Concentre-se no que VAI fazer, e não no que NÃO vai fazer

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Você quer ser promovido, parar de fumar, perder peso ou conter o mau humor? Então pense em formas de substituir comportamentos nocivos por outros mais produtivos.Em geral , as pessoas tendem a concentrar seus esforços no que querem parar de fazer e esquecem de pensar em como compensar suas verdadeiras necessidades.

Pesquisas sobre supressão cognitiva têm mostrado que tentar evitar um pensamento o deixa mais ativo em sua mente. O mesmo acontece com o comportamento, ou seja, ao tentar parar de fazer alguma coisa, você acaba querendo fazê-lo ainda mais.

A advertência é da psicologa social, palestrante e autora de sucesso Heidi Grant Halvorson no post “9 Things Successful People Do Differently“, que deu origem ao best-seller traduzido no Brasil como “9 Atitudes das Pessoas Bem Sucedidas”.

Assim, se quer mudar algum comportamento, pergunte-se: o que vou fazer em vez disso? Se, por exemplo, o problema for controlar o temperamento, os planos poderiam incluir coisas como “se eu começar a ficar com raiva, vou respirar fundo até me acalmar”. Adotando esse procedimento de substituição, o impulso que pode sabotar a sua intenção vai se desgastar até desaparecer por completo.

Depois de ter decidido compor um plano do tipo “se-então”,o próximo passo é descobrir o que exatamente está incluído nele, a fim de evitar que, se o plano for mal formulado, você termine fazendo ainda mais daquilo que está querendo evitar.

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Pesquisadores da Universidade de Utrecht, na Holanda, analisaram três tipos de planos “se-então”. Os de substituição, que visam trocar um comportamento negativo por um positivo; os de rejeição, que simplesmente tentam bloquear sentimentos indesejados (Ex: “se sinto vontade de fumar, então vou rejeitar esse desejo”), e, por fim, os de negação, que envolvem explicitar as atividades que você não vai executar no futuro.

Com os planos de negação você simplesmente planeja não se comportar de uma maneira que quer evitar (“se eu estiver no shopping, então não vou comprar nada”). Essa é certamente a forma mais direta de tratarmos impulsos negativos e a que acabamos usando com mais frequência.

Os pesquisadores concluíram que os planos de negação não apenas são os menos eficientes como também resultam num efeito contrário ao desejado, levando as pessoas a se comportarem exatamente como não pretendiam.

Assim como a pesquisa sobre supressão cognitiva mostrou que o monitoramento constante dos pensamentos faz com que eles se tornem mais ativos em nossa mente, planos de “se-então” de negação mantém o foco no comportamento indesejado.

Ironicamente, quando se planeja somente não agir de forma impulsiva é que o impulso se reforça, em vez de diminuir de intensidade. Assim, um plano do tipo “se eu estiver no shopping, então não vou comprar nada”, pode lhe custar uma pequena fortuna.

Diante disso, lembre-se de, quando se trata de alcançar seus objetivos, você precisa substituir os comportamentos que estão sabotando o seu sucesso por outros mais produtivos, em vez de focar apenas na parte negativa. O mais importante é definir o que vai fazer, que constitui a parte fundamental de seu plano de mudança.

Referências:

Marieke A.Adriaanse, Johanna N.F.van Oesten, Denise T.D. de Ridder, Hohn B.F.de Wit e Catharine Evers, ” Planning What Not to Eat: Ironic Effects of Implementation Intentions Negating Unhealthy Habbits” Personality and Social Psychology Bulletin 37,(janeiro de 2011) – 69-81.

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