Como expressar sua raiva de forma assertiva

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Quando estiver zangado conte até cinco; quando estiver muito zangado, xingue – Mark Twain

A raiva é um dos sentimentos objetos de controvérsias e de uma psicologia simplista. Ela é vista tanto como algo “pecaminoso” (a ser evitado), como algo “libertário” (que deve ser expresso), embora haja uma concordância, entre os psicólogos, em relação aos seguintes pontos: 1) a raiva é uma emoção humana normal; 2) a raiva não é um estilo de comportamento; 3) a raiva crônica é um grande risco para a saúde; 4) é preciso “desarmar” a raiva antes que ela se manifeste; 5) a raiva deve ser direcionada para a solução do problema, não para a vingança

Mitos sobre a raiva

No livro “Como se tornar mais confiante e assertivo“, os psicólogos americanos Robert E.Alberti, PhD e membro da Associação Americana de Psicologia, e Michael  L. Emmons, PhD e professor da Universidade Politécnica da Califórnia, abordam 6 mitos normalmente associados á raiva

Mito # 1 – A raiva é um comportamento

A raiva não é um comportamento e sim um sentimento. A confusão entre uma atitude zangada e um comportamento agressivo torna ainda mais difícil lidar com essa emoção tão natural, universal e útil.

Algumas pessoas dizem nunca sentir raiva – o que não é verdade. Todo mundo, em algum momento da vida. fica irado, todos experimentam um sentimento de raiva. A diferença é que alguns aprendem a se controlar e preferem não demonstrar abertamente os seus sentimentos. Quando aprendemos a minimizar a raiva e a desenvolver formas construtivas de lidar com ela, as atitudes agressivas perdem o sentido.

Mito # 2 – A raiva reprimida é perigosa

A raiva é uma das emoções que as pessoas têm mais dificuldade de manifestar. Muitos “enterram” a agressividade durante anos por medo das consequências de um possível desabafo e preferem sofrer em silêncio a magoar alguém.

Grande parte dos problemas de relacionamento resulta exatamente da agressividade mal resolvida, quando as duas pessoas sofrem. A que tem raiva reclama em silêncio. Aquela que a provoca, por ignorar o problema,  continua a se comportar de forma irritante e sem saber porque o relacionamento está se deteriorando. A solução aí não é esmurrar a mesa ou gritar para a cadeira vazia, mas encontrar soluções criativas para lidar com o problema.

Mito # 3 – Emoções acumuladas

Dealing with interruptions

 

Muitos acreditam na velha tese freudiana de que as emoções humanas são como uma “panela de pressão“. Acumuladas,  elas poderão explodir se não a liberarmos de alguma forma. Não por acaso, a velha sabedoria popular diz que devemos ¨botar os sentimentos pra fora¨para evitar os problemas de saúde decorrentes de sentimentos reprimidos.

Os autores do livro, contudo, procuram mostrar que esse conceito é falso. Ao relembrar fatos incômodos, estamos revivendo os sentimentos de raiva, e são muitas as diferenças entre uma “panela de pressão” e um “banco de memórias” de experiências armazenadas. A primeira precisa apenas liberar a pressão acumulada. Já as lembranças só podem ser satisfeitas com a solução do problema.

Mito # 4 – Desabafar é saudável

Um dos mais persistentes pontos de discordância reside na importância de desabafar sentimentos de raiva, ira e cólera. Muitos terapeutas defendem a prática de bater em travesseiros, raquetes de espuma e outros objetos inofensivos, ou gritar para uma cadeira vazia como uma forma de se liberar fisicamente dos sentimentos agressivos.

As evidências, porém, apontam para o seguinte fato: desabafar a raiva não é saudável do ponto de vista psicológico.A manifestação física de hostilidade não resolve o problema. Chutar a mesa, sapatear, socar o ar – todas essas reações não passam de acesso de fúria, mesmo sem agressões diretas a outras pessoas, e não são métodos eficazes de lidar com a raiva.

Mito # 5 – A raiva precisa ser expressa

Os autores confessam que eles próprios já encorajaram seus clientes a experimentar métodos físicos para extravasar emoções fortes, com,o esmurrar o travesseiros, gritar “eu estou FURIOSO” ou fazer cabos-de-guerra com uma toalha, até de darem conta de que os clientes passaram a usa-las de forma destrutiva: se não tinham um travesseiro á mão acabavam por agredir a pessoa mais próxima.

Mito # 6 – Dizer aos outros e não á pessoa de quem tem raiva

Muitas pessoas preferem manifestar indiretamente sua raiva e decepção com o outro, o que raramente dá certo.

É o caso de um casal cujo marido ou esposa prefere falar dos problemas do cônjuge para terceiros, a mãe, os filhos, amigos íntimos, etc., o que pode ter efeitos desastrosos num relacionamento. A pessoa objeto das criticas pode se sentir constrangido e magoado pelo fato de a outra não preferir a intimidade do relacionamento para se queixar e, em vez de procurar mudar seus hábitos, termina por intensificá-los, em função do ressentimento

Como controlar a raiva de forma assertiva

 

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  • não esqueça: você é o responsável por seus sentimentos. Você não pode controlar as situações, mas pode escolher como reagir a elas. Como dizem os psicólogos Gary McKay e Don Dinkmeyer,”como você se sente é problema seu;
  • raiva e agressividade não são a mesma coisa. A raiva é um sentimento; agressividade é um estilo de comportamento. É possível administrar a raiva de forma assertiva – a agressão não é a única alternativa;
  • Invista no autoconhecimento. Reconheça as situações, os ambientes, as pessoas, fatos e comportamentos que lhe despertam raiva. “Encontre seus próprios botões para saber quando apertá-los”;
  • Reflita sobre o papel que a raiva exerce em sua vida. Anote num diário tudo o que o irrita e o que gostaria de fazer a respeito;
  • Não se “disponha”  a ter raiva. Se a sua temperatura sobe quando você tem de enfrentar uma fila no banco ou enfrenta um congestionamento no trânsito, busque formas alternativas de fazer essas coisas (transações bancárias via internet, outro roteiro para o trabalho ou fazer alguma coisa enquanto espera;
  • Desenvolva e pratique formas alternativas de lidar com a raiva de modo que elas estejam disponíveis quando precisar usá-las: seja espontâneo sempre que puder; não guarde ressentimentos, expresse sua raiva de forma direta, sem sarcasmos nem insinuações; deixe que sua expressão facial, gestos e tom de voz transmitam os seus sentimentos; evite xingar e humilhar os outros, não seja arrogante ou hostil, e esforce-se verdadeiramente em encontrar uma solução

Como lidar com a raiva dos outros

Muito bem, você já sabe como lidar com a sua própria raiva. Veja agora algumas dicas sobre o que fazer quando alguém se descontrola e direciona sua agressividade para você:

  • inspire fundo e se disponha a ouvir a pessoa, permitindo que desabafe seus sentimentos e emoções;
  • inicialmente, reaja com compreensão (“entendo como você está sentindo e porque se aborrece com isso”)
  • entenda que nem sempre é possível uma solução imediata. Assim, proponha á pessoa que o assunto seja discutido mais tarde, dando-lhe tempo para esfriar a cabeça, e arranje um tempo para tratar do assunto;
  • quando voltarem a se encontrar, utilize as estratégias de gestão de conflitos, descritas a seguir.

Como resolver conflitos

  • aja de maneira franca e honesta com a outra pessoa, enfrentando o problema de forma objetiva, em vez de evitá-lo;
  • evite agressões pessoais e mantenha o foco no assunto em discussão;
  • comece ressaltando os pontos em que ambos concordam e os utilize como base para chegar a um entendimento sobre as questões polêmicas;
  • aceite a responsabilidades pelos seus sentimentos (‘Estou com raiva” e não “você me deixa nervoso”)
  • adote em estilo de comunicação que “reformule” as frases, para ter certeza de que você está entendendo o outro (“deixe-se ver se entendi. O que você está dizendo  é…”Se entendi perfeitamente, você quer dizer que…..)
  • evite radicalismos. Nem sempre é possível uma solução na base do “ganhar ou perder” que só resulta em perdas para as duas partes.Se permanecer flexível, os dois poderão ganhar, pelo menos em parte;
  • Concorde sobre os meios de negociação ou troca. É preciso que haja concessões das duas partes para que se chegue a um acordo satisfatório para ambos.

 

 

 

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Mais que Chefe, Coach!

Lideramça de equipes

 

O Coaching Executivo, que já é uma realidade entre as empresas americanas, começa a se disseminar também no Brasil, onde as empresas passaram a utiliza-lo, inclusive, em substituição ao tradicional processo de avaliação de desempenho.

É o que revela reportagem da revista Exame.na quinta de uma edição especial de aniversário, em que mostra que, para fazer valer novos modelos de avaliação de desempenho, algumas empresas estão treinando profissionais técnicas de coaching, para orientar a carreira de seus funcionários de forma contínua.

É o caso, por exemplo, do escritório brasileiro da consultoria americana EY (antiga Ernest & Young) que, em maio de 2017, deu inicio a um treinamento inédito para seus 1000 funcionários que têm pelo menos um subordinado. Eles estão aprendendo técnicas de coaching, para conhecer de perto o perfil e anseio dos integrantes de suas equipes e ajudá-los a dar os próximos passos na carreira.

A mudança veio acompanhada de uma outra, ainda mais ambiciosa. Desde junho, e a cada três meses, em lugar do feedback anual, os times estão sendo estimulados a manter um dialogo contínuo sobre a carreira, o que constitui o objetivo principal do treinamento, já realizado com a metade da equipe.

Essas mudanças refletem o que as pesquisas já vinham apontando há algum tempo.O acompanhamento anual passou a ser considerado demorado e burocrático por uma parcela crescente de funcionários sobretudo entre os chamados millennials (aqueles nascidos depois de 1980). Ansiosos por feedback mais recorrentes e dispostos a subir mais rapidamente na carreira, eles representam 85% dos funcionários da EY no Brasil.

Esse não é um exemplo isolado. Estima-se que um terço das empresas americanas esteja agora revisando o seu modelo de avaliação de desempenho, para torná-lo mais ágil e contínuo, o que representa uma transição necessária, não apenas porque atende a um anseio de seus funcionários, mas porque significa acelerar formação das pessoas num mundo de mudanças cada vez mais rápidas.

Mais do que a adoção de novos processos, no entanto, o novo modelo exige uma mudança de comportamento. Na teoria, o chefe que também atua como coach é uma figura desejável em qualquer organização. Ocorre que toda a estrutura de uma avaliação de pessoas até agora – boa parte delas originada nos anos 70 – não criava incentivos para que isso acontecesse na prática.

O exemplo da GE

Executive Coach 1

 

O conglomerado industrial americano General Eletric, que celebrizou o modelo prevalecente até agora, tornou-se justamente um dos modelos da nova fase. Em 2015, a GE abandonou o sistema tradicional de avaliação e passou a adotar um novo modelo,um aplicativo que qualquer funcionário pode avaliar outro a qualquer momento. Depois de testá-lo durante um ano num universo restrito de pessoas, o modelo já é adotado em toda a organização, entre os mais de 100.000 funcionários da empresa.

O passo seguinte foi capacitar os chefes para ouvir as ambições de seus liderados e ajudá-los a desenvolver a própria carreira. A meta é treinar todos os 1200 líderes de equipe no país. O profissional recebe uma avaliação feita por seu time no inicio do treinamento e uma outra 90 dias depois, para checar a evolução. O objetivo, segundo a área de desenvolvimento organizacional e de talentos da GE, não é apenas colocar as pessoas numa sala de aula e treiná-las por algumas horas, mas de convencê-los de que, dessa forma, elas serão valorizadas internamente e ajudarão as suas equipes a também se desenvolverem,

O exemplo da Klabin

Dar atenção especial a cada funcionário é algo que, no longo prazo, e ao contrário do que possa parecer, toma menos tempo de um líder do que a adoção de uma postura inversa. Foi o que observaram os executivos da fábrica de papel e celulose Klabin, que começou a treinar os líderes em técnicas de coaching em 2012, mesmo período em que deu inicio a um ambiciosa plano de expansão que dobrou sua capacidade de produção a partir de então.

Desde então, o tradicional feedback deu lugar a conversas estruturadas de desenvolvimento, algo conhecido como feedforward, expressão cunhada pelo coach executivo Marshal Goldsmith para designar um feedback voltado para a projeção de resultados futuros, de modo que os funcionários se sintam mais preparados, e se tornem mais independentes, tomando menos tempo do líder na execução das tarefas.

Um modelo alternativo

 

Equipe dos sonhos

Considerando que esse processo pode levar muito tempo até funcionar na prática entre todos os envolvidos, e que também pode se revelar dispendioso – em algumas empresas, exige o treinamento de centenas de funcionários – algumas delas partiram para a adoção de um modelo alternativo: formar coaches internos para atender diversos funcionários, mesmo os não integrantes de suas equipes.

Foi o caminho seguido pela empresa de tecnologia SAP, que já patrocinou a formação de em coaching de dez profissionais brasileiros e 120 no mundo. Os selecionados foram os profissionais que manifestaram interessasse no curso e passaram por uma avaliação conduzida pelo RH da empresa. Eles acumulam a função com a que exerciam anteriormente e são listados numa plataforma interna da SAP, onde o funcionário intreresado em sessões de coaching  acessa a rede e inicia contato com o profissional escolhido.

Em 2015, a farmacêutica brasileira Libbs fez algo semelhante. Hoje quatro funcionários certificados e com dedicação exclusiva á tarefa, acompanham as reuniões de diretores e gerentes para avaliar os mais aptos para cada tarefa e ajudam na preparação dos que ainda não estao. Segundo o RH da Libbs, a medida contribuiu para diminuir a rotatividade de pessoal na empresa, que, entre 2015 e 2016, caiu de 17%  para 13,5%. O percentual de funcionários que se dizem engajados também aumentou de 81%. em 2014, para 92%, em 2016.

Em resumo, veja os diferentes modelos que as empresas encontraram para suprir os funcionários de aconselhamento de carreira:

Chefes treinados para ser coaches

  • todos os 1000 funcionários da consultoria EY no Brasil que chefiam equipes estão sendo treinados para atuar como coaches

Coaches internos com dedicação exclusiva

  • em 2015, a farmacêutica Libbs contratou quatro coaches para ajudar a lapidar o perfil dos principais executivos da empresa

Coaches internos sem dedicação exclusiva

  • a empresa de tecnologia SAP formou 120 coaches próprios em todo o mundo, que hoje são acessados por qualquer funcionário.

Os resultados até aqui obtidos estão a demonstrar matematicamente que esse tipo de investimento pode valer a pena e de que a experiência veio para ficar.

 

 

A Economia e seu Dinheiro em 2018

Economia em 2018

 

Na imensa maioria dos países, quanto maior o retorno potencial de uma aplicação, maior o seu risco. No Brasil, contudo, acontecia justamente o contrário. Até 2016, os investimentos mais conservadores, com fundos DI, estavam entre os mais rentáveis, sendo possível ganhar 15%, 20%, 25% ao ano sem grandes sustos.

Em outubro, porém, quando o Banco Central iniciou uma sequencia de cortes de juros, essa fase começou a chegar ao fim. Em dezembro de 2017, as taxas chegaram a 7%, o menor nível desde o Plano Real. Se a mudança é ótima para a economia – o que tem se verificado com a queda consistente da inflação – ela complicou a vida do investidor, fazendo cair o retorno das aplicações mais conservadores.

Agora, quem quiser obter rendimentos maiores terá que partir para opções mais arriscadas. O problema é que as incertezas sobre a economia são grandes, assim como o risco de perder dinheiro se algo der errado no país, que entrará em 2018 num ano decisivo, em decorrências das eleições presidenciais, cujo resultado determinará se haverá novas medidas de ajuste fiscal e compromisso com uma agenda de reformas ou se as prioridades serão diferentes, dependendo de quem vier a ser eleito.

O que esperar para 2018

Economia Banco Central

 

Em sua edição especial de fim de ano, a revista Exame traça os cenários previstos por 11 consultorias econômicas, bancos e corretoras, cujas premissas estão descritas a seguir:

Cenário Otimista (10% de chance de ocorrer)

  • a reforma da Previdência é aprovada em 2018, o que faz crescer a chance de vitória de um candidato comprometido com o ajuste fiscal e com as reformas;
  • o ambiente internacional continua favorável, com aumento gradual das taxas de juros nos Estados Unidos e crescimento da China

Cenário Básico (60% de chances de ocorrer)

  • a reforma da Previdência não consegue aprovação em 2018, mas os candidatos á frentes nas pesquisas se mostram comprometidos com ela e com o ajuste fiscal;
  • o ambiente internacional continua favorável mantida a expectativa do cenário otimista;

Cenário Pessimista (30% de chance de ocorrer)

  • os candidatos que despontam nas pesquisas rejeitam o ajuste fiscal e as reformas;
  • o crescimento americano provoca inflação e os juros nos Estados Unidos sobem mais do que o esperado, prejudicando o fluxo de recursos para os países emergentes;
  • nesse cenário, o Brasil poderia voltar á recessão em 2019.

Onde aplicar o dinheiro (em % do patrimônio)

Veja as sugestões de oito assessorias financeiras  consultadas pela Exame para os diferentes perfis de investidores; conservador (aqueles que preferem abrir da rentabilidade a sofrer com as oscilações do mercado financeiro); moderado (os que estão dispostos a arriscar um pouco para conseguir um retorno maior), e os de perfil agressivo, que estão dispostos a enfrentar os altos e baixos do mercado

Perfil Conservador

  • 40% em Fundos DI e títulos públicos e provados atrelados ao CDI (CDBs por exemplo)
  • 30% em fundos e títulos de renda fixa;
  • 13% em fundos multimercados;
  • 12% em títulos públicos atrelados á inflação;
  •  4% em fundos imobiliários:e
  •  1% em ações e fundos de ações,

Perfil Moderado

  • 23% em fundos DI;
  • 24% em fundos e títulos de renda fixa;
  • 26% em fundos multimercados;
  • 13% em títulos públicos atrelados á inflação
  • 6%em fundos imobiliários;
  • 8% em ações e fundos de ações

Perfil Agressivo

  • 7% em fundos DI e títulos públicos;
  • 13% em títulos públicos atrelados á inflação;
  • 13% em fundos e títulos de renda fixa;
  • 31% em fundos multimercados;
  •  8% em fundos imobiliários;
  • 28% em ações e fundos de ações

Características e cenários das principais aplicações

 

Economia Investimentos

Fundos DI e títulos atrelados ao CDI

Com a queda dos juros é ainda mais necessário buscar fundos DI com baixas taxas de administração (inferiores a 0,5% ao ano, de preferencias), Os títulos públicos atrelados á taxa Selic (taxa básica de juros) são outra opção. Em relação aos CDBs, os especialistas  recomendam os emitidos por bancos médios, que costumam oferecer até 110% do CDI. As Letras de Crédito Agrícola (LCA) e as Letras de Crédito Imobiliário(LCI) valem a pena quando rendem a partir de 95% do CDI, já que seus rendimentos são isentos de Imposto de Renda.

Títulos Públicos atrelados á inflação (Tesouro Direto)

O rendimento oferecido pelos papéis públicos atrelados á inflação, chamados de Tesouro IPCA, com vencimento a partir de 2024, continua bem vantajoso: varia de 5% a 5,5% ao ano mais a variação do IPCA. Mas é preciso estar disposto e preparado para manter os títulos até o vencimento. A rentabilidade pode oscilar no curto prazo se houver mudanças nas taxas de juros, mas quem mantiver as aplicações até o final, receberá o rendimento negociado no ato da compra.

Fundos e Títulos de Renda Fixa

Os títulos de dívida de empresas e os fundos que investem nesses papéis são alternativas de maior retorno na renda fixa num momento de queda de juros. As debêntures de infraestrutura, por exemplo, isentas de imposto de renda, estão entre os títulos mais indicados. Mas o risco é alto se as empresas que emitiram os papéis tiverem problemas financeiros, levando o investidor a perder grande parte ou tudo que aplicou.

Fundos Multimercados

Em tese, são os fundos que melhor conseguem enfrentar os momentos de volatilidade – como a que se espera m 2018, em função das eleições presidenciais – já que podem investir em diferentes ativos de títulos públicos, privados e moedas, aqui e no exterior, Mas para ganhar dinheiro, é preciso escolher bons gestores, capazes de antecipar tendências.

Fundos Imobiliários

Com a recuperação da economia, a expectativa é que os preços dos imóveis venham a subir, ainda que lentamente. Por isso, os analista aconselham montar uma carteira de títulos imobiliários para diluir os riscos caso algum deles tiver problemas, valendo ressaltar que o rendimento desses fundos é isento de imposto de renda. Comprar para alugar não é vantajoso,  uma vez que o rendimento médio gerado pela locação de um imóvel residencial está em 4% ao ano, menor patamar desde 2008.

Ações e Fundos de Ações

A maioria dos analistas acredita que a bolsa continuará subindo em 2018, devido á queda dos juros e á retomada da economia, mas é preciso investir com critério, escolhendo os papéis que sejam considerados os mais promissores,  e recorrendo sempre a gestores especializados.

Em resumo, embora os números da economia evidenciem que a fase da recessão ficou para trás e que o pior já passou, as incertezas quanto ao cenário politico recomendam prudência e cautela na administração de seus investimentos.

 

 

 

10 Coisas Que Você Deve Deixar de Fazer em 2018

Self CoachingNum momento em que a chegada de um novo ano nos impõe um reflexão sobre as nossas ações, sobre o que deu certo e o que não funcionou no ano que se encerra, parece-nos importante alinhar dez coisas que deveríamos parar de fazer em 2018, extraídas do livro “1.000 + Little Things Happy Successful People Do Differently” (“1.000 coisas que as pessoas bem sucedidas fazem de forma diferente”), do casal Marc & Angel Chernoff (http://www.marcandangel.com), resumidas a seguir.

1 – Pare de procrastinar as suas metas e objetivos

Algumas pessoas sonham com o sucesso enquanto outras acordam e trabalham duro para alcançá-lo. Costumamos resistir a entrar em ação justamente nos momentos em que a mudança é mais necessária. Contudo, procrastinar as tarefas  só as torna mais difíceis  e assustadoras. Aquilo que não começamos hoje não estará concluído amanhã. E não há nada mais frustrante e estressante do que o adiamento permanente das tarefas não realizadas.

O segredo de seguir em frente é simplesmente começar. Assim, esqueça a linha de chegada e concentre-se apenas em dar o primeiro passo, e diga a si mesmo: “Eu vou começar essa tarefa com um pequeno e primeiro passo, ainda que não seja perfeito” O conjunto de pequenos passos levará á conclusão das tarefas e ás mudanças desejadas mais rápido do que você poderia imaginar.

2 – Pare de culpar os outros e arranjar desculpas

Pare de culpar os outros pelo que você fez ou deixou de fazer e pelos seus sentimentos em relação a isso. Quando você busca culpados está apenas negando a sua própria responsabilidade e contribuindo para perpetuar um problema. Assuma o controle de sua vida e não transfira a terceiros a responsabilidade pelos seus problemas. Viver dando desculpas é o primeiro passo para o fracasso. Você – e somente você – é responsável por sua vida, por suas escolhas e por suas decisões.

3 – Para de evitar as mudanças

 

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Se nada mudasse, não haveria pôr do sol na manhã seguinte. Muitos de nós nos sentimos confortáveis onde estamos mesmo quando o universo está em constante mudança á nossa volta. Aprender a reconhecer isso é vital para a nosso sucesso e felicidade geral.Somente a mudança nos possibilita o crescimento e a ver o mundo de uma forma como nunca imaginamos possível.

É preciso não esquecer que qualquer que seja a situação atual – boa ou má – um dia ela irá mudar. Essa é a unica coisa com a qual podemos contar. Então, aceite a mudança e entenda que tudo acontece por uma razão. Nem sempre parecerá óbvio ou fácil no início, mas valerá a pena no final do processo de mudança.

4 – Parece de tentar controlar o incontrolável

Se você vive tentando controlar tudo e preocupando-se com coisas que estão fora de seu controle, você está montando o cenário para uma vida de frustração e tristeza. Algumas coisas estão fora de nosso controle – mas podemos controlar como reagimos a elas. A vida de todos nós inclui aspectos positivos e negativos, e se nos sentimos felizes ou não ,depende fundamentalmente dos aspectos em que colocamos nosso foco de atenção.

Assim, a melhor coisa a fazer é deixar de lado aquilo que não podemos controlar e investir nosso tempo e energia nas coisas que podemos – como, por exemplo, a nossa atitude em relação aos problemas.

5 – Para de falar mal de você mesmo

Nossa mente é um instrumento fantástico se usada corretamente, mas pode tornar-se altamente destrutiva quando usada de forma incorreta. Todos nós conversamos em silêncio com nós mesmos, mas nem sempre estamos conscientes do que estamos dizendo e de como aquilo está nos afetando.

Henry Ford disse certa vez: ” Quer você pense que está certo, ou pense que está errado, você estará certo“. Uma das razões por que fracassamos é o nosso sentimento de dúvidas e de negatividade, e a melhor forma de superá-las é substituindo os pensamentos e emoções negativas por outras mais fortes e mais empoderadoras.

6 – Pare de criticar os outros

 

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A negatividade que você transmite em relação aos outros irá gradualmente se projetar em sua própria felicidade. Quando você se sente confortável com as suas próprias imperfeições, você não se sentirá ameaçado ou ofendido com os erros e imperfeições que você vê em terceiros.

Por isso, pare de preocupar-se com os erros e defeitos dos outros, e concentre-se em você mesmo. Deixe que o seu próprio progresso e crescimento o mantenha tão ocupado que não lhe sobre tempo para preocupar-se em criticar os outros.

7 – Para de correr de seus medos e problemas

Evitar os seus receios e problemas não os eliminarão. A melhor solução é enfrenta-los de cabeça erguida, por maiores e mais poderosos que possam ser.  O medo, em particular, nos mantém confinados em nossa zona de conforto, nos paralisa, e impede de implementar mudanças, assumir riscos calculados e tomar decisões.

A história de nossa vida é a culminação  de pequenas experiências únicas e pessoais., muitas das quais exigem esforço para nos fazer sair da zona de conforto. Deixar que os medos e as preocupações nos controlem não é viver – significa apenas existir. Em síntese: ou você enfrenta e controla os seus medos e problemas ou eles terminarão assumindo o controle de sua vida.

8 – Pare de viver em outro tempo e em outro lugar

Muitas pessoas passam a vida tentando viver em outro tempo e em outro lugar, e vivem se lamentando pelo que fizeram ou deixaram de fazer, pelo que poderiam ter feito ou em quem poderiam ter se tornado. Contudo, o passado já se foi e o futuro ainda não existe. e por mais que passemos tempo nos lamentando, isso não vai mudar nada.

Um dos paradoxos da vida é que um futuro brilhante depende da habilidade em prestar atenção no que está ocorrendo agora e no que estamos fazendo no presente momento.Viver o momento exige uma ativa e aberta conscientização do presente. Não crie fantasias a respeito de férias, por exemplo, quando você está envolvido no trabalho, nem se preocupe com a pilha de tarefas pendentes em sua mesa de trabalho quando você está de férias. Viva o aqui e agora!

9 – Pare de tentar ser alguém que você não é

Um dos grandes desafios da vida moderna é ser você mesmo num mundo que vive tentando lhe transformar em outra pessoa. Sempre haverá alguém que seja mais bonito, mais inteligente e mais jovem do que você – mas eles nunca serão você.

Mantenha a sua identidade e não tente mudar só para agradar outras pessoas. As pessoas certas saberão valorizá-lo pelo que você e como você é, e você próprio, também, irá gostar mais de você!

10 – Pare de não demonstrar gratidão

Nem todas as peças do quebra-cabeça que é a nossa vida parecem se encaixar de inicio. Mas, no final,  isso acontecerá perfeitamente. Portanto, agradeça as coisas que não deram certo, porque elas abriram espaço para aquelas que irão funcionar. E agradeça as pessoas que se afastaram de você, porque elas abriram espaço para aquelas cuja amizade vale a pena preservar.

Não importa se a sua vida está boa ou se você está atravessando um momento adverso. Acorde todos os dias manifestando gratidão pela vida. Lembre-se de que , nesse momento, alguém poderá estar  lutando desesperadamente pela dela. E, em vez de pensar no que lhe está faltando, pense no que você tem e falta a outras pessoas.

Feliz 2018!

 

Como Fazer o Planejamento Anual

 

 

Planejamento Anual

 

A proximidade do inicio de um nova ano é o momento ideal para uma reflexão  sobre o que se espera do ano que se avizinha. Em relação ao período (anual, mensal e semanal), o planejamento anual é o que necessita de maior tempo para sua elaboração (em média, uma ou duas horas), mas é, sem dúvida, o mais estratégico de todos.

Em poucas metodologias de administração de tempo se ouve falar do planejamento anual. Geralmente, a ênfase se coloca no planejamento mensal ou diário. Mas a visão de 12 meses é que dará sentido e direção aos planejamentos de menor abrangência e às tarefas de curto prazo.

Embora as pessoas costumem fazer isso nos rituais de passagem de ano, com as chamadas “resoluções de ano novo”, que as motivam a fazer pactos, promessas e coisas desse tipo, não ha necessidade de esperar pelo primeiro dia de janeiro para iniciar o planejamento anual. Qualquer que seja o mês em que estejamos, o importante é fazer uma projeção para os 12 meses seguintes, o que pode ser efetuado a qualquer momento.

Passos para o planejamento anual

Em seu livro “A Tríade do Tempo“, Christian Barbosa, um dos maiores estudiosos e especialistas em gerenciamento e produtividade pessoal do país, sugere um roteiro para o planejamento anual, constituído dos seguintes passos:

1 – Revisar identidade

Em seu livro, Barbosa fala da importância de se escrever e revisar constantemente os nossos papéis (pessoais e profissionais), nossas quatro dimensões (física, mental, emocional e espiritual) e a nossa missão de vida, que deve refletir a essência de sua identidade. A virada de ano é um momento oportuno para essa revisão, que deve ser feita pelo menos uma vez por ano.

Ela engloba uma nova e profunda reflexão sobre todos os conceitos da identidade, permite reavaliar se os papéis continuam os mesmos, se novos surgiram ou se os antigos perderam a importância, o que nos leva a redefinir as prioridades para o novo ano e,talvez, gerar uma nova versão de nossa missão de vida.

Além da revisão, esse é o momento de definir as ações que envolvem sua identidade. Se você acha que, ao longo dos próximos 12 meses, precisa melhorar seu papel de professor, por exemplo, então defina metas ou projetos a ele relacionados: um curso de especialização, participação em congressos e seminários, uma nova pesquisa, e uma série de outras ações. Se quiser melhorar a sua saúde física, você pode definir que se vai se matricular numa academia, fazer uma  dieta, mudar o tipo de alimentação, ou agendar uma visita ao médico.

Durante esse passo, é importante escrever seus papéis, equilibro e missão, mantendo-os em sua agenda, software ou em um quadro durante todo o ano, já que esses elementos serão utilizados em toda as outras etapas do planejamento.

2 – Definir metas conectadas

Metas Anuais

 

O que você gostaria de realizar ano que vem? Que objetivos serão priorizados nesse momento? Que novas metas devem ser estabelecidas? Essa é a oportunidade de transformar as promessas de ano-novo em objetivos concretos. Se a revisão de sua identidade, evidenciou a existência de novos papéis e de metas correspondentes, aproveite para colocá-las no papel.

Muitas pessoas acreditam que, em relação a metas, a fartura multiplica as possibilidades de sucesso, ou seja, quanto mais metas tiver maiores serão as possibilidades de obter aquilo que se deseja. Esse pensamento é enganoso. Quanto maior o número de metas maior a chance de dispersão e procrastinação.

Uma lista imensa de metas pode  nos fazer ficar olhando aquele montanha de sonhos e nos deixar frustrados, sem saber por onde começar. A tendência, assim, é ficar desmotivado, com a sensação de que as metas são inatingíveis,  e levar á conclusão errônea de que traçar metas não serve para nada.

Por isso, o autor sugere a aplicação do que chama de regra 8x4x2, que consiste em ter no máximo 8 metas para trabalhar ao longo do ano, e, dentre essas, separar 4 para serem realizadas num mês, e 2 para serem executadas durante a semana. Na fase do planejamento mensal, você deve selecionar quatro dessas metas para serem realizadas no mês que se inicia. Nesse ponto, é importante revê-las em profundidade, refinando e calibrando o seu foco.

Reveja os passos intermediários e verifique se há algo que precisa ser modificado. Defina bem esses passos, observando, principalmente, se a meta ainda é relevante e motivadora para você, não tendo receio de descartá-la se tiver perdido a importância que você atribuiu a ela  na fase inicial de seu planejamento. Se isso acontecer, simplesmente apague-a da sua lista e coloque outra no lugar. Afinal, a meta é sua!

3 – Criação de janelas temporais

Ao longo do ano existem períodos em que você estará dedicado a uma atividade importante, nos quais não poderão ser programadas atividades concorrentes. Esses períodos são denominados de janelas temporais. Essas janelas deverão ser utilizadas para os cursos que pretende realizar, para as férias, para a prática de algum tipo de esporte, para reflexão, ou tarefas de planejamento.

Essas janelas devem ser respeitadas quando fazemos o planejamento dos períodos de menor abrangência, e, por não observá-las, muita gente termina ficando sem férias, negligenciando o tratamento de saúde, descumprindo os compromissos assumidos com os filhos e a família, e assim por diante.

As janelas também servem para reservar datas especiais no ano (aniversários de casamento e de membros da família, reuniões mensais com a sua equipe,etc). Quando planejamos essas janelas com antecedência enquanto nossa agenda está vazia, nosso comprometimento para cumprí-las é ampliado.

A ideia não é lotar a agenda com janelas temporais, mas fazer uma previsão em sua agenda de  eventos especiais, de grande importância. Caso você utilize um software, fica mais fácil reservar essas datas. Com um ou dois comandos, você distribui as janelas e datas especiais que queira reservar ao longo do ano. Se preferir uma agenda de papel, utilize um formulário de planejamento anual, faça a previsão de suas janelas e, depois, transfira-as para a agenda.

O valor da ameixa seca bem planejada

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O navegador Amyr Klink, que realizou a façanha de atravessar o Oceano Atlântico (da África para o Brasil) em um pequeno barco, conta em seu livro Gestão de Sonhos – Riscos e Oportunidades uma história bem interessante, na qual  retrata a importância do planejamento.

Amyr conta que é atendido por uma nutricionista chamada Takako, responsável pela alimentação que o provê em suas aventuras. Na preparação para uma viagem, ele abriu um pacotinho de ameixas secas e, percebendo  que havia apenas três, pediu a ela que colocasse um punhado de ameixas em cada saquinho.

Tanako respondeu perguntando se ela sabia que cada ameixa seca pesava, em média, 10 gramas, e que eram 98 mil saquinhos de ameixa para as 169 semanas de viagem. Impressionado com a precisão de detalhes, Amyr se deu conta de que se ela colocasse uma ameixa a mais em cada saquinho, o peso extra poderia afundar o barco!

Essa historinha nos leva a refletir sobre a importância do planejamento que, á primeira vista, pode parecer algo mecânico ou complicado demais. Com o tempo, porém, ele se torna algo transparente, natural, e absolutamente necessário. Assim que se descobre as vantagens e benefícios de um planejamento e  se passa a experimentar a sensação de ter uma vida organizada, torna-se  quase impossível deixa de fazê-lo.

Tem muita gente cujo barco está afundando de tanto estresse e precisa ficar em cima dele. Que tal parar um pouco e se planejar? Há várias maneiras de dar uma pausa na correria. A ioga ensina a importância de se respirar na posição correta. Essa combinação entre a respiração e a postura contribui para que se mantenha a concentração e o equilíbrio do corpo.

O planejamento é a sua respiração. Quanto mais coisas você tiver para fazer,mais você precisa respirar e planejar.

Não deixe ser barco afundar por causa de uma simples ameixa!

 

 

 

Competências de Comunicação no Processo de Coaching

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As competências de comunicação, seja no ambiente corporativo, seja num processo de Coaching, referem-se á capacidade de transmitir mensagens que gerem compreensão e feedback e sejam capazes de compreender as mensagens recebidas e dar o feedback adequado, o que requer um repertório de habilidades, atitudes e comportamentos aplicado ao ato de transmitir e receber mensagens.

Esse repertório deve incluir:

  • domínio da linguagem verbal e habilidade de falar com clareza e objetividade;
  • consciência e controle da linguagem corporal;
  • escuta ativa e atenção no interlocutor;
  • geração de empatia, de modo a gerar interesse e a estimular a pessoa a entender e dar a resposta adequada;

A comunicação é importante em todos os aspectos da vida, mas no processo de coaching ela é fundamental, porque é através dela que o Coach e o Coachee se relacionam para esclarecer, desafiar, apoiar, encorajar e gerar entendimento.

Nesse processo é indispensável

Fazer perguntas adequadas

Trata-se de fazer a pergunta certa para produzir o efeito desejado em determinado momento, seja, por exemplo, estimular a busca de novas opções e soluções, gerar reflexão, preparar o terreno para tomada de decisão, gerar comprometimento e motivação, e assim por diante.

Uma pergunta é poderosa quando tem a capacidade de nos faz parar de andar em círculos e descobrir novos caminhos, opções e soluções, quando nos conduz a uma nova compreensão de nós mesmos e dos acontecimentos, fazendo-nos perceber a necessidade  de agir e de mudar – quando, enfim, nos encoraja e estimula a entrar em ação.

Manter o foco

E fundamental lembrar-se de que o coaching não é uma conversa informal ou um simples bate papo. Ele envolve uma conversa estruturada quer ocorre dentro de um processo que visa atingir determinados objetivos. Por isso, cuidado com a prolixidade e a desconexão, mantendo sempre o foco, o que significa não perder de vista o objetivo pelo qual a comunicação esta ocorrendo.

Saber usar o silêncio

Fazer pequenas pausas, nos momentos certos, permite que quanto o coach quanto o coachee tenham tempo de absorver o que está sendo falado e de refletir e organizar seus pensamentos.

Gerar empatia

 

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Empatia é a capacidade de colocar-se no lugar de outra pessoa e compreender como ela está se sentindo, o que faz com que o coachee se sinta ouvido, compreendido e apoiado, estimulando a abrir-se ainda mais para o processo de coaching.

Parafrasear

Significa reelaborar o que foi dito a fim de clarificar, confirmar ou aprofundar o significado, levando a pessoa a conferir e repensar o significado de suas palavras.

Resumir

O resumo é uma demonstração condensada do que a outra pessoa disse ao longo de um período de conversa. Ao resumir, você indica que compreendeu o que foi dito e abre espaço para questões que não haviam sido elaboradas ou aprofundadas.

Como desenvolver a competência de comunicação

O primeiro passo é observar o modo como nos comunicamos com as pessoas, questionando-se:

  • Você ouve com atenção ou apenas para responder o que foi dito?
  • Você se comunica de modo estruturado para atingir objetivos específicos?
  • Você mantém o foco quando faz perguntas abertas (aquelas que não podem ser respondidas simplesmente com um sim ou não)?
  • Você parafraseia e resume o que foi dito para checar o entendimento?

Foco e Concentração: as lições de um domador de circo

Como se comcentrar melhoirHá mais de um século, um domador de leões chamado Clyde Beatty, aprendeu uma lição que moldou toda a sua vida.

Nascido em uma pequena cidade de Ohio, nos Estados Unidos, em 1903, Beatty, ainda adolescente, conseguiu um emprego como limpador de jaulas em um circo e logo progrediu, , tornando-se posteriormente um dos mais conhecidos domadores de animais selvagens. Como principal atração, apresentava leões, hienas, jaguares todos ao mesmo tempo e na mesma arena, sem qualquer proteção.

O mais impressionante é que, numa profissão onde as pessoas morrem em serviço, Clyde veio a falecer depois dos 60 anos, vitima de câncer. Ou seja, foi a doença que lhe tirou a vida – não o leão.

Como isso aconteceu? Graças a uma tática simples.

Clyde foi um dos primeiros domadores a introduzir, em suas apresentações, uma cadeira e um chicote para controlar o leão. Embora o chicote fosse o centro das atenções, era a cadeira, contudo, que cumpria o papel principal.

O domador colocava a cadeira em frente do leão que fica olhando as quatro pernas simultaneamente, sem se concentrar em nenhuma delas e, com a atenção dividida, ficava confuso a respeito do que fazer em seguida,  esquecendo completamente da figura do domador e da intenção de ataca-lo.

A analogia da cadeira

Nessa história, retratada no mais recente post de seu blog, o escritor James Clear faz uma analogia entre o comportamento do leão e aquele que adotamos quando nos vemos diante de várias opções e deixamos de entrar em ação, por falta de foco e de autodisciplina.

Isso é particularmente comum quando queremos iniciar uma nova atividade ou adquirir um bovo hábito.

Quantas vezes você já se viu na mesma situação do leão? Quantas vezes você já quis realizar alguma coisa (perder peso, iniciar um novo negócio, viajar com mais frequência, etc) e terminou confuso e inerte diante de tantas opções á sua frente,  e por achar que ainda não estava preparado para dar o primeiro passo?

Toda vez que você sentir que o mundo está colocando uma cadeira na sua frente, lembre-se disso: tudo o que você precisa fazer é comprometer-se com uma única coisa e entrar em ação.

Você não precisa ter sucesso logo de cara. O importante é dar o primeiro passo. Começar mesmo achando que ainda não está pronto é um dos hábitos das pessoas bem sucedidas. Na maioria das vezes, a habilidade de decidir pela primeira coisa a ser feita é tudo o que se precisa para manter o foco. As pessoas não têm problemas em definir o foco: o problema é decidir quando começar.

Você já se viu diante de alguma coisa que necessariamente precisa ser feito? O que você fez: você foi lá e fez. Talvez tenha procrastinado no inicio mas, assim que se comprometeu com a tarefa, você a concluiu.

Em outras palavras, obter progresso em sua saúde, em sua carreira, em sua vida, enfim, não é uma questão de aprender a ter foco e concentração. É definir e comprometer-se com uma tarefa especifica em vez de, a exemplo do leão, dispersar sua atenção entre as quatro pernas da cadeira.

Quer perder 10 quilos? Comece a caminhar e a se alimentar de forma mais saudável, de modo gradual mas já a partir de amanhã.

Quer iniciar um novo negócio? Estabeleça metas e objetivos e defina a primeira ação, por menor que seja, mas comece.

Com mais frequência do que imaginamos, a vida nos coloca no centro do ringue, e não nos permite adotar a postura dispersiva do leão da história.

Assim, utilize o bastão ou o chicote para afastar a cadeira e vá em frente!

 

 

 

 

 

 

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