Como Fazer o AutoCoaching

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O autocoaching é um processo por meio do qual você aprende a aplicar em si mesmo as poderosas e transformadoras técnicas do coaching, de forma a desenvolver muito mais autonomia e eficácia para resolver problemas do dia-a-dia, definir e atingir objetivos, ter relacionamentos mais saudáveis e satisfatórios, superar bloqueios, lidar com a ansiedade e segurança e conquistar tudo aquilo com que sempre sonhou.

Isso é possível porque as técnicas do autocoaching trabalham três aspectos fundamentais para atingir o equilíbrio, a felicidade de o sucesso e que consistem em:

  • estimular e estruturar pensamentos e raciocínio positivos;
  • lidar de forma mais produtiva com as suas emoções;
  • descobrir, desenvolver e utilizar todo o seu potencial.

Não é preciso ser coach para fazer o autocoaching. Qualquer pessoa pode se beneficiar desse processo conhecendo as técnicas de autocoaching, tendo disposição para implementá-las e persistindo em sua prática. O autocoaching complementa o coaching ministrado por um profissional da área e pode ser utilizado para reforçar as sessões  e cuidar da manutenção ao final do processo.

Técnicas para utilizar o autocoaching

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1- Identifique seus objetivos

Como todo processo, o autocoaching começa pela definição dos objetivos. Assim, você deve começar perguntando-se:

  • por que quero fazer autocoaching?
  • Aonde quero chegar?
  • Qual é o meu principal objetivo?

2 – Livre-se dos excessos

Nossos pensamentos nem sempre seguem uma sequencia lógica. Ao tentar focar em algo, nossa mente nos traz uma enxurrada de pensamentos, memórias, sentimentos, sensações… É exatamente isso que pode acontecer no momento em que você começa a definir seus objetivos. Para manter o foco, você deve estabelecer prioridades, perguntando-se: “Qual desses objetivos, se for realizado primeiro, poderá alavancar a realização de todos os outros”?

Self Coaching

 

3 – Motive-se

É a motivação que estimula e leva à ação. Para tanto, faça o seguinte questionamento:

  • O que eu ganho se atingir esse objetivo?
  • O que eu perco se não atingí-lo?

4 – Crie um plano de ação por prioridades

Agora que você já sabe os motivos que o trouxeram até aqui, é hora de criar um plano de ação para por seus objetivos em prática. Quais são as ações necessárias para atingir seus objetivos? Escreva uma lista. Pergunte-se também: quais os bloqueios que podem impedir ou dificultar essas ações? Como eles podem ser superados. Faça um brainstorming para descobrir novos caminhos e opções.

Confira as ideias que surgirem e selecione aquelas que parecem ser mais viáveis e possam gerar maiores resultados. Organize as ações que você selecionou numa sequência lógica e estabeleça metas a serem atingidas por meio dessas ações.

5 – Estipule datas para suas ações

Com o caminho traçado, você deve estipular prazos para cumprir cada passo de seu plano de ação até atingir o objetivo final. Prazos farão com que você encontre a motivação e o senso de urgência necessários para seguir em frente, sem “empurrar com a barriga” decisões que podem estar sendo adiadas há muito tempo.

Estipule prazos realistas, com tempo hábil para serem cumpridos. Lembre-se de que é você quem está criando seu cronograma de ação. Assim, tire proveito disso sem se pressionar com prazos muito curtos ou relaxar com prazos muito longos.

6 – Confirme se o plano é viável

Concluído o seu plano de ação, é hora de examiná-lo cuidadosamente e perguntar: Ele é viável? É possível de ser cumprido?

Avalie criteriosamente os prós e os contras de cada ação. Se você perceber a existência de conflitos irreconciliáveis com sua vida cotidiana, refaça os planos, lembrando-se de que se seu plano não for viável ele nunca vai sair do papel.

7 – Implemente e monitore

Depois de seguir todos os passos anteriores, comece a agir imediatamente. Monitore os resultados de suas ações e faça os ajustes necessários. E continue fazendo autocoaching sempre que você precisar manter-se motivado, manter o foco, superar algum bloqueio e reajustar partes de seu plano.

Referências:

A.M.GREENE J – “Coach Yourself: Make Real Changes in Your Life”. Pearson Education, 2004

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A Tríade do Tempo

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Em seu livro “A Tríade do Tempo”, hoje um best-seller de gestão do tempo e produtividade, Christian Barbosa, amplamente reconhecido como a principal autoridade brasileira na área, fala do conceito que desenvolveu com base no chamado Principio de Eisenhower (ver post a respeito aqui), também conhecido como a Matriz do Tempo proposta por Stephen Covey, autor do livro “Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes.

Nele, Barbosa divide as atividades segundo três critérios: importante, urgente e circunstancial, numa forma de simplificar, modernizar e tornar mais aplicável a teoria proposta na Matriz de Eisenhower. Segundo o autor, a principal diferença desse modelo em relação á Matriz é que, nele, as esferas da importância e da urgência nunca acontecem simultaneamente, não havendo intersecção de esferas como no trabalho original.

AS TRES ESFERAS

A esfera da importância refere-se a todas as atividades que fazemos e que são significativas em nossas vidas, aquelas que trazem resultados a curto, médio e longo prazos, sem a pressão do prazo: o que é importante pode ser feito em horas, dias, semanas, meses, etc.

A esfera da urgência reúne todas as atividades para as quais o tempo é curto ou já se esgotou. São aquelas atividades que surgem de última hora, que não podem ser previstas, as crises, enfim todas as tarefas que geralmente causam estresse.

A esfera das circunstâncias, por sua vez, abrange todas as tarefas desnecessárias, muitas delas feitas por puro comodismo ou por serem “socialmente apropriadas” (almoços, recepções, etc), É aquela estrada que não leva a lugar nenhum e não gera nenhum resultado a não ser frustrações.

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A ESFERA DA IMPORTÃNCIA

É a esfera a ser priorizada porque é aquela quem contém as atividades verdadeiramente importantes em nossas vidas,  as que trazem resultados mais duradouros e significativos. Os exemplos de atividades importantes são os mais diversos e variam de pessoas para pessoa. Podemos incluir atividades como exercício físico, lazer, atenção á família, meditar, e todas aquelas que contribuem para o crescimento mental e espiritual.

A ESFERA DA URGENCIA

Urgente é toda tarefa que deve ser feita  imediatamente e que gera algum tipo de problema ou consequência se não for executada. Uma tarefa urgente não tem prazo – tem que ser feita já!

A esfera da urgência á autoexplicativa, já que a maioria de nós sabe do que trata porque a vivenciamos todos os dias. O maior problema da urgência é que ela está tão arraigada em nosso padrão de vida que já se tornou algo normal e não uma exceção como deveria ser. O “estou numa correria”  já se tornou hábito de linguagem das pessoas e o verbo correr deve ser um dos mais utilizados nos dias de hoje.

Muitas pessoas erroneamente acreditam que esse tipo de tarefa é  que os mantém no emprego, que traz resultados e gera promoção. Na realidade, ela apenas interrompe o seu dia, atrasa as tarefas verdadeiramente importantes e faz  você ficar no trabalho depois do expediente, levar trabalho para casa, se afastar das pessoas importantes em sua vida e desenvolver problemas de saúde como dor de cabeça, gastrite, infarto ou coisas mais graves.

A ESFERA DAS CIRCUNSTÃNCIAS

De todas as esferas da tríade é a que exige maior atenção e preocupação porque é nela que nos envolvemos na maior parte do tempo e nos dão a ilusão de que estamos sendo produtivos quando estamos apenas nos mantendo ocupados com coisas sem importância, que não nos trazem nenhum resultados. Nela se incluem:

  • tarefas que podem ser importantes e urgentes para outras pessoas mas não para você;
  • coisas que fazemos em excesso e nos levam a perder tempo desnecessariamente (conversas intermináveis no cafezinho, leitura de e-mails sem importância, algumas reuniões em que você entra e sai sem fazer o que foi fazer lá, algumas atividades sociais irrelevantes, aqueles pedidos de colegas para os quais você não consegue dizer não – enfim, a lista é interminável)

Não é fácil ficar fora das tentações das circunstancias. Elas parece, ser uma forma mais fácil de se levar a vida, ás vezes até mais divertida. Mas quando ficamos presos ao circulo vicioso das circunstancias, deixamos as coisas importantes de lado e deixamos de assumir a posição de piloto de nossas vidas, colocando nosso destino na mãos da sorte e do que der e vier, tal como na música de Zeca Pagodinho, “Deixa a vida de me levar….”

COMO REDUZIR A ESFERA DA URGENCIA

Para Barbosa, a solução mais indicada para diminuir a dedicação á urgência é descobrir porque entramos nela. Para tanto, pense nas atividades urgentes da última semana e pergunte-se:

  • Por que essa atividade foi urgente?
  • Como eu poderia ter evitado essa urgência?
  • Que atividades posso planejar para evitar essa urgência no futuro?
  • É possível pedir a ajuda de alguém nessa atividade?

Um exemplo típico é a entrega da declaração do imposto de renda, que muitas pessoas deixam para a última hora, Quando o prazo está acabando é que elas começam a reunir os comprovantes e documentos necessários e acabam descobrindo que ficou faltando alguma coisa, quando a urgência já está instalada.

Esse problema poderia ser evitado se a pessoa tivesse guardado a documentação necessária em uma pasta para que não precisasse perder  tempo na hora de preencher a declaração, Ou poderia delegar a tarefa para um contador, que poderia faze-la com antecedência.

Algumas outras dicas para você diminuir a esfera da urgência

  • planeje, planeje, planeje – o que você planeja hoje evita a urgência de amanha
  • quando uma urgência aparecer, analise-a, aprenda com ela e tome medidas práticas para evitar que ela se repita;
  • se possível, tente delegar a tarefa para alguém que possa ajuda-lo;
  • aja imediatamente diante da urgência para que ela não se transforme em uma catástrofe, mas não entre em pânico e reveja as suas prioridades para não ficar sobrecarregado

COMO DIMINUIR A ESFERA DAS CIRCUNSTANCIAS

Segundo o autor, sair da esfera das circunstancias é muitas vezes mais difícil do que sair da esfera da urgência, na qual disciplina e planejamento são os ingredientes necessários. No caso das circunstancias, porem, além da disciplina e do planejamento, é necessário enfrentar certas coisas que muitas vezes queremos deixar debaixo do tapete. Mudar hábitos arraigados exige muita determinação de nossa parte.

O problema das circunstancias é a dificuldade de manter o foco, É muito mais fácil aceitar o que nos está sendo solicitado do que nadar contra a corrente. É mais simples dizer sim ás pessoas do que dizer não por achar que estaria sendo rude ou indiferente a um pedido de um colega.

Uma das formas de lidar com as circunstancias é definir objetivos e se manter focado neles, sabendo dizer não quando necessário. Pense nas tarefas circunstanciais da ultima semana, Quantas poderiam ser eliminadas? Quantas poderiam ser evitadas com um simples não? Quantas poderiam ser delegadas a outras pessoas? Quantas não tinham nada a ver com seus objetivos?

Algumas dicas básicas para dizer não

  • Em primeiro lugar, lembre-se de que “não” foi a palavras que você mais ouviu na sua infância, logo ela é familiar;
  • Seja sincero. De nada adianta dizer sim e não conseguir fazer a tarefa ou se prejudicar apenas para conseguir a aprovação das pessoas;
  • Não aceite chantagens emocionais; como “Me ajude por favor, só desta vez” Só você pode me ajudar” “Não me desaponte”. “Não me deixe na mão. Estou contando com você”
  • Seja simpático, porém firme nas suas posições, sem agressividades ou mentiras;
  • Não tenha medo e nunca volte atrás, pois isso pode dar margem a situações similares no futuro

ASSUMA A RESPONSABILIDADE

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Se quiser aumentar a esfera da importância, diminuir a das urgências e reduzir ou quase eliminar a esfera das circunstancias, é preciso que você assuma a responsabilidade por essa decisões. Não existe técnica, metodologia ou procedimentos que o leve a atingir esse objetivos se você não se comprometer com isso, o que quer dizer que você precisa assumir uma postura mais assertiva e proativa.

Proatividade, aqui, significa que você é o único responsável pela sua vida, que você toma a iniciativa e age para conseguir o que deseja. Assertividade é demonstrar confiança no que faz e expressá-la de forma aberta e sincera.

Não espere ajuda de ninguém. Você é a única pessoa capaz de transformar a sua vida, de reduzir suas urgências, de dizer não, de fugir do circulo das circunstancias. Pare de culpar seu chefe por não lhe dar aumento, sua esposa por ser infeliz, seu banco por sua conta negativa, sua geladeira por faze-lo engordar. Somos especialistas em achar culpados, mas não temos a capacidade de entender que tudo o que acontece em nossa vida é fruto de nossas próprias escolhas e atitudes.

Por fim, cabe destacar um pensamento atribuído a Buda que encerra uma profunda reflexão sobre o que é importante. Certa vez perguntaram ao mestre: “O que mais o surpreende na humanidade”? E ele respondeu: “Os homens que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde, Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente de tal forma que acabam por não viver no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido”

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O modelo 6Ws no Processo de Coaching

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O modelo 6Ws engloba todos os tipos de situações de coaching e pode ser utilizado tanto num processo de coaching formal quanto no coaching informal, numa situação típica do ambiente de trabalho. Envolve uma conversa breve e focada, com o objetivo de desenvolver habilidades, enfrentar problemas, promover mudanças comportamentais e muitos outros.

Os 6Ws referem-se ás palavras inglesas where (onde), e what (o que), as quais podem ser empregadas para identificar:

  • onde a pessoa está (where)
  • aonde ela quer chegar (where)
  • o que a impede de chegar lá (what)
  • quais são os seus pontos fortes (what)
  • o que pode ajuda-lo a atingir seus objetivos. Quais os recursos necessários (what)
  • como saber e avaliar que ele chegou onde queria. O que precisa acontecer para que o objetivo seja considerado alcançado. Quais são os indicadores (what)

Modelo 6Ws

 

1 – Situação atual: onde a pessoa está no momento? Exemplos: posição, desafios, conquistas pessoais e profissionais;

2 – Situação desejada: aonde a pessoa pretende chegar? Exemplos: objetivos pessoais e profissionais, ambições, planos, metas a atingir, problemas a superar…..

3 – Obstáculos: quais são os impedimentos para chegar à situação desejada? Fatores ou limitações pessoais, crenças, medos que podem estar no caminho….

4 – Forças: quais são seus pontos fortes, pessoais e profissionais, que podem ser alavancados para o crescimento e desenvolvimento.

5 – Estratégias: quais são as melhores estratégias a serem implementadas para atingir o objetivo desejado. de modo a reforçar os pontos fortes e minimizar os obstáculos: mudança de comportamento, mudança de crenças, desenvolvimento das habilidades e competências.

6 – Indicadores: quais são os indicadores mensuráveis do sucesso? Exemplos: mudanças específicas no comportamento, objetivos específicos registrados dentro de um determinado espaço de tempo.

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Passos para implementação

Passo 1 – fazer com que a pessoa reconheça que há um problema;

Passo 2 – discutir alternativas de soluções;

Passo 3 – obter a concordância e o comprometimento da pessoa para entrar em ação e superar ou solucionar o problema;

Passo 4 – fazer o acompanhamento (follow-up) e medir os resultados.

 

 

 

Dê vida a seus objetivos com a PNL

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Todos sabemos da importância de estabelecer metas e objetivos que sejam desafiadores, motivadores, mas realistas, e que nos impulsionem a atingir o objetivo a que nos propomos. Assim, talvez você já esteja familiarizado, ou pelo menos já conheça, o método SMART, que significa que os objetivos devem ser Específicos (S de specific em Inglês), Mensuráveis, Atingíveis, Relevantes e Temporais, ou seja com um tempo determinado para acontecer.

A abordagem da Programação Neurolinguística (PNL) para tornar os objetivos SMART ainda mais abrangentes é conhecida como “o processo dos objetivos bem formados”, e requer que algumas perguntas sejam respondidas para explorar o “como”, “por que”, e “para que” do resultado desejado. Ao seguir esse processo, se pode entender os verdadeiros motivos de se querer atingir uma meta, e pesar os prós e os contras do sucesso em oposição ao fracasso.

Quando o resultado desejado atender aos critérios abaixo, ele satisfará as condições de “objetivo bem formado”. Para tanto, faça a si mesmo as seguintes perguntas em relação a cada objetivo ou resultado desejado.

  1. O objetivo está fundamentado em algo positivo?
  2. O objetivo foi iniciado por mim, será mantido por mim e está sob meu controle?
  3. O objetivo descreve o método das evidências, ou seja, quando ou como você saberá que ele foi alcançado?
  4. O contexto do objetivo está claramente definido (onde, como, com quem ele acontecerá)?
  5. O objetivo identifica os recursos necessários?
  6. Avaliei se o objetivo é ecológico?
  7. Sei qual o primeiro passo que preciso dar?

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1 – O objetivo está fundamentado em algo positivo

Criar objetivos com palavras positivas é um passo crucial para a sua fixação. Muitas pessoas, porém, só sabem dizer o que NÃO querem e não o que querem atingir em lugar disso. Ocorre que nosso subconsciente não reconhece a palavra não é só se concentra no que vem a seguir.

Ter objetivos negativos como “não quero mais fazer esse tipo de trabalho” pode afetar de forma adversa a chance de sucesso, porque acaba focando no que não se quer. Em vez disso, mantenha a linguagem em termos positivos e reestruture objetivos de negação em positivos. Exemplo: “quero ter um trabalho que tenha a ver com a minha paixão por educação”, por exemplo.

Assim, pergunte-se: O que você realmente quer? O que mais você quer os preferiria ter?

Além de ser positivo, um objetivo deve ser específico. Objetivos vagos como “quero ser feliz” ou “quero ser uma pessoa de sucesso” ou “quero uma carreira de sucesso”, são difíceis de determinar, porque nos tiram o foco daquilo que especificamente queremos obter ou realizar.

2 – O objetivo é iniciado e será mantido por mim e está sob meu controle?

É comum  que algumas pessoas tenham objetivos que, na realidade, atendem os desejos de outra pessoa, ou um problema que outra pessoa quer que seja resolvido, tais como: “minha esposa quer que eu perca peso, porque se preocupa com a minha saúde”. A probabilidade de sucesso no alcance desse objetivo será muito maior se vier de dentro, dizendo, por exemplo, “quero perder …quilos para me manter em forma e ter mais energia”

Da mesma forma, se o objetivo for “quero que os diretores me promovam no próximo ano/semestre etc” é preciso  entender que talvez os diretores tenham outros planos e, como esse objetivo não está sob seu inteiro controle, você deve fixar metas que lhe dê  visibilidade profissional e o coloque na melhor situação possível para ser promovido, já que a decisão de promove-lo está na mão de outras pessoas.

As duas perguntas seguintes ajudam a assumir o controle da situação:

  • estou fazendo isso para mim ou para outra pessoa?
  • o resultado esperado depende somente de mim? Em caso contrário, o que posso fazer para que o controle dependa de mim?

3 – O objetivo descreve o método das evidências?

O método das evidências é uma forma de perguntar: “Quando você saberá se atingiu seu objetivo? A maioria das viagens tem um destino pretendido especifico, embora o caminho entre o ponto de partida e o de chagada possa ser desconhecido.

Assim, as perguntas seguintes tem a especificidade sensorial de ajudar as pessoas a refletir sobre objetivos que ainda estão muito vagos ou com resultados não claramente especificados:

  • como você saberá que está conseguindo o objetivo desejado?
  • o que você estará fazendo quando o conseguir?
  • o que estará vendo, ouvindo ou sentindo quando o tiver conseguido?

Com esse última pergunta, você estará imaginando os aspectos visuais, auditivos e sinestésicos (sentir) do objetivo desejado e, com essa experiência sensorial fixada na memória, seu subconsciente começa a trabalhar para auxiliar no atingimento do objetivo desejado.

4 – O contexto do objetivo está claramente definido?

Definir o contexto em que você quer atingir um objetivo permite uma maior especificidade. O contexto se refere ao momento, lugares e pessoas envolvidas. A resposta á pergunta “Onde, quando e com quem você quer atingir seu objetivos”? ajuda a definir com mais precisão o que você quer, ao eliminar o que você não quer.

Ao definir, por exemplo, quando se quer fazer alguma coisa, podemos identificar os passos que precisam ser implementados para isso. Por exemplo, o objetivo “Quero me mudar quando eu puder pagar por uma casa com vista para o mar” pode fazer com que você perceba que precisa aumentar sua renda antes de considerar o projeto de mudança.Portanto, o objetivo que se impõe, no caso, é atualizar e melhorar o currículo e pesquisar oportunidades de melhor remuneração antes de olhar a nova casa.

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5 – O objetivo identifica os recursos necessários

Recursos abrangem uma ampla gama de itens, que incluem: tempo, dinheiro, energia, habilidades, fontes de informação, pessoas que apoiem, equipamentos necessários (computadores, maquinário, etc), mentalidade positiva e boa saúde e disposição física.

As quatro perguntas que se seguem ajudam a identificar quais recursos, dentre os que já dispomos ou que precisamos adquirir, vão possibilitar o atingimento de nosso objetivo:

  • que recursos você tem agora?
  • que recursos você precisa adquirir?
  • há evidências de que você já foi capaz de atingir esse objetivo antes?
  • o que aconteceria se você já tivesse todos os recursos necessários?

Essa última pergunta – agindo como se os recursos já estivessem disponíveis – ajuda a pessoa a reconhecer e mudar qualquer crença que possa estar lhe limitando, além de ajudar a calibrar o seu objetivo caso este não esteja bem formulado.

6 – Avaliei se o objetivo é ecológico?

Na PNL, objetivos ecológicos são aqueles que combinam e se harmonizam com todas as áreas da vida de uma pessoa. Se, por exemplo, alguém quer montar um novo negócio, qual será o efeito na sua saúde ou em relação aos demais membros da família? O que uma pessoa tem a perder ou ganhar se inscrevendo num curso de pós-graduação?

Para avaliar se seu objetivo é ecológico, pergunte-se: “Qual o verdadeiro propósito que me leva a querer isso”? ” O que irei ganhar ou perder se consegui-lo”? “Existe alguma parte ou papel dentro de mim que tenha objeção a essa meta”? ” O que me impediu de ter criado esse objetivo no passado”?  “Ao alcançar esse objetivo, todas as pessoas e situações de minha vida mudarão de forma positiva”?

Caso algumas dessas perguntas o tenha incomodado e o levado a refletir, não hesite em parar antes de partir para a ação. Pense e veja se é realmente se é isso o que você quer de verdade. Converse com as pessoas envolvidas, busque mais informações, faça novas perguntas. É melhor rever seus planos antes que eles se concretizem do que se arrepender pelo tempo e energia gastos desnecessariamente e interrompê-los mais adiante.

7 – O objetivo identifica o primeiro passo que devo dar?

Para transformar seu sonho em realidade concreta você tem que tomar aquele primeiro passo vital, porque sem ele não terá disposição suficiente para dar o próximo passo, o próximo….. e depois o seguinte.

A ação é o ingrediente principal do sonho a ser realizado, da ideia a ser concretizada, da meta a ser atingida. A execução nada mais é do que uma série de ações encadeadas, sempre voltadas para a consecução de um objetivo, o que exige envolvimento. Portanto, o primeiro passo no caminho dos seus sonhos é a ação e a caminhada até a sua realização é a execução.

 

Diferenças entre o Business e o Executive Coach

Business Coach

 

Tanto o business como o executive coach estão voltados para o aumento do desempenho de alguma forma. Ambos exigem treinamento formal com coaches preparados e reconhecidos em seu campo de atuação, além de reunir experiência em níveis superiores da organização.

As principais diferenças entre o business e o executive coach estão em seu foco e na abordagem de atuação.

Business Coaching

Os clientes são normalmente os proprietários e diretores de pequenas e médias empresas que necessitam de aconselhamento e orientação na melhoria de desempenho operacional. Por meio de dialogo e de sessões estruturadas, o coach estimula o cliente a implementar novas estratégias e aumentar a performance do negócio, através do estabelecimento conjunto de metas e alvos específicos a serem atingidos durante o contrato de coaching.

O foco do business coach consiste em fornecer apoio e estimular ações que levem o cliente a atingir o objetivo do negócio, concentrando-se nos múltiplos aspectos das funções de uma organização, como marketing, vendas, publicidade, RH, operações, finanças, etc, para atingir o plano estratégico definido e o crescimento do negócio desejado

 

Executive Coach

 

Equipe dos sonhos

Esse profissional geralmente trabalha com gerentes seniores, CEOs, diretores e donos de empresas que utilizam o aprendizado para elevar o seu desenvolvimento a uma patamar superior. Isso pode incluir melhor equilíbrio dos relacionamentos interpessoais, preparo para uma mudança de papel na empresa, gestão de stress, enfrentamento de um desafio específico em uma ou mais áreas da organização..

O executive coach tem por foco o aumento da performance do executivo e o desenvolvimento de sua carreira e das habilidades que seus objetivos profissionais exigem. Por meio desse processo, é possível trabalhar efetivamente e diretamente na melhoria dos resultados do negócio.

Áreas de atuação do business coach

Os resultados do business coach abrangem desde o desenvolvimento de relações mais fortes com os clientes até na expansão e aperfeiçoamento de uma base de mercado mais ampla que levem a uma mudança no andamento dos negócios. Os business coaches podem atuar com empreendedores, desenvolvimento de um pequeno e médio negócio e até com grandes corporações.

A lista a seguir destaca algumas das principais áreas em que o business coach é chamado a atuar:

Planejamento estratégico

  • atrair mais negócios;
  • identificar novos targets (alvos) e oportunidades de investimento futuro;
  • melhorar o serviço ao cliente;
  • oferecer estrutura, direcionamento e foco;
  • monitorar e avaliar as ações;
  • direcionar as pessoas para adotar as melhores soluções, simplificar os processos e procedimentos visando assegurar a produtividade e satisfação do cliente;
  • promover a iniciativa e responsabilidade, encorajando os gerentes para que sejam responsáveis em relação a toda a organização e não apenas em relação ao próprio trabalho;
  • aumentar a motivação;
  • oferecer feedback objetivo, mas sem interferência nas decisões do negócio;
  • elevar a consciência quanto à aplicação e utilização dos recursos;
  • expandir o escopo das informações, ideias e soluções disponíveis

Planejar os relacionamentos interpessoais

  • descobrir e alavancar o potencial e a criatividade;
  • eliminar os fatores de stress no trabalho;
  • coordenar a vida pessoal e a carreira;
  • aumentar a capacidade de lidar e receber as mudanças e transições;
  • melhorar a concentração, confiança e tomada de decisões. Eliminar os medos e as ansiedades de performance;
  • networking: buscar o oferecer apoio a outros proprietários de negócio; compartilhar ideias, informações e recursos;
  • ajudar os proprietários e diretores em suas interações com executivos, subordinados e funcionários de outros escalões, e investidores;
  • melhorar as habilidades de negociação com o staff interno, clientes e fornecedores externos.

De acordo com a pesquisa The 10th Coaching Survey (Sherpa Coaching, 2015), não há um padrão de duração para um programa de business coach, porém o processo costuma estender-se de 6 a 12 meses. Um trabalho mais intenso e abrangente, que envolva, por exemplo,  mudanças nos negócios e em seus resultados, pode levar até 18 meses para que os resultados se consolidem a apresentem uma base sólida e sustentável.

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Qual é o seu Mindset?

Mindset

O que lhe vem á cabeça quando você pensa em uma pessoa extremamente inteligente e talentosa? Talvez alguém semelhante ao inventor americano Thomas Edison, cuja invenção da lâmpada elétrica o tornou um símbolo de brilhantismo e criatividade.

Ocorre que, embora inteligente e talentoso, Edison não representa um caso de inteligencia nata. A invenção da luz elétrica não ocorreu do dia para a noite, mas decorreu de um longo processo de curiosidade, dedicação e trabalho árduo.

Em seu livro Mindset, publicado em 2007, a psicologa da Universidade de Stanford, Carol Dweck diz que não é a inteligência, o talento ou mesmo a educação que distinguem as pessoas de sucesso das demais. É o seu mindset (ou modelo mental na falta de uma tradução mais especifica para o Português) e a forma como eles encaram os desafios pessoais e profissionais.

Segundo Dweck, as pessoas ou tem um mindset fixo ou de crescimento, e cada um deles que você adotar pode afetar todas as áreas de sua vida. Um mindset fixo pode aprisionar as pessoas ás suas limitações e impedir o seu crescimento e evolução, enquanto um “growth mindset“, ou modelo mental de crescimento, pode ajudá-las a alcançar mais facilmente  as suas metas e objetivos.

O Mindset Fixo

Mindset fixo

Um mindset fixo se reflete na crença de que inteligência, talento e outras habilidades são coisas que trazemos de berço e não podem ser modificadas. Com essa mentalidade, você é levado a acreditar que não tem a inteligência e o talento suficientes para ter sucesso em determinadas atividades, preferindo desempenhar aqueles que você conhece bem.

O aspecto mais negativo dessa modo de pensar ocorre quando envolve um gerente ou líder de equipe que receia que as realizações dos membros de sua equipe possam ofuscá-lo  e, cada vez que um deles apresenta uma ideia nova,  ele a encara como uma ameaça á sua própria carreira,  e desestimula ou até impede a discussão do assunto.

O Mindset de Crescimento

Mindset de crescimento

A pessoa com um “Growth Mindset” acredita que, com esforço, dedicação e perseverança, poderá desenvolver suas habilidades naturais e atingir suas metas e objetivos.

De acordo com Dweck, as pessoas podem desenvolver suas próprias habilidades, talentos e até mesmo a inteligencia através de experiências, treinamento e esforço. O feedback recebido e os eventuais erros cometidos representam oportunidades de aprendizagem e de aumento  da produtividade. É o que ela chama de ” engajamento proposital” (“purposeful engagement”).

Em sua pesquisa, Dweck trabalhou na teoria da neuro plasticidade, que significa a capacidade do cérebro de  formar novas conexões na vida adulta, quando estimulado por novas experiências e dá suporte á ideia de que se pode desenvolver um mindset de crescimento em qualquer fase da vida. Assim, você pode não se tornar um Thomas Edison, mas com uma mudança de atitude, pode desenvolver o seu potencial,  com aprendizado e prática constantes.

É por isso que Dweck diz que elogiar um trabalho bem feito reforça o mindset fixo, enquanto elogiar o esforço encoraja o de crescimento. Quando o lider foca no resultado individual, a pessoa entende que tentar não é importante, mas se elogiarmos o esforço, estaremos recompensando o processo de aprendizagem,  o que torna as pessoas mais motivadas a continuar lutando em direção ao atingimento de suas metas.

Como desenvolver um Mindset de crescimento

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Dweck ensina alguns passos que podem levar a uma mudança de modelo de pensamento.

Passo 1 – Ouça a sua voz interna

A voz de um mindset fixo poderá impedi-lo de prosseguir seguindo a trilha do sucesso,. Por exemplo, quando você ouve aquela vozinha interna lhe dizendo que você não tem o talento ou a habilidade necessária para realizar determinado projeto, você sente que poderá fracassar ou que as pessoas irão criticá-lo se não for bem sucedido?  Quando você se pensa em enfrentar um novo desafio, você tende a resistir por medo da rejeição ou do fracasso?

Passo 2 – Reconheça que você tem uma escolha

Todo mundo enfrenta desafios, obstáculos e toda sorte de dificuldades ao longo da vida, mas a forma como reagimos a eles pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso. Se você tem uma mentalidade fixa, verá nesses obstáculos uma confirmação de que não está apto para o projeto ou tarefa. Mas se encará-los como uma oportunidade de crescimento, você poderá desenvolver um plano de ação, trabalhar duro, mudar de estratégia e tentar de novo.

Passo 3 – Desafie seu Mindset fixo

Quando você se depara com um novo desafio e sua voz interna lhe diz que é melhor não tentar porque não tem o talento para ser bem sucedido, lembre-se de que você pode aprender as habilidades necessárias para atingir a sua meta. Por exemplo, se você se defronta com um desafio e pensa: “Eu não estou certo de que tenho as habilidades necessárias para fazer isso”, desafie-se respondendo: ” Eu não tenho certeza de que posso fazer isso e talvez não possa fazê-lo da primeira vez, mas posso aprender com a prática”

Passo 4 – Entre em ação

Quando você começa a pensar e agir com um modelo mental de crescimento, torna-se mais fácil superar adversidades e obstáculos de forma mais positiva. Ninguém aprende a tocar violino na primeira vez. Quando cometer um erro, encare isso como uma forma de aprendizado e oportunidade de crescimento.

Pense em como você pode ajudar a sua equipe adotando um mindset de crescimento e acostume-se a elogiá-los não apenas pelo trabalho bem feito, mas também, e principalmente,  pelo esforço e disposição para o aprendizado contínuo, encorajando-os a apresentar ideias e sugestões, num ambiente de discussão e comunicação abertas.

 

A Roda da Vida

Work Life Balance

Nos dias frenéticos de hoje, caracterizados por cobranças e metas profissionais de um lado e por distrações de toda ordem de outro, frequentemente sentimos a sensação de que a nossa vida está saindo do controle e que estamos nos afastando das coisas mais importantes, o que pode levar ao estresse e frustração.

É nesse momento que a Roda da Vida, ferramenta bastante utilizada nos processos de coaching, pode representar uma valiosa contribuição na busca do equilíbrio vida pessoal/profissional, permitindo identificar, através de gráfico, as áreas da vida que possam estar sendo negligenciadas e  para as quais gostaríamos de dar mais atenção, focando toda o nosso tempo e energia nas coisas prioritárias.

O desafio é transformar o conhecimento e o desejo de construir uma vida mais equilibrada num plano de ação concreto e consistente.

Como usar a Roda da Vida

1 – faça um brainstorming das principais áreas de sua vida

Comece fazendo um levantamento das 6 ou 8 dimensões de sua vida que sejam importantes para você, e que poderiam incluir:

  • os papéis que você desempenha na vida, por exemplo: marido/esposa, pai/mãe, gerente, membro de equipe, amigo, líder comunitário, etc;
  • elenque as áreas da vida que são importantes: carreira, educação, saúde, finanças, relacionamentos, etc;

2 – escreva cada uma dessas áreas na borda da Roda da Vida (vide figura abaixo que deve ser adaptado a sua realidade)

The wheel of life

 

3 – avalie cada uma dessas áreas

avalie o seu nível de satisfação e realização em cada área, lembrando que diferentes áreas exigem diferentes níveis de atenção em cada etapa da vida. O próximo passo é avaliar o grau de atenção que você esta dedicando a cada uma dela.

A partir do centro para as bordas do círculo, avalie numa escala de 0 (baixa) a 10 (alta), de forma refletir a atenção e prioridade que você vem atribuindo a cada área.

4 – Junte os pontos

A seguir, junte os pontos em volta do círculo e preencha, a lápis ou em cores, cada um dos quadros avaliados, para verificar, gráfica e visualmente, se a roda mostra uma vida balanceada

5 – reflita sobre qual seria o nível ideal

Isso não significa atribuir linearmente um 5 em cada uma das áreas, já que algumas delas exigem maior foco e atenção em cada etapa da vida. Você terá que fazer escolhas e assumir compromissos, já que nosso tempo e energia não são recursos ilimitados.

Assim, reflita e pergunte-se qual seria o nível de atenção e prioridade que você gostaria de dedicar a cada área e coloque o escore “ideal” em cada uma delas nas extremidades do círculo.

6 – entre em ação

Após obter uma visualização gráfica de sua vida atual e da sua vida ideal, veja quais são os “gaps” ou lacunas que precisam ser preenchidas, e que representam a diferença numérica entre a nota que você se atribuiu e a que gostaria de obter em cada área.

Em seguida, pergunte-se: quais dessas áreas se eu focasse meu esforço e atenção teria maior impacto em todas as outras? Essas são as áreas para as quais você deve atribuir prioridade.

O passo seguinte é traçar um plano com ações específicas, mensuráveis, desafiadoras mas realistas, definindo uma data-limite para cada uma delas.