Um método de produtividade de 1918 e ainda eficaz

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Em 1918, Charles M.Schwab já era considerado um dos homens mais ricos da América. Presidente da Bethlehem Steel Corporation, o maior estaleiro e o segundo produtor de aço dos Estados Unidos, ele era um homem com visão moderna e sempre buscava estar á frente da concorrência.

Obcecado com eficiência e produtividade, Schwad agendou uma reunião com um respeitado consultor, chamado Irvy Lee, ele próprio um bem sucedido homem de negócios e considerado um dos maiores especialistas na área de relações públicas.

– “Mostre-me como aumentar a produtividade da minha equipe e como gerar mais resultados”- disse Schwab;

-” Preciso de 15 minutos com cada um dos seus principais executivos -propôs Lee

– “Quanto isso vai me custar”? – quis saber Schwab, com seu estilo franco e direto;

– “Nada, a menos que funcione” – respondeu Lee. “Ao final de três meses, você pode me mandar um cheque equivalente ao valor que você atribuir ao meu trabalho”

O MÉTODO LEE IRVY

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Durante seus 15 minutos de reunião com os executivos, Lee lhes explicou seu método para aumentar a produtividade da equipe:

  • ao final de cada dia de trabalho, escrevam as seis tarefas mais importantes do dia seguinte, e não mais do que seis;
  • priorizem cada uma dessas tarefas em ordem de importância;
  • na manhã seguinte, concentrem-se apenas na primeira tarefa e trabalhem nela até a sua conclusão, antes de seguir para a próxima tarefa;
  • mantenham esse procedimento ao longo do dia. Ao final do dia de trabalho, movam as tarefas não concluída para serem feitas prioritariamente no dia posterior;
  • repitam esse processo diariamente;

A estratégia parecia extremamente simples, mas Schwab e seus executivos resolveram testá-la.

Três meses depois, entusiasmado com o progresso verificado, Schwab chamou Lee em sua sala e lhe deu um cheque de U$ 25.000, equivalente, em números de hoje, a U$400.000.

Como um método tão simples pode valer tanto? O que o tornou tão eficaz? Seria eficaz nos dias de hoje com o advento da tecnologia e num ambiente de trabalho cercado de imprevistos e distrações de toda ordem?

PORQUE O MÉTODO FUNCIONA

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Para James Clear, escritor e especialista em produtividade e mudança de hábitos, (link),o sucesso do método Lee Irvy se deve exatamente á sua simplicidade e contempla conceitos que ele próprio defende e utiliza nos dias de hoje:

O método força a tomada de decisões(grifar). Ao limitar o número de tarefas a seis (poderia ser cinco ou outro número próximo), ele força a concentrar o foco nas coisas mais importantes, ignorando as tarefas menores, que não geram resultado. Basicamente, se você não se compromete com nada, acaba sendo distraído ou absorvido por tudo.

Ele remove o stress de começar. O maior problema de um procrastinador é começar a tarefa que precisa ser feita. O método Lee Irvy lhe força a decidir qual será a sua primeira tarefa já na noite anterior, limpando a sua mente e possibilitando uma boa noite de sono,sem a preocupação de despertar à noite com a lembrança de que esqueceu alguma coisa;

Evita a multitarefa. Um dos mitos da produtividade é o que fazer várias coisas ao mesmo tempo é sinônimo de resultados, confundindo estar ocupado com ser produtivo, quando a realidade é exatamente o oposto. Se verificarmos o exemplo de pessoas de alto desempenho – atletas, artistas, professores, homens de negócios, etc – observa-se uma característica comum em todos eles – foco.

A razão é simples: você não pode ser excelente em uma atividade se dividir sua atenção em dez coisas diferentes. O sucesso exige foco e consistência.

Assim, faça primeiro o que for mais importante em cada dia. É o unio método de produtividade de que você precisa.

REFERENCIAS

SCOTT.M.Cutlip, “The Unseen Power;Public Relations. A History” (118/119)

MACKENZIE, R.Alec, “The Time Trap;

KAY, Mary, “You Can Have It All”

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Como atingir suas metas em 12 passos

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” A principal razão para o fracasso é que as pessoas não desenvolvem novos planos para substituir aqueles que não deram certo” – Napoleon Hill

Em seu livro “Goals – How to get everything you want faster than you ever thought possible,Brian Tracy, palestrante internacional e autor de best-selllers, descreve um método de 12 passos para atingir metas e objetivos, aqui sintetizados:

1 – Decida exatamente o que você quer em cada área de sua vida

Comece por imaginar que não existem limitações para que você consiga tudo o que ser ser, ter ou fazer,  e que tem todos os recursos necessários para conseguir qualquer meta que  pretende atingir.

Se tivesse uma varinha de condão que pudesse tornar sua vida perfeita nas principais áreas de sua vida como ela seria?

Finanças:  quanto você quer ganhar este ano, no próximo,  e nos cinco anos seguintes a partir de agora?

Família:  que tipo de estilo de vida quer criar para você e sua família?

Saúde: como a sua saúde seria diferente se fosse perfeita em todos os sentidos?

Patrimônio: quanto você gostaria de poupar e acumular durante a sua vida?

Escreva rapidamente seus três maiores objetivos em cada área, sem racionalizações nem julgamentos, mas da forma mais detalhada possível.

2 – Coloque as suas metas no papel

Suas metas devem ser escritas e devem ser claras, específicas, detalhadas e mensuráveis. Não as mantenha vagando na sua cabeça. Comprometa-se com elas, tornando-as vívidas quando você  as transpõe para o papel.

3 – Defina uma data-limite

Nosso subconsciente usa “deadlines” (datas limite) como uma força de, consciente ou inconscientemente, nos direcionar para os nossos objetivos. Se a sua meta é muito grande e parecer intimidadora, use sub-metas e defina o prazo de conclusão de cada uma delas. Se você, por exemplo, quer atingir sua independência financeira, estabeleça metas de 10 ou 20 anos e as transforme em metas anuais, de forma a identificar quanto tem que poupar e investir a cada ano.

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4 – Identifique os obstáculos 

Por que você ainda não atingiu suas metas? Segundo a Teoria das Restrições de que trata Brian Tracy, há sempre um fator limitante que determina a velocidade no atingimento de nossas metas. Quais são os seus?

A Lei 80/20, também conhecida como Lei ou Principio de Pareto, se aplica também a essa situação. Cerca de 80% das razões que estão nos imobilizando estão dentro de nós mesmos(falta de conhecimentos ou habilidades técnicas, descaso com a saúde, etc,etc). Apenas 20% se devem a fatores externos, que fogem ao nosso controle. Comece pelos que dependem só de você.

5 – Identifique os recursos de que precisa

Comece por identificar os recursos (técnicos,financeiros, materiais) de que você precisa para conseguir seus objetivos, perguntado-se: “Que habilidade ou conhecimento eu já tenho que, se desenvolvida em todo o seu potencial, me traria o impacto mais positivo na minha vida e me permitiria atingir minha meta mais importante”?

A partir de sua resposta, coloque no papel o plano que você precisa traçar e trabalhe nele diariamente.

6 – Identifique as pessoas que podem lhe ajudar

Faça uma lista das pessoas com quem você precisa trabalhar ou se envolver para atingir sua meta. Comece pelos membros de sua família que possam lhe dar o apoio e suporte necessários. Relacione seu chefe, colegas de trabalho e subordinados e especialmente identifique os clientes potenciais e possíveis compradores de seu produto ou serviço, que lhe possibilite obter a receita financeira que almeja.

Identificada as pessoas-chave e faça a si mesmo a pergunta: “E o que elas ganham com isso?”. Se você quer o sucesso, seja uma pessoa que dá e não aquela que apenas recebe.

Para realizar seus sonhos e atingir suas grandes metas e objetivos, você também precisa ajudar outras pessoas, como uma via de mão dupla. As pessoas mais bem sucedidas são exatamente aquelas que mantém um network com quem possam estabelecer um relacionamento de colaboração mútua.

7 – Faça uma lista de tudo que você precisa para atingir suas metas

Uma vez levantados todos os recursos de que necessita, identificados os obstáculos que precisa transpor, os relacionamentos que precisa cultivar e as habilidades e conhecimentos que precisa desenvolver, você chegará á conclusão que a jornada em direção á sua meta é bem mais alcançável do que pode ter imaginado a principio.

“Uma jornada de milhares de quilômetros começa com um simples passo”. Você pode construir a maior parede colocando um tijolo de cada vez.

goals-38 – Organize sua lista em um plano, definindo a sequencia e a prioridade

O que você deve fazer antes de qualquer outra coisa e em que ordem? O que é mais importante e menos importante?

A regra 80/20 diz que 80% de seus resultados decorrem de 20% de suas atividades e que os primeiros 20% do tempo que você gasta no planejamento e organização de seu plano poderão representar 80% do tempo e esforço requeridos para atingir as suas metas, daí a importância de um bom planejamento.

9 – Monte um plano de ação em uma série de passos desde o inicio até a conclusão da meta

 Planeje cada dia, semana e mês com antecedência: o mês, no inicio de cada mês; a semana, no final  da semana anterior,  e o dia,  no final do dia anterior. Segundo Brian, cada minuto que se  gasta no planejamento nos economiza 10 minutos na execução

10 – Selecione sua tarefa mais importante de cada dia

Estabeleça prioridades usando a regra dos 80/20. Pergunte-se: “Se seu pudesse concluir apenas uma tarefa, qual delas seria a mais importante”? e, conhecida a resposta, coloque um número 1 ao lado daquela atividade.

Faça a mesma pergunta em relação á segunda tarefa e coloque um número 2 ao lado dela.

Continue se questionando em relação a sua lista de tarefas, sobre qual seria o uso mais valioso de seu time,  e numere cada uma delas  de acordo com a sua prioridade

Foco e concentração são a chave do sucesso. O foco nos permite saber exatamente o que queremos alcançar e a concentração exige que nos dediquemos a fazer prioritariamente as tarefas que nos movam em direção as nossas metas.

11 – Desenvolva a auto-disciplina

Assim que tiver identificada a sua tarefa mais importante, dedique-se inteiramente á sua execução até que ela esteja concluída. A habilidade em selecionar e se concentrar na tarefa prioritária, sem distrações ou interrupções, poderá dobrar ou até triplicar a qualidade de seu trabalho, com impactos positivos em sua produtividade.

12 – Pratique a visualização

Crie uma imagem clara, vívida, excitante e emocional de suas metas como se elas já fossem uma realidade. Se a sua meta é um novo carro, imagine-se dirigindo aquele carro, da marca e cor que você deseja. Se é uma viagem de férias, imagine-se desfrutando das belezas do lugar para onde planeja ir.

A visualização tem um efeito poderoso para a consecução daquilo que desejamos porque, aliada á emoção, gera um grande impacto tanto no nosso consciente quanto no nosso inconsciente, permitindo-nos realizar nossos sonhos mais rápido do que poderíamos imaginar.

Persistência á a auto-disciplina em ação. Decida antecipadamente que,  não importa o que acontecer,  você não irá desistir. Toda vez que você persistir em direção às suas metas e superar os inevitáveis obstáculos que surgirão no caminho, você se sentirá uma pessoa mais forte e  melhor,  e estará fortalecendo a sua autoestima e auto-confiança.

Assim, decida exatamente o que você quer, escreva as suas metas, monte um plano de ação e trabalhe nele a cada dia, de forma consistente até que se transforme em um hábito, tornando irreversível o atingimento de suas metas e a realização de seus sonhos!

 

Como Combater Crenças Limitantes

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Os maiores obstáculos para atingir nossos objetivos estão dentro de nós mesmos e, para combatê-los, precisamos livrar-nos de quaisquer crenças restritivas que nos bloqueiam e dificultam a nossa trajetória em direção a nossas metas.

Qualquer coisa que você acha que o está segurando é uma crença limitante, que pode ser sobre você mesmo, sobre suas capacidades ou sobre sua visão do mundo.

Examine as suas crenças

Quando crianças, absorvemos uma série de crenças de outras pessoas, principalmente de nossos pais, as quais incorporamos as nossas próprias crenças, realimentando um ciclo vicioso, que termina afetando a nossa visão da realidade. O que dizemos a nós mesmos passa a funcionar como uma espécie de sugestão auto-hipnótica.

Identificando crenças limitantes

O primeiro passo para mudar crenças limitantes é identificá-las. Nem sempre elas são óbvias ou perceptíveis e,em geral, aparecem no nível do inconsciente, com sentimentos de desconforto, irritação ou ansiedade,  quando se pensa sobre um assunto ou um problema a ser enfrentado.

Assim, se você pensa em se candidatar a uma vaga de emprego ou busca uma promoção, poderia dizer em voz alta: “Posso fazer esse trabalho facilmente” ou “Tenho condições de obter essa promoção” e sua voz interior responder “Não, eu não vou conseguir” ou “Não tenho experiência suficiente.

Verifique o que diz a si mesmo

Identifique com que frequência você costuma dizer essas frases e o que elas realmente podem estar significando:

  • Devo, deveria: Se você tem “regras” sobre como as pessoas deveriam comportar-se, está fadado a uma decepção sempre que esses padrões não forem atingidos. Questione-se: “E o que aconteceria se eu/eles não o fizerem”?
  • Preciso, Tenho que: Esse modo de pensar indica que você se sente compelido a fazer algo e não que o está fazendo por vontade própria. Será que você está mesmo obrigado a a fazer alguma coisa? Mais uma vez pergunte-se: “E se eu não fizer”?
  • Deixoume: como por exemplo “Ela me deixou zangado”. Ao dizer isso, você está abrindo mão de sua responsabilidade pessoal e assumindo que outra pessoa tem o controle sobre os seus sentimentos ou ações. Pergunte a si mesmo: “É verdade? O que ou como ela me fez ficar zangado”?
  • Sempre, nunca, todo mundo, ninguém: Isso identifica uma generalização que não admite exceções. Para questionar, coloque um ponto de interrogação: “Sempre?”, “Ninguém:? etc
  • Tentar: significa que você está em dúvida ou tem receio de fazer alguma coisa. Em vez de “tentar” diga “Eu farei”

Desafie suas crenças

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Escrever suas crenças no papel ajuda a distanciá-las de você e começa a enfraquecê-las. Como já as identificou, você pode começar a questionar-se se são realmente verdadeiras.Crenças restritivas são normalmente alimentadas por palavras e frases recorrentes.

Se você descobrir que está usando qualquer uma delas com frequência em seu dialogo interior, começa a combatê-las usando frases ou palavras que expressem exatamente o oposto.

Pergunte a si mesmo de onde se origina a sua crença.Na infância, internalizamos o que as pessoas nos dizem porque ainda não temos condições de usar a lógica para questiona-las.Portanto, apenas as ouvimos e aceitamos.

Pense sobre quando e de quem adquiriu essa crença. Muito provavelmente faz muito mais tempo do que imagina. Será que agora, na idade adulta e com os conhecimentos que você tem, essa crença ainda faz algum sentido?

O que lhe tem custado manter essa crença? Tem lhe trazido alguma vantagem ou benefício? Se escolhesse acreditar em algo mais positivo, o que você ganharia? Pergunte a si mesmo se todos acreditam na mesma coisa. Todas as pessoas ou a maior parte daquelas com que você convive compartilham dessa crença?

Reformular a crença limitadora com uma pergunta inspiradora também pode enfraquece-la. Se, por exemplo, usar a pergunta “como posso……”, diante de uma limitação , você a direciona para ação em vez de focar no problema. Assim, pode substituir “Não tenho tempo”, “Não tenho dinheiro para…..”, por “Como posso fazer para encontrar tempo”, “Como posso fazer para ganhar mais dinheiro”, e assim por diante.

Em resumo, olhe para trás para a sua história de vida, procurando padrões repetitivos. Quando você aprende com seus próprios erros, não está condenado a repeti-los.

 

Referências:

SMITH, Andy – “Você Sabe Atingir seus Objetivos?”, Editora Senac São Paulo – São Paulo 2012 – 58/61

 

O Líder como Modelo

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Um dos papéis mais importantes de um líder é ser um modelo das atitudes e comportamentos que deseja ver em outras pessoas. Para ser um modelo, o líder precisa dar o exemplo. Ao dar o exemplo, torna-se uma referência, inspirando as pessoas a buscar a excelência e a darem o melhor de cada um.

De acordo com Gary Yukl, professor da Universidade do Estado de Nova York e especialista em liderança e administração, liderança é o processo de influenciar os outros para que entendam e concordem quanto ao que fazer e como fazer, bem como facilitar os esforços individuais e coletivos para obter os resultados almejados.

Há, portanto, uma estreita ligação entre liderança e influência, assim como entre liderança e poder. O líder exerce influência quando consegue afetar as crenças, atitudes e o comportamento de seus seguidores.

E nada influencia mais do que o exemplo. Quando o líder dá o exemplo torna-se um modelo e estará criando na mente das pessoas uma visão do que é possível fazer, inspirando-as e motivando-as a entrar em ação.

O que são neurônios-espelho

De acordo com a neuro-ciência, o poder do líder como modelo pode ser explicado pelos chamados neurônios-espelho, que são ativados quando interagimos com outras pessoas.

O estudo dos neurônios-espelho indica que nosso cérebro está constantemente reagindo aos estímulos á nossa volta. Quando esses estímulos vêm do líder, sua capacidade de influenciar é ainda maior, devido ao seu papel proeminente no dia-a-dia da empresa. Assim, ao dar o exemplo, o líder estará acionando os neurônios-espelho de outras pessoas e influindo decisivamente no seu modo de se comportar, de agir e de sentir.

Modelando o exemplo do líder

lider-coach-2O estudo dos neurônios-espelho demonstra que o comportamento pode ser modelado ou copiado. Observando uma pessoa, podemos ver como ela faz as coisas, podemos aprender e, depois, reproduzir esse comportamento. Quando os funcionários vêm o líder como exemplo, tendem a modelar e tentar reproduzir sua forma de agir.

Esse processo é conduzido em seis etapas:

Etapa 1 – Questione-se

Ao executar essa etapa, você deve seguir 4 passos;

Fase 1: Identifique seus objetivos, questionando-se: que tipo de exemplo você quer ser? Que atitudes e comportamentos você quer que seus liderados modelem? Que resultados espera obter como isso?

Fase 2: compare suas respostas com a situação atual. Que exemplo você está dando? Que atitudes e comportamentos seus funcionários estão modelando? Que resultados você está obtendo?

Fase 3: verifique a distância entre a situação atual e a situação desejada. O que você pode fazer para diminuir ou eliminar essa distância?

Fase 4: defina que comportamentos e atitudes você precisa desenvolver ou aprimorar e quais deles você precisa mudar.

Etapa 2 – Mantenha a coerência

Para dar um exemplo positivo é preciso manter a coerência, observando pelo menos quatro procedimentos:

  • Dizer o que pensa e fazer o que diz. Para transmitir credibilidade, seus pensamentos, seu discurso e suas ações precisam estar alinhados;
  • Ser consistente em seu comportamento. Exibir um comportamento apenas ocasionalmente não basta para dar um exemplo;
  • Vivenciar seus valores para dar uma demonstração de força e poder interior;
  • Transmitir convicção. As pessoas se sentem inspiradas quando percebem que o líder realmente acredita no que diz e no que faz.

Etapa 3 – Use o tempo qualitativamente

Por mais ocupado que você esteja, use bem o tempo que você passa com seus subordinados, dando-lhes a atenção devida e proporcionando constantes feedback, para não passar a impressão de um líder frio e distante.

Etapa 4 – Segmente suas ações

Isso significa organizar ou dividir alguma experiência, informação  ou conhecimento em partes maiores ou menores, mais amplas ou mais especificas, mais abstratas ou mais complexas, de acordo com o nível de compreensão e as necessidades de aprendizado das pessoas com as quais está interagindo.

Etapa 5 – Observe a sua fisiologia

Sua postura, expressão facial, gestos e tom de voz são elementos importantes para fortalecer ou enfraquecer o exemplo que você pretende transmitir.Não dá para ser um modelo de entusiamo se a sua fisiologia transmite desânimo, nem para ser um modelo de determinação se a sua postura revela hesitação e insegurança. Aprenda a observar sua fisiologia, tornando-a congruente com o exemplo que você quer transmitir

Etapa 6 – Busque a excelência

Para se tornar um modelo, você deve investir no próprio desenvolvimento, aprendizado e evolução. Do contrário, corre o risco de tornar-se um modelo ultrapassado. Nenhum exemplo é mais poderoso do que o do líder que está sempre buscando a própria evolução.

Modelo de Aprendizado

lider-coach-3Pense num momento de sua vida profissional em que obteve resultados abaixo do esperado e siga os seguintes procedimentos:

Etapa 1 – Descreva

O que aconteceu? O que você aprendeu?

Etapa 2 – Reflita

Como você se sentiu? O que você pensou? O que esperava obter?

Etapa 3 – Avalie

O que funcionou e o que não funcionou? Que fatores você levou em consideração? Como chegou a essa conclusão? Como você se sentiu com sua resposta à situação enfrentada?

Etapa 4 – Explore opções

O que mais poderia ser feito? O que poderia ser mudado em relação á forma como você respondeu à situação?

Etapa 5 – Planeje a ação

O que fará da próxima vez? O que irá pensar e agir de forma diferente?

Nem sempre ser um modelo é uma questão de escolha. A verdade é que, se ocupamos uma função de liderança, estamos sempre sendo observados pelas pessoas à nossa volta, que nos vêem como modelo.

Portanto a verdadeira escolha é que tipo de modelo você quer ser. Não se trata de buscar a perfeição. Afinal, ninguém é perfeito. Trata-se de estar sempre buscando a melhoria e a excelência,  de modo a dar o melhor de nós e a inspirarmos os outros a fazer o mesmo.

Referências:

YUKL, G. “How Leaders Influence Organizational Effectiveness” Leadership Quaterly, Nova York, abril 2008;

WITHERSPOON, R Coaching for Leadership: How the World’s Greaatest Coaches Help Leaders Learn. Hoboken: Pfeiffer 2000

BALDONI, J Lead by Example: 50 Ways Great Leaders Inspire Results. Nova York: Amacon,2008

 

Concentre-se no que VAI fazer, e não no que NÃO vai fazer

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Você quer ser promovido, parar de fumar, perder peso ou conter o mau humor? Então pense em formas de substituir comportamentos nocivos por outros mais produtivos.Em geral , as pessoas tendem a concentrar seus esforços no que querem parar de fazer e esquecem de pensar em como compensar suas verdadeiras necessidades.

Pesquisas sobre supressão cognitiva têm mostrado que tentar evitar um pensamento o deixa mais ativo em sua mente. O mesmo acontece com o comportamento, ou seja, ao tentar parar de fazer alguma coisa, você acaba querendo fazê-lo ainda mais.

A advertência é da psicologa social, palestrante e autora de sucesso Heidi Grant Halvorson no post “9 Things Successful People Do Differently“, que deu origem ao best-seller traduzido no Brasil como “9 Atitudes das Pessoas Bem Sucedidas”.

Assim, se quer mudar algum comportamento, pergunte-se: o que vou fazer em vez disso? Se, por exemplo, o problema for controlar o temperamento, os planos poderiam incluir coisas como “se eu começar a ficar com raiva, vou respirar fundo até me acalmar”. Adotando esse procedimento de substituição, o impulso que pode sabotar a sua intenção vai se desgastar até desaparecer por completo.

Depois de ter decidido compor um plano do tipo “se-então”,o próximo passo é descobrir o que exatamente está incluído nele, a fim de evitar que, se o plano for mal formulado, você termine fazendo ainda mais daquilo que está querendo evitar.

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Pesquisadores da Universidade de Utrecht, na Holanda, analisaram três tipos de planos “se-então”. Os de substituição, que visam trocar um comportamento negativo por um positivo; os de rejeição, que simplesmente tentam bloquear sentimentos indesejados (Ex: “se sinto vontade de fumar, então vou rejeitar esse desejo”), e, por fim, os de negação, que envolvem explicitar as atividades que você não vai executar no futuro.

Com os planos de negação você simplesmente planeja não se comportar de uma maneira que quer evitar (“se eu estiver no shopping, então não vou comprar nada”). Essa é certamente a forma mais direta de tratarmos impulsos negativos e a que acabamos usando com mais frequência.

Os pesquisadores concluíram que os planos de negação não apenas são os menos eficientes como também resultam num efeito contrário ao desejado, levando as pessoas a se comportarem exatamente como não pretendiam.

Assim como a pesquisa sobre supressão cognitiva mostrou que o monitoramento constante dos pensamentos faz com que eles se tornem mais ativos em nossa mente, planos de “se-então” de negação mantém o foco no comportamento indesejado.

Ironicamente, quando se planeja somente não agir de forma impulsiva é que o impulso se reforça, em vez de diminuir de intensidade. Assim, um plano do tipo “se eu estiver no shopping, então não vou comprar nada”, pode lhe custar uma pequena fortuna.

Diante disso, lembre-se de, quando se trata de alcançar seus objetivos, você precisa substituir os comportamentos que estão sabotando o seu sucesso por outros mais produtivos, em vez de focar apenas na parte negativa. O mais importante é definir o que vai fazer, que constitui a parte fundamental de seu plano de mudança.

Referências:

Marieke A.Adriaanse, Johanna N.F.van Oesten, Denise T.D. de Ridder, Hohn B.F.de Wit e Catharine Evers, ” Planning What Not to Eat: Ironic Effects of Implementation Intentions Negating Unhealthy Habbits” Personality and Social Psychology Bulletin 37,(janeiro de 2011) – 69-81.