquer atividade, porque nosso cérebro não consegue diferenciar o que é real daquilo que é  vividamente  idealizado. Assim, se você formar uma forte imagem mental e visualizar sua meta como se já a tivesse atingido, a sua mente encontrará meios de fazê-la acontecer.

Hábito # 3 – Prática, prática, prática

Por mais talentoso que seja, ninguém atinge a excelência sem destinar horas e horas á prática de uma atividade. Nos seus preparativos para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Michael Phelps treinou 365 dias por ano durante seis anos, sem intervalos mesmo durante os feriados de Natal e Ano Novo, segundo afirma seu treinador.

Uma performance excelente em qualquer atividade pode levar a interpretações enganosas, já que normalmente é atribuida ao imenso talento de quem a realiza, devido á aparente facilidade com que as executam.

Essa reação também ocorre em relação aos oradores e palestrantes.Segundo o artigo citado no inicio,  a pesquisadora da mente humana Dra. Jill Bolte – Taylor proferiu uma das mais aplaudidas palestras no TED Talks em todos os tempos. Posteriormente, ela afirmou que praticou 200 vezes para fazer essa apresentação.

Se considerarmos que a maioria dos palestrantes, homens de negócios e vendedores não chegam nem perto disso, mesmo se computadas todas as suas apresentações, não é de admirar que não estejam vendendo ou estabelecendo conexão com a sua audiência.

Assim, mesmo que não pretenda disputar uma olimpíada e buscar uma medalha de ouro, adotar o exemplo do Michael Phelps é uma forma de faze-lo chegar  ao pódio ou próximo dele, qualquer que seja a competição  – no esporte ou no ambiente corporativo – que esteja disputando.

 

 

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