Como Combater Crenças Limitantes

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Os maiores obstáculos para atingir nossos objetivos estão dentro de nós mesmos e, para combatê-los, precisamos livrar-nos de quaisquer crenças restritivas que nos bloqueiam e dificultam a nossa trajetória em direção a nossas metas.

Qualquer coisa que você acha que o está segurando é uma crença limitante, que pode ser sobre você mesmo, sobre suas capacidades ou sobre sua visão do mundo.

Examine as suas crenças

Quando crianças, absorvemos uma série de crenças de outras pessoas, principalmente de nossos pais, as quais incorporamos as nossas próprias crenças, realimentando um ciclo vicioso, que termina afetando a nossa visão da realidade. O que dizemos a nós mesmos passa a funcionar como uma espécie de sugestão auto-hipnótica.

Identificando crenças limitantes

O primeiro passo para mudar crenças limitantes é identificá-las. Nem sempre elas são óbvias ou perceptíveis e,em geral, aparecem no nível do inconsciente, com sentimentos de desconforto, irritação ou ansiedade,  quando se pensa sobre um assunto ou um problema a ser enfrentado.

Assim, se você pensa em se candidatar a uma vaga de emprego ou busca uma promoção, poderia dizer em voz alta: “Posso fazer esse trabalho facilmente” ou “Tenho condições de obter essa promoção” e sua voz interior responder “Não, eu não vou conseguir” ou “Não tenho experiência suficiente.

Verifique o que diz a si mesmo

Identifique com que frequência você costuma dizer essas frases e o que elas realmente podem estar significando:

  • Devo, deveria: Se você tem “regras” sobre como as pessoas deveriam comportar-se, está fadado a uma decepção sempre que esses padrões não forem atingidos. Questione-se: “E o que aconteceria se eu/eles não o fizerem”?
  • Preciso, Tenho que: Esse modo de pensar indica que você se sente compelido a fazer algo e não que o está fazendo por vontade própria. Será que você está mesmo obrigado a a fazer alguma coisa? Mais uma vez pergunte-se: “E se eu não fizer”?
  • Deixoume: como por exemplo “Ela me deixou zangado”. Ao dizer isso, você está abrindo mão de sua responsabilidade pessoal e assumindo que outra pessoa tem o controle sobre os seus sentimentos ou ações. Pergunte a si mesmo: “É verdade? O que ou como ela me fez ficar zangado”?
  • Sempre, nunca, todo mundo, ninguém: Isso identifica uma generalização que não admite exceções. Para questionar, coloque um ponto de interrogação: “Sempre?”, “Ninguém:? etc
  • Tentar: significa que você está em dúvida ou tem receio de fazer alguma coisa. Em vez de “tentar” diga “Eu farei”

Desafie suas crenças

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Escrever suas crenças no papel ajuda a distanciá-las de você e começa a enfraquecê-las. Como já as identificou, você pode começar a questionar-se se são realmente verdadeiras.Crenças restritivas são normalmente alimentadas por palavras e frases recorrentes.

Se você descobrir que está usando qualquer uma delas com frequência em seu dialogo interior, começa a combatê-las usando frases ou palavras que expressem exatamente o oposto.

Pergunte a si mesmo de onde se origina a sua crença.Na infância, internalizamos o que as pessoas nos dizem porque ainda não temos condições de usar a lógica para questiona-las.Portanto, apenas as ouvimos e aceitamos.

Pense sobre quando e de quem adquiriu essa crença. Muito provavelmente faz muito mais tempo do que imagina. Será que agora, na idade adulta e com os conhecimentos que você tem, essa crença ainda faz algum sentido?

O que lhe tem custado manter essa crença? Tem lhe trazido alguma vantagem ou benefício? Se escolhesse acreditar em algo mais positivo, o que você ganharia? Pergunte a si mesmo se todos acreditam na mesma coisa. Todas as pessoas ou a maior parte daquelas com que você convive compartilham dessa crença?

Reformular a crença limitadora com uma pergunta inspiradora também pode enfraquece-la. Se, por exemplo, usar a pergunta “como posso……”, diante de uma limitação , você a direciona para ação em vez de focar no problema. Assim, pode substituir “Não tenho tempo”, “Não tenho dinheiro para…..”, por “Como posso fazer para encontrar tempo”, “Como posso fazer para ganhar mais dinheiro”, e assim por diante.

Em resumo, olhe para trás para a sua história de vida, procurando padrões repetitivos. Quando você aprende com seus próprios erros, não está condenado a repeti-los.

 

Referências:

SMITH, Andy – “Você Sabe Atingir seus Objetivos?”, Editora Senac São Paulo – São Paulo 2012 – 58/61

 

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