Liderança: Como formar um time dos sonhos

dream team 

 

A expressão “dream team” (time dos sonhos) nasceu no mundo esportivo e se  popularizou com a seleção de basquetebol americana que venceu as Olimpíadas de Barcelona em 1982, quebrou o recorde olímpico de números de pontos marcados por partida, o que fez com que seus integrantes – entre os quais pontificavam Michael Jordan, Shakira O’Neill e “Magic” Johnson – entrassem para o Hall da Fama do Basquete.

No mundo corporativo, “dream team” passou a designar um tipo muito especial de equipe: um time de alto desempenho e que obtém resultados extraordinários, e que reúne as seguintes características:

Visão de contexto

Cada membro compreende o contexto no qual o time atua e, ao mesmo tempo, compreende o impacto produzido por suas ações individuais na atuação e desempenho dos companheiros, gerando comprometimento, cooperação e responsabilidade.

Objetivos comuns, mensuráveis e relevantes.

Os objetivos são aceitos por todos e são vistos como claramente relevantes para as funções e propósitos do time. São também mensuráveis, ou seja, estão inseridos num processo cuja evolução e resultados podem ser constantemente aferidos, de forma a permitir ao time manter o foco e ajustar estratégias e planos de ação.

Combinação equilibrada de talentos, personalidades e habilidades.

Variedade gera complementaridade, o que faz com que o todo seja maior do que a soma de suas partes.

Comunicação eficaz

A livre circulação de informações e opiniões favorece o debate e a troca de ideias. A divergência, quando surge, é criativa, e não destrutiva.

Motivação baseada em desafios

Um time de alto desempenho tem coragem de assumir compromissos para criar o futuro.

Abertura para aprendizado, mudança e crescimento.

O time é uma entidade dinâmica, flexível e adaptável, o que lhe permite recriar sempre que necessário.

Equipe dos sonhos

 

Técnicas para a criação de um time dos sonhos

1 – Estabelecer objetivos desafiadores

Pedir aos funcionários que “façam o seu melhor” dificilmente vai resultar em melhoria de desempenho. Os objetivos têm que ser claros e desafiadores, o que não significa dizer que sejam metas impossíveis de atingir. Além disso, os critérios de desempenho devem ser bem delineados.

2 – Estimular a iniciativa pessoal e desenvolver a liderança.

Ninguém conhece melhor os processos de um trabalho do que os próprios funcionários envolvidos, já que são eles que os vivenciam diariamente, sabendo, portanto, distinguir o que funciona e o que não funciona.

Por isso, o líder deve dar abertura ao feedback e ouvir o que o time tem a dizer sobre os processos. Além disso, deve saber delegar as tarefas de modo que os funcionários se desenvolvam e possam também se desenvolver como líderes, o que, além de garantir a maior eficiência do time, permitirá a formação de futuros lideres sintonizado com a filosofia da empresa.

3 – Mesclar diferentes habilidades.

A distribuição de funções dentro de uma equipe de trabalho não difere muito da de uma equipe esportiva. No futebol, por exemplo, quanto mais opções o treinador tiver para cada posição, maior será a possibilidade de encontrar alternativas para ganhar o jogo. Um atacante não renderá tanto se a equipe não tiver bons passadores de bola no meio-campo. Estes, por seu turno, dependem dos marcadores para que possam utilizar toda sua criatividade – e assim por diante.

Como no futebol, empresas que contam com funcionários com diferentes habilidades garantem maior força e coesão, o que faz com que o time esteja preparado para lidar com um grande número de situações adversas, sendo fundamental que seus integrantes auxiliem uns aos outros para que as tarefas sejam cumpridas.

4 – Proporcionar o treinamento necessário.

O trabalho em equipe pode ajudar a desenvolver habilidades, mas não substitui, nem dispensa, cursos e treinamentos para a aquisição das competências necessárias. Uma das práticas mais eficientes para esse objetivo é o “team coaching” que, entre outras coisas, permite:

  • desenvolver um senso de coesão e comprometimento, unindo o time em torno de um objetivo comum;
  • dar foco á equipe através de feedbacks honestos e construtivos;
  • desafiar os membros da equipe para a elaboração de metas arrojadas, que deverão ser perseguidas com empenho e dedicação, estimulando os pensamentos de cada um dos integrantes do time para que possam superar seus desafios;
  • encorajar o crescimento individual e a resolução criativa de problemas;
  • motivar a equipe a alcançar os resultados almejados;

Estudos indicam – e a prática o confirma – que os times de alta performance são um dos elementos mais importantes para o sucesso organizacional, sendo de crucial importância, sobretudo quando a tarefa é complexa, a criatividade e o comprometimento são fundamentais, o uso eficaz de recursos é uma necessidade imperiosa, e a empresa busca mais e melhores resultados.

Assim, os times são a unidade básica de performance para aumentar os resultados de uma organização. Atingir resultados num ambiente desafiador como o de hoje exige um nível de prontidão, rapidez e qualidade que vai além do que pode ser gerado pelo desempenho individual. Por isso, segundo Bodwell e Mankins (2013), apenas o alinhamento de talentos e forças proporcionados pelos times de alto desempenho é capaz de dar essa vantagem competitiva às empresas.

 

Referências:

BODWELL, D, J – “A historical perspective of high performing teams” – http//www.highperformanceteams.org/hpt_history.htm.

MANKINS, M.C. &  STEELE. R (2005) – “Turning great strategy into great performance”. Harvard Business Review.

 

 

 

 

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