Você pode ser seu pior inimigo

interratial-relations-blogEssa história é retratada no livro “ 1,000 + Little Things Happy Sucessful People Do Differently” (Mais 1000 pequenas coisas que as pessoas de sucesso fazem de forma diferente”, numa tradução livre para o Português), um compilação de artigos sobre felicidade, adversidade, relacionamentos, amor próprio, paixão, produtividade, sucesso, simplicidade, finanças e inspiração, publicadas pelo casal Marc e Angel Chernoff,  e mostra como complexos de inferioridade, alimentados por crenças limitantes, podem nos transformar no nosso maior inimigo, mesmo quando essas crenças são desmentidas pelos fatos.

Um casal, uma linda jamaicana e seu marido,  entra numa sorveteria de um shopping localizado numa ensolarada praia de San Diego, Califórnia. Embora usem da maior discrição e evitem falar alto, a beleza da mulher chama a atenção de todos na sorveteria. já lotada àquela hora da manhã.

A jamaicana tem cabelos longos e negros, sua pele é lisa e os lábios carnudos e vermelhos como uma rosa. O vestido, mesmo discreto e modesto, realça as suas curvas, embora não as deixe expostas.

Ela sabe porque todos estão olhando para o casal – ou pelo menos, imagina saber.

-” É porque sou negra e nós somos um casal inter racial,  e eles  não entendem porque você está aqui comigo” – queixa-se ela.

O marido emite um leve suspiro, mas nada diz.Não há nada que possa fazer.  Ele já ouviu essa mesma queixa centenas de vezes. Ele cruza os dedos e passa a mão no cabelo para disfarçar a frustração e olha para o seu sorvete, que permanece intocado e começa a derreter.

Três mesas à frente, dois jovens brancos recebem os sorvetes que pediram  e se mostram entediados porque não há nas proximidade nenhuma garota interessante. “Só tem gente feia aqui hoje “- reclama um deles – até que tem sua atenção despertada pela jamaicana. “Uau, que mulher linda. Deve ser modelo ou atriz, porque é simplesmente fora de série”

” Eu não acho que tenha que viver explicando porque tudo isso é tão penoso para mim – continua a jamaicana  para seu marido – A mídia retrata a mulher branca e loura como a essência da beleza e da perfeição. Minha cor é vista simplesmente como um defeito”.

Em outra mesa adiante, uma garota gordinha, de cerca de dez anos, olha para o casal, enquanto toma o seu refrigerante. Pequenas lágrimas escorrem de seus olhos quando pergunta para o pai: “Porque eu não posso ser tão bonita quanto ela”?

“Não importa se você continua fiel a mim – prossegue a jamaicana para o marido – ” Com todas essas influências externas que te cercam, você termina por internalizar o desejo de me abandonar e casar com uma mulher de sua cor. E isso me deixa morta de raiva. Você não consegue entender”?

” Por favor, querida. Podemos ir para a casa” ?- convida o marido,  resignadamente. Nem ele nem a mulher tocaram nos sorvetes. que já  derreteram completamente. Ela suspira e se levanta da mesa para ir embora.

Três mulheres brancas, muito bem vestidas, no final de seus vinte anos, conversam animadamente numa mesma próxima, enquanto tomam a sua Coca-Cola Zero. Elas foram amigas de infância quando estavam internadas num orfanato local e terminaram encontrando caminhos distintos, cada uma delas adotada por uma família diferente. Esse era o seu  primeiro encontro  em mais de vinte anos.

“Você está vendo aquelas três mulheres perto da porta de entrada? – pergunta a jamaicana quando já estão abrindo a porta do carro para ir embora. “Parece que mulheres brancas e ricas não dão valor a facilidade da vida que levam”.

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