Produtividade: Como decidir quais as melhores ações

Produtividade

 

Quando se trata de tempo real na relação do trabalho diário, como você decide o que fazer e qual a primeira tarefa a ser feita? Você sempre pode confiar em sua intuição e bom senso, decidindo pela tarefa mais importante, ou seja,  aquela que pode lhe trazer maior retorno profissional ou pessoal, ou a maior consequência se não for concluída na data prevista.

Em seu livro “A Arte de Fazer Acontecer”, David Allen, um dos mais influentes estudiosos da produtividade e criador do método GTD – Getting Things Done, sugere três modelos que podem ajudar bastante no processo de tomada de decisões:

  • Modelo de quatro critérios;
  • Modelo tríplice do trabalho diário;
  • Modelo de seis níveis para revisar o próprio trabalho

Modelo de Quatro Critérios

Segundo esse modelo, as próximas ações devem ser definidas com base nos quatro critérios a seguir:

  • Contexto
  • Tempo disponível
  • Energia disponível
  • Prioridade

Contexto

Produtividade 2

 

 

A primeira coisa a ser considerada é o que pode ser feito no ambiente em que se encontra no momento e com as ferramentas de que dispõe. Você tem um telefone á mão? Consegue contatar a pessoa com quem precisa falar sobre três pendências anotadas no calendário? Pode aproveitar o percurso até o supermercado para realizar outra tarefa? Pode aproveitar o tempo de espera numa reunião ou consulta médica para fazer alguma coisa anotada em sua lista de afazeres?

É muito útil organizar seus lembretes de ação por contexto – “Telefonemas”, “Em casa”, “No escritório”, “Na rua”, “No computador”, por exemplo”. Como o contexto é o primeiro critério a ser considerado para decidir melhor as próximas ações, as listas evitam que você esqueça o que deve fazer.

De nada adianta você ter anotado em sua agenda, “comprar pilhas para o controle remoto”, por exemplo, se você está em uma reunião de trabalho, ou “conversar com fulano (um colega de trabalho) sobre o plano de marketing”, se você está no shopping com a esposa. Assim, se você estiver no escritório de um cliente e descobrir que a reunião marcada começaria dali a 15 minutos, poderia dar uma olhada em sua lista “telefonemas” para utilizar esse tempo de forma produtiva.

Um outro beneficio real decorre de organizar os lembretes de ações pelo contexto adequado você terá de definir tudo o que for relevante sobre a próxima ação física antes de cogitar em que lista ela deve ser incluída. Muitas pessoas, porém, anotam em suas listas as tarefas mais diversas, englobando assuntos pessoais e profissionais, o que resulta em frustração quando constatam, ao final do dia, que pouca coisa foi feita.

Tempo disponível

Proditividade Tempo disponivel

 

 

O segundo fator a ser considerado na decisão é o tempo de que se dispõe para iniciar uma atividade.Se a reunião começa daqui a 10 minutos, esse é o tempo que você tem para concluir a sua tarefa. Obviamente, você deverá saber quanto tempo tem disponível, daí a importância de ter um calendário á mão. Uma lista de lembretes de ação deve oferecer o máximo de informações sobre o que você deve se engajar, de forma a lhe permitir equiparar as tarefas ao tempo de que dispõe para se envolver nelas.

Em outras palavras, se você tiver 10 minutos de intervalo, encontre algo que possa fazer nesse tempo. Se suas listas contiverem apenas ações mais complexas, talvez você não consiga colocar nada em prática nesses 10 minutos. Ainda assim, a melhor forma de se engajar em suas pendências que consomem pouco tempo é aproveitando as folgas e intervalos.

Além disso, muitas vezes você precisa se concentrar em atividades intensas por duas horas ou mais e gostaria de deslocar o foco para ações mais rápidas de realizar. Nesses casos, selecione em sua lista ações mais simples, como reserva uma mesa num restaurante, encomendar a comida chinesa, ou comprar um remédio na farmácia mais próxima.

Todos nós temos momentos em que pensamos de forma mais efetiva e momentos em que não deveríamos pensar de jeito nenhum  – Daniel Cohen

Energia disponível

Produtividade Disposição Fisica

 

 

Embora, ás vezes, seja possível aumentar o nível de energia mudando o contexto e redirecionando o foco, não há muito mais a ser feito além disso, As últimas horas de um dia de trabalho dedicado ao planejamento mensal dificilmente serão as mais indicadas para ligar para um cliente potencial para prospectar um novo negócio, começar a redigir a avaliação de desempenho de pessoas de sua equipe, ou tratar de assuntos delicados com um funcionário ou mesmo com o seu cônjuge. Nesses casos, é preferível que você se dedique a ações como mudar a reserva do assento, processar algum recibo, ou simplesmente arrumar a gaveta.

Assim como decidir previamente acerca de suas próximas ações permite que você aproveite as folgas para realiza-las, saber com antecedência tudo o que você precisa realizar lhe possibilitará adequar sua produtividade ao seu nível de energia. Para isso, mantenha atualizado um inventário de ações que exijam pouco esforço mental ou capacidade criativa, nas quais você poderá se engajar quando sentir pouca disposição física: leituras leves de revistas, artigos, limpeza de arquivos do computador, são itens que podem ser incluídos nessa categoria.

Não há razão para não ser altamente produtivo, mesmo quando você não está em sua melhor forma – David Allen

Esses três primeiros critérios – contexto, tempo e energia – indicam a necessidade de ser ter um sistema completo de lembrete de ações, já que durante boa parte do tempo você não pensará de forma tão organizada e coordenada – por isso é importante que já o tenha feito. Assim, poderá se engajar nas ações de acordo com sua disposição, tempo e contexto.

Prioridade

Considerando todas as variáveis acima – tempo, disposição e contexto – quais seriam as mais importantes nesse momento dentre as alternativas restantes?

Decidir sobre prioridades é uma questão comum pois decorre do fato de termos mais ações a cumprir do que aquelas com que conseguimos lidar. Portanto, é preciso tomar algumas decisões difíceis acerca daquilo em que devemos nos engajar e o que devemos simplesmente descartar.

É impossível sentir-se bem a respeito de suas escolhas a menos que você saiba exatamente qual é o seu trabalho – David Allen

Para que você não se sinta culpado em relação ao que deixou de fazer ao longo do dia, defina responsabilidades, objetivos e valores, processo que costuma incluir uma interação complexa entre os objetivos, os valores e os rumos da empresa e pessoas, que tenham relevância no relacionamento com você.

Esse critério deve ser adotado por meio do que David Allen chama de modelo de seis níveis para refletir sobre o próprio trabalho, assunto que, pela sua abrangência, será abordado em um próximo post.

 

 

 

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Como usar o GROW no processo de Coaching.

GROW

 

 

 

Muitos coaches iniciantes se defrontam com dificuldades no momento de escolher a melhor ferramenta durante uma sessão com seus clientes ou de adaptá-la a cada situação. Isso se deve, em grande parte, à extensa variedade de modelos oferecidos nos cursos de formação e  ao fato de alguns  deles recomendarem que as ferramentas sejam utilizadas em ordem sequencial, como se os clientes ou Coachees fossem rigorosamente iguais, perseguissem a mesma meta,  ou enfrentassem  o mesmo problema.

Uma das mais poderosas ferramentas de Coaching é o GROW, originalmente desenvolvido pelo Coach britânico Sir John Whitmore, em 1980, e abordado com maior profundidade em seu livro “Coaching for Performance”.

O modelo GROW (crescer em Inglês), no universo do Coaching é um acrônimo que significa:

GOAL – meta, tarefa, ou o desafio que se pretende enfrentar;

REALITY – que descreve a realidade atual, ou seja a distância entre a situação atual e a desejada;

OPTIONS – opções que podem ser adotadas para atingir a meta ou resolver o problema;

WILL (ou Way Forward) – plano de ação a ser desenvolvido

ESTABELECENDO A META OU O PROBLEMA A SER RESOLVIDO

Modelo Grow

 

 

Em primeiro lugar, seu cliente, ou a sua equipe, se estiver no ambiente de trabalho, deve definir claramente a meta a ser atingida, que deve ser formulada no modelo SMART (específica, mensurável, realística  e temporal, ou seja com uma data-limite para ser concluída)

Para melhor definir a meta, algumas perguntas são importantes, como

Como você saberá que a meta foi atingida ou o problema foi solucionado? Quais os indicadores ou parâmetros que  levarão a tal conclusão?

Como essa meta se encaixa em seus objetivos e planos de carreira? Como se alinham à missão e objetivos de sua organização ou dos demais membros da equipe?

EXAMINANDO A REALIDADE ATUAL

Nessa etapa deve ser analisada a situação atual, onde a equipe se encontra e onde pretende chegar; quais os recursos existentes e quais os que precisam ser obtidos; quais os principais obstáculos e como podem ser contornados; que passos ou ações  já foram implementados;

EXPLORANDO AS OPÇÕES

Esse é um momento de “brainstorming” onde devem ser levantadas todas as possíveis opções, sem criticas ou julgamentos, onde o Coach ou Gerente pode ajudar no processo, mas sem tentar impor ou fazer prevalecer a sua opinião, com perguntas do tipo

Que mais poderia ser feito?

Quais as vantagens e desvantagens de cada opção?

Que precisa deixar de ser feito para o atingimento da meta?

Quais os obstáculos que podem surgir?

E se esses obstáculos fossem removidos, poderiam ser obtidos melhores resultados?

ESTABELECENDO A LINHA DE AÇÃO

Escolhida e melhor opção, o W do GROW responde basicamente às seguintes questões: What (o que vai ser feito), When (quando vai ser feito), Who (quem vai fazer, se o trabalho envolver mais de uma pessoa). O mais importante nesse final do processo é manter a equipe ou cliente motivado e comprometido com a ação a ser implementado, com perguntas como

Então, qual a primeira ação e quando vai ser iniciada?

Que mais poderia ser feito?

Como será avaliado o progresso do trabalho, diariamente, semanalmente, mensalmente?

Como você(s) se manterá(ão) motivado(s)?

Pela sua simplicidade, o GROW, pode ser aplicado não só no Coaching mas também nas situações emergenciais de trabalho. Imagine por exemplo que você recebeu a   missão de fazer uma apresentação para a diretoria da empresa e foi avisado com uma semana de antecedência. Utilizando as opções desse modelo, muito provavelmente você  terá todas as condições de ser bem sucedido e fazer um trabalho bem feito.

 

O poder das pausas nas apresentações

public-speaking

 

Muitas habilidades são requeridas num processo de comunicação, num discurso, numa reunião, ou numa apresentação para os clientes, funcionários ou dirigentes de uma empresa, tais como o poder de uma abertura impactante que desperte e atenção dos ouvintes, o desenvolvimento da fala de forma encadeada e organizada onde os assuntos tenham uma sequencia lógica, ou uma conclusão que leve os ouvintes á reflexão ou á ação, de acordo com os objetivos que você pretende atingir coma sua fala.

Poucos especialistas em apresentações, contudo, abordam com o mesmo destaque um dos instrumentos mais poderosos num processo de comunicação e que, segundo Reinaldo Polito, escritor e uma das maiores autoridades no assunto, é tão ou mais importante do que a própria fala – o poder das pausas.

A pausa, quando aplicada de forma correta e no momento adequado gera uma grande empatia entre o apresentador e sua audiência, despertando interesse e curiosidade sobre a informação que vem a seguir, além de substituir os cacoetes irritantes utilizados por muita gente, como “err”, “ahh” “certo?”, que distraem a atenção da plateia e do conteúdo de uma palestra.

As pausas devem ser breve (menos de 1 minuto) e devem ser acompanhadas de um olhar atento para a reação da audiência, de forma a atrair a sua atenção e despertar a atenção no que você vai dizer, e são utilizadas basicamente nos seguintes momentos:

  • na transição de um assunto para outro;
  • apos uma afirmação mais contundente ou divulgação de um dado ou informação sobre um assunto relevante;
  • após a divulgação de estatísticas e gráficos para permitir a absorção das informações;
  • após a citação de uma mensagem inspiradora.

A falta de utilização das pausas pode ser percebida quando assistimos ou ouvimos uma entrevista de alguém que, embora tenha conhecimento técnico do assunto em pauta, não tem experiência em entrevistas ou no contato frequente com a imprensa. Normalmente, ele atropela as palavras, responde antes da conclusão das perguntas e tem uma respiração ofegante, deixando evidente o seu nervosismo e desconforto com a sua situação.

Um entrevistado experiente, por sua vez, adota uma postura calma, aguarda que o entrevistador elabora e conclua a sua pergunta, e a responde com tranquilidade e segurança, pós fazer a pausa adequada, passando uma imagem de autoridade no assunto em debate.

A ausência das pausas também se observa quando dois palestrantes contam a mesma história ou a mesma piada e obtém efeitos e reações inteiramente opostas: um provoca gargalhadas; o outro obtém uma reação de total indiferença. A diferença é que um deles, através da pausa, provocou o interesse e gerou o suspense entre a audiência, que ficou aguardando ansiosa a conclusão da piada O outro emendou inicio, meio e fim da piada, sem atentar para a pausa, e obteve uma reação inversa.

Você já deve ter lido a frase: “Se a palavra é prata, o silêncio é ouro“. Isso se aplica em muitas situações e processos de comunicação.

Lembre-se dela na sua próxima apresentação!

Como Lidar com um Chefe que não dorme e não te deixa dormir!

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Seja por estilo próprio, seja por excesso de trabalho ou até por dormir pouco por natureza, cada vez mais as pessoas em função de chefia e liderança acham que seus subordinados devem estar sempre alertas e disponíveis, mesmo fora do ambiente de trabalho, o que pode se tornar um problema quando esse roteiro extrapola os limites profissionais e o funcionário passa a ter a sua vida pessoal invadida.  Essa tênue fronteira se rompe com mensagens de e-mail ou WhatsApp e até telefones fora do horário e local  de trabalho.

Esse tipo de atitude se agravou nas últimas duas décadas quando as tecnologias digitais possibilitaram a conexão dos trabalhadores com seu emprego. Mesmo longe do escritório, eles acessam os e-mails pelo celular, participam de grupos de discussão com colegas, e são “amigos” do patrão ou chefe em redes sociais.

A demanda é tão intensa que levou a França a estipular limites. Em janeiro de 2017, o governo francês colocou em vigor uma norma que dá direito ao funcionário de ignorar e-mails ou mensagens de celular em horários de folga. A iniciativa, batizada de “direito de se desconectar”, baseia-se em estudos que provam que o trabalhador pode sofrer de estresse, síndrome de burnout,  insônia e até mesmo problemas de relacionamento quando submetidos a esse tipo de situação.

A questão é: se as consequências são tão ruins, porque tantos gestores agem assim? Especialistas em cultura organizacional elencam os principais motivos:

  • O chefe é o dono da empresa e está no modo “tudo ou nada”;
  • Ele está no momento de alavancar a carreira e, portanto, tem de mostrar resultados;
  • a companhia vive um período de crise ou passa por um processo de reconfiguração, o que exige uma dedicação adicional de quem está no comando.

Enfim, o modo como a pessoa age depende do momento da carreira e do estilo pessoal. Só a experiência vai ajudar a perceber quando o líder está passando do ponto.

Insones famosos

Do CEO da Apple, Tim Cook, que acorda ás 3h45m da manhã para responder e-mails, á apresentadora americana Oprah Winfrey, que afirma se sentir bem com apenas 5 horas de sono, ser um chefe insone virou sinônimo de sucesso. O fenômeno levou o Wall Street Journal a cunhar uma expressão sleepless elite (“elite insone”, numa tradução livre) para se referir a esse pessoal (3% da população que, segundo estudos, precisa de poucas horas de sono)

O próprio presidente norte-americano, Donald Trump, diz repousar apenas 4 horas e já insinuou publicamente que alguém que durma 12 horas jamais será tão bem-sucedido quanto ele. No Brasil, quem mais encampa essa ideia é o ex-prefeito de São Paulo, João Dória, hoje candidato ao governo do Estado. Em 2016, durante a campanha para a prefeitura, ele fez questão de ressaltar que imprimiria, na gestão pública,  seu ritmo de 16 horas de trabalho na iniciativa privada.

Sem contrapartida no médio e baixo escalão

Para o pesquisador e gerente do Núcleo de Desenvolvimento de Liderança da Fundação Dom Cabral, Anderson Sant’Anna, há dois estilos de chefia. O chefe do  tipo A, que assume mais tarefas do que dá conta, costuma ser perfeccionista, exige um grau de comprometimento da equipe semelhante ao seu, e busca entregar o serviço num curto espaço de tempo – custe o que custar.

E há o tipo B, mais tranquilo, que busca o equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional, que pode ter a mesma produtividade por saber gerenciar melhor o time, delegar e distribuir tarefas. O problema, segundo Anderson, é que a imagem do líder que produz impactos e gera resultados se associou ao tipo A, e muitas empresas preferem contratar profissionais com essas características, que colocam o trabalho no centro de sua existência.

Á medida que a carreira avança rumo a cargos mais elevados, mais difícil se torna delimitar a fronteira entre trabalho e vida pessoal: mais horas se passam na companhia , e menos se dorme. Na alta gestão, executivos se comprometem com os resultados agressivos e entregam boa parte de seu dia á organização. Em troca, recebem remuneração e bônus polpudos, como é o caso do próprio Tim Cook, da Apple, que ganhou 13 milhões de dólares em 2017 – 3 milhões em salários e o restantes em bonificações, segundo o site Business Insider.

O problema é que profissionais de médio e baixo escalão não vêm engordar suas contas bancárias na mesma proporção das horas adicionais trabalhadas. E quando precisam realizar tarefas em plena madrugada, sentem-se lesados. Assim, disseminar esse tipo de procedimento ás outras áreas da organização é um erro – e não só pelo fator remuneração. Quando não conseguem dar atenção á vida pessoal, trabalhadores perdem a motivação – e rendem menos.

Em seu livro Rest: Why You Got More Done When You Work Less (algo como “Descanse: Por que você produz mais quando trabalha menos, ainda sem tradução no Brasil), o pesquisador e conselheiro de negócios do Vale do Silício Alex Pang defende a ideia de que a jornada de trabalho não deveria exceder 4 horas diárias.

Para comprovar sua tese, ele reúne  décadas de estudos científicos que mostram que o cérebro humano não funciona plenamente por horas a fio e traz exemplos de personalidades bem sucedidas. Segundo o autor, Charles Darwin, responsável pela teoria da evolução e autor de 19 livros, atuava apenas 3 horas pela manhã e mais 1 hora no final da tarde. No tempo restante, Darwin lia, caminhava e convivia com a família.

Como lidar com o problema

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Apesar dos argumentos científicos sobre a necessidade de repouso e a ineficácia de trabalhar demais, o fato é que chefes insones e workaholics inveterados continuam ocupando espaços nas empresas. Que fazer, então, quando o celular toca no meio da noite?

Especialistas em carreira, ouvidos pela revista Você S/A em sua edição 249, sugerem cinco dicas de como agir numa situação em que o líder exagera na dose

1 – Tenha autocontrole

Quem lida com um chefe insone deve ter disciplina para evitar o trabalho nos momentos de lazer. Evite responder a e-mails e mensagens fora da jornada de trabalho. Se for preciso, justifique polidamente mas com firmeza, apontando as razões por que deixou de atender ao chamado (“você ligou na hora em que estava colocando meu filho para dormir”, “ você ligou no meio da sessão do cinema e não pude atender”, são alguns exemplos)

2 – Priorize o que é urgente

Caso seja impossível separar trabalho e hora de lazer, prirorize o que for realmente urgente quando houver um chamado fora do horário de trabalho, evitando que o trabalho ocupe toda a sua vida.

3 – Busque mudanças

Chefes insones costumam ser pouco maleáveis á mudança de rotina. Se essa for a sua realidade, entregue o que o chefe pede mas busque uma oportunidade de mudar de área ou até mesmo de emprego.

4 – Complete seu chefe

Some á equipe uma competência que seu chefe não tem. Funcionários que se destacam costumam ser mais bem tratados pelos gestores, o que pode evitar um e-mail fora de hora ou mesmo uma cobrança por não ter respondido á mensagem

5 – Mostre seu valor

Seja visível para o chefe de seu chefe. Se mais pessoas souberem que você é produtivo e competente, não será uma mensagem ignorada durante um fim de semana que irá provocar a sua demissão.

A boa notícia é que gestores desse tipo percam espaço no mundo corporativo e tendam a desaparecer. Com os millenials (jovens na faixa dos 30 anos) chegando ao topo da hierarquia, essa deve ser uma realidade não muito distante, já que a chamada geração Y busca melhor qualidade de vida e não aceita essas condições de trabalho, preferindo pedir demissão e empreender.

Assim, se você precisa do emprego, a melhor estratégia é entrar no jogo, fazendo o que for pedido, enquanto busca uma alternativa de carreira melhor, e se desconectar completamente do trabalho quando tiver um tempo livre, encarando a presente situação como um ciclo, que certamente vai passar.

 

 

 

 

 

 

Como Evitar as Compras por Impulso no Mundo Digital

Compras digitais

 

A Internet é um shopping sem porta de saída. Além da comodidade de não precisar ir a uma loja física, as pessoas encontram ali tudo o que desejam a qualquer hora e com um clique no mouse.

Não por acaso o mercado de comércio eletrônico vem registrando taxas constantes de crescimento. Em 2013, 31 milhões de pessoas fizeram uma compra pela web pelo menos uma vez. Em 2017, foram 56 milhões de compradores virtuais – um aumento de 77% em apenas quatro anos segundo estudo Webshoppers, realizado pela empresa E-Bit, que acompanha os números brasileiros;

O problema é que, no ambiente online, consumidor fica sujeito às compras por impulso, seja pela facilidade tecnológica, que estimula o consumo inconsciente, seja pelos recursos utilizados pelo marketing digital para atingir o nosso cérebro.

Por meio de especialistas que conhecem a fundo o comportamento dos clientes, conhecidos por growth hackers, as lojas virtuais tem usado mecanismos cada vez mais sofisticados para atrair os consumidores, armadilhas que podem causar um estrago imenso no bolso e no orçamento das pessoas que não tem controle financeiro.

O americano Robert Cialdini, professor de psicologia e marketing da Universidade do Estado do Arizona, relacionou em seu livro As Armas da Persuasão táticas que levam á persuasão por despertarem o subconsciente das pessoas. das quais pelo menos três estão presentes nos e-commerce  e são utilizadas para estimular a impulsividade nas compras.

Gatilhos mentais

 

São elas: a teoria da escassez, quando a loja e a publicidade diz que o estoque de um item ou serviço está no fim; a prova social, que usa as avaliações feitas por outros usuários para atrair os indecisos; e o fator autoridade, quando o nome de uma personalidade ou celebridade é atrelada á marca. Ter consciência de que esses conceitos existem e são utilizados é o primeiro passo para programar melhor as compras.

Dicas básicas para evitar as compras por impulso

Compras por impulso

 

A primeira recomendação dos orientadores financeiros é criar uma rotina de consumo. Ao receber um e-mail com uma oferta de um produto ou serviço, resista á tentação de clicar nele. Espere um momento em que não esteja com pressa e mais calmo para pesquisar melhor e refletir sobre a compra.

Para quem tem dificuldades em seguir essa orientação, uma alternativa é não autorizar o envio de e-mails de ofertas, o que normalmente acontece quando se preenche um cadastro numa loja virtual e há um campo no formulário autorizando o envio de mensagens com informações e promoções. Na maioria das vezes, a opção “sim” é automaticamente selecionada pelo sistema. Portanto, fique atento e não deixe de desmarcá-la se for o caso.

Estratégias mais comuns do comercio eletrônico e dicas para evitar as armadilhas

1 – Jogo da Escassez

A tática de oferecer descontos por tempo limitado ou poucas peças ou vagas de um determinado produto ou serviço é uma das mais poderosas para gerar a sensação de urgência. O produto pode até estar no fim  ou o desconto realmente tem prazo para acabar, mas outras oportunidades surgirão, já que são táticas comuns e frequentes de vendas.

2 – Avaliações de outros clientes

Segundo a Psicologia Social, o ser humano é impulsionado a escolher um item pela quantidade de avaliações. Os especialistas recomendam que o cliente não olhe apenas para a número de mensagens e estrelas, mas analise detidamente os comentários dos compradores.

3 – Celebridades e influenciadores

É comum as pessoas se verem atraídas por itens associados a imagens de celebridades e influenciadores no YouTube e do mundo virtual. É preciso entender, porém, que esses influenciadores são pagos para fazer uma campanha e muitas vezes nem usam aquele produto que estão elogiando. Portanto, use a razão e não tente imitar hábitos de consumo dos famosos.

4 – Compras com um clique

Os consumidores eletrônicos costumam deixar seus cartões de crédito cadastrados nos sites das lojas virtuais, permitindo com que as próximas compras sejam feitas apenas com um clique o que aumenta o risco de compras por impulso. Para evitar isso, o melhor caminho é não cadastrar antecipadamente o cartão de crédito nos sites eletrônicos e recorrer ao boleto bancário. já que, com ele, a compra só será feita se você puder pagar á vista

5 – Na ponta dos dedos

Pesquisadores da Universidade da Colúmbia britânica descobriram que as pessoas se portam de forma mais racional quando realizam as compras utilizando o computador, em comparação com aquelas que usam o celular. Assim, embora seja mais cômodo pesquisar e fazer comprar pelo Smartphone, a dica é óbvia: priorize o computador desktop na hora que bater aquela vontade de consumir algo.

6 – Anúncios personalizados

A tecnologia permite que os anúncios sejam segmentados por perfil de cliente, o que faz com que as marcas entreguem o “produto certo para a pessoa certa” o que aumenta a chance de compra. A estratégia é excelente, já que o consumidor recebe ofertas que tem a ver com seu estilo de vida e acaba se empolgando e exagerando nos gastos. O melhor caminho é desativar o recebimento de e-mails e propagandas.

7 – Códigos promocionais

O objetivo é levar o consumidor ao impulso. Em praticamente todos os produtos há a possibilidade de inserir códigos para conseguir um desconto ou comprar dois itens pelo preço de um. Normalmente os consumidores são atraídos por essas promoções pelas redes sociais. Assim, a opção para não cair na armadilha é clicar no menu que aparece no canto superior do banner promocional e escolher a opção “ocultar anúncio“.

8 – Anúncios e pushs

A estratégia é conhecida. Basta fazer a busca de algum item na Internet para os sites bombardearem as pessoas com propagandas de produtos ou itens similares, ou para enviarem mensagens para o celular. Os bloqueadores de plugins são ótimos recursos para evitar os “anúncios perseguidores”. Dessa forma, o consumidor ficará protegido dessas propagandas e estará menos propenso a gastar sem necessidade.

 

Qual é o seu Estilo de Liderança?

Lider Vulnerável

 

Em seu mais recente livro, “Gente de Resultado“, o consultor de gestão Eduardo Ferraz busca responder a uma indagação recorrente em seus treinamentos: “Como eu, líder de uma uma equipe enxuta – e que não sou poderoso, rico ou famoso – alcanço o alto desempenho por meio de pessoas”?

Segundo o autor, esse questionamento o levou a desenvolver um método de liderança aplicável em empresas de qualquer porte e com times reduzidos. Para tanto, o passo inicial é conhecer que tipo de gestor você é, tema de reportagem da revista Você S/A, que transcreveu os principais tópicos em sua edição de abril.

O autor diz que costuma usar a análise DISC (que estuda Dominância, Influência, Estabilidade e Conformidade) para analisar os perfis de liderança. O problema, segundo Ferraz, é que os conceitos do Disc demandam algum tempo para ser bem utilizados, o que, se não representa um óbice em programas de treinamento continuados, não lhe parece o mais adequado em cursos de liderança com um único módulo, de 8 a 16 horas de duração.

Assim, ele passou a desenvolver fomas de simplificar o conteúdo do Disc, de modo a que pudesse ser compreendido e assimilado em treinamentos de curta duração, do que resultou um modelo formado por quatro estilos de liderança, mais um misto, quando a pessoa apresenta características de dois ou mais estilos, com os quais, diz o autor, os clientes conseguem se identificar mais rapidamente.

O importante é conhecer seu estilo de liderança, não para mudá-lo, mas para aproveitá-lo ao máximo e ao mesmo tempo fazer as melhorias necessárias. O objetivo é ajustar a forma – não o conteúdo. A seguir, as descrições dos cinco tipos de liderança, com os pontos fortes e fracos de cada um.

Cerca de 70% das pessoas apresentam um estilo preponderante e, em torno de 30%, dois estilos próximos (misto). É importante ressaltar que não há um estilo melhor do que o outro, mas características positivas e negativas em cada um deles. Assim, o ideal é aproveitar ao máximo seu estilo natural e, na medida do possível, agregar um ou duas boas características dos demais.

Estilo 1 – Protetor

Coaching em grupos 3

 

 

A pessoa com esse estilo em maior intensidade costuma ser gentil, acolhedora e interessada no bem estar de seus subordinados. Quando a equipe é madura e responsável, esse perfil de liderança tende a apresentar bons resultados, pois todos se sentem protegidos e respeitados.

Os problemas surgem quando um ou outro colaborador abusa desse benevolência e começa a entregar tarefas com atraso e pela metade, a faltar com frequência e a não se comprometer com os resultados da equipe. Nesse caso, o gestor precisará ajustar suas maneira de liderar, cobrando as tarefas de forma mais direta e, se for o caso, punindo o mau comportamento, sem perder a essência de seu estilo acolhedor.

Estilo 2 – Trator

Lider Alfa Comandante

 

Esse estilo caracteriza as pessoas exigentes, determinadas e francas em seu relacionamento profissional. Quando a equipe responde bem a esse tipo de pressão, esse tipo de liderança pode produzir bons resultados, pois todos sentem que há um comando claro.

Os problemas ocorrem quando o líder exagera na agressividade e na intolerância, casos em que precisará ajustar sua maneira de ser, pois ninguém fica motivado com chefes rudes e desrespeitosos, que tratam mal e sem motivos os seus subordinados.

Estilo 3 – Centralizador

 

Essa pessoa costuma ser organizada, sistemática e conservadora, o que pode trazer bons resultados quando a equipe responde bem a esse estilo, pois as tomadas de decisão são seguras e ponderadas, mas pode apresentar problemas quando o líder parte para o microgerenciamento, exigindo que as pessoas façam o trabalho sempre da forma que ele quer, sem dar espaços para sugestões ou melhorias;

Nesses casos, o gestor terá de ajustar sua conduta, para evitar que os subordinados se acomodem, já que não podem decidir quase nada, o que pode ser conseguido com a delegação de algumas tarefas, sem correr muitos riscos.

Estilo 4 – Empreendedor

As pessoas com o estilo empreendedor em alta intensidade costumam ser ambiciosas e otimistas e delegar com facilidade. Quando a equipe responde bem a essa autonomia, esse estilo de liderança tende a gerar bons resultados, pois a tomada de decisão é compartilhada.

Os problemas começam quando o gestor abdica de da gestão do dia-a-dia, deixando a equipe com a sensação de abandono e de que ele está sempre ausente. Nesse caso, o líder terá de ajustar seu estilo para não perder a referência, participando mais da gestão, mas sem perder tempo com tarefas corriqueiras.

Estilo 5 – Misto

Cerca de 30% dos indivíduos apresentam uma mescla de dois a três estilos, que variam conforme o contexto profissional. A pessoa pode apresentar, por exemplo, equilíbrio entre o estilo trator e o centralizador, e, eventualmente, quando a oportunidade de um bom negócio se apresenta, assumir o papel empreendedor por alguns períodos. Alguns podem apresentar os estilos centralizador e protetor equilibrados, mas, sob pressão, demonstrar o estilo trator, por exemplo.

Se você tem perfil misto, tenderá a demonstrar características positivas e negativas de dois ou três estilos, o que pode ser até vantajoso, pois, como não há extremos, fica mais fácil aproveitar os pontos fortes de cada um.

 

Carreira: A Crise dos 25 Anos

Decisões

 

Faculdade concluída, um MBA no currículo, um cargo de liderança,  e o patrimônio  aumentando. Esse é o perfil e as metas típicas de um jovem profissional no inicio da carreira. O problema é que muitos deles não sabem exatamente o que fazer com tudo isso.

Uma pesquisa recente do Linkedin revelou que oito em cada dez brasileiros de 25 a 33 anos estão em crise, fenômeno que o professor Oliver Robisson, do Departamento de Psicologia, Serviço Social e Aconselhamento da Universidade de Greenwiwich, em Londres, no Reino Unido, chama de “quarter life crisis”, ou seja, a transição da juventude para a fase adulta, quando as dúvidas da vida pessoal – casar, ter filhos, comprar um imóvel ou aproveitar a vida –  se juntam ás encruzilhadas da carreira profissional.

Para a psicologa Bruna Tokunaga Dias, autora do livro A Crise dos 30 – A Adolescência da Vida Adulta, esse é o momento de tomar as rédeas da vida e escolher que tipo de adulto a pessoa quer se tornar, de forma a conciliar as responsabilidades da maturidade com as liberdades da juventude. “É como se a pessoa não fosse jovem o suficiente para começar algo do zero, nem tão velha para se conformar em ser infeliz” – diz ela.

Conflitos resultantes do amadurecimento profissional sempre existiram, mas as mudanças culturais intensificaram a angústia dos jovens adultos. Até a década de 60, por exemplo, adiar o casamento para além dos 20 anos era arriscar-se a ficar solteira para sempre. Hoje, a revisão dos papéis e de gênero do homem e da mulher no emprego, em casa e na vida social enfraqueceu esses velhos tabus e redefiniu a noção de liberdade e felicidade.

Além disso, a possibilidade de permanecer 20 anos a mais no mercado de trabalho. em função do aumento da expectativa de vida, mexeu com as noções de envelhecimento e com os limites profissionais. Antigamente, a carreira escolhida seria aquela por toda a vida. Agora, a necessidade de atualização é constante,  e passar cinco anos fazendo a mesma coisa transmite a sensação de estagnação.

Expectativa x Realidade

Planejamento Anual

 

Nem sempre o que o jovem imagina ou deseja nos primeiros anos de vida profissional é o que acontece a medida que a idade avança, conforme se vê nos exemplos abaixo, citados por vários profissionais da área de consultoria e recursos humanos.

Expectativa: Uma boa faculdade garante o futuro

Realidade: Por melhor que seja a instituição de ensino, ela representa apenas o começo.Manter a mentalidade de aluno (se esforçar apenas para ficar na média e passar de ano) só contribui para piorar a crise, já que no universo profissional não há lugar para o desempenho mediano. A busca constante de aperfeiçoamento – e não só nos livros e cursos da área – é o que efetivamente prepara para uma eventual transição profissional.

Expectativa:  Com um MBA a carreira vai decolar

Realidade: a prática vale mais do que o certificado, já que, nas empresas, o que conta é resultado. Assim, emendar um curso de MBA logo após a graduação, em ver de passar um tempo exercitando o que aprendeu, muitas vezes reduz a chance de desenvolvimento.

Expectativa: Estou a salvo em um emprego

Realidade: A empresa é você! A ideia de que carteira assinada é garantia de estabilidade no emprego é coisa do passado.O investimento em formação e conhecimento deve ter como objetivo o crescimento profissional e pessoal e não apenas a conquista de  uma posição disputada numa organização.

Atitudes que ajudam a enfrentar os períodos de insatisfação

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Reconhecer a crise

De acordo com o Prof.Oliver Robisson, o que caracteriza esse momento é o desejo de se desvencilhar de um compromisso assumido em algum momento do passado, mas que já não nos serve no momento atual. Nesses casos, nem sempre é possível – nem recomendável – agir no ato, mas reconhecer que algo precisa ser feito é o primeiro ato em direção á mudança.

Usar as redes a seu favor

A ilusão de sucesso e felicidade exibidos no ambiente digital aumenta a ansiedade, derruba a auto-estima e acaba afastando as pessoas de seus objetivos“, diz Alexandre Ullman, diretor de Recursos Humanos do Linkedin para a América Latina.”Navegue nas redes com maturidade e mantenha o foco nas metas que pretende alcançar, evitando parecer aquilo que você não é ou se deixar abalar pela vida supostamente incrível das outras pessoas.

Aceite sua trajetória

Entenda que as escolhas que você fez em determinado momento da vida eram as que lhe pareceram as melhores ou as que mais tinham a  ver com você naquele contexto e naquela ocasião, sem julgamentos ou arrependimentos. Você deve buscar o autodesenvolvimento para assumir a responsabilidade por sua trajetória e agir de acordo com seus objetivos – e não para atender expectativas externas.

Converse sobre seus anseios

Compartilhar dúvidas e experiências com quem passou ou passa pelo mesmo problema com que você se defronta ajuda a enxergar novas possibilidades e novos horizontes, além de contribuir para o seu Networking e evitar o isolamento social.

Invista nas habilidades pessoais

Até por volta dos 25 anos, o jovem tem tempo de se formar, acumular dois ou três anos de experiência profissional, ou até completar uma pós-graduação. Se a intenção for uma mudança radical de carreira, o que faz a diferença são as habilidades emocionais  e não as competências técnicas, sobretudo se os novos desafios profissionais envolverem chefiar e liderar pessoas.

Adote um hobby

Além de oxigenar a cabeça e contribuir para a redução do stress, muitas vezes é nos momentos de descanso que surgem novos insights e novas ideias, sem falar que um hobby ou atividades de lazer pode se transformar numa fonte de trabalho e renda.

Quando se vive a crise dos 25 anos, é comum ter a sensação de que mudar de rota ou de ideia, deixando um projeto ou carreira para trás, fará com que você volte várias casas no jogo da vida. Mas não tem que ser assim. Ter coragem para buscar um novo caminho, ainda que sem garantia do sucesso faz parte do processo de amadurecimento.