Valores: a base da autoconfiança

core-valuesSe quisermos desfrutar de autoconfiança em nossa vida diária, devemos praticar a integridade total em nosso âmago. A base da autoconfiança é viver de acordo com nossos próprios valores e princípios mais elevados, enquanto pensamos a agimos em harmonia com as nossas mais altas aspirações.

Valores são o que direcionam o nosso comportamento e governam nossas decisões. São estados emocionais aos quais atribuímos importância e que descrevem o que nos motiva a agir e a fazer ou não fazer determinadas coisas.

Alguns valores fins são saúde, liberdade, segurança, prazer, conforto, poder, contribuição, realização, alegria, honestidade, gratidão, justiça, paz, qualidade de vida. O problema é que muitas pessoas limitam seu nível de felicidade simplesmente por focarem suas ações na tentativa de satisfazer valores meios, como dinheiro, conhecimento, trabalho, esporte, carro, etc.

O dinheiro não é um valor fim. Ninguém deseja simplesmente ganhar dinheiro. O que desejamos é o que o dinheiro pode nos proporcionar, o que para alguns pode ser segurança; para outros pode significar poder ou status, etc.

Muitas pessoas perseguem a obtenção de valores meios na busca da felicidade e, quando os conseguem, se dão conta de que esses valores não lhe trouxeram a felicidade com que sonhavam. Assim, o segredo da felicidade está na conquista de seus valores fins mais elevados e não na realização de uma meta específica, focada exclusivamente na satisfação de um valor meio.

Assim, o ponto de partida para se alcançar maior autoconfiança poder pessoal é esclarecer seus próprios valores para si mesmo e alinhar suas ações a eles. O que você defende? Em que acredita? Por quais valores estaria disposto a se sacrificar? Você valoriza sua família? Sua carreira ou seu trabalho? Sua saúde? Você valoriza princípios como liberdade, a compaixão com os menos afortunados? Você acredita na sinceridade, na honestidade, no trabalho duro e no sucesso? Sejam quais forem os seus valores,reflita sobre eles e os anote.

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Como descobrir seus valores

1 – O teste do funeral

Se você tiver dificuldades em esclarecer seus valores, imagine-se entrando num funeral. Ao adentar o recinto, você identifica várias pessoas conhecidas ali presentes e, ao sentar na primeira fila, você descobre que a pessoa que está dentro do caixão é você mesmo. Sim – é o seu funeral!

Á entrada, você recebeu um papel com a relação das pessoas que irão usar da palavra, homenageando quem você foi ao longo da vida: uma pessoa de sua família (esposa, filho, etc), um colega de trabalho ou mesmo o seu chefe, e um membro da comunidade em que você atua.

O que essas pessoas dirão a seu respeito? Que legado você deixou em vida? Como você gostaria de ser lembrado? Além de suas realizações pessoais e profissionais e do modo como você contribuiu para a vida dos outros, essa experiência descreve suas virtudes, seus valores e as qualidades pelas quais você se tornou conhecido.

Esse obituário pode se transformar em uma visão do tipo de pessoa que você deseja ser e dos valores pelos quais deseja viver. Ninguém é perfeito, mas o exercício de escrever o próprio discurso fúnebre exerce uma influência poderosa em tudo o que faremos depois. Passamos a ser atraídos, consciente ou inconscientemente, a viver e agir de acordo com a pessoa descrita naquele testemunho final.

2 – Quem você mais admira?

Outro exercício útil para descoberta de nossos valores é pensar nas pessoas (homens e mulheres) que mais admiramos, tanto os vivos como os que já se foram. Que qualidades ou atributos dessas pessoas consideramos mais importantes? Se pudesse ser como algum deles, que qualidades você gostaria de imitar?

Quando observa as pessoas que mais admira, quais dos seus atributos lhe parece o mais digno? Que características você procura nos amigos e colegas que lhe permitem decidir se você se envolve, ou não, mais profundamente com eles? Para você, quais são as qualidades ou valores fundamentais que embasam os seus relacionamentos pessoais e profissionais? Quais são os seus valores?

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Valores são inegociáveis

Quando selecionamos um valor, e desde que efetivamente acreditemos nele, ele se torna inviolável. Se de fato tratar-se de um valor, viveremos cada momento de nossa vida em consonância com ele, caso contrário, essa escolha não representará um de nossos valores.Não podemos ter um valor somente quando nos parecer conveniente e dispensá-lo quando ele não nos convier. É impossível ter integridade pela metade – é tudo ou nada!

Hierarquize seus valores

Uma vez identificados os seus valores, é preciso organizá-los por prioridade, definindo a escala de importância de cada um deles – do mais para o menos importante. Se você tivesse escrito seus valores em pequenos pedaços de papel e agora tivesse que jogar todos fora mantendo apenas um,  qual deles seria mantido? Este representa o seu valor mais importante, com prevalência sobre todos os outros.

Se, por prioridade, a sua família vier antes de sua saúde ou do seu trabalho, você irá sacrificar ambos pelo bem estar de seus familiares. Se a ordem de valores for alterada, e o seu trabalho e/ou sucesso financeiro vierem na frente, você estaria dizendo que estaria disposto a sacrificar a própria saúde caso isso fosse necessário para atingir o sucesso profissional e financeiro.

Nossas ações expressam nossos valores

Viver de acordo com nossos valores é a chave para obter harmonia, felicidade, bem estar a altos níveis de autoconfiança, mas devem ser expressos não em palavras, mas por meio de nossas ações, ou seja, por meio do que fazemos, sobretudo quando estamos sob estresse e somos forçados, ao mesmo tempo, a optar por duas direções, cujas demandas e responsabilidades possam ser opostas.

Redescobrimos nossos valores do passado ao relembrarmos e observarmos as atitudes que tomamos diante de uma escolha importante, feita sob uma situação estressante. Será que ouvimos o nosso “anjo da guarda”, ou cedemos em favor de uma vantagem de curto prazo?

Quem relata que sua própria família vem em primeiro lugar e, quando tem que optar entre ter que trabalhar até mais tarde para atender a uma demanda  do chefe, ou assistir a apresentação escolar do seu filho,  escolhe as necessidades da criança em lugar das exigências do patrão, é uma pessoa que está vivendo de maneira consistente com seus valores mais elevados.

Sempre que agimos de acordo com um valor maior, nos sentimos ótimos em relação a nós mesmos, e com isso nossa autoconfiança se eleva. No sentido contrário, cada vez que comprometemos nossos valores por qualquer motivo, nos sentimos desconfortáveis, culpados, inferiores e nossa autoconfiança despenca.

A autoconfiança inabalável resulta do compromisso que assumimos com nossos valores. Quando sabemos, em nosso íntimo,  que nunca violaremos nossos princípios mais elevados, experimentamos um profundo sentimento de poder pessoal que nos permite lidar, de maneira aberta e honesta, com quase todas as situações humanas e com total autoconfiança.

 

5 Dicas Práticas para Gerenciar a Caixa de Entrada de E-Mails

 

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Com o surgimento das redes  sociais e, mais recentemente, do WhatsAp, muita gente previu o fim dos e-mails como instrumento de comunicação.

Mas a realidade é que o e-mail não só sobreviveu como ainda é uma das formas mais utilizadas de nos comunicarmos tanto no ambiente profissional como na área pessoal.

O problema, porém, é que se não corretamente utilizados, podem se transformar numa fonte de stress, perda de foco e de produtividade.

Aqui vão algumas dicas de especialistas sobre como administrar sua caixa de entrada de mensagens, para não correr o risco de ser administrado por ela.

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1 – Não faça da leitura de e-mails a sua primeira atividade do dia

Se você é como 10 entre 10 pessoas, sua primeira atividade ao chegar ao trabalho é abrir a sua caixa de entrada de e-mails, afim de verificar se não há alguma providência ou algum trabalho urgente a ser feito.

Ocorre que, ao fazer isso, você estará trocando as suas prioridades pelas prioridades alheias ou pelas urgências dos outros. Assim, comece o seu dia pela tarefa que você incluiu na sua lista de tarefas e classificou como prioritária, o que deve ser feito no final do dia anterior para poupar sua cabeça de preocupações antes de dormir, receando ter esquecido de alguma tarefa.

Somente após concluir a sua primeira e mais importante atividade do dia, abra a sua caixa de e-mails o que deve se limitar a três vezes por dia: após a primeira tarefa, imediatamente antes ou depois do almoço, e ao final do expediente. Se alguém tiver algo urgente para tratar com você certamente irá  telefonará ou  falar como você pessoalmente.

2 – Desative os sons de notificação de chegada de e-mails

Isso vale também para notificações de mensagens, Facebook, WhatsAp etc, para evitar e tentação de, durante o expediente de trabalho,  você desviar sua atenção para as mensagens, daí pular para outra e mais outra e, quando olhar para o relógio, já terá desperdiçado  metade da manhã, sem realizar nada de produtivo.

3 – Defina uma meta de caixa zero

Comprometa-se a zerar a sua caixa de entrada diariamente. Isso não significa responder ou trabalhar em todas a suas mensagens num só dia, mas processar cada uma delas, dando-lhes o trabalho adequado, que só podem se enquadrar numa dessas alternativas:

  •  responder ou fazer o que está sendo solicitado se a tarefa puder ser feita em até 2 minutos, técnica de produtividade tratada no livro “GTD – Getting Things Done”, de David Allen, e deletar a mensagem em seguida.Se precisar recorrer a ela posteriormente, sempre haverá uma copia na caixa de mensagens enviadas;
  •  deletar, se a mensagem não for importante, não for utilizada como instrumento de consulta futura,  ou não exigir nenhuma providência de sua parte;
  • agendar ou transferir para uma pasta de “próximas ações” ou “projetos” se a tarefa puder ser feita posteriormente ou exigir mais de um passo para sua conclusão;
  •  delegar, se a tarefa exigir algum tipo de ação, mas houver uma pessoa mais indicada para isso. Nesse caso, retransmita a mensagem para essa pessoa, com cópia oculta para você mesmo,  e arraste-a para uma pasta “aguardando resposta” para cobrar a tarefa posteriormente ou agendar no calendário caso tenha data-limite para sua conclusão;

4 – Reduza a quantidade de post, blogs e newsletters que você recebe

Se você é como eu, deve ter assinado dezenas de nesletters de blogs ou sites cuja leitura achou interessante, para se dar conta posteriormente que não tem tempo de ler todos ou que o conteúdo de alguns deles não é exatamente o que você esperava.

Nesse caso, cancele a subscrição, clicando no botão unsubscribe quando receber esses e-mails. Existe uma forma muita prática e rápida para isso, através do site Unrol.Me, que é gratuito e permite o cancelamento de várias newsletters de uma só vez.

5 – Não deixe mensagens pendentes e já lidas em sua caixa de entrada

Isso significa retrabalho e perda de produtividade, porque você estará lendo as mensagens diariamente. Em vez disso, transforme a mensagem em uma tarefa em sua lista de tarefas e delete o email. Vários aplicativos de produtividade e administração de tempo permitem esse procedimento, tais como o Toodledo, Todoist e o Microsoft Outlook dentre outros.

6 – Crie modelos de respostas

Se você costuma responder a mesma coisa para pessoas diferentes ou receber pedidos para as quais já tenha uma resposta padronizada. crie um e-mail bem elaborado e informativo e guarde-o em uma pasta “modelos”, para ser utilizado em suas respostas,  com as adaptações cabíveis em cada caso,

Definindo Metas e Objetivos

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” Sucesso significa definir a atingir metas e objetivos. O resto é comentário” (Brian Tracy)

Tudo o que almejamos na vida pessoal ou profissional depende de uma boa formulação de metas e objetivos.Pessoas que não tem objetivos são como um navio á deriva, para as quais qualquer caminho serve se não sabem onde querem chegar.

Diferença entre Objetivo e Metas

O objetivo descreve aquilo que você pretende conseguir. A meta é a segmentação desse objetivo, ou seja o marco que você pretende ultrapassar para poder chegar lá.Cada meta bem definida que você atinge o coloca mais próximo da realização de seu objetivo.

Sonhos nos dão um senso de identidade, de propósito e de significado, por refletirem as nossas mais profundas aspirações. Contudo, para torná-los realidade, precisamos transformar nossos sonhos em objetivos, para que se possa visualizar um caminho para chegar onde queremos.

Qual a Relação entre Objetivos e Motivação

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O grau de motivação que um objetivo pode proporcionar está ligado aos seguintes fatores:

1 – Clareza

Um objetivo é claro quando é específico, mensurável e sem ambiguidade. Se ele for impreciso ou  mal definido, o nível de motivação diminui, já que você não conseguirá entusiasmar-se por algo que não sabe exatamente o que é.

2 – Desafio

A conquista é um grande motivador, e não existe conquistas sem desafios. Um objetivo que não representa um desafio para ser atingido não estimula ninguém.

3 – Comprometimento

A relevância que o objetivo tem para a sua vida é fundamental para que você se comprometa com ele. Quão importante e significativo esse objetivo é para você? Sem comprometimento não há motivação, e vice-versa.

4 – Monitoramento

Dê um feedback para você mesmo sobre o modo como está trabalhando em suas metas e objetivos. Você está no caminho certo? Está obtendo resultados? Há algo que precise ser mudado? Sem esse acompanhamento é muito fácil perder o foco e a motivação.

Especificação dos Objetivos

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O primeiro passo para obter o que desejamos é aprender a formularmos os nossos objetivos. Aqui estão algumas perguntas que irão ajudá-lo nessa tarefa. Procure respondê-las sem pular etapas, ou seja não passe para a próxima pergunta sem responder a anterior.

Objetivo

  • O que você deseja especificamente;
  • Qual é o contexto (onde isso vai acontecer; quem estará envolvido; quando)
  • Está formulado de forma positiva, ou seja especifica o que eu quero e não o que eu não quero que aconteça?
  • Embora desafiador, o objetivo é alcançável

Evidência

  • Qual a evidência de que o objetivo foi atingido? O que precisa acontecer para que seja considerado alcançado?
  • Qual a representação mental do seu último passo? Você pode visualizar a sua conclusão?

Ganhos e Perdas

  • O que você ganha com isso? E o que pode perder?
  • Quais os benefícios que você irá obter?
  • Esse objetivo afeta negativamente alguma outra pessoa ou o meio de que você faz parte? Se a resposta for sim, o que precisa ser feito para que o objetivo possa afetar apenas positivamente?

Valores e referência

  • Por que isso é importante para você?
  • Quais os valores que você irá satisfazer ao atingir esse objetivo?

Recursos

  • De que recursos você irá precisar? (recursos físicos ou financeiros, conhecimentos, habilidades,etc
  • Quais os recursos que você já tem e poderá utilizar?
  • Quais os recursos que você não tem e precisará conseguir?

Estratégias

  • Quais serão as estratégias que você ira adotar para alcançar seu objetivo?
  • Você conhece alguém que já fez isso e em quem você possa se espelhar ou modelar?
  • Como essa pessoa conseguiu isso?

Plano de ação

  • O que você precisa fazer para alcançar seu objetivo?
  • Quais as ações necessárias?
  • Quais as metas que você pretende estabelecer para chegar lá?
  • Qual será seu primeiro passo ou próxima ação?

Responsabilidade

  • A concretização desse objetivo depende de outras pessoas além de você?
  • Em caso afirmativo, o que você pode fazer para que dependa exclusivamente de você e possa estar inteiramente sob seu controle?

Comprometimento

  • Numa escala de 1 a 10, o quanto você está comprometido a atingir seu objetivo?
  • Se seu nível de comprometimento for inferior a 10, o que você irá fazer para aumentá-lo?

Para conquistar o futuro com que sempre sonhou, você precisa começar a definir os seus objetivos e metas.

Por que não começar agora mesmo?

Você pode ser seu pior inimigo

interratial-relations-blogEssa história é retratada no livro “ 1,000 + Little Things Happy Sucessful People Do Differently” (Mais 1000 pequenas coisas que as pessoas de sucesso fazem de forma diferente”, numa tradução livre para o Português), um compilação de artigos sobre felicidade, adversidade, relacionamentos, amor próprio, paixão, produtividade, sucesso, simplicidade, finanças e inspiração, publicadas pelo casal Marc e Angel Chernoff,  e mostra como complexos de inferioridade, alimentados por crenças limitantes, podem nos transformar no nosso maior inimigo, mesmo quando essas crenças são desmentidas pelos fatos.

Um casal, uma linda jamaicana e seu marido,  entra numa sorveteria de um shopping localizado numa ensolarada praia de San Diego, Califórnia. Embora usem da maior discrição e evitem falar alto, a beleza da mulher chama a atenção de todos na sorveteria. já lotada àquela hora da manhã.

A jamaicana tem cabelos longos e negros, sua pele é lisa e os lábios carnudos e vermelhos como uma rosa. O vestido, mesmo discreto e modesto, realça as suas curvas, embora não as deixe expostas.

Ela sabe porque todos estão olhando para o casal – ou pelo menos, imagina saber.

-” É porque sou negra e nós somos um casal inter racial,  e eles  não entendem porque você está aqui comigo” – queixa-se ela.

O marido emite um leve suspiro, mas nada diz.Não há nada que possa fazer.  Ele já ouviu essa mesma queixa centenas de vezes. Ele cruza os dedos e passa a mão no cabelo para disfarçar a frustração e olha para o seu sorvete, que permanece intocado e começa a derreter.

Três mesas à frente, dois jovens brancos recebem os sorvetes que pediram  e se mostram entediados porque não há nas proximidade nenhuma garota interessante. “Só tem gente feia aqui hoje “- reclama um deles – até que tem sua atenção despertada pela jamaicana. “Uau, que mulher linda. Deve ser modelo ou atriz, porque é simplesmente fora de série”

” Eu não acho que tenha que viver explicando porque tudo isso é tão penoso para mim – continua a jamaicana  para seu marido – A mídia retrata a mulher branca e loura como a essência da beleza e da perfeição. Minha cor é vista simplesmente como um defeito”.

Em outra mesa adiante, uma garota gordinha, de cerca de dez anos, olha para o casal, enquanto toma o seu refrigerante. Pequenas lágrimas escorrem de seus olhos quando pergunta para o pai: “Porque eu não posso ser tão bonita quanto ela”?

“Não importa se você continua fiel a mim – prossegue a jamaicana para o marido – ” Com todas essas influências externas que te cercam, você termina por internalizar o desejo de me abandonar e casar com uma mulher de sua cor. E isso me deixa morta de raiva. Você não consegue entender”?

” Por favor, querida. Podemos ir para a casa” ?- convida o marido,  resignadamente. Nem ele nem a mulher tocaram nos sorvetes. que já  derreteram completamente. Ela suspira e se levanta da mesa para ir embora.

Três mulheres brancas, muito bem vestidas, no final de seus vinte anos, conversam animadamente numa mesma próxima, enquanto tomam a sua Coca-Cola Zero. Elas foram amigas de infância quando estavam internadas num orfanato local e terminaram encontrando caminhos distintos, cada uma delas adotada por uma família diferente. Esse era o seu  primeiro encontro  em mais de vinte anos.

“Você está vendo aquelas três mulheres perto da porta de entrada? – pergunta a jamaicana quando já estão abrindo a porta do carro para ir embora. “Parece que mulheres brancas e ricas não dão valor a facilidade da vida que levam”.

6 Dicas para administrar sua Caixa de Entrada de E-Mails

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Com o surgimento das mídias  sociais e, mais recentemente, do WhatsAp muita gente previu o fim dos e-mails como instrumento de comunicação.

Mas a realidade é que o e-mail não só sobreviveu como ainda é uma das formas mais utilizadas de nos comunicarmos tanto no ambiente profissional como na área pessoal.

O problema, porém, é que se não corretamente utilizados, os e-mails podem se transformar numa fonte de stress, perda de foco e de produtividade.

Aqui vão algumas dicas de especialistas sobre como administrar sua caixa de entrada de mensagens, para não correr o risco de ser administrado por ela.

Dica # 1 – Não faça da leitura de e-mails a sua primeira atividade do dia

Se você é como 10 entre 10 pessoas, sua primeira atividade ao chegar ao trabalho é abrir a sua caixa de entrada de e-mails, afim de verificar se não há alguma providência ou algum trabalho urgente a ser feito.

Ocorre que, ao fazer isso, você estará trocando as suas prioridades pelas prioridades alheias ou pelas urgências dos outros. Assim, comece o seu dia pela tarefa que você incluiu na sua lista de tarefas e classificou como prioritária, o que preferentemente deve ser feito no final do dia anterior, para livrar sua cabeça de preocupações antes de dormir, receando ter esquecido de alguma tarefa.

Somente após concluir a sua primeira e mais importante atividade do dia, abra a sua caixa de e-mails, o que deve se limitar a três vezes por dia: após a primeira tarefa, imediatamente antes ou depois do almoço, e ao final do expediente. Se alguém tiver algo urgente para tratar com você certamente telefonará ou irá falar como você pessoalmente.

Dica # 2 – Desative os sons de notificação de chegada de e-mails

Isso vale também para notificações de mensagens, Facebook, WhatsAp, etc, para evitar e tentação de, durante o expediente de trabalho, você desviar sua atenção para as mensagens, daí pular para outra e mais outra e, quando olhar para o relógio, já terá desperdiçado  metade da manhã, sem realizar nada de produtivo.

Dica # 3 – Defina uma meta de caixa zero

how-to-deal-with-email-inboxComprometa-se a zerar a sua caixa de entrada diariamente. Isso não significa responder ou trabalhar em todas a suas mensagens num só dia, mas processar cada uma delas, ou seja,  dar o tratamento adequado, que só podem ser enquadrados em algumas dessas categorias:

  •  responder,  ou fazer o que está sendo solicitado,  se a tarefa puder ser feita em até 2 minutos, técnica de produtividade tratada no livro “GTD – Getting Things Done”, de David Allen, e deletar  a mensagem em seguida.Se precisar recorrer a ela posteriormente, sempre haverá uma copia na caixa de mensagens enviadas;
  •  deletar, se a mensagem não for importante, não for utilizada como instrumento de consulta futura ou não exigir nenhuma providência de sua parte; agendar ou transferir para uma pasta de “próximas ações” ou “projetos” se a tarefa puder ser feita posteriormente ou exigir mais de um passo para sua conclusão;
  • delegar, se a tarefa exigir algum tipo de ação, mas houver uma pessoa mais indicada para isso. Nesse caso, retransmita a mensagem para essa pessoa, com cópia oculta para você mesmo, e arraste-a para uma pasta “aguardando resposta” para cobrar a tarefa posteriormente ou agendar no calendário caso tenha data-limite para sua conclusão;
  • arquivar, se a mensagem não exigir nenhuma ação de sua parte, mas for algo que possa ser consultado posteriormente, como atas de reunião, alterações no estatuto da empresa, etc;

Dica # 4 – Reduza a quantidade de post, blogs e newsletter que você recebe

Se você é como eu, deve ter assinado dezenas de Newsletters de blogs ou sites cuja leitura achou interessante, para se dar conta posteriormente que não tem tempo de ler todos eles ou que o conteúdo não é  bem o que você esperava. Nesse caso, cancele a subscrição, clicando no botão unsubscribe ou cancelar a assinatura, quando receber esses e-mails. Existe uma forma muita prática e rápida para isso, através do site Unrol.Me, que é gratuito e permite o cancelamento de várias newsletter de uma só vez.

Dica # 5 – Não deixe mensagens pendentes e já lidas em sua caixa de entrada

Isso significa retrabalho e perda de produtividade, porque você estará lendo as mensagens diariamente. Em vez disso, transforme a mensagem em uma tarefa em sua lista de tarefas e delete os e-mails. Vários aplicativos de produtividade e administração de tempo permitem esse procedimento, tais como o Toodledo, Todoist e o Microsoft Outlook dentre outros.

Dica # 6 – Decrete a “falência” de seus e-mails

Essa é uma expressão utilizada pelo escritor Michael Hyatt e serve para designar os e-mails antigos que você ainda mantém em sua caixa de entrada, e que já estão ultrapassados ou já foram respondidas. Assim, decrete a sua “falência”, deletando todos eles.

E comece tudo do zero utilizando as dicas aqui mencionadas!

 

Lidando com pessoas difíceis

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Uma pessoa “difícil” é alguém que mostra dificuldades para lidar de modo produtivo com os outros, embora, na maioria das vezes, possam não ser intencionalmente problemáticas e ajam  assim simplesmente porque não aprenderam a desenvolver outras técnicas e recursos para lidar melhor com a situação.

Alguns tipos mais comuns de pessoas difíceis são:

O ansioso

A ansiedade é uma sensação contínua de preocupação ou receio de que, mesmo sem razão aparente, venha a acontecer algum problema mais á frente. Essa sensação pode estar ligada á baixa autoestima, stress, crenças negativas ou outras causas..

Para lidar com essas pessoas, o líder ou  o Coach, se estiver num processo de Coaching, deve observar as seguintes orientações;

  • não se deixe afetar pela ansiedade do interlocutor e o encoraje a buscar técnicas de relaxamento e redução de stress;
  • identifique e desafie suas crenças limitantes, para saber de onde elas provém, quais as evidências que as justifiquem, e pergunte: qual poderia ser o “pior cenário! se isso viesse efetivamente a acontecer? Qual a probabilidade de que esse cenário se concretize. Em situações semelhantes no passado, quais as situações que você temia que se tornaram realidade?
  • confira se a ansiedade se deve a problemas concretos, se a pessoa está ansiosa por um problema já existente e que não sabe como resolver. Nesse caso, o foco na solução é a melhor alternativa. Troque a preocupação com o problema por uma plano de ação para resolvê-lo, técnica que constitui o melhor antídoto contra a ansiedade.

O hostil

A hostilidade pode ter várias causas e, para lidar com elas, observe o comportamento da pessoa e lhe ofereça um feedback específico e factual sobre o problema

  • o comportamento hostil é decorrente da falta de habilidade na socialização? Se for o caso, trabalhe as habilidades de comunicação verbal e não verbal;
  • a pessoa acredita que está sendo injustiçada no trabalho? Cheque a validade da suposição e a realidade dos fatos;
  • o problema se deve a crenças limitantes ou preferencias pessoais que se transformam em exigências? Analise com ele os custos e benefícios do comportamento hostil

O passivo-agressivo

Esse é um dos tipos de comportamento mais difíceis de lidar, porque as pessoas escondem sua hostilidade ou insatisfação com uma postura de falsa colaboração. O receio de adotar uma abordagem de dizer abertamente o que sentem, leva os passivos-agressivos a recorrerem a obstruções, procrastinações ou falsa concordância e submissão. Essas pessoas são difíceis de lidar porque:

  • agem dissimuladamente e não assumem a responsabilidade pelos seus atos;
  • quando confrontados, assumem a vitimização e alegam que não tinham intenção de prejudicar ninguém ou alegam não ter entendido o trabalho ou projeto que lhes foi solicitado;
  • costumam atribuir aos outros a responsabilidade pela situação, tentando fazer crer que estão exagerando ou agindo de forma desequilibrada.

Para lidar com esse tipo de comportamento, é fundamental documentar tudo que foi negociado ou solicitado, para evitar reações do tipo: “foi isso mesmo que combinamos? Não estou lembrado”. Além disso:

  • não perca ou controle, caso contrário você estará dando ao passivo-agressivo a chance de se fazer de vítima;
  • seja assertivo. Insista para que a pessoa “esquecida” se comprometa a entregar o trabalho dentro do prazo estipulados e não deixe margem para interpretações dúbias.Pergunte se você foi suficientemente claro;
  • deixe igualmente claras as consequências da não realização da tarefa, de forma detalhada e documentada

PROBLEMAS DE BAIXO DESEMPENHO

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Outros problemas que podem ocorrer não se devem especificamente a questões comportamentais mas simplesmente à baixa performance das pessoas, os quais decorrem basicamente de duas razões:

1.Não realizam porque não sabem ou não conseguem

Nesse caso, o problema se deve á falta de habilidade, conhecimento ou orientação. Assim, devem ser trabalhadas a identificação e a aquisição de habilidades e conhecimentos necessários. É importante que a pessoa entenda o que se espera dela e como seu desempenho será avaliado.

2.Não realizam porque não querem

Se a pessoa não mostrar disposição para melhorar sua performance, devem ser identificadas as razões de sua desmotivação e falta de engamento. É importante que a empresa propicie feedback efetivo e regular e defina claramente metas e o sistema de avaliação de desempenho, aplicando medidas disciplinares progressivas ou definitivas se necessário

 

Quais as Mentiras que Você vem Contando para si Mesmo?

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Em seu livro “Excuses Begone” (algo como “Deixe as desculpas para trás”, numa tradução livre para o Português), o escritor Wayne Dier, falecido ano passado, fala de 17 desculpas que utilizamos para justificar nossa procrastinação, e que, por envolverem crenças limitantes, nos impedem de perseguir os nossos abjetivos e realizar os nossos sonhos.

Para citar apenas uma delas – e uma das mais recorrente – a do “estou velho demais para…”, Wayne descreve a história de uma senhora que acreditava já ter passado da idade para ingressar num curso universitário que gostaria de fazer.

  •  Quanto anos você terá quando concluir o curso? – perguntou Wayne;
  • 57 anos – respondeu a senhora;
  • E quantos anos se passarão, quer você faça o curso ou não?
  • – Cinco, respondeu timidamente a senhora, já admitindo a conclusão inevitável da pergunta.

A conclusão, de fato, é autoexplicativa. Quer você faça ou não faça alguma coisa por causa da idade, o tempo decorrido será o mesmo. Por que, então, não utiliza-lo para fazer alguma coisa que lhe dê satisfação e possa impactar positivamente a sua vida?

O autor dá o seu próprio exemplo para mostrar que o fato idade não deve se constituir um entrave ou impedimento para fazer o que almejamos. Aos 17 anos já havia escrito o seu primeiro romance. Com 42 preparou-se para correr e disputar a sua primeira maratona – a Maratona da Grécia. E aos 68 anos foi o produtor e ator principal do filme Shift, bastante elogiado pela critica.

Segundo Wayne Dier, o tempo decorrido entre o “ainda estou muito novo” e o “já estou muito velho” é praticamente imperceptível. Crescemos ouvindo “você não pode andar de bicicleta até chegar aos 7 anos”, “não pode sair á noite até completar 15 anos”, por aí vai.E quando chegamos aos 40, estamos dizendo a nós mesmos que já estamos velhos demais para iniciar uma nova atividade profissional ou recomeçar um novo relacionamento pessoal. “Comporte-se. Você já tem … anos. Aja de acordo com a sua idade” é o que passamos a ouvir.

Assim, quando se sentir bloqueado de fazer alguma por se achar muito velho, lembre-se disso.

O tempo vai passar de qualquer jeito!