A Difícil Trajetória de um Herói Olímpico do Brasil

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Se para a maioria das pessoas,  ganhar uma medalha olímpica parece um  sonho irrealizável,  imagine para alguém cuja vida foi marcada por enormes sacrifícios.

Esse é o caso de um dos medalhistas olímpicos brasileiros, Isaquias Queiroz, que conquistou uma medalha de prata na prova de canoagem no inicio da semana, e cuja história foi objeto de um post no Curitiba in Rio.

Aos 10 anos de idade, ele caiu de uma árvore, em cima de uma rocha, quando tentava obter uma melhor visão de uma cobra que estava entre as folhagens. Transportado para o hospital, os médicos descobriram que seu rim tinha praticamente se dividido em duas partes, e decidiram extirpá-lo.

Os médicos recomendaram que ele abandonasse definitivamente a prática de esportes, só que Isaquias tinha outros planos. “Jamais me passou pela cabeça que eu teria uma vida complicada por causa disso, e, assim que pude, retomei á vida normal”, relembra ele.

Isaquias nasceu na cidade de Ubaiataba, na Bahia, e suas desventuras começaram bem antes de perder o rim. Aos 3 anos de idade, uma panela de água quente caiu sobre ele, queimando gravemente boa parte de seu corpo. Os médicos chegaram a  aconselhar sua mãe que se preparasse para a sua morte, mas ela se recusou terminantemente a  a aceitar esse prognóstico.

Enquanto se recuperava dos ferimentos, ele retornou para casa de mãe, mas seu infortúnio não tinha terminado: aos 5 anos foi raptado,  e seu pai veio a falecer no mesmo ano. Libertado sem sequelas físicas, ele cresceu junto com 9 irmãos, 4 dos quais adotados.

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O nome de sua cidade natal, Ubaiataba, se origina do nome indígena para canoagem, historicamente o principal meio de transporte do Rio de Conta local.

Entretanto, seu interesse maior no esporte era pelo futebol, até se decidir posteriormente pela canoagem.

Aos 11 anos, ele teve a chance de se envolver na modalidade, graças a um projeto bancado pelo governo. “A partir de seu primeiro contato com a água, percebi que ele era muito bom e tinha alguma coisa de especial” – lembra seu treinador de então, Figueiroa Conceição, em entrevista recente à Associated Press (AP).

Desde então, Isaquias ascendeu rapidamente no ranking mundial da canoagem. Aos 17 anos, sagrou-se campeão mundial júnior; aos 19, obteve seu primeiro título mundial e, a partir daí, ganhou mais dois títulos.

Esta semana ele conquistou a medalha de prata na disputa individual dos 1000 metros, numa disputa acirrada com o alemão Sebastião Brendel, a quem ele havia vencido anteriormente no ICF Canoe Sprint World Championship, em 2014, em Moscou, na corrida dos 500 metros.

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“Sinto-me emocionado em representar meu país nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro – diz ele, “‘E um sonho que se tornou realidade já que esta é a minha primeira Olimpíada”

Isaquias evita falar sobre os dias difíceis de sua infância e, em várias entrevistas para a imprensa brasileira, insistiu em dizer que teve uma vida normal e feliz. “A dificuldade maior – disse à AP – está nas minhas horas de treinamento intenso  para chegar ao topo da canoagem olímpica. A jornada de um atleta olímpico não é nada fácil. Você tem que se matar diariamente para chegar na competição e sair vencedor”.

Sem dúvida, um belo exemplo de resiliência e de orgulho para todos os brasileiros.

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