Como Fazer o AutoCoaching

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O autocoaching é um processo por meio do qual você aprende a aplicar em si mesmo as poderosas e transformadoras técnicas do coaching, de forma a desenvolver muito mais autonomia e eficácia para resolver problemas do dia-a-dia, definir e atingir objetivos, ter relacionamentos mais saudáveis e satisfatórios, superar bloqueios, lidar com a ansiedade e segurança e conquistar tudo aquilo com que sempre sonhou.

Isso é possível porque as técnicas do autocoaching trabalham três aspectos fundamentais para atingir o equilíbrio, a felicidade de o sucesso e que consistem em:

  • estimular e estruturar pensamentos e raciocínio positivos;
  • lidar de forma mais produtiva com as suas emoções;
  • descobrir, desenvolver e utilizar todo o seu potencial.

Não é preciso ser coach para fazer o autocoaching. Qualquer pessoa pode se beneficiar desse processo conhecendo as técnicas de autocoaching, tendo disposição para implementá-las e persistindo em sua prática. O autocoaching complementa o coaching ministrado por um profissional da área e pode ser utilizado para reforçar as sessões  e cuidar da manutenção ao final do processo.

Técnicas para utilizar o autocoaching

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1- Identifique seus objetivos

Como todo processo, o autocoaching começa pela definição dos objetivos. Assim, você deve começar perguntando-se:

  • por que quero fazer autocoaching?
  • Aonde quero chegar?
  • Qual é o meu principal objetivo?

2 – Livre-se dos excessos

Nossos pensamentos nem sempre seguem uma sequencia lógica. Ao tentar focar em algo, nossa mente nos traz uma enxurrada de pensamentos, memórias, sentimentos, sensações… É exatamente isso que pode acontecer no momento em que você começa a definir seus objetivos. Para manter o foco, você deve estabelecer prioridades, perguntando-se: “Qual desses objetivos, se for realizado primeiro, poderá alavancar a realização de todos os outros”?

Self Coaching

 

3 – Motive-se

É a motivação que estimula e leva à ação. Para tanto, faça o seguinte questionamento:

  • O que eu ganho se atingir esse objetivo?
  • O que eu perco se não atingí-lo?

4 – Crie um plano de ação por prioridades

Agora que você já sabe os motivos que o trouxeram até aqui, é hora de criar um plano de ação para por seus objetivos em prática. Quais são as ações necessárias para atingir seus objetivos? Escreva uma lista. Pergunte-se também: quais os bloqueios que podem impedir ou dificultar essas ações? Como eles podem ser superados. Faça um brainstorming para descobrir novos caminhos e opções.

Confira as ideias que surgirem e selecione aquelas que parecem ser mais viáveis e possam gerar maiores resultados. Organize as ações que você selecionou numa sequência lógica e estabeleça metas a serem atingidas por meio dessas ações.

5 – Estipule datas para suas ações

Com o caminho traçado, você deve estipular prazos para cumprir cada passo de seu plano de ação até atingir o objetivo final. Prazos farão com que você encontre a motivação e o senso de urgência necessários para seguir em frente, sem “empurrar com a barriga” decisões que podem estar sendo adiadas há muito tempo.

Estipule prazos realistas, com tempo hábil para serem cumpridos. Lembre-se de que é você quem está criando seu cronograma de ação. Assim, tire proveito disso sem se pressionar com prazos muito curtos ou relaxar com prazos muito longos.

6 – Confirme se o plano é viável

Concluído o seu plano de ação, é hora de examiná-lo cuidadosamente e perguntar: Ele é viável? É possível de ser cumprido?

Avalie criteriosamente os prós e os contras de cada ação. Se você perceber a existência de conflitos irreconciliáveis com sua vida cotidiana, refaça os planos, lembrando-se de que se seu plano não for viável ele nunca vai sair do papel.

7 – Implemente e monitore

Depois de seguir todos os passos anteriores, comece a agir imediatamente. Monitore os resultados de suas ações e faça os ajustes necessários. E continue fazendo autocoaching sempre que você precisar manter-se motivado, manter o foco, superar algum bloqueio e reajustar partes de seu plano.

Referências:

A.M.GREENE J – “Coach Yourself: Make Real Changes in Your Life”. Pearson Education, 2004

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O Ciclo do Sucesso

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Por que algumas pessoas têm mais sucesso do que outras? Qual seria a sua meta se você soubesse que não falharia? Que coisas maravilhosas você gostaria de fazer se o sucesso de qualquer tentativa estivesse garantido? Qual o maior sonho você se atreveria a ter se soubesse que não iria falhar?

É muito comum que pessoas competentes e inteligentes se perguntem por que não atingem o sucesso com a mesma facilidade com que outros – muitas vezes bem menos capazes do que elas. É o que Brian Tracy, palestrante internacional  e autor de sucesso se dispõe a responder em seu livro “O Ciclo do Sucesso” (“Maximum Achievement” em sua versão original em Inglês).

No livro, o autor descreve um programa passo a passo que ensina como solidificar a autoconfiança,que é o que determina o tamanho dos objetivos que escolhemos, assim como a energia e a determinação que serão dispensadas para alcançá-lo e a intensidade da persistência que aplicamos para superar cada obstáculo.

Principais destaques

1 – A base da autoconfiança

Nada de esplêndido jamais foi realizado a não ser por aqueles que ousaram acreditar que algo dentro deles era superior ás circunstâncias – Bruce Barton

  • liste os três valores mais importantes que regem a sua vida pessoal;
  • liste os três valores mais importantes que você pratica em seu trabalho e vida empresarial;
  • liste as três pessoas, vivas ou não, com quem você mais gostaria de passar uma tarde;
  • por que você gostaria de passar uma tarde com essas pessoas? o que você perguntaria ou diria a elas?
  • por que essas pessoas iriam passar uma tarde com você? Quais são as suas qualidades mais admiráveis? Quais as que você gostaria de imitar?
  • liste três exemplos em que você agiu de acordo com seus valores mais elevados quando poderia tê-los comprometido;
  • o que você pretende fazer de modo diferente a partir de agora para garantir que seus valores e ações se mantenham alinhados e em harmonia.

2 – Propósito e poder pessoal

Não é possível existir grande coragem sem confiança ou segurança: metade da batalha está na convicção de que somos capazes de realizar o que nos propomos – Orison Swett Marden

  • decida hoje exatamente o que você quer na vida. Defina suas metas como se você não tivesse limitações, como se pudesse conseguir tudo o que escrevesse;
  • faça uma lista de 10 metas que você gostaria de alcançar nos próximos 12 meses;
  • escreva suas metas no tempo verbal presente, na primeira pessoa e na forma afirmativa; Exemplo: Eu ganho…..R$… nessa data”;
  • estabeleça prazos para cada um de seus objetivos e, se necessário, defina sub-prazos;
  • faça uma lista de tudo o que precisa para alcançar o seu objetivo e a organize numa sequencia lógica (o que vem primeiro, o que vem depois….) e por ordem de prioridade. A partir de agora esse será o seu plano;
  • revise sua lista e pergunte: “se eu pudesse alcançar qualquer objetivo de minha lista num prazo de 24 horas, qual objetivo geraria o maior impacto na minha vida’?
  • considere esse objetivo como o número um, o seu objetivo principal. Escreva-o no topo de sua lista, no tempo verbal presente, na primeira pessoa do singular(eu) e na forma afirmativa. Faça uma lista de tudo o que poderia realizar para alcançar esse objetivo, organize-a em um plano e comece a agir imediatamente;
  • faça algo todos os dias, nos sete dias da semana, em favor de seu objetivo principal. Persista nessa meta até alcançá-la, independente do seu grau de dificuldade ou do tempo que demorar para sua conclusão;

Esse processo de estabelecer e alcançar um grande objetivo elevará sua autoconfiança a ponto de você se tornar irrefreável pelo resto de sua vida.

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3 – Como conquistar a competência e o autocontrole

A qualidade de vida de uma pessoa é diretamente proporcional ao seu compromisso para com a excelência, independentemente de sua área de atuação – Vince Lombardi

  • tome hoje a decisão de tornar-se excepcional no que faz. Defina isso como um objetivo, monte um plano e trabalhe nele todos os dias;
  • identifique as tarefas ou funções de que você mais gosta no seu trabalho e procure uma forma de realizar cada vez mais dessas tarefas;
  • identifique os tipos de trabalho que foram fáceis de aprender e de realizar em sua carreira e procure maneiras de fazer mais delas, por mais tempo;
  • identifique as ACRs (áreas- chave de resultados) e atribua a si mesmo notas de 1 a 10 em cada uma delas. Lembre-se de que a sua competência principal mais fraca define o tamanho de seu sucesso;
  • identifique a habilidade que poderia causar maior impacto positivo em sua carreira, caso você fosse excepcional na sua realização de modo consistente;
  • desenvolva uma plano de formação contínua para si mesmo e dedique-se a se tornar melhor no que faz;
  • identifique o resultados mais importantes pelos quais você é remunerado e tome a decisão de garantir um número cada vez maior deles

4 – O jogo interno da autoconfiança

A confiança não surge a partir do nada. Ela é resultado de algo……horas e dias, semanas e anos de trabalho e dedicação constantes – Roger Staubach

  • crie uma imagem mental clara e emocionante de seu objetivo mais importante, como se ele já fosse real, em cada detalhe;
  • a cada dia aja como se já fosse a pessoa positiva, autoconfiante e bem-sucedida que você vai ser;
  • pratique o “treinamento mental” antes de cada evento ou situação importante ou situação desafiadora. Feche os olhos, respire fundo, crie uma imagem mental de completo sucesso e sinta a calma e a confiança que você deseja;
  • resolva hoje aceitar a responsabilidade total por sua vida, por tudo o que você é hoje e por tudo que será no futuro;
  • escreva suas metas principais num cartão 3×5 cm e releia-as duas vezes por dia até que elas estejam profundamente arraigadas em seu subconsciente;
  • tome a decisão de associar-se apenas a pessoas positivas e remova as pessoas negativas de sua vida;
  • nutra a sua mente todos os dias com um fluxo constante de livros, áudios, e de outras influências positivas que sejam consistentes com a pessoa que você quer se tornar.

5 – Aproveitando seus pontos fortes

Aprendi que o sucesso de uma pessoa não deve ser medido pela posição que ela alcançou na vida, mas pelos obstáculos que superou enquanto tentava alcançá-lo – Booker T. Washington

  • decida hoje que você vai se tornar muito bom naquilo que faz; que se juntará aos 10% top em seu campo de atuação;
  • identifique suas habilidades mais importantes, ou seja, aquelas imprescindíveis para a realização de um excelente trabalho;
  • determine os seus pontos fortes e suas habilidades naturais, os trabalhos e as tarefas que você faz bem e as que lhe pareçam mais agradáveis;
  • qual a sua vantagem competitiva? O que você faz melhor do que qualquer outra pessoa? O que poderia ser no futuro?
  • que tipo de trabalho mais o motiva? Que atividades lhe proporcionam o maior sentimento de satisfação pessoal?
  • em que área você alcança seu mais alto retorno sobre a energia investida? O que você faz que realmente represente um diferencial para você e para a sua empresa?

Reserve algum tempo para refletir sobre essas perguntas para certificar-se de que está, de fato, realizando o trabalho mais adequado para você.

6 – O triunfo sobre a adversidade

O milagre, ou a força,  que entusiasma alguns poucos indivíduos,  pode ser encontrado no esforço, na pertinácia e na perseverança do ser humano, sob o estímulo de um espirito corajoso e determinado – Mark Twain

  • identifique uma importante adversidade pela qual você tenha passado e da qual tenha se recuperado. O que você aprendeu com ela que o ajudou a tornar-se uma pessoa melhor?
  • determine a pior coisa que poderia acontecer no seu negócio ou em sua carreira. O que poderia fazer agora para minimizar os efeitos negativos caso isso ocorra?
  • quais são as três piores coisas que poderia acontecer em sua vida pessoal e familiar, e o que você poderia fazer para se preparar para enfrentá-las?
  • quais foram os seus maiores erros e o que você aprendeu com cada um?
  • qual seria a resposta mais eficaz que você poderia oferecer ao seu maior problema atual?
  • em que áreas você deveria estar preparado para assumir riscos e seguir em frente, em vez de apenas adotar o caminho mais seguro?
  • que atitude você vai tomar imediatamente para enfrentar seus medos e avançar rumo á realização de seus objetivos mais importantes?

7 – A autoconfiança em ação

Acima de tudo, tenha um único objetivo, tenha um proposito legitimo e útil,  e dedique-se a ele sem reservas – James Allen

  • resolva hoje agir como se você tivesse toda a autoconfiança do mundo. Diga o que você pensa, peça o que você quer e persista até conseguir;
  • anote suas três metas mais importantes na vida agora. Então, anote três passos que pode dar para alcançar cada uma delas e tome medidas imediatas em pelo menos uma etapa;
  • identifique os três resultados mais importantes que você alcança em seu trabalho e resolva hoje trabalhar nessas atividades a maior parte do tempo;
  • crie uma imagem mental clara de si mesmo em seu melhor desempenho – calmo, confiante e otimista – e reproduza essa imagem várias vezes ao longo do dia;
  • dedique-se ao seu aprimoramento pessoal e profissional contínuo, tornando-se melhor a cada dia;
  • aceite 100%  de responsabilidade por tudo o que você é hoje e por tudo que se tornará no futuro. Recuse-se a culpar alguém por qualquer coisa;
  • resolva hoje que você nunca vai desistir; que vai persistir ao longo de todos os obstáculos até conseguir estabelecer a vida maravilhosa que lhe é perfeitamente possível.

Lembre-se de que seu trabalho principal é fazer qualquer esforço, superar qualquer obstáculo e escalar qualquer altura para se tornar a pessoa dinâmica, imbatível e autoconfiante que você é capaz de ser. Quando tiver desenvolvido em si mesmo essa qualidade inabalável e irresistível de autoconfiança, tudo o mais lhe será possível.

Como Lidar com Pessoas Manipuladoras

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Um supervisor ou chefe que afirma apoiá-lo enquanto mina suas oportunidades de ascensão profissional; o colega que o sabota para cair nas graças do chefe; o cônjuge que faz juras de amor mas que busca controlar todos os seus passos e toda a sua vida; e a criança mimada que usa de todas as armas para conseguir o que deseja.

A verdade é que indivíduos manipuladores estão em toda a parte e normalmente aparecem travestidos de lobo em pele de cordeiro. São pessoas que lutam com unhas e dentes para conseguir o que desejam, mas que fazem de tudo para dissimular seus intentos, daí serem chamadas de agressivos-dissimulados pelo Dr. George K.Simon, autor do livro que dá título a esse post.

Doutor em psicologia clínica pela Universidade do Texas, com mais de 25 anos de experiência trabalhando com pessoas portadoras de distúrbios de caráter e suas vítimas, além de conduzir seminários e workshop sobre o assunto, o Dr. Simon é autor de outros best-sellers  como Judas Syndrom” e “Character Disturbance“, e presença constante em entrevistas na CNN, Fox News, e em vários programas de rádio e televisão  regionais nos Estados Unidos.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS DAS PERSONALIDADES AGRESSIVO-DISSIMULADAS

  • querem fazer prevalecer seus desejos e vencer a qualquer custo. Para elas, toda situação na vida é um desafio a ser enfrentado e uma batalha a ser vencida;
  • buscam poder e domínio e querem sempre assumir o controle e ser melhor do que os outros, ainda que tentem ocultar suas reais intenções;
  • podem ser falaciosamente bem educados, charmosos e sedutores, sabendo como “parecer boas” e “derreter” a resistência dos outros, para que abandonem a  desconfiança inicial  e lhes deem o que desejam.

COMO RECONHECER AS TÁTICAS DE MANIPULAÇÃO E CONTROLE

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1 – Minimização

Trata-se de uma forma única de negação acompanhada de racionalização. Quando usa essa manobra, o manipulador está tentando afirmar que seu comportamento não é tão nocivo e irresponsável como alguém poderia estar alegando, em outras palavras, trata-se, segundo o agressor, de tempestade em copo d’água.

Os manipuladores usam essa técnica para fazer uma pessoa que possa confrontá-los sentir que está sendo dura demais em suas críticas e até injusta na avaliação da situação. “Talvez eu tenha tocado nela, mas foi só um empurrãozinho, não ficou nenhuma marca”

2 – Mentira

É difícil dizer na hora quando uma pessoa está mentindo, embora haja ocasiões em que a verdade aparece por conta das circunstâncias que não sustentam a história contada. Há outras vezes, no entanto, em que não é possível ver que estamos sendo enganados até que seja tarde demais, uma vez que os manipuladores, como personalidades agressivo-dissimuladas que são, tendem a mentir de forma sutil e velada.

Mentir por omissão é uma forma bastante sutil de mentira que os manipuladores utilizam, da mesma forma como a da distorção. Eles recusam uma quantidade significativa da verdade que os outros lhes dizem e distorcem elementos essenciais dessa verdade para obscurecer os fatos.

Uma dessas formas mais sutis de distorção é ser deliberadamente vago, que constitui uma das táticas favoritas dos manipuladores. Eles forjam cuidadosamente suas histórias de modo a fazer a outra pessoa ter a impressão de que está recebendo toda a informação, mas, na verdade, detalhes essenciais para o conhecimento completo dos fatos são propositadamente deixados de lado.

3 – Racionalização

Uma racionalização é uma desculpa para um agressor se envolver em algo que ele sabe ser um comportamento inapropriado e nocivo e pode ser uma tática eficaz, especialmente quando a desculpa que oferecem fazem tanto sentido que levam qualquer pessoa razoavelmente consciente a acreditar.

E essa técnica é ainda mais poderosa porque tende a remover não só resistências internas (ou seja, acalmar eventuais escrúpulos de consciência mas também para manter os outros afastados, deixando-os livres para perseguir seus objetivos sem qualquer interferência externa.

4 – Desvio

É difícil atingir um alvo em movimento. Quando tentamos encurralar os manipuladores ou manter uma discussão focada em um único problema ou comportamento indesejado, eles são especialistas em mudar de assunto, buscando esquivar-se e nos deixar em uma saia justa.

Os manipuladores são hábeis na utilização das técnicas de desvio e distração para manter o foco longe de seu comportamento, desestabilizar os outros e ficarem livres para implementar suas intenções ocultas.

5 – Evasão

Intimamente ligada ao desvio, a evasão é uma tática em que o manipulador tenta evitar ser encurralado dando respostas irrelevantes e incoerentes a uma pergunta direta, contornando o assunto.

Uma forma sutil, porém eficaz, de evasão é o uso deliberado da indefinição.Indivíduos manipuladores costumar dar respostas vagas a perguntas diretas e simples. E as vezes é preciso estarmos atentos para perceber isso, porque a indefinição pode não ser evidente, deixando-nos com a impressão de que obtivemos uma resposta, quando não é o caso.

6 – Intimidação velada

Os manipuladores frequentemente ameaçam suas vítimas para mantê-las angustiadas, apreensivas e em posição de inferioridade. São especialistas em contrariar argumentos com tanta paixão e intensidade a ponto de deixar seus oponentes na defensiva.

Personalidades agressivo-dissimuladas intimidam suas vítimas com ameaças veladas, sutis e indiretas. Dessa forma, empurram os outros para a defensiva sem aparentar abertamente hostilidade e intimidação.

7 – Indução ao sentimento de culpa

Dr. Simon afirma que essa é uma das armas favoritas do arsenal dos manipuladores. Trata-se de uma técnica especial de intimidação, já que eles sabem que uma das características de uma pessoa com senso moral sadio é a capacidade de sentir culpa e vergonha.

Os manipuladores são hábeis em  usar o que sabem ser a grande sensibilidade moral de suas vítimas como uma forma de mantê-las inseguras, angustiadas e submissas. Quanto mais sensível a potencial vítima for, maior é a eficiência da culpa como arma. Tudo que o manipulador precisa fazer é sugerir a uma pessoa conscienciosa que ela não se preocupa o bastante, que é insensível,etc, para que essa pessoa comece imediatamente a se sentir mal.

8 – Envergonhar (aviltamento)

Essa é a técnica de usar o sarcasmo e a humilhação como forma de instilar o medo e a dúvida nos outros. Personalidades agressivo-dissimuladas usam essa tática para fazer os outros se sentirem inadequados e indignos e, portanto, submetidos a elas.

Trata-se de uma maneira eficaz de alimentar um sentimento contínuo de inadequação pessoal na parte mais fraca, permitindo assim que o agressor mantenha a posição de domínio.

9 – Fazer o papel de vítima

Essa tática visa se apresentar como vítima das circunstâncias ou de comportamento de terceiros para ganhar simpatia, despertar compaixão e conseguir alguma coisa do outro.Algo com o que as personalidades manipuladoras contam é o fato de as pessoas menos calejadas e hostis em geral não suportarem ver ninguém sofrendo.

Portanto, a tática é simples: convença sua vítima de que você está sofrendo de alguma forma e ela tentará amenizar esse sofrimento, já que uma das vulnerabilidades das pessoas sensíveis e conscienciosas é que é fácil ganhar sua simpatia, do que se valem os manipuladores para conseguir seus intentos.

10 – Caluniar a vítima

Frequentemente usada com a de fazer o papel de vítima, essa tática visa fazer parecer que o agressor está apenas respondendo a uma agressão feita pela vítima, de forma a colocá-la na defensiva.

Mais do que qualquer outra técnica, a calúnia da vítima é uma forma poderosa de manipulação e de colocar alguém inconscientemente  na defensiva, ao mesmo tempo em que se mascara as verdadeiras intenções  e o comportamento agressivo de quem as coloca em prática.

11 – Fazer o papel de servo

Indivíduos com personalidade agressivo-dissimulada usam essa tática para encobrir suas agendas egoístas com a máscara das causas mais nobres. Trata-se de uma tática comum, mas de difícil reconhecimento. Ao fingir que está trabalhando duro em nome de terceiros, o manipulador esconde sua própria ambição, seu desejo de poder e sua busca por uma posição de domínio.

Uma característica marcante das pessoas manipuladoras é demonstrar subserviência enquanto lutam pelo domínio.

12 – Sedução

Os manipuladores são mestres em distribuir charme, elogios, lisonjas ou apoio aberto aos outros. O objetivo, claro, é fazê-las baixar a guardar e se render á sua confiança e lealdade. Indivíduos desse tipo são particularmente cientes de que as pessoas, em certa medida, são emocionalmente dependentes, têm uma grande desejo de aprovação, de serem valorizadas e de sentirem necessárias.

Parecer atender a essa necessidade pode ser a senha para o manipulador ter acesso a um incrível poder sobre os outros, como o demonstram os casos de gurus desonestos como Jim Jones, que parece ter levado essa técnica a uma estado de arte.

13 – Simular inocência

Essa tática é utilizada quando o manipulador tenta convencer os outros de que quaisquer injúrias por ele cometidas não foram intencionais ou que ele não fez algo de que está sendo acusado, de modo a fazer a outra parte questionar seu próprio julgamento e, possivelmente, até a própria sanidade.

Essa técnica pode ser tão sutil quanto um olhar de surpresa ou mesmo uma expressão de indignação de que o manipulador pode lançar mão quando confrontado com a questão. Até mesmo o olhar e a expressão são projetados para fazer o outro duvidar da legitimidade do ato de chamar a atenção para um comportamento indesejado do manipulador.

14 – Simular ignorância ou confusão

Intimamente relacionada á simulação de inocência, essa tática é usada quando o manipulador age como se não  soubesse do que o outro está falando, ou se mostra confuso acerca do que está sendo questionado. É uma forma de fazer o outro questionar a própria sanidade, “se fazendo de bobo”.

15 – Brandir a raiva

Pode soar estranho e até mesmo inapropriado adicionar a expressão de raiva como um poderoso instrumento de manipulação. A sabedoria convencional é a de que a raiva é uma resposta emocional involuntária que precede a agressão. O autor, contudo, afirma que sua experiência tem demonstrado que uma exibição deliberada de raiva pode ser uma ferramenta bastante calculada e eficaz de intimidação, coerção e manipulação.

As pessoas agressivo-dissimuladas usam exibições de raiva evidentes para intimidar e manipular os outros. Mas a raiva só se manifesta quando recebem algum tipo de negativa. Nesse momento, passam a usar as táticas necessárias para remover os obstáculos de seu caminho e, ás vezes, a tática mais eficaz é exprimir a raiva para chocar o outro e forçá-lo á submissão.

COMO LIDAR COM MANIPULADORES

How to deal with manipulative people

 

Segundo o autor, orientar-se em relacionamentos com pessoas manipuladoras não é uma tarefa fácil. No entanto, há algumas regras gerais que, se seguidas, podem tornar a vida com um manipulador bem mais fácil.

Dr. Simon chama essas regras de “ferramentas de empoderamento pessoal”, a seguir resumidas:

1 – Não aceite desculpas

Não se deixe envolver pelas inúmeras razões (ou racionalizações) que alguém pode oferecer para justificar um comportamento agressivo, agressivo-dissimulado, ou qualquer comportamento inadequado. Se o comportamento é nocivo ou errado, qualquer desculpa é irrelevante – os fins jamais justificam os meios.

Portanto, não importa quanto uma explicação para um comportamento inadequado possa  parecer fazer sentido, simplesmente não a aceite. A partir do momento em que o manipulador começa a se “justificar”, ele está resistindo a submeter-se aos princípios da boa convivência e levando-o a ceder ao ponto de vista dele e, com certeza, reincidirá no seu comportamento abusivo.

2 – Julgue ações, não intenções

Nunca tente “ler a mente” ou adivinhar o momento de alguém estar fazendo o que está fazendo, em especial quando essa pessoas está fazendo algo nocivo. Não há como realmente saber e,no fim das contas, isso é absolutamente irrelevante. Se preocupar com o que está ocorrendo na mente de um agressor é uma maneira de se esquivar da questão verdadeiramente pertinente.

Assim, você deve julgar o comportamento em si. Se o que a pessoa faz é nocivo de alguma forma, preste atenção nisso e tente enfrentar tão somente isso.

3 – Estabeleça limites pessoais

Ganhar mais poder nas relações interpessoais envolve necessariamente dois tipos de limites de comportamento. Primeiro, você deve decidir que tipos de conduta pode tolerar do outro, antes de tomar alguma medida ou decidir terminar a relação. Segundo, você deve decidir que atitude está disposto a tem capacidade de tomar para cuidar de si próprio.

4 – Faça perguntas diretas

Certifique-se de fazer perguntas e pedidos da forma mais clara possível, para evitar ambiguidades. Use declarações na primeira pessoa e evite generalizações. Seja específico a respeito daquilo que não gosta e do que quer e espera do outro.

Fazer perguntas diretas tem duas vantagens. Primeiro, dá pouco espaço ao manipulador para que ele possa distorcer(ou alegar que entendeu mal) o que se espera dele; segundo, caso você não obtenha uma resposta clara e sensata, já ficará sabendo que o manipulador está lutando com você, planejando não cooperar ou tentando uma forma de contrariá-lo.

5 – Aceite apenas respostas diretas

Uma vez que você fez uma pergunta direta, insista numa resposta clara e direta. E toda vez que não obtiver uma, repita a pergunta. Não o faça, porém, de forma agressiva e ameaçadora. Reafirme, de forma assertiva mas respeitosa, que a questão que você fez é importante e merece ser respondida com franqueza.

6 – Mantenha o foco no aqui e agora

Concentre-se nos problemas em questão, não aceitando, por parte do manipulador, táticas diversionistas e evasivas para tirá-lo dos trilhos. Não ressuscite problemas do passado nem especule sobre o futuro. Mantenha o foco no aqui e agora. Nenhuma mudança é possível a menos que aconteça no presente.

Foque naquilo que quer que seu agressor faça de maneira diferente naquele momento e não permita que táticas diversionista desviem sua atenção.

7 – Evite o sarcasmo, hostilidade e humilhações

Indivíduos manipuladores estão sempre em busca de uma desculpa para entrar em guerra e interpretarão todo tipo de hostilidade como um ataque, o que lhe daria a justificativa para quaisquer agressões. Não recue do confronto necessário, mas certifique-se de que ele ocorra de maneira antecipada mas nunca agressiva. Concentre-se apenas no comportamento inadequado do agressor.

O confronto desprovido de calúnia e difamação não é apenas uma arte, mas também uma habilidade necessária para lidar de forma eficaz com manipuladores.

8 – Evite fazer ameaças

Fazer ameaças é sempre uma tentativa de manipular os outros a mudarem seu comportamento ao mesmo tempo que se evita mudar a própria conduta. Nunca faça ameaças; simplesmente aja. Tenha cuidado para não contra-atacar e faça apenas o que realmente precisa para fazer valer seus direitos

9 – Aja rapidamente

É mais fácil parar um caminhão sem freios ladeira abaixo assim que ele começa a descer. Uma vez que ele ganha velocidade, é tarde demais para agir. Metáfora similar se aplica ás personalidades agressivas. Essas pessoas não possuem “freios” internos. Assim que começam a perseguir seus objetivos é difícil pará-los.

Assim, para envolver com sucesso essas pessoas, encontrar uma oportunidade de dar um conselho ou causar algum impacto é preciso agir ao primeiro sinal do problema. No momento em que perceber que uma tática está sendo usada para manipulá-lo, esteja preparado para confrontá-la e responder a ela.

Aja rapidamente para sair da posição inferior e estabeleça um melhor equilíbrio de poder. Você terá mais chances de não ser explorado e enviará a seu manipulador a mensagem de que ele terá de enfrentá-lo.

10 – Fale por você

Use afirmações na primeira pessoa e não tome a liberdade de falar em nome de ninguém mais. Usar os outros como “escudo” transmite insegurança. Por isso, lide com seu oponente de igual para igual e tenha a coragem de defender de forma direta e aberta o que você quer.

11 – Faça acordos sensatos

Estabeleça acordos apropriados e concretos, passíveis de execução e comprovação. Esteja preparado para honrar suas obrigações tanto quanto espera que a outra pessoa honre a dele. Certifique-se de não fazer promessas que não possa cumprir, pedir algo que saiba que não receberá, ou que venha a deixá-lo em risco de ser manipulado.

Quando barganhar com um individuo de personalidade agressiva, tente propor o maior número possível de cenários em que todos saiam ganhando, o que é extremamente importante e exige criatividade e atitudes especificas.

Lembre-se de que uma personalidade agressiva fará praticamente de tudo para evitar a derrota. Portanto, definir alguns termos e condições para o agressor conseguir pelo menos algo de que deseja já é meio caminho andado. Propor o maior número de maneiras possíveis de ambos conseguir algo a partir de ações diferentes abre a s portas para uma relação muito menos conflituosa.

12 – Prepare-se para as consequencias

Esteja sempre ciente da determinação de vencer dos manipuladores. Isso significa que, por qualquer motivo, é provável que eles tentem fazer algo para retomar o controle e sentir o gostinho de vingança. É importante,assim, estar preparado para essa possibilidade e agir de forma adequada para se proteger.

Uma forma de se preparar para as consequências é se antecipá-las e até mesmo prevê-las, Faça uma avaliação sensata que a pessoa dominadora poderia fazer e tome algumas atitudes para se precaver: registrar uma queixa em algum órgão federal ou estadual ou pedir o testemunho de colegas de trabalho.

13 – Seja honesto consigo mesmo

Conheça e seja dono de suas próprias  agendas, tendo em mente quais são as suas necessidades reais e seus desejos em todas as situações. Já é ruim o bastante nunca ter certeza do que seu manipulador é capaz de fazer. No entanto, enganar-se a respeito de suas necessidades e desejos básicos pode colocá-lo em risco duplo.

 

 

 

 

 

 

Qual o seu Potencial de Convencimento?

Persuasão 1

 

Uma máquina pode fazer o trabalho de 50 pessoas comuns. Nenhuma máquina pode fazer o trabalho de uma pessoa extraordinária – Elbert Hubbar

Em 10 de abril de 2007, entre as 7 e 8 horas, ocorreu uma situação surpreendente. Um homem de cerca de 40 aos, usando boné, jeans e camiseta, parou ao lado de uma das entradas da estação de metrô L’Enfant Plaza, em Washington, uma das mais movimentadas do mundo, posicionou-se com seu violino e tocou com grande empenho durante 45 minutos. Entretanto, por mais que se esforçasse, foi praticamente ignorado pelos transeuntes e não recebeu aplausos, agradecimentos ou atenção.

Das centenas de pessoas que passaram pelo local, apenas sete pararam para ouvi-lo por mais de três minutos e poucos lhe deram dinheiro – 32 dólares no total.

Ninguém se de conta de que o autor da performance era Joshua Bell, um dos mais consagrados violonistas do planeta. Ele tocou em um violino Stradivarius, fabricado em 1713 e avaliado em mais de 3 milhões de dólares. Alguns dias antes, Bell havia tocado no Symphony Hall de Boston, com ingressos chegando a mil dólares.

A experiência foi organizada pelo critico Gene Wingarten, do jornal The Washington Post, com o objetivo de lançar um debate sobre a importância do contexto na percepção das pessoas. A reportagem ganhou o prêmio Pulitzer, o maior prêmio internacional do jornalismo, e sua principal conclusão foi a de que só damos valor às coisas quando estão no contexto adequado. Muitas vezes não basta ter talento para ser bem-sucedido. Se a mensagem não for suficientemente impactante, as pessoas não prestarão atenção em você.

Já lhe aconteceu algo parecido? Você já teve a desagradável sensação de ser subestimado? Já perdeu ótimos negócios, mesmo tendo condições melhores que a de seus concorrentes? Já ocorreram situações em que não conseguiu mostrar seu potencial por não saber como argumentar? Já perdeu oportunidades simplesmente por não conseguir ser notado?

Muita gente passa por essa situação e sente-se impotente e frustrado. O problema é que essas situações não são tão raras, pois frequentemente você tem  que convencer alguém de alguma coisa: sua competência profissional, se valor em um relacionamento afetivo, ou a qualidade de seus produtos e serviços.

 

Persuasão 2

Analise se algumas dessa situações acontece ou já aconteceu com você:

  • As pessoas parecem não me dar atenção e muitas vezes me sinto invisível”;
  • ” Sou muito bom tecnicamente, mas não sei demonstrar”;
  • ” Quase nunca sei a hora certa de falar sobre assuntos de meu interesse”;
  • ” Não consigo convencer meu cônjuge a mudar hábitos que estão destruindo o relacionamento”;
  • “Faço um trabalho de primeira, mas estou estacionando nessa função há anos;
  • “Tenho mais habilidades do que a maioria dos meus concorrentes, mas meus clientes parecem não perceber”;
  • “Fico entre os finalistas de vários processos seletivos mas nunca sou escolhido”;
  • “Demonstro insegurança mesmo em assuntos que domino”;
  • Tolero situações desagradáveis,por receio de desagradar os outros, e depois me arrependo”

Esse é o tema central do livro “Gente que Convence – Como potencializar seus talentos, idéias, serviços e produtos”, de Eduardo Ferraz, consultor de empresas, com mais de 25 anos de experiência de consultoria e treinamento nas áreas de negociação, vendas e gestão de pessoas, comentarista em vídeos da revista Exame e colunista da rádio Band News, em Curitiba. Eduardo é também autor dos livros “Seja a pessoa certa no lugar certo”, “Negocie qualquer coisa com qualquer pessoa”, ambos figurando por muito tempo na lista dos mais vendidos da revista Veja.

PERFIS DE POTENCIAL DE CONVENCIMENTO E COMO UTILIZÁ-LOS

Persuasão 3

 

 

O mais importante para quem quer trabalhar e fazer negócios é ser respeitado por sua marca pessoal. Portanto,invista toda a sua energia na construção de uma excelente marca – Tom Peters

Ferraz descreve em seu livro cinco perfis de convencimento e a melhor modo de, respeitando as características de cada um, melhorar o poder de persuasão, com base na referência e terminologia descritas por Matthew Dixon e Brent Adamson, no livro “A venda desafiadora”, com uma análise do estilo de 6 mil profissionais norte-americanos, que foram adaptados á realidade brasileira, com adequação da nomenclatura e descrição dos perfis.

Os perfis de convencimento

Perfil # 1 – Solitário/Independente

Sabedoria é saber o que fazer. Habilidade é saber como fazer. Virtude é fazer – David Starr Jordan

A pessoa com esse perfil gosta da própria companhia, é pouco sociável e obtém melhores resultados quando depende exclusivamente de si.

Características marcantes

  • costuma ser reservado e discreto;
  • Prefere fazer as coisas do próprio jeito;
  • Costuma falar o mínimo necessário;
  • Prefere trabalhar com pouca supervisão;
  • Não precisa receber ordens para agir;
  • Costuma seguir sua intuição e seus instintos;
  • Costuma ser competente no que faz, mas evita autopromoção;
  • Não gosta que interfiram em suas atividades;
  • Prefere formular suas próprias regras e horários;
  • Não se sente confortável em trabalhar em equipe.

Pontos fortes mais comuns

  • Não compete por atenção;
  • É focado e concentrado;
  • É discreto e não gosta de perder tempo com política interna e fofocas;
  • Não precisa ser cobrado para fazer seu trabalho.

Pontos fracos mais comuns

  • Pode parece apagado e demonstrar frieza;
  • Pode ser antissocial;
  • Pode se valorizar pouco.

Onde funciona melhor

  • Trabalhos em que os resultados importem mais do que os relacionamentos;
  • Situações em que dependa muito de si e pouco dos outros;
  • Ambientes onde possa se concentrar e se manter em silencio a maior parte do tempo (home office, por exemplo);
  • Serviços por empreitada

Como convencer os demais

  • Mostre que é uma pessoa discreta e confiável;
  • Deixe claro que fala pouco mas entrega resultados consistentes
  • Reforce sua pouca necessidade de apoio e supervisão para produzir bons resultados;
  • Diga que não compete por atenção.

Perfil # 2Resolvedor/Estudioso

Nenhuma das minhas invenções aconteceu por acaso e sim por meio de muito estudo, repetição e trabalho – Thomas Edison

A pessoa com esse perfil adora estudar, é motivada para resolver problemas e obtém melhores resultados quando tem tempo para encontrar a melhor solução, nem que precise criar algo novo.

Características marcantes

  • Está sempre em busca de novos treinamentos e informações;
  • Não gosta de trabalhar sob pressão;
  • Prefere analisar profundamente um problema antes de resolvê-lo, procurando várias opções até encontrar o melhor caminho;
  • Gosta de problemas desafiadores;
  • Faz questão de terminar o que começa e prefere fazer uma coisa de cada vez;
  • Exigente, disciplinada, procura melhorar seu desempenho todos os dias.

Pontos fortes mais comuns

  • Não tem medo de novos desafios e não desiste com facilidade;
  • Muito competente tecnicamente;
  • Procura soluções inovadoras e é focada em organizar metodologias que todos possam seguir.

Pontos fracos mais comuns

  • Pode ser lenta pelo estilo perfeccionista e atrasar a entrega de resultados;
  • Pode ser muito critica consigo mesma e com os outros, demonstrando dificuldades para trabalhar com pessoas desorganizadas.

Onde funciona melhor

  • Trabalhos em que os resultados possam ser medidos no longo prazo;
  • Situações em que tenha tempo de pesquisar e buscar novas soluções;
  • Ambientes em que a disciplina seja um requisito importante;
  • Trabalhos em que possa se dedicar a um projeto de cada vez;
  • Locais em que o seu estilo nerd seja valorizado.

Como convencer os demais

  • Mostre ser uma pessoa focada em resolver desafios;
  • Deixe claro que você estudará soluções com afinco e que, quando não souber algo, poderá aprender facilmente;
  • Reforce que você criará metodologias fáceis de serem seguidas

Perfil # 3 – Desafiador/Supersincero

Há verdades que a gente só pode dizer depois que conquistar o direito de pronunciá-las – Jean Cocteau

A pessoa que tem o perfil desafiador como predominante costuma dizer o que o que pensa, é determinada a quebrar paradigmas e obtém melhores resultados quando pode ser direta.

Características marcantes

  • É dominante, ousado, fala o que pensa e trabalha bem sob pressão;
  • Impaciente, costuma colocar pressão nas pessoas, mesmo quando não ocupa cargo de chefia;
  • Energiza os ambientes onde atua e não foge das polêmicas.

Pontos fortes mais comuns

  • Focada em resultados;
  • Desafia o status quo;
  • Objetiva, aponta falhas com clareza;
  • Costuma ser agente de mudanças e gosta de liderar.

Pontos fracos mais comuns

  • Pode ser agressiva e arrogante;
  • Tem dificuldades de lidar com pessoas lentas;
  • Pode gerar medo

Onde funciona melhor

  • Trabalhos em que haja necessidade de resultados rápidos e em que possa imprimir um ritmo acelerado
  • Situações em que possa realizar mudanças;
  • Trabalhos com metas arrojadas;
  • Ambientes em que a franqueza é valorizada

Como convencer os demais

  • Mostre seu histórico de resultados positivos;
  • Deixe claro que identifica falhas rapidamente;
  • Reforce que tem habilidades para treinar e ensinar;
  • Mostre que sua objetividade energiza o ambiente.

Perfil # 4 – Carismático/Criativo

A força não tem lugar onde se precisa de talento  – Heródoto

A pessoa com perfil carismático é sociável, otimista, trabalha bem em equipe e obtém melhores resultados quando pode ser calorosa.

Características marcantes

  • É criativa;
  • É boa de relacionamento, bem-humorada e costuma falar bastante;
  • É entusiasmada e conquista pela simpatia, tendo muita facilidade para fazer amizades;
  • Tem muito jogo de cintura e adapta-se bem a qualquer pessoa e situações

Pontos fortes mais comuns

  • Deixa as pessoas á vontade e trabalha bem em equipe;
  • Dá atenção genuína a seus clientes;
  • É criativa e tem um ótimo network

Pontos fracos mais comuns

  • Pode ser exagerada e muito otimista;
  • Pode parecer imatura e dar mais valor aos relacionamentos do que aos resultados.

Onde funciona melhor

  • Trabalhos em que os resultados possam ser obtidos mediante um bom relacionamento;
  • Situações em que possa ser o centro das atenções e onde o bom humor seja valorizado;
  • Funções que estimulem a criatividade e que permitam horários flexíveis

Como convencer os demais

  • Mostre que é uma pessoa agregadora e que gosta de trabalhar em equipe;
  • Deixe claro que tem uma ampla rede de relacionamentos;
  • Diga que é bem-humorada mas focada no cumprimento de metas

Perfil # 5 – Mão na Massa/Trabalhador

Não é sábio quem identifica um tesouro, mas quem enfrenta os desafios e o desenterra – Francisco de Quevedo Y Villegas

A pessoa com perfil “mão na massa” é dedicada, trabalhadora, disponível, e obtém melhores resultados quando pode fazer um trabalho que requeira muita prática e pouca teoria.

Características marcantes

  • Costuma cumprir longas jornadas de trabalho e parece nunca se cansar;
  • Prefere fazer a mandar;
  • Prestativa, costuma doar-se para a equipe de trabalho;
  • Não gosta de desperdiçar tempo e sente-se melhor fazendo do que falando

Pontos fortes mais comuns

  • Costuma ser um ótimo exemplo pessoal;
  • É prática, comprometida, reclama pouco e resiste bem a trabalhos cansativos

Pontos fracos mais comuns

  • Pode parecer desinformada e passar a imagem de fazer apenas trabalhos operacionais;
  • Pode ser explorada e negligenciar a vida pessoal

Onde funciona melhor

  • Funções onde o trabalho árduo seja reconhecido e valorizado;
  • Ambientes em que possa fazer muito e mandar pouco;
  • Trabalhos que exijam pouca teoria e em que não precise falar muito

Como convencer os demais

  • Mostre que é uma pessoa trabalhadora e que entrega o combinado;
  • Reforce o seu estilo colaborativo e que estará sempre disponível.

 

Como Chegar ao Sim com Você Mesmo

Negoaciações com você mesmo

Quem quer mudar o mundo precisa, primeiro, mudar a si mesmo – Sócrates

William Uri, cofundador do Harvard Negociation Project, é um dos especialistas em negociação mais conhecidos do mundo, tendo atuado, nos últimos 35 anos, como consultor e mediador em uma ampla variedade de conflitos, incluindo disputas entre empresas, greves trabalhistas e guerras no Oriente Médio, na América Latina e no Caucásio. No Brasil, tornou-se conhecido ao assessorar o empresário Abílio Diniz nas negociações com seu sócio francês na questão envolvendo o controle do grupo Pão de Açúcar.

É autor de “Como chegar ao sim“, best-seller na área de negócios e até hoje, mais de 30 anos após a sua publicação, tido como uma espécie de Bíblia da negociação, além de ter publicado mais sete livros de sucesso, como “Supere o não – Negociando com pessoas difíceis, “Negocie para valer, “Chegando á paz”, e “O poder do não positivo”.

Em seu mais recente livro, que dá título a esse post, Uri destaca que negociamos não só para chegar a um acordo, mas para conseguir o que queremos. E depois de atuar, durante décadas, na mais variada gama de conflitos e negociações, ele descobriu que os maiores obstáculos para conseguir o que queremos na vida não são as outras pessoas – por mais intratáveis  que sejam os nossos adversários  – mas,sim, nós mesmos.

Segundo o autor, por trás das reações violentas em momentos de confronto, está a mentalidade hostil ganha-perde, no pressuposto de que só uma das partes deve sair vitoriosa – nós ou eles. – nunca as duas. Qualquer que seja a natureza da disputa, crianças se engalfinhando por um brinquedo, ou grupos étnicos brigando por um território, todos parecem partir da premissa de que um lado só vence se o outro perder.

O maior obstáculo ao sucesso, porém, – diz o autor – pode se transformar em nossa melhor oportunidade. Se aprendermos primeiro a nos influenciar, antes de procurar influenciar os outros, seremos mais capazes de satisfazer nossas necessidades, sem deixar de atender às necessidades alheias.

Negoacições 2

 

 

SEIS PASSOS DESAFIADORES

Ao longo dos anos observando o processo de como chegar ao sim com você mesmo, Uri reuniu seis passos para alcançar esse objetivo, cada um deles tratando de um desafio pessoal específico:

  1. Coloque-se no seu lugar;
  2. Desenvolva seu Batna interior;
  3. Reenquadre seu panorama.
  4. Mantenha-se no presente;
  5. Respeite os outros;
  6. Saiba dar e receber.

1 – Coloque-se no seu lugar.

Conhece a ti mesmo? Se eu me conhecesse, sairia correndo – Johann Wolfgang Von Goethe

O primeiro passo é compreender a fundo o seu adversário mais poderoso: você. É muito comum cair na armadilha de ficar se julgando o tempo todo. O desafio é fazer o oposto e ouvir com empatia suas necessidades básicas, do mesmo modo que você faria com um cliente ou parceiro valioso.

Colocar-se no seu lugar talvez soe estranho de início. Afinal, não já estamos no nosso lugar? Porém, tomar essa atitude de forma adequada não é tão fácil quanto parece. Nossa tendencia natural é julgar a nós mesmos com rigor e ignorar ou rejeitar parte de nós. Se nos avaliarmos com muita severidade, é provável que o nosso impulso, assim como o de Goethe, na epígrafe, seja o de sair correndo, fugindo de nós mesmos.

Para alcançar esse equilíbrio , três iniciativas podem ser úteis. Primeiro, procure se distanciar de si mesmo e se ver a partir do “camarote”. Segundo, ouça com empatia seus sentimentos mais íntimos, procurando interpretar o que eles realmente lhe dizem. Terceiro, mergulhe ainda mais no seu interior e descubra quais são as suas necessidades mais fundamentais.

2 – Desenvolva seu Batna interior

Vi muita gente ceder o último bocado de comida, o último gole de água a outras pessoas necessitadas para saber que ninguém pode nos privar da derradeira liberdade humana – a liberdade de escolher o próprio caminho, em qualquer circunstância – Dr.Victor Frankl, no livro “Em busca do sentido”, sobre sua experiência m campo de concentração nazista.

Quase todos nós tendemos a jogar a culpa pelo conflito em outras pessoas. O desafio é fazer o oposto e tornar-se responsável por suas vidas e seus relacionamentos, ou mais especificamente, desenvolver a Batna interior (Best Alternative To a Negociated Agreement, ou “Melhor Alternativa para um Acordo Negociado”) e assumir o compromisso de cuidar de seus interesses, independentemente do que os outros façam ou deixem de fazer.

O jogo da culpa é o padrão central de quase todos os conflitos destrutivos.  O marido ataca a esposa e vice-versa; a administração recrimina o sindicato e vice-versa, um inimigo político condena o outro e vice-versa. A atribuição de culpa geralmente desperta sentimentos de raiva ou vergonha no outro, provoca reações de defesa, e assim por diante. Isso agrava as divergências, dificulta a conciliação, envenena as relações e desperdiça tempo e energia inestimáveis.

O mais insidioso dos seus efeitos, porém, é enfraquecer o nosso próprio poder. Quando culpamos os outros pelo que está errado – seja em brigas conjugais, seja em relacionamentos profissionais, seja em conflitos entre superpotências – estamos enfatizando o poder alheio e nos fazendo de vítimas, desprezando a nossa contribuição para a negociação e ignorado nossa liberdade de escolher como reagir. Em última análise, negamos nosso próprio poder.

Se quisermos chegar a uma solução satisfatória nas situações mais difíceis que enfrentamos todos os dias,  devemos superar o jogo da culpa e recuperar nosso poder de mudar a situação para melhor.

3 – Reenquadre seu panorama

Negociações

 

Nada pode trazer-lhe paz a não ser você mesmo – Ralph Waldo Emerson

O medo natural da escassez se manifesta em praticamente todo o mundo. O desafio é mudar a maneira como a gente vê a vida, criando as fontes de satisfação independentes e autossuficientes, e pensar que a vida está de nosso lado, mesmo quando ela parece hostil,

Na esteira da Segunda Guerra Mundial e do advento da bomba atômica, Albert Eistein formulou a seguinte questão: “O universo é um lugar amistoso”? “Esta – declarou o cientista – é a primeira e a mais fundamental pergunta que todas as pessoas devem responder a si mesmas”.

Einstein raciocinou que se consideramos o universo hostil, naturalmente trataremos todos os outros como inimigos, iremos nos armar até os dentes e reagiremos á primeira provocação. Se considerarmos o universo amistoso, no entanto, a tendência será tratar os outros como parceiros potenciais.

Nessas condições, serão maiores as possibilidades de chegarmos ao sim com os outros, começando pelos mais próximos em casa, no trabalho e na comunidade e depois ampliando esse escopo para toda a humanidade. Assim, temos o poder do reenquadramento, ou seja a capacidade de conferirmos uma interpretação ou um significado diferentes ás várias situações.

Em todas as conversas ou negociações desafiadoras existe uma escolha: abordar a situação como uma competição entre adversários, em que uma parte ganha e a outra perde, ou encará-la como uma oportunidade para a busca de uma solução negociada e colaborativa, onde ambos os lados podem se beneficiar.

4 – Mantenha-se no presente

Quem vive não no tempo, mas no presente, é feliz – Ludwig Von Wittgenstein

No calor do conflito, é fácil se perder em ressentimentos do passado ou preocupações com o futuro. O desafio é fazer o oposto e viver o presente, a a única condição em que é possível experimentar a verdadeira satisfação e mudar a situação para melhor. Talvez o maior obstáculo seja a resistência interna ou a tendência de dizer não para a vida tal como ela se apresenta, concentrando-se no aqui e agora, aceitar o passado e confiar no futuro – ou seja, dizer sim á vida.

5 – Respeite os outros

Ele traçou um círculo que me excluía. Herético, rebelde, objeto de escárnio. Mas o amor e eu soubemos vencer. Traçamos um círculo que o incluía – Edwin Markham

É tentador reagir á rejeição com rejeição, diante de qualquer ataque pessoal, ou á exclusão com exclusão. O desafio é surpreender os outros, tratando-os com respeito e inclusão, mesmo nos casos em que lidamos com pessoas difíceis.

Para respeitar os outros não é preciso aprovar o comportamento da outra parte, nem mesmo gostar da pessoa. Apenas precisamos fazer a escolha consciente de tratar os outros com  a dignidade que constitui   direito inato de todos os seres humanos. O respeito transparece como um comportamento, mas se origina  dentro de nós como uma atitude.

A demonstração de respeito é, essencialmente, um sim aos outros – não ás suas demandas, mas á sua humanidade fundamental, já que não podemos respeitar verdadeiramente os outros sem, ao mesmo tempo, respeitarmos a nós mesmos. Se já nos respeitamos colocando-nos no nosso lugar, teremos muito mais facilidade de respeitar os outros. Se fizermos a escolha de nos responsabilizarmos por nossa vida e por nossas ações, não estaremos propensos a culpar os demais.

6 – Saiba dar e receber

Esta é a verdadeira alegria da vida: ser instrumento de um propósito que você próprio considera importante (…) Acredito que minha vida pertence a toda a comunidade e, enquanto eu viver, será um privilégio fazer o que posso por ela – George Bernard Shaw

É muito comum, principalmente quando os recursos são escassos, cair na armadilha do ganha-perde e se concentrar em satisfazer apenas as próprias necessidades. O desafio é mudar o jogo para o ganha-ganha, dando antes de receber, o que não significa ceder ás exigências da outra parte, nem exige que nos tornemos uma Madre Teresa ou Mahatma Gandhi.

A generosidade nas negociações significa buscar ganhos mútuos, ajudando os outros ao mesmo tempo e que ajudamos a nós mesmos – essa é a essência da negociação ganha-ganha.

Por experiência própria, o autor ressalta que que chegar ao fim com você mesmo não é apenas a negociação mais desafiadora, mas também a mais recompensadora de todas.

 

 

A Tríade do Tempo

Triade do Tempo

 

Em seu livro “A Tríade do Tempo”, hoje um best-seller de gestão do tempo e produtividade, Christian Barbosa, amplamente reconhecido como a principal autoridade brasileira na área, fala do conceito que desenvolveu com base no chamado Principio de Eisenhower (ver post a respeito aqui), também conhecido como a Matriz do Tempo proposta por Stephen Covey, autor do livro “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes.

Nele, Barbosa divide as atividades segundo três critérios: importante, urgente e circunstancial, numa forma de simplificar, modernizar e tornar mais aplicável a teoria proposta na Matriz de Eisenhower. Segundo o autor, a principal diferença desse modelo em relação á Matriz é que, nele, as esferas da importância e da urgência nunca acontecem simultaneamente, não havendo intersecção de esferas como no trabalho original.

AS TRES ESFERAS

A esfera da importância refere-se a todas as atividades que fazemos e que são significativas em nossas vidas, aquelas que trazem resultados a curto, médio e longo prazos, sem a pressão do prazo: o que é importante pode ser feito em horas, dias, semanas, meses, etc.

A esfera da urgência reúne todas as atividades para as quais o tempo é curto ou já se esgotou. São aquelas atividades que surgem de última hora, que não podem ser previstas, as crises, enfim todas as tarefas que geralmente causam estresse.

A esfera das circunstâncias, por sua vez, abrange todas as tarefas desnecessárias, muitas delas feitas por puro comodismo ou por serem “socialmente apropriadas” (almoços, recepções, etc), É aquela estrada que não leva a lugar nenhum e não gera nenhum resultado a não ser frustrações.

Triade do Tempo 2

 

A ESFERA DA IMPORTÃNCIA

É a esfera a ser priorizada porque é aquela quem contém as atividades verdadeiramente importantes em nossas vidas,  as que trazem resultados mais duradouros e significativos. Os exemplos de atividades importantes são os mais diversos e variam de pessoas para pessoa. Podemos incluir atividades como exercício físico, lazer, atenção á família, meditar, e todas aquelas que contribuem para o crescimento mental e espiritual.

A ESFERA DA URGENCIA

Urgente é toda tarefa que deve ser feita  imediatamente e que gera algum tipo de problema ou consequência se não for executada. Uma tarefa urgente não tem prazo – tem que ser feita já!

A esfera da urgência á autoexplicativa, já que a maioria de nós sabe do que trata porque a vivenciamos todos os dias. O maior problema da urgência é que ela está tão arraigada em nosso padrão de vida que já se tornou algo normal e não uma exceção como deveria ser. O “estou numa correria”  já se tornou hábito de linguagem das pessoas e o verbo correr deve ser um dos mais utilizados nos dias de hoje.

Muitas pessoas erroneamente acreditam que esse tipo de tarefa é  que os mantém no emprego, que traz resultados e gera promoção. Na realidade, ela apenas interrompe o seu dia, atrasa as tarefas verdadeiramente importantes e faz  você ficar no trabalho depois do expediente, levar trabalho para casa, se afastar das pessoas importantes em sua vida e desenvolver problemas de saúde como dor de cabeça, gastrite, infarto ou coisas mais graves.

A ESFERA DAS CIRCUNSTÃNCIAS

De todas as esferas da tríade é a que exige maior atenção e preocupação porque é nela que nos envolvemos na maior parte do tempo e nos dão a ilusão de que estamos sendo produtivos quando estamos apenas nos mantendo ocupados com coisas sem importância, que não nos trazem nenhum resultados. Nela se incluem:

  • tarefas que podem ser importantes e urgentes para outras pessoas mas não para você;
  • coisas que fazemos em excesso e nos levam a perder tempo desnecessariamente (conversas intermináveis no cafezinho, leitura de e-mails sem importância, algumas reuniões em que você entra e sai sem fazer o que foi fazer lá, algumas atividades sociais irrelevantes, aqueles pedidos de colegas para os quais você não consegue dizer não – enfim, a lista é interminável)

Não é fácil ficar fora das tentações das circunstancias. Elas parece, ser uma forma mais fácil de se levar a vida, ás vezes até mais divertida. Mas quando ficamos presos ao circulo vicioso das circunstancias, deixamos as coisas importantes de lado e deixamos de assumir a posição de piloto de nossas vidas, colocando nosso destino na mãos da sorte e do que der e vier, tal como na música de Zeca Pagodinho, “Deixa a vida de me levar….”

COMO REDUZIR A ESFERA DA URGENCIA

Para Barbosa, a solução mais indicada para diminuir a dedicação á urgência é descobrir porque entramos nela. Para tanto, pense nas atividades urgentes da última semana e pergunte-se:

  • Por que essa atividade foi urgente?
  • Como eu poderia ter evitado essa urgência?
  • Que atividades posso planejar para evitar essa urgência no futuro?
  • É possível pedir a ajuda de alguém nessa atividade?

Um exemplo típico é a entrega da declaração do imposto de renda, que muitas pessoas deixam para a última hora, Quando o prazo está acabando é que elas começam a reunir os comprovantes e documentos necessários e acabam descobrindo que ficou faltando alguma coisa, quando a urgência já está instalada.

Esse problema poderia ser evitado se a pessoa tivesse guardado a documentação necessária em uma pasta para que não precisasse perder  tempo na hora de preencher a declaração, Ou poderia delegar a tarefa para um contador, que poderia faze-la com antecedência.

Algumas outras dicas para você diminuir a esfera da urgência

  • planeje, planeje, planeje – o que você planeja hoje evita a urgência de amanha
  • quando uma urgência aparecer, analise-a, aprenda com ela e tome medidas práticas para evitar que ela se repita;
  • se possível, tente delegar a tarefa para alguém que possa ajuda-lo;
  • aja imediatamente diante da urgência para que ela não se transforme em uma catástrofe, mas não entre em pânico e reveja as suas prioridades para não ficar sobrecarregado

COMO DIMINUIR A ESFERA DAS CIRCUNSTANCIAS

Segundo o autor, sair da esfera das circunstancias é muitas vezes mais difícil do que sair da esfera da urgência, na qual disciplina e planejamento são os ingredientes necessários. No caso das circunstancias, porem, além da disciplina e do planejamento, é necessário enfrentar certas coisas que muitas vezes queremos deixar debaixo do tapete. Mudar hábitos arraigados exige muita determinação de nossa parte.

O problema das circunstancias é a dificuldade de manter o foco, É muito mais fácil aceitar o que nos está sendo solicitado do que nadar contra a corrente. É mais simples dizer sim ás pessoas do que dizer não por achar que estaria sendo rude ou indiferente a um pedido de um colega.

Uma das formas de lidar com as circunstancias é definir objetivos e se manter focado neles, sabendo dizer não quando necessário. Pense nas tarefas circunstanciais da ultima semana, Quantas poderiam ser eliminadas? Quantas poderiam ser evitadas com um simples não? Quantas poderiam ser delegadas a outras pessoas? Quantas não tinham nada a ver com seus objetivos?

Algumas dicas básicas para dizer não

  • Em primeiro lugar, lembre-se de que “não” foi a palavras que você mais ouviu na sua infância, logo ela é familiar;
  • Seja sincero. De nada adianta dizer sim e não conseguir fazer a tarefa ou se prejudicar apenas para conseguir a aprovação das pessoas;
  • Não aceite chantagens emocionais; como “Me ajude por favor, só desta vez” Só você pode me ajudar” “Não me desaponte”. “Não me deixe na mão. Estou contando com você”
  • Seja simpático, porém firme nas suas posições, sem agressividades ou mentiras;
  • Não tenha medo e nunca volte atrás, pois isso pode dar margem a situações similares no futuro

ASSUMA A RESPONSABILIDADE

Time Management 3

 

 

Se quiser aumentar a esfera da importância, diminuir a das urgências e reduzir ou quase eliminar a esfera das circunstancias, é preciso que você assuma a responsabilidade por essa decisões. Não existe técnica, metodologia ou procedimentos que o leve a atingir esse objetivos se você não se comprometer com isso, o que quer dizer que você precisa assumir uma postura mais assertiva e proativa.

Proatividade, aqui, significa que você é o único responsável pela sua vida, que você toma a iniciativa e age para conseguir o que deseja. Assertividade é demonstrar confiança no que faz e expressá-la de forma aberta e sincera.

Não espere ajuda de ninguém. Você é a única pessoa capaz de transformar a sua vida, de reduzir suas urgências, de dizer não, de fugir do circulo das circunstancias. Pare de culpar seu chefe por não lhe dar aumento, sua esposa por ser infeliz, seu banco por sua conta negativa, sua geladeira por faze-lo engordar. Somos especialistas em achar culpados, mas não temos a capacidade de entender que tudo o que acontece em nossa vida é fruto de nossas próprias escolhas e atitudes.

Por fim, cabe destacar um pensamento atribuído a Buda que encerra uma profunda reflexão sobre o que é importante. Certa vez perguntaram ao mestre: “O que mais o surpreende na humanidade”? E ele respondeu: “Os homens que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde, Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma que acabam por não viver no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido”

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Produtividade: Como Lidar com Tarefas Inesperadas

 

 

Decisões

 

A menos que vivêssemos num mundo perfeito ou numa espécie de templo budista onde tudo ocorresse sempre de acordo com o planejado, temos que lidar, em nosso dia-a-dia profissional com emergências e situações inesperadas e interrupções frequentes. Saber lidar com essas situações é uma questão essencial.

Se você planejou bem a semana, priorizou bem as suas tarefas e atividades, deve ter separado algum tempo para situações inesperadas. O problema é quando não sabemos o que fazer e acabamos caindo na armadilha da multitarefa e da perda de tempo.

Para enfrentar esses desafio, o fluxograma abaixo, transcrito do livro GTD – Fazendo as Coisas Acontecer, de David Allen, nos fornece um roteiro completo de como lidar com essas situações

GTD Fluxograma

Assim  que um evento inesperado surgir, a primeira providência é avaliar se ele exige algum tipo de ação. Se não requer ação, deve ser uma informação de referência (cópia de ata de uma reunião, material para simples leitura, etc), e que deve ser arquivado para ser examinado posteriormente se for o caso.

Se exigir alguma ação, temos quatro alternativas:

1 – Dizer Não

Você não precisa nem deve aceitar tudo que lhe é pedido para fazer. Saber dizer não é uma atitude assertiva, sábia e não um ato de grosseria, se dito polidamente, mas com firmeza. Assim, se não puder fazer uma determinada tarefa que lhe é solicitada e se puder adotar essa atitude sem que isso lhe cause algum tipo de problema (um pedido urgente de seu chefe, por exemplo), diga não sem hesitações.

2 – Delegar a tarefa

Nem tudo que precisa ser feito deve ser feito por você. Se há outra pessoa em sua equipe ou outro colega que possa fazer isso, delegue a tarefa. Não assuma obrigações que não possa atender e saiba procurar ajuda quando necessário.

3 – Fazer

Se o evento ou tarefa tiver uma duração de dois a cinco minutos para ser feito, então faça logo. Ficar adiando pequenas tarefas só acumula mais pendências e aborrecimentos. Então, tire o problema de sua cabeça e faça-o imediatamente para que possa se dedicar a coisas mais importantes assim que terminar.

Para que as tarefas não se acumulem, anote essa atividade que acabou de surgir em sua lista de tarefas, coloque no lugar daquela que estava realizando e faça-a em lugar dela. Ao concluí-la, não pule para outra atividade e retorne aquela que deixou inconclusa e termine a sua execução. Isso é diferente de ser multitarefa e fazer duas coisas simultaneamente, mas, ao contrário, significa ter uma sequencia e fazer uma tarefa de cada vez. A diferença parece sutil, mas é muito importante para sua produtividade.

4 – Priorizar

Se a tarefa exigir mais tempo e você tiver que fazê-la de qualquer jeito, torna-se necessário definir uma data em sua agenda ou calendário para que seja executada. Escreva o dia em que precisa ser feita, estime a duração e volte ao que estava fazendo.

Em qualquer uma das situações acima descritas, o evento não é negligenciado e uma ação é definida para ele, o que evitar problemas e esquecimentos. Utiliza o fluxograma de ação como um instrumento de trabalho diário e recorra a ele sempre que precisa tomar decisões quando coisas não planejadas acontecerem.