Você é uma Pessoa Resiliente?

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Resiliência é um conceito que vem da física e se refere à capacidade que alguns materiais têm de acumular energia quando submetidos à pressão e, depois de absorver o impacto, voltar ao estado original sem deformação, como se fosse um elástico (Nash, 1982).

No comportamento humano, a resiliência é tida como a habilidade de superar adversidades sem ser afetado por elas de forma negativa ou permanente. Em outras palavras, uma pessoa resiliente é aquela que:

  • tem energia e disposição para enfrentar dificuldades em vez de se deixar abater;
  • é capaz de atuar com competência mesmo sob forte pressão;
  • antecipa crises, prevê obstáculos e se prepara para lidar com eles;
  • tem atitudes positivas, porém realistas, e firmeza de objetivos;
  • recupera-se mais rapidamente após sofrer revezes e não muda sua essência depois de passar por experiências difíceis.

Essas são algumas das características da resiliência. Desenvolvê-las é fundamental para enfrentar os desafios pessoais e profissionais, num cenário marcado por pressão por resultados, mudanças e crises constantes. Quanto mais resiliente for o profissional maior será a sua capacidade de encontrar satisfação e de manter ou aumentar seu bem-estar.

A resiliência é importante não só para o executivo, já que profissionais que aliam competência e resiliência são muito mais procurados e valorizados no mercado de trabalho, mas também para o próprio negócio em que atuam. A capacidade de prever riscos e administrar crises de modo a evitar danos permanentes para a empresa caracterizam uma organização Resiliente.

Veja a diferença

Organização Resiliente

  • responde de modo rápido e eficaz a imprevistos, crises e fatalidades;
  • avalia riscos e oportunidades de modo ético e realista;
  • :possui um plano bem estruturado para lidar com contingências, e também com a opinião pública e imprensa, em períodos de crise;
  • possui missão, visão e valores sólidos, compartilhados por todos os funcionários, sendo, por isso, capaz de manter o moral e a união em momentos difíceis

Organização não Resiliente

  • sua reação é lenta, desorganizada e pode provocar resultados opostos ao esperado;
  • corre riscos demais ou prefere não correr riscos – o que acarreta perda de oportunidades – e a ética nem sempre é considerada;
  • não mantém plano de contingências e quando o possui é antigo ou desatualizado, e ninguém na empresa sabe como implementar;
  • não possui missão, visão e valores ou, se os possui, eles exercem um papel meramente decorativo ou burocrático, o que faz com que a união e o moral dos funcionários desmoronem em momentos de crise

A resiliência vem de berço ou pode ser aprendida?

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Algumas pessoas são mais, outras menos, mas todas têm algum grau de resiliência e podem aprender a desenvolve-lo. Em artigo para a Harvard Business Review,de 2002, Diane Coutu, especialista em desenvolvimento organizacional e liderança, afirma que há cada vez mais evidências de que a resiliência pode ser aprendida.

Segundo Diane Coutu, as pessoas resilientes apresentam três características principais

1 – Aceitação da realidade

Pessoas resilientes não são conformistas nem acomodadas, mas possuem um profundo senso de realidade. Podem, sim, ser otimistas, mas mantém sempre os pés plantados no chão.

2 – Crença inabalável no sentido da vida

Uma característica fundamental da resiliência é acreditar no sentido da vida – mesmo em situações em que a maioria das pessoas é levada a questionar isso. No livro “Em Busca do Sentido”, o psiquiatra austríaco Victor E.Frank (2009), que foi um sobrevivente do Holocausto, afirma que é o propósito que dá sentido e significado à nossa existência.

Assim, pessoas resilientes sabem claramente quais são esses valores e propósitos e buscam viver em harmonia e congruência com eles

3 – Capacidade de improvisar

Indivíduos resilientes são mestres na improvisação. Eles possuem a rara habilidade de tirar o máximo proveito dos recursos disponíveis e de responder com rapidez e criatividade a todo o tipo de desafio.

Com base no trabalho do antropólogo francês Claude Lévi-Strauss, os psicólogos passaram a chamar essa habilidade de “bricolagem”, que significa usar a inventividade para buscar soluções mesmo na inexistência de caminhos óbvios ou de ferramentas adequadas.

A importância das emoções positivas

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Como ressalta Stephen R.Covey, em seu best-seller “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes”, mesmo que determinadas emoções possam ser ativadas por fatores externos, o modo de lidar com elas e de expressá-las é de responsabilidade de cada um de nós. Assim, o modo ativo ou reativo de lidar com emoções pode aumentar ou diminuir o nível de resiliência.

Uma pessoa ativa é aquela que está no controle de sua vida. Ela pode sentir raiva, frustração, ou irritação, mas não permite que essas emoções ditem o seu comportamento,

Já as pessoas reativas  reagem imediatamente aos estímulos externos, sem parar para pensar e sem medir as consequências, alegando que agiram dessa ou daquela forma por causa do chefe, da pressão do trabalho, da falta de colaboração dos colegas , e assim por diante.

Atitudes para Elevar a Resiliência

A resiliência envolve mentalidade, comportamento e ações que podem ser aprendidas e desenvolvidas. Veja algumas delas:

  • resiliência não é rejeitar ou ignorar as emoções negativas, mas apenas não permitir que elas nos controlem;
  • mantenha o foco no futuro, olhe para a frente e não se prenda ao passado;
  • mantenha-se motivado. Quem luta por seus sonhos e objetivos não tem tempo para chorar mágoas;
  • invista nos relacionamentos que sejam uma fonte de apoio e de encorajamento;
  • mude o hábito de colocar defeito nas coisas e de ver apenas o lado negativo das pessoas;
  • desafie o habito de ter uma opinião formada sobre tudo;
  • redescubra as coisas que lhe dão prazer. Fique atento ás suas necessidades, cuidando da mente, do corpo e da saúde;
  • fique atento às necessidades dos outros. Contribuição e compaixão aumentam a resiliência

 

Referências:

COUTU, D (2009) – How resilience Works. Harvard Business Review;

FREDRICKSON, B.L.(2000) – Cultivating positive emotions to optimize health and well being

 

 

 

 

 

 

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Devemos Começar uma Apresentação Agradecendo aos Promotores do Evento?

 

 

 

No vídeo acima, TJ Walker, um dos mais renomados palestrantes internacionais, profissional de Mídia Training para políticos, empresários, executivos, e celebridades do meio artístico,  e autor do livro “Secrets to Fooproof Presentations“, responde a uma pergunta que lhe fiz no seu canal do You Tube.

Devemos iniciar uma apresentação sempre agradecendo aos promotores do evento pelo convite para participarmos como palestrante?

Essa é a fórmula tradicional abordada na grande maioria dos livros, cursos, seminários, vídeos, etc, que se dedicam a ensinar técnicas de apresentação e de falar em público.

Para TJ, contudo, a resposta a essa pergunta é um definitivo NÂO.

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Ao fazer a abertura de uma palestra dessa forma, estaremos adotando um “clichê“, padronizando a nossa apresentação e tornando-a  monótona, previsível, e igual a de todas as outras, sem despertar, logo de cara, o interesse de nossa audiência – objetivo maior de qualquer palestra.

Assim, em vez de começar dizendo….”Bom dia, meu nome é…, trabalho em….e quero agradecer a empresa X pelo convite…..bla.bla,bla, inicie com uma frase ou pergunta instigante que atraia a atenção de sua platéia, e deixe o agradecimento para ser feito durante a evolução de sua palestra.

Confira no vídeo

Foque na Solução e Não no Problema

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Quando nos vemos diante de um problema, a tendência é nos fixarmos no próprio problema e nos questionarmos sobre o que deu errado e porque deu errado.

Essa abordagem,contudo, pode funcionar nas situações mais simples que não exigem maior aprofundamento. Em situações mais complexas, porém, focar no problema pode tornar as coisas mais complicadas,  ou nos levar a desenvolver um padrão de comportamento repetitivo e improdutivo.

Ao nos concentrarmos no problema, estamos focando nos aspectos negativos como a ênfase nos pontos fracos, nos erros, no que não funcionou, e naquilo que consideramos a nossa incapacidade e limitações. Isso pode nos levar a um sentimento de frustração e de estresse, de fracasso e impotência, com a sensação constante de que estamos num beco sem saída.

Focar em soluções não significa ignorar o problema, mas abordá-lo de um modo mais positivo e produtivo, adotando os seguintes procedimentos:

  • verificar o que está funcionando e o que podemos aprender com isso para utilizarmos em outras situações;
  • concentrar nos pontos fortes e em como tirar maior proveito deles;
  • enfatizar desafios, ganhos e oportunidades em vez de problemas, riscos e perdas
  • focalizar o presente e o futuro e não o passado, substituindo o “o que eu deveria ter feito” por “o que posso fazer daqui para frente”

Como funciona o foco em soluções

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Estruturado a partir do Solution-Focused Brief Therapy (Terapia Breve Focada em Solução), o método foi desenvolvido pelos psicoterapeutas Steve de Shazer e Insoo Kim Berg, em 1982, com base no trabalho do psiquiatra Milton Erickson e outros estudiosos, que investigaram a mente inconsciente como geradora de soluções.

A base dessa abordagem é o objetivo que a pessoa que atingir, e não os problemas. Visa identificar o que deve ser mudado e a estimular a construção de uma visão do futuro ideal, em vez de lidar com um passado que não pode ser mudado.

Técnicas para Estimular o Foco em Soluções

1 – Fazendo a “pergunta milagrosa”

Imagine como seria o futuro ideal como se o problema que está tentando resolver não mais existisse. É um processo de trás para a frente, ou seja,  você começa visualizando seu objetivo atingido e refazendo os passos que o levaram até lá.

Cada passo é uma meta que lhe mostrará as etapas que deve vencer para chegar ao seu objetivo, desdobrada em cinco passos:

  • imaginar que o problema desapareceu;
  • identificar o que mudou;
  • explorar as diferenças;
  • identificar os passos para chegar ao futuro ideal;
  • implementar um plano de ação.

2 – Mudando padrões mentais

Ás vezes nos fixamos em padrões mentais repetitivos, que reproduzem e se concentram sempre nos mesmos aspectos e no mesmo modo de interpretar os fato.

Considere esse dialogo hipotético:

  • Por que você não amplia a sua clientela?
  • Porque não tenho tempo para visitar mais clientes;
  • E por que não arranja mais tempo?
  • Porque meu carro vive dando problema;
  • E porque não troca de carro?
  • Porque não tenho dinheiro
  • E por que não consegue ganhar mais?
  • Porque não consigo ampliar minha clientela

Esse tipo de raciocínio circular nos coloca num círculo vicioso, no qual nada é realizado. A saída é fazer perguntas que desafiem essa forma de pensar e estimulem um novo padrão mental.

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3 – Fazendo Perguntas Sistêmicas

São perguntas que direcionam o foco para soluções e ajudar a sair do ciclo vicioso. Por exemplo:

  • O que eu estou deixando de fazer agora e que, se fizesse, poderia fazer uma grande diferença e mudar essa situação?
  • Quais as forças que tenho e não estou usando? Como deveria proceder para mudar isso?
  • Quais os recursos que eu posso usar e, no momento, estou ignorando?
  • Se eu tentasse uma abordagem radicalmente diferente para encontrar uma solução, qual seria?
  • Se fosse perfeitamente possível reverter rapidamente essa situação, o que eu faria?
  • Se fosse possível descrever essa situação em termos de oportunidade, que descrição em faria?

4 – Escalas

Outra ferramenta utilizada no foco em soluções são as escalas.

Pense no problema que está tentando resolver. Agora, imagine uma escala que vai de 0 a 10, sendo:

  • 0(zero) o pior momento que você já viveu devido ao problema em questão;
  • 7 (sete) um resultado aceitável para o problema;
  • 10 (dez) a solução ideal para o problema em questão

Após preencher a escala, responda:

  • em que ponto da escala você se encontra agora?
  • O que o impede de descer 1 ponto na escala? Isso lhe permitirá identificar as forças e os recursos que está utilizando para lidar com a situação;
  • Imagine um dia em que estivesse um ponto acima da pontuação atual. Como saberia que está um ponto acima? O que seria diferente? Essas perguntas o ajudarão a identificar possibilidades e linhas de ação.
  • Que ponto da escala seria bom o suficiente – ou pelo menos aceitável – para você estar? Descreve como seria um dia no qual você chegasse a esse ponto. Como saberia que chegou lá? O que estaria sentindo? O que estaria fazendo? Essas perguntas irão ajudá-lo a explorar o futuro desejado e os caminhos para chegar lá.

 Com foco na solução dos problemas, você consegue reduzir a preocupação constante e o estresse, adotar uma postura mais proativa, elevar a autoestima, a autoconfiança, a automotivação, além de aprimorar a habilidade de resolver problemas de um modo mais rápido, criativo e eficaz.

 

Produtividade: Porque Muitas Listas de Tarefas Não Funcionam

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Quantas vezes você se vê frustrado quando, após um árduo dia de trabalho, vê uma longa lista de tarefas pendentes à sua frente? E com aquela tarefa que, dia após dia, permanece em sua lista sem ser concluída?

Ironicamente, as listas de tarefas, ou “to-do lists”, como são chamadas em Inglês, que deveriam ser um instrumento de organização e de aumento de produtividade, terminam se transformando em um motivo de desânimo e frustração.

O problema não está nas listas em si, mas na maneira como elas são organizadas. Alguns exemplos:

1 – Elas são muito longas

As pessoas costumam colocar muitas coisas em suas listas, sem distinguir uma tarefa de um projeto. Não é incomum ter coisas como “passar na padaria para comprar pão” e “elaborar a monografia”, por exemplo.

A primeira é uma tarefa, mas a segunda é um projeto, que exige mais tempo e mais de um passo para a sua execução.

2 – Não consideram o contexto em que serão realizadas

De que adianta relacionar uma tarefa que deve ser feita na rua se você está em seu local de trabalho onde deve permanecer por oito horas?

Esse é um dos problemas mais comuns e que resultam em listas longas e improdutivas, culminando com a frustração de vermos um grande numero de coisas não concluídas ao final do dia.

3 – Não avaliam o tempo de sua duração

Por melhor que seja o nosso planejamento, não temos como prever como será o dia e os imprevistos e emergência que poderão surgir no caminho. Entretanto, as pessoas costumam criar listas com muitos afazeres, sem estimar a sua duração nem alocar tempo na agenda para as emergências.

Como fazer uma lista de tarefas que funcione.

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1 – Faça listas distintas para compromissos, projetos e tarefas

Tarefas são aquelas que podem ser realizadas num mesmo dia e exigem uma única providência para sua realização. Compromissos são aqueles com data e hora marcadas (consultas médicas,  reuniões, etc) e devem estar na sua agenda ou calendário. Já os projetos, segundo definição do David Allen, em seu método GTD – Getting Things Done (ou Faça as Coisas Acontecer, em sua tradução em Português) são tudo aquilo que não pode ser concluído com uma tarefa, e exige mais de uma ação para sua conclusão.

Os projetos com os quais você ainda não se comprometeu, e ainda não definiu ou identificou a ação necessária, devem figurar numa categoria de “algum dia/talvez”, “projetos futuros”, para serem examinados posteriormente, na revisão semanal de sua lista.

2 – Utilize verbos de ação

Não é incomum vermos listas com coisas imprecisas que não esclarecem o que deve ser feito. Uma lista com onde está escrito apenas “mamãe”, por exemplo, não permite saber qual a ação requerida: é o aniversário dela e você tem que lhe fazer uma ligação? É a compra do presente?

Assim, use sempre verbos de ação (escrever, comprar, agendar, ligar para etc), que lhe permitam identificar claramente a próxima ação.

3 – Elabore as tarefas por contexto

Faça listas distintas para o que você vai fazer no trabalho, na rua e em casa ou no computador. Se você utiliza agenda ou caderno de anotações isso dá um pouco mais de trabalho, porque te obriga a carregar a sua agenda para onde for.

Assim, a melhor opção seria uma agenda eletrônica que permita a sincronização com smart fone ou tablete, como o Todoist, Toodledo e Wunderlist, todos gratuitos.

Assim, quando estiver no trabalho, consulte a sua lista especifica para aquele local. Ao sair no carro, veja o que tem de fazer na rua, e ao chegar em casa, consulte as tarefas que serão realizadas em seu computador.

4 – Faça sua revisão semanal

Essa é uma das providências mais importantes,mas que  não exige mais de 15 minutos.e deve ser feita no final de semana, aos sábados ou no final do domingo, conforme a sua preferência e disponibilidade..

Verifique a sua agenda para a próxima semana, as tarefas pendentes, as próximas ações de seus projetos, e distribua as respectivas ações ao longo da semana, priorizando aquelas mais importantes, de forma a não  relacionar mais do que cinco tarefas por dia.

Para isso, é indispensável que você mantenha um pequeno caderno de anotações que possa ser carregado no bolso, onde deve anotar todos os “insights” que aparecem ao longo do dia, todos os assuntos que estão “pipocando” em sua cabeça, e depois transportá-los para uma lista mestra, num caderno ou folhas de papel, para lhe dar o tratamento adequado na revisão semanal.

Não Existem Fracassos e Sim Resultados

 

 

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” Você quer ser bem sucedido? Então dobre a sua taxa de fracassos” – Thomas J. Watson, Fundador da IBM 

Conta-se que antes de inventar a lâmpada elétrica, que viria a tornar-se a maior descoberta do Século XX, ou talvez de qualquer outra época, Thomas Edison fracassou milhares de vezes. Também teria se equivocado seguidamente quando tentava encontrar a planta adequada para extrair a borracha natural.

Questionado por um jornalista que o entrevistava e queria saber por que ele não desistia após tantos fracassos, Thomas Edison respondeu

– Você está enganado, meu rapaz.Eu não fracassei.Simplesmente descobri mais de mil vezes como uma coisa não funciona.

Abraham Lincoln foi considerado um dos grandes fracassos da politica norte-americana depois das sucessivas e infrutíferas tentativas de eleger-se presidente dos Estados Unidos, até, depois de recolher os ensinamentos trazidos de cada derrota, vir a se tornar um dos mais admirados presidentes daquele país.

Henry Ford, que, embora financeiramente falido aos 40 anos, se tornaria posteriormente um dos homens mais ricos do mundo, afirmou certa vez: “O fracasso é apenas uma oportunidade de se recomeçar com mais inteligência.

Esses exemplos – aos quais se poderia acionar inúmeros outros – reforçam a frase que intitula esse post: Não existem fracassos  e sim  resultados.

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Diferença entre erro e fracasso

Apesar da aparente similaridade, erro e fracasso são coisas distintas.

O erro é aquilo que ocorre quando você faz algo que não dá certo, ou não gera os resultados esperados. Se você tiver a humildade e a perseverança suficientes para aprender com essa experiência, terá como rever a sua estratégia, agir de forma diferente, corrigindo o que não deu certo,  e tentar novamente.

Já o fracasso acontece quando a nossa arrogância e falta de humildade não nos permitem aceitar e reconhecer o que fizemos errado. Preferimos agir de forma reativa, não assumindo a responsabilidade pelos nossos erros e atribuindo o insucesso á atuação de outras pessoas.

Provavelmente essa pessoa tentará de novo. No entanto, o fará da mesma forma, sem correções, sem ajustes, sem mudanças. E provavelmente errará de novo, de novo, e de novo,  até desistir de tentar, sem reconhecer seus erros e aprender com eles – e,aí sim, estará configurado o fracasso

Como agir no erro o  no “fracasso”

  1. 1- Não busque culpados: reconheça o que fez que não deu certo ou não produziu o resultado esperado;
  2. 2 – Não critique: criticar não é a mesma coisa que orientar, corrigir ou mesmo disciplinar.A critica só serve para responsabilizar os outros pelos nossos erros ou para desabafar, se vingar e se esquivar das próprias responsabilidades;
  3. 3 – Não justifique seu erros: inspire-se em Tomas Edison, assuma seus erros, pois são os balizadores que irão lhe orientar na trajetória em direção ao sucesso.
  4. 4 – Não reclame: Na busca por resultados positivos, não devemos gastar energias com reclamações e lamentações. A energia que usamos para reclamar é a mesma que utilizaremos para atingir nossas metas e objetivos.

Enfim, como escreveu Napoleon Hill: “Quando a derrota chegar, aceite-a como um sinal de que seus planos não são suficientemente sólidos: reconstrua-os e zarpe mais uma vez em direção ao objetivo almejado”.

 

Palestras: Como Fazer uma Abertura Que Prenda a sua Audiência

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Após o mestre de cerimônias ler o seu currículo e dizer qual será o tema de sua apresentação, o palestrante, em tom grave e solene, fala: “Bom dia, meu nome é……., eu trabalho na empresa X, e o tema da minha apresentação será….”. depois, ressalte-se, de tudo isso ter sido falado anteriormente.

Muito provavelmente, ao concluir essa introdução, boa parte do público já esterá cochilando ou acessando o celular.

Num outro exemplo, tentando parecer simpático e engraçado, o sujeito começa assim: “Bom dia.. Não ouvi: BOM DIA!! Estão todos ouvindo bem no fundo? O ar condicionado está funcionando bem? É a hora em que muita gente se levanta para ir ao banheiro ou ao cafezinho.

Soa familiar? Imagino que sim, porque é assim que começam muitas apresentações, sobretudo aquelas chamadas de palestras motivacionais.

Muitos palestrantes seguem um padrão que, nos Estados Unidos, é conhecido como sign post (literalmente, sinalização de estrada), onde falam sobre o que vão falar, falam, e encerram recapitulando o que falaram.

É a chamada fórmula “say what you are going to say, say it, and say what you have just said “(diga o que vai dizer, diga, e finalize dizendo o que você acabou de dizer)

O problema é que essa fórmula-padrão é objetiva e direta, mas também extremamente previsível e………incrivelmente chata

Como iniciar uma palestra

A abertura e o encerramento de uma palestra são os momentos mais importantes, porque determinam se você será ouvido ou não, e se a sua audiência irá fazer ou não  o que você espera como resultado de sua apresentação: comprar um produto ou serviço, atingir suas metas profissionais ou de vendas, etc., etc.

Como diz Brian Tracy, um dos mais requisitados palestrantes internacionais, toda palestra significa um trabalho a ser feito. Assim, ao ser contratado para uma apresentação, você deve identificar, junto aos promotores do evento, donos ou dirigentes da companhia, qual o objetivo que se pretende atingir com aquela palestra, e que comportamento se espera dos participantes a partir dali.

As pessoas não estão interessadas no que você vai dizer, mas no que eles poderão ganhar com isso, o que pode lhes trazer de resultado. Portanto, é indispensável saber quais são as dores ou problemas de sua audiência, e abordar o assunto logo no inicio de sua apresentação.

Como despertar e manter a atenção de sua audiência

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1 – Faça uma pergunta provocadora

Brian Tracy costuma iniciar suas palestras com a pergunta: “Quantos de vocês trabalham com vendas”? Previsivelmente, poucas pessoas levantam a mão.

Ele continua: “Acho que não me fiz entender ou vocês não ouviram a pergunta”. Quantos aqui trabalham com vendas? Diante do silêncio de boa parte da plateia, ele acrescenta: todos nós somos vendedores, independentemente de trabalharmos ou não na área de vendas. Mesmo que você não seja vendedor por profissão, sempre estará vendendo o seu principal produto: Você.

É difícil que, com uma abertura como essa, o auditório não se mantenha atento e interessado no que vem a seguir.

2 – Faça uma afirmação instigante

Outra forma de atrair a atenção da plateia é fazer de cara uma afirmação do tipo:  “O número de pessoas vivas hoje no mundo já é maior do que todas que já morreram” ou  “As pessoas estarão ganhando mais dinheiro nos próximos dez anos do que nos últimos cem anos”. “Em 1900 havia 5.000 milionários na América e nenhum bilionário. No ano 2000, o número de milionários subiu para 5 milhões e já havia mais de 500 bilionários”.

Fazer uma afirmação provocante é também uma forma muito poderosa de manter a atenção de sua audiência, desde que, é claro, você tenha como comprová-las com pesquisas e estatísticas confiáveis.

3 – Conte uma história

O poder das histórias nos fascina desde a infância, e nada mais poderosos do que a celebre frase: “ era uma vez..”, que mantém a audiência quieta e ansiosa pelo relato de que vem a seguir.

Assim, conte uma história real – preferentemente ocorrida com você mesmo – que retrate um momento de dificuldade e superação, relacionado com as dores e problemas de sua audiência, e  diga como você o enfrentou e o superou.

O poder das histórias é tão grande que, daqui a alguns anos, quando você encontrar alguém que ouviu a sua palestra, ele pode até não se lembrar do tema, mas certamente não terá esquecido de  sua história.

É conhecida a expressão: “Você tem 30 segundos para causar uma boa impressão”, e isso se aplica, mais do que em qualquer outra coisa, á missão de falar em público.

Assim, uma abertura instigante e motivadora pode fazer a diferença entre ser aplaudido de pé, e ser contratado para novas palestras, ou no encerramento prematuro de sua carreira de palestrante.