Empreendedor: É Hora de Planejar 2019

Executive Coaching 3

 

Diante do atual cenário politico e econômico, e independentemente de quem vença as eleições presidenciais no Brasil, é praticamente impossível prever como ficará o ambiente de negócios no pais em 2019, daí a necessidade da elaboração de um plano estratégico minucioso, capaz de dar direção para as empresas e orientar os passos futuros.

Nesse cenário, os consultores recomendam fazer planos com três diferentes enfoques: pessimista, conservador e otimista, de modo a prevenir o que pode dar errado e definir alternativas para o caso, por exemplo, de uma variação acentuada na taxa de câmbio, ou para a necessidade de ter que renegociar com fornecedores e colaboradores.

O planejamento estratégico reduz o impacto de fatores imponderáveis, garante o controle sobre os negócios e permite correções de rumo, evitando que a maior parte do ano vindouro seja consumido na tarefa de apagar incêndios. Para isso, ter indispensável ter uma visão panorâmica da empresa e conhecer as suas vulnerabilidades, de modo a escolher, com mais segurança, a melhor rota a seguir.

É recomendável que essa reflexão não seja feita na própria empresa. Para tomar certa distância, ver o todo e respirar novos ares,é importante que o empreendedor ou executivo reserve um fim de semana, ou pelo menos um dia inteiro, para refletir sobre o futuro, seja sozinho ou, preferentemente, com um grupo reduzido de colaboradores.

Ao final desse exercício de planejamento, recomenda-se que todas as empresas, qualquer que seja o seu porte, recorram a um conselho independente, formado por dois ou três colaboradores qualificados, de preferência não remunerados. Essa prática reforça a disciplina em todos os escalões da organização, porque obriga o dono a reportar os resultados a alguém.

No caso das startups, principalmente as de tecnologia, esse planejamento deve ser realizado em períodos mais curtos – ás vezes até trimestralmente – devido á rapidez das inovações tecnológicas e aos indicadores diferentes dos usados nas empresas tradicionais, como custos de produção e canais de venda. Como são negócios inovadores, muitas vezes sem parâmetros de comparação, as startups precisam identificar as necessidades dos clientes e a receptividade do produto, antes mesmo da fase de planejamento

Passo a passo do planejamento

1 – Entenda o cenário

 

Gerenciamento de informações 3

Para começar, é sempre bom responder a pergunta: por que a empresa existe? Qual é a sua missão ou finalidade principal da atividade desenvolvida? O mais importante não é o que o empreendedor faz, mas os problemas que ele resolve. Um restaurante, por exemplo, não apenas fornece comida – pode também incentivar encontros ou oferecer um certo tipo de alimentação (prática, saudável, etc).

Feito isso, passa-se a olhar para fora da empresa, para situá-la no mercado, de modo que, antes mesmo do inicio da fase de planejamento, se tenha uma visão clara das tendências do publico-alvo e da atuação da concorrência, que devem ser analisados de acordo com os objetivos mais imediatos que a empresa tem em vista, como aumento de vendas ou diversificação de clientes.

2 – Reflita sobre as conquistas

A situação real da empresa se revela a partir de um balanço honesto do ano que está terminando. Esses dados de desempenho são a fonte básica para o planejamento e devem incluir faturamento, lançamento ou cancelamento de produtos, ações de marketing, etc. A partir desse retrato, definem-se as lições que devem ser extraídas dos resultados obtidos – sejam eles positivos ou não.

Esse balanço deve levar em conta todos os elementos do cenário macroeconômico, como uma nova legislação, inovações tecnológicas e as novidades da concorrência. Essa fase do planejamento é de importância vital para as novas empresas, porque é nesse momento que se pode avaliar e corrigir as projeções feitas antes da abertura do negócio.

3 – Defina visões

 

Planejamento Anual

A missão da empresa, somada á visão que ela tem de si mesma, deve orientar as estratégias para o desempenho futuro. Nessa etapa, os tomadores de decisões – sócios, ou gestores de cada unidade do negócio, de acordo com o tamanho da companhia – reúnem-se para discutir os objetivos empresariais e o papel de cada profissional no estágio da execução. É necessário, também, considerar as alternativas de ação diante de fornecedores e clientes.

É também nessa fase que se analisa a possibilidade de implantar novas atividades e modos de incrementar resultados, bem como a conveniência de atrair parcerias ou buscar investidores.

4 – Elabore estratégias

 

Gerenciamento de informações

Ainda com a participação de todos os setores da empresa e levando em conta as sugestões de cada um, passa-se a considerar as novidades do cenário para traçar estratégias. Existem novas oportunidades no mercado e iniciativas que venham a atendê-las? Entre os serviços ou produtos oferecidos pela empresa, quais os que ficaram ultrapassados ou precisam ser reformulados?

Cada área deve responder à parte que lhe cabe nessas questões e apresentar suas conclusões relativas ao período que se encerra. As novidades devem ser propostas em conjunto pelas áreas de venda, inovação e marketing. Em seguida, é a vez da área de operações, em sinergia com a de recursos humanos, criar os formatos dos novos projetos., de forma que todos possam agir em sintonia para operacionalizar as novas ideias.

5 – Estabeleça metas

Uma vez definida a visão do futuro, é  hora de estabelecer as metas,. contemplando faturamento, produtividade e novos projetos, como a abertura de uma nova unidade ou o lançamento de um novo produto, por exemplo. Os objetivos devem levar em conta a realidade presente mas com com base numa visão macro – o desenvolvimento detalhado fica a cargo de cada área.

É importante que a viabilidade de cada meta seja avaliada da melhor forma possível. É provável, ou até mesmo inevitável, que a soma das metas iniciais extrapolem as limitações dos recursos disponíveis, daí a necessidade de o planamento envolver todas as áreas. Nesse momento, é absolutamente necessário ter critérios muito bem definidos para avaliar os projetos, focar nos mais importantes e deixar de lado aqueles que não prioritários.

6 – Proponha caminhos

Com metas e projetos definidos, resta decidir como implementá-los.Para tanto, os consultores sugerem a elaboração de um plano de negócios que não precisa descer ao nível de detalhamento, mas que liste as tarefas que caberão a cada setor na sua execução. O planejamento deve ser desdobrado e prever ações mês a mês.

Um método bastante utilizado,  e que tem como principal vantagem o seu caráter dinâmico, é aquele em que o principal executivo atribui dois objetivos para cada gestor de área e estes propõem dois compromissos adicionais para si mesmos. A partir daí, faz-se uma reunião trimestral para avaliar os resultados. Para conferir o andamento dos processos, bastam reuniões mais rápidas – mensais, quinzenais, ou trimestrais, dependendo do porte da empresa e do tamanho das equipes envolvidas – de até 15 minutos.

7 – Engaje a equipe

 

Coaching em grupos 3

Embora a elaboração do plano estratégico caiba aos diretores e gerentes, é fundamental que todos os colaboradores conheçam as metas e objetivos para o próximo ano, mantendo acesa a discussão sobre a razão da existência da empresa, para inspirar toda a equipe. O cumprimento ou não das metas deve ser conhecido por todos e, se for o caso, discutido em grupo, mas cada projeto deve ter apenas um responsável. Adotar remunerações variáveis ou participação nos lucros, com base nos indicadores estratégicos, é um poderoso fator de estimulo para as equipes.

8 – Valide objetivos

A cada três meses, pelo menos, as metas precisam ser revisitadas, á luz dos resultados obtidos no períodos. Existem softwares e ferramentas que podem ajudar a organizar essa comparação, sendo importante se guiar pelos indicadores adotados no inicio do ano, como a percentagem de crescimento prevista ou a conquista de novos clientes.

O trabalho de validação das metas é feito ao longo do ano e pode ser considerado uma pre-elaboração para os exercícios seguintes – o controle de 2018 fornece informações para o planejamento de 2019, e assim por diante.

Três maneiras de se preparar 

Em sua edição de agosto/2018, a revista Pequenas Empresas, Grandes Negócios, fornece uma guia de planejamento para cada empresa, a partir da situação de cada uma;

1 – Para uma empresa inciante

A metodologia de planejamento é a mesma para qualquer empresa, mas as perguntas são diferentes para empreendedores inciantes, onde, em geral, a falta de experiência é compensada pelo planejamento estratégico e se beneficia da simplicidade do funcionamento interno;

Em função da vulnerabilidade maior das empresas jovens, alguns consultores recomendam a utilização do Orçamento Base Zero, que analisa todos os custos e os divide entre fundamentais, estratégicos (utilizados na execução das metas) e acessórios, que talvez sejam dispensáveis.

2 – Para uma empresa em dificuldades

Nesse caso, a ênfase deve ser dada á compreensão do mercado-alvo e do desempenho da empresa no último exercício. Quais os fatores que fizeram a demanda reduzir ou estagnar? O produto ou serviço ainda tem espaço no mercado? É preciso fazer inovações efetivas que não causem mais problemas financeiros em função dos custos mais altos? Dá para cortar mais gastos?

Caso a situação se mostre muito adversa e não se vislumbre perspectivas de reversão, o empreendedor deve ter a coragem de fazer algo que não é muito habitual no Brasil: preparar-se para o encerramento de negócio com o menor prejuízo possível, antes que seja decretada a falência da empresa.

3 – Para uma empresa em alta

Negócios de grande porte e produtos de indústria complexa,  como óleo e gás, em geral trabalham com planos e metas de longo prazo, de até cinco anos, embora esses periodos venham diminuindo ultimamente, em função das incertezas do cenário macroeconômico.

O planejamento da empresa que vai bem deve focar na manutenção dos indicadores e nas possibilidades de expansão, coma abertura de novas unidades e na conquista de novos mercados – sem deixar de levar em conta a possibilidade de piora no cenário,.Quando se planeja para o melhor cenário, é inevitável pensar em parcerias, contratação de mão de obra temporária e projetos sob encomenda.

Cinco ferramentas essenciais

Alguns instrumentos e ferramentas são muito úteis para auxiliar n[as tarefas de planejamento de empresas de qualquer porte. Alguns dele:

GPD

 

OKR

O gerenciamento pelas diretrizes é voltado principalmente para gerentes, coordenadores e analistas. É um método que enfatiza a disciplina e a inovação e desenvolve o planejamento passo a passo, com flexibilidade para possíveis mudanças.

BSC

Balaced Score Card

 

Os mapas de causa e efeito do Balance Scorecard fragmentam a empresa em mais de 20 etapas em cascata para a compreensão clara do funcionamento de cada área. É recomendado para empresas médias e grande, com estruturas mais complexas.

CANVAS

CANVAS

 

Esse modelo prevê sete passos de gestão no processo de criar e entregar valor para o cliente. Com os dados, é montado um quadro com foco no produto, ajudando a responder perguntas sobre o diferencial da empresa, custos de produção e mercado a ser atingido.

SWOT

SWOT

 

 

 

Ferramenta de análise de cenário que fornece elementos para om planejamento estratégico, podendo ser utilizado por empresas de qualquer porte. O SWOT faz um diagnóstico do negócio, evidenciando seus pontos fortes e fracos e mostra possíveis riscos e oportunidades.

OKR

 

OKR

Significa “oportunidades e resultados-chave” em inglês, e fornece um conjunto de metas inter-relacionadas a ser alcançadas. É voltada para o aumento da produtividade e orienta os profissionais da empresa na otimização dos resultados.

 

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Como Sobreviver na Era do Trabalho sem Emprego

Perfeccionismo

 

Em decorrência do avanço da tecnologia, da reforma trabalhista e da crise econômica, mais de 34 milhões de pessoas já trabalham sem carteira assinada no Brasil. De acordo com números de 2017 do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a quantidade de gente sem registro ultrapassou, pela primeira vez, a de quem tem careteira assinada, superando em quase 1 milhão o contingente de empregos formais.

Essa é um quadro que vem crescendo gradualmente desde 2014 e chegou a representar 37% da força de trabalho no país. Segundo os dados do IBGE, dos 2,3 milhões de postos de trabalho criados em 2017, apenas um quarto oferecia vínculo empregatício. Além disso, só no primeiro trimestre do ano, quase meio milhão de vagas formais deixaram de existir. O Brasil, com 32,9%,  já ocupa a terceira posição entre os dez países com maior número de trabalhadores sem carteira assinada, superado apenas pela Colômbia (51%) e Grécia, com 34,2%.

Por mais que a situação seja agravada pela recessão, muitos especialistas acreditam que a informalidade vai continuar, mesmo após a melhora econômica, impulsionada por outros fatores. Um deles seria o avanço da tecnologia, que possibilita a qualquer pessoa realizar as mais variadas tarefas de qualquer lugar. Outro seria a reforma trabalhista, que permite novas modalidades de contrato mais flexíveis, como o intermitente (quando o contratado só recebe quando é convocado) e o temporário, em que a pessoa atua por tempo indeterminado, sem falar da Lei de Terceirização, que liberou as empresas para contratar terceiros, inclusive para as principais atividades de seu negócio.

E, ao contrário do que muitos podem imaginar, essa não é uma realidade com que se defrontam apenas os menos escolarizados. Com os diplomas perdendo relevância, as habilidades comportamentais e mentais passaram a ter um peso igual ou até maior do que o conhecimento técnico, daí porque todo mundo se torna candidato a se virar por conta própria para sobreviver. Os dados do IBGE mostram que, nos últimos cinco anos, a proporção de desempregados com ensino superior completo aumentou quase 50%.

As consequências da informalidade

O avanço do serviço sem carteira acende um sinal vermelho sobre os indicadores econômicos do Brasil. Segundo o IBGE, a informalidade foi responsável por quase metade da perda de produtividade do país durante os anos de crise. Menos assalariados registrados significa menos consumidores, levando o comércio a se retrair e a reduzir custos, o que provoca mais desemprego. Sem alternativas, as pessoas acabam migrando para outras atividades, como motoristas de aplicativos ou vendedor autônomo, ganhando menos do que nos tempos de carteira assinada.

Nesse contexto, o Brasil caminha para se nivelar á África do Sul, um dos países recordistas em informalidade no mundo, com 80% da mão de obra se mantendo por conta própria, o que pode levar á precarização das condições de trabalho. Sem a estabilidade financeira, os informais se vêm obrigados a acumular dois ou mais serviços, ultrapassando as jornadas de trabalho estabelecidas por lei, e passam a ter mais dificuldades em organizar e pagar as contas no fim do mês.

Trabalhe 4 horas por semana 2

 

A livre escolha

Apesar das dificuldades, há muita gente que opta por esse modelo, especialmente dentre as pessoas mais jovens, que desistem de um emprego formal dentro de uma estrutura corporativa, com um chefe lhe dizendo o que tem que fazer. Ao desejo de mais flexibilidade, se soma o surgimento de aplicativos que possibilitam o compartilhamento de bens; das lojas virtuais que permitem a venda de produtos sem intermediários, e dos sites que conectam autônomos a quem busca prestadores de serviço.

A tendência é que haja cada vez mais empreendedores digitais e profissionais qualificados realizando projetos pontuais, de acordo com as necessidades do cliente. É o chamado gig economy, ou economia sob demanda, que deve se espalhar inclusive nos países mais desenvolvidos. Segundo levantamento da consultoria americana Emergent Research, o numero de gig workers nos Estados Unidos passará dos atuais 4 milhões para 7,7 milhões em 2020, chegando aos 9,2 milhões no ano seguinte.

Para quem não suporta a ideia de passar 8 horas confinado em um escritório, a notícia agrada, já que significa autonomia, liberdade,  e pode representar a independência financeira. Isso também significa que a carreira sai das mãos do empregador e tudo – rigorosamente tudo – passa a ser de responsabilidade do empregado: aonde quer chegar, dias trabalhados, valor dos serviços e planejamento de aposentadoria, um modelo, enfim, que requer disciplina, organização, determinação e criatividade.

Em primeiro lugar, é preciso entender as diferenças entre os profissionais que trabalham sem vínculo, que podem ser divididos em quatro categorias:

  • Informal: não tem registro de emprego, não participa do Sistema da Previdência Social e não recolhe impostos, embora seja parte da população economicamente ativa. É um profissional que faz o que se chama de “bicos”, com formação especializada ou não;
  • Autônomo: não é subordinado a nenhuma empresa, mas deve estar inscrito no cadastro da prefeitura e emitir o registro de pagamento de autônomo (RPA). Tem imposto retido na fonte e quem o contratar terá de recolher INSS de 20% sobre o valor pago;
  • Liberal: pode ser autônomo ou constituir uma empresa em seu nome, como pessoa jurídica. Em geral, presta serviços a várias organizações ou pessoas, sendo os exemplos mais comuns os dos médicos e advogados;
  • Freelancer: é um neologismo de origem americana e designa o profissional que pode apresentar registro de autônomo ou abrir uma empresa para emitir nota fiscal.

 

Para ajudar as pessoas que se encontram nessa situação ou para quem ainda vai passar por ela – ou por opção ou por falta de alternativas – a revista VOCÊ S/A, em sua edição de julho 2018, preparou um guia básico de sobrevivência na informalidade, que resumimos a seguir

Decisões

 

1 – Prepare-se para a carreira do futuro

Com o fim do registro em carteira, quase ninguém entrará numa empresa como estagiário para sair CEO. A carreira deixará de ser linear para se transformar num ziguezague, onde os vínculos serão formados por projetos, obrigando as pessoas a operar como freelancer.

Nesse contexto, é importante buscar a especialização, mas não ficar preso a uma indústria. Um advogado que entende de tudo de regulamentação do setor farmacêutico, por exemplo, pode ficar para trás quando a demanda de serviços jurídicos for o de energia. O profissional vai se fortalecer se tiver uma visão holística da carreira, que lhe permita atuar em diversas frentes, em vários tipos de contratos.

Diante desse novo quadro, as competências comportamentais, também chamadas de soft skills, passam a ser tão ou mais importantes do que o conhecimento técnico. É preciso aprender rápido, além de ser criativo e desenvolver inteligência emocional, saindo da chamada zona de conforto para ampliar a visão, enxergar oportunidades, identificar limites e desenvolver pontos fortes.

Para tanto, cinco competências são necessárias:

  • Networking: só será convidado a realizar projetos quem estiver inserido numa ampla rede de contatos que ajude a divulgar sua reputação;
  • Aprendizado contínuo: como não haverá RH desenhando o plano de desenvolvimento, o profissional terá de estar sempre aberto ás novidades, em busca de fontes de aprendizado e experiências que lhes possibilitem desenvolver as competências mais valorizadas no momento;
  • Criatividade: se os 200 anos passados foram de automação do trabalho físico, a revolução em curso marca a informatização do trabalho intelectual, com o pensamento padronizado sendo realizado por robots. Assim, o que vai diferenciar os indivíduos das máquinas é o raciocínio inovador;
  • Adaptabilidade: a facilidade de se adaptar rapidamente a diferentes situações e de superar reveses ajudará a enfrentar as turbulências da era da informalidade, onde a rotina muda frequentemente e não é possível planejar com precisão o que vai ocorrer.
  • Visão estratégica: será necessário encarar a carreira não mais como um funcionário mas como um microempresário. A capacidade de prever novos cenários e encontrar soluções inteligentes para atuar neles é o que vai garantir trabalho e renda.

2 – Identifique as oportunidades

Self Coaching

 

Outro segredo para ter sucesso sem ser CLT é diversificar o campo de atuação, identificando funções e setores aquecidos. Para evitar análises apressadas e distorcidas, recorra a ex-chefes ou colegas ou considerar contratar um especialista – um coach, por exemplo, pode ajudar a enxergar o seu perfil.

Definidos os caminhos, a dica dos especialistas é circular – e bastante. Seja como freelancer, consultor, empreendedor ou outonamo, é importante frequentar palestras, cursos e eventos onde se possa conhecer gente nova e fazer networking. Também vale conversar com familiares, colegas e antigos clientes para detectar chances de negócios, ou até para aprender com quem já sobrevive sem carteira assinada.

3 – Organize as finanças

Não ter um salário fixo nem os benefícios assegurados pelo registro de trabalho, como plano de saúde, vale transporte e alimentação, exige controle e uma rígida programação de despesas. Para alguns especialistas, o ideal é fazer cálculos anuais, o que possibilita ter uma visão global de quanto, em média, precisa entrar em sua conta no banco mês a mês.

Um erro comum nessa estimativa é superestimar os rendimentos. Estudos de psicologia mostram que a pessoa olha para quanto ganha no mês e fica com aquele número na cabeça, ignorando impostos e custos para realizar o trabalho na profissão (energia, internet e transportes, por exemplo).

Para definir o valores, inclua gastos com moradia, alimentação, laser, transportes e saúde, sem esquecer de reservar uma quantia para depósito do INSS. Como a instabilidade é maior, especialistas recomendam que o autônomo. reserve o equivalente a seis meses de trabalho, para não ser forçado a contrair dívidas e recorrer a empréstimos bancários se e quando a demanda cair. Além disso, é necessário prever os impostos incidentes sobre a atividade: autônomos não são isentos e precisam deixar até 30% dos seus proventos para o imposto de renda.

Para exercer um controle mais rigoroso é preciso separar as despesas profissionais das despesas pessoais, para analisar se há lucro na atividade. Se não está sobrando dinheiro, é hora de rever o orçamento e cortar os gastos que não sejam absolutamente necessários.

4 – Programe a aposentadoria

Em essência, a preparação não é tão diferente de quem trabalha em regime CLT. O teto máximo de aposentadoria do INSS é de R$ 5.645,80 e quem quiser viver com mais terá de aplicar o dinheiro para que ele renda conforme as projeções de custo de vida. No livro Como Planejar a Aposentadoria, Fábio Gallo Garcia, professor da Fundação Getúlio Vargas e consultor financeiro, recomenda poupar o quanto antes.

Se uma pessoa na faixa dos 40 anos quiser uma renda mensal de 7.000 reais aos 70 anos, precisará economizar 167 reais por mês. Mas se deixar para guardar dinheiro aos 60 anos, a poupança mensal subirá para 2.550 reais, ou seja, o esforço fica muito maior quando se está perto da aposentadoria.

Até mesmo onde se pretende morar na velhice fará diferença nesse planejamento. Cidades pequenas, por exemplo, têm custo de vida menor do que as capitais. De modo geral, Fábio recomenda que os autônomos montem uma carteira com poucos investimentos de risco, o que significa não colocar mais de 20% em ações, especialmente se deixar para poupar depois dos 40 ou 50 anos de idade.As três melhores alternativas mais seguras e rentáveis no longo prazo, segundo o professor da FGV, são os títulos de renda fixa, como o Tesouro Direto, além dos fundos e planos de previdência.

 

 

Como Evitar as Compras por Impulso no Mundo Digital

Compras digitais

 

A Internet é um shopping sem porta de saída. Além da comodidade de não precisar ir a uma loja física, as pessoas encontram ali tudo o que desejam a qualquer hora e com um clique no mouse.

Não por acaso o mercado de comércio eletrônico vem registrando taxas constantes de crescimento. Em 2013, 31 milhões de pessoas fizeram uma compra pela web pelo menos uma vez. Em 2017, foram 56 milhões de compradores virtuais – um aumento de 77% em apenas quatro anos segundo estudo Webshoppers, realizado pela empresa E-Bit, que acompanha os números brasileiros;

O problema é que, no ambiente online, consumidor fica sujeito às compras por impulso, seja pela facilidade tecnológica, que estimula o consumo inconsciente, seja pelos recursos utilizados pelo marketing digital para atingir o nosso cérebro.

Por meio de especialistas que conhecem a fundo o comportamento dos clientes, conhecidos por growth hackers, as lojas virtuais tem usado mecanismos cada vez mais sofisticados para atrair os consumidores, armadilhas que podem causar um estrago imenso no bolso e no orçamento das pessoas que não tem controle financeiro.

O americano Robert Cialdini, professor de psicologia e marketing da Universidade do Estado do Arizona, relacionou em seu livro As Armas da Persuasão táticas que levam á persuasão por despertarem o subconsciente das pessoas. das quais pelo menos três estão presentes nos e-commerce  e são utilizadas para estimular a impulsividade nas compras.

Gatilhos mentais

 

São elas: a teoria da escassez, quando a loja e a publicidade diz que o estoque de um item ou serviço está no fim; a prova social, que usa as avaliações feitas por outros usuários para atrair os indecisos; e o fator autoridade, quando o nome de uma personalidade ou celebridade é atrelada á marca. Ter consciência de que esses conceitos existem e são utilizados é o primeiro passo para programar melhor as compras.

Dicas básicas para evitar as compras por impulso

Compras por impulso

 

A primeira recomendação dos orientadores financeiros é criar uma rotina de consumo. Ao receber um e-mail com uma oferta de um produto ou serviço, resista á tentação de clicar nele. Espere um momento em que não esteja com pressa e mais calmo para pesquisar melhor e refletir sobre a compra.

Para quem tem dificuldades em seguir essa orientação, uma alternativa é não autorizar o envio de e-mails de ofertas, o que normalmente acontece quando se preenche um cadastro numa loja virtual e há um campo no formulário autorizando o envio de mensagens com informações e promoções. Na maioria das vezes, a opção “sim” é automaticamente selecionada pelo sistema. Portanto, fique atento e não deixe de desmarcá-la se for o caso.

Estratégias mais comuns do comercio eletrônico e dicas para evitar as armadilhas

1 – Jogo da Escassez

A tática de oferecer descontos por tempo limitado ou poucas peças ou vagas de um determinado produto ou serviço é uma das mais poderosas para gerar a sensação de urgência. O produto pode até estar no fim  ou o desconto realmente tem prazo para acabar, mas outras oportunidades surgirão, já que são táticas comuns e frequentes de vendas.

2 – Avaliações de outros clientes

Segundo a Psicologia Social, o ser humano é impulsionado a escolher um item pela quantidade de avaliações. Os especialistas recomendam que o cliente não olhe apenas para a número de mensagens e estrelas, mas analise detidamente os comentários dos compradores.

3 – Celebridades e influenciadores

É comum as pessoas se verem atraídas por itens associados a imagens de celebridades e influenciadores no YouTube e do mundo virtual. É preciso entender, porém, que esses influenciadores são pagos para fazer uma campanha e muitas vezes nem usam aquele produto que estão elogiando. Portanto, use a razão e não tente imitar hábitos de consumo dos famosos.

4 – Compras com um clique

Os consumidores eletrônicos costumam deixar seus cartões de crédito cadastrados nos sites das lojas virtuais, permitindo com que as próximas compras sejam feitas apenas com um clique o que aumenta o risco de compras por impulso. Para evitar isso, o melhor caminho é não cadastrar antecipadamente o cartão de crédito nos sites eletrônicos e recorrer ao boleto bancário. já que, com ele, a compra só será feita se você puder pagar á vista

5 – Na ponta dos dedos

Pesquisadores da Universidade da Colúmbia britânica descobriram que as pessoas se portam de forma mais racional quando realizam as compras utilizando o computador, em comparação com aquelas que usam o celular. Assim, embora seja mais cômodo pesquisar e fazer comprar pelo Smartphone, a dica é óbvia: priorize o computador desktop na hora que bater aquela vontade de consumir algo.

6 – Anúncios personalizados

A tecnologia permite que os anúncios sejam segmentados por perfil de cliente, o que faz com que as marcas entreguem o “produto certo para a pessoa certa” o que aumenta a chance de compra. A estratégia é excelente, já que o consumidor recebe ofertas que tem a ver com seu estilo de vida e acaba se empolgando e exagerando nos gastos. O melhor caminho é desativar o recebimento de e-mails e propagandas.

7 – Códigos promocionais

O objetivo é levar o consumidor ao impulso. Em praticamente todos os produtos há a possibilidade de inserir códigos para conseguir um desconto ou comprar dois itens pelo preço de um. Normalmente os consumidores são atraídos por essas promoções pelas redes sociais. Assim, a opção para não cair na armadilha é clicar no menu que aparece no canto superior do banner promocional e escolher a opção “ocultar anúncio“.

8 – Anúncios e pushs

A estratégia é conhecida. Basta fazer a busca de algum item na Internet para os sites bombardearem as pessoas com propagandas de produtos ou itens similares, ou para enviarem mensagens para o celular. Os bloqueadores de plugins são ótimos recursos para evitar os “anúncios perseguidores”. Dessa forma, o consumidor ficará protegido dessas propagandas e estará menos propenso a gastar sem necessidade.

 

A Economia e seu Dinheiro em 2018

Economia em 2018

 

Na imensa maioria dos países, quanto maior o retorno potencial de uma aplicação, maior o seu risco. No Brasil, contudo, acontecia justamente o contrário. Até 2016, os investimentos mais conservadores, com fundos DI, estavam entre os mais rentáveis, sendo possível ganhar 15%, 20%, 25% ao ano sem grandes sustos.

Em outubro, porém, quando o Banco Central iniciou uma sequencia de cortes de juros, essa fase começou a chegar ao fim. Em dezembro de 2017, as taxas chegaram a 7%, o menor nível desde o Plano Real. Se a mudança é ótima para a economia – o que tem se verificado com a queda consistente da inflação – ela complicou a vida do investidor, fazendo cair o retorno das aplicações mais conservadores.

Agora, quem quiser obter rendimentos maiores terá que partir para opções mais arriscadas. O problema é que as incertezas sobre a economia são grandes, assim como o risco de perder dinheiro se algo der errado no país, que entrará em 2018 num ano decisivo, em decorrências das eleições presidenciais, cujo resultado determinará se haverá novas medidas de ajuste fiscal e compromisso com uma agenda de reformas ou se as prioridades serão diferentes, dependendo de quem vier a ser eleito.

O que esperar para 2018

Economia Banco Central

 

Em sua edição especial de fim de ano, a revista Exame traça os cenários previstos por 11 consultorias econômicas, bancos e corretoras, cujas premissas estão descritas a seguir:

Cenário Otimista (10% de chance de ocorrer)

  • a reforma da Previdência é aprovada em 2018, o que faz crescer a chance de vitória de um candidato comprometido com o ajuste fiscal e com as reformas;
  • o ambiente internacional continua favorável, com aumento gradual das taxas de juros nos Estados Unidos e crescimento da China

Cenário Básico (60% de chances de ocorrer)

  • a reforma da Previdência não consegue aprovação em 2018, mas os candidatos á frentes nas pesquisas se mostram comprometidos com ela e com o ajuste fiscal;
  • o ambiente internacional continua favorável mantida a expectativa do cenário otimista;

Cenário Pessimista (30% de chance de ocorrer)

  • os candidatos que despontam nas pesquisas rejeitam o ajuste fiscal e as reformas;
  • o crescimento americano provoca inflação e os juros nos Estados Unidos sobem mais do que o esperado, prejudicando o fluxo de recursos para os países emergentes;
  • nesse cenário, o Brasil poderia voltar á recessão em 2019.

Onde aplicar o dinheiro (em % do patrimônio)

Veja as sugestões de oito assessorias financeiras  consultadas pela Exame para os diferentes perfis de investidores; conservador (aqueles que preferem abrir da rentabilidade a sofrer com as oscilações do mercado financeiro); moderado (os que estão dispostos a arriscar um pouco para conseguir um retorno maior), e os de perfil agressivo, que estão dispostos a enfrentar os altos e baixos do mercado

Perfil Conservador

  • 40% em Fundos DI e títulos públicos e provados atrelados ao CDI (CDBs por exemplo)
  • 30% em fundos e títulos de renda fixa;
  • 13% em fundos multimercados;
  • 12% em títulos públicos atrelados á inflação;
  •  4% em fundos imobiliários:e
  •  1% em ações e fundos de ações,

Perfil Moderado

  • 23% em fundos DI;
  • 24% em fundos e títulos de renda fixa;
  • 26% em fundos multimercados;
  • 13% em títulos públicos atrelados á inflação
  • 6%em fundos imobiliários;
  • 8% em ações e fundos de ações

Perfil Agressivo

  • 7% em fundos DI e títulos públicos;
  • 13% em títulos públicos atrelados á inflação;
  • 13% em fundos e títulos de renda fixa;
  • 31% em fundos multimercados;
  •  8% em fundos imobiliários;
  • 28% em ações e fundos de ações

Características e cenários das principais aplicações

 

Economia Investimentos

Fundos DI e títulos atrelados ao CDI

Com a queda dos juros é ainda mais necessário buscar fundos DI com baixas taxas de administração (inferiores a 0,5% ao ano, de preferencias), Os títulos públicos atrelados á taxa Selic (taxa básica de juros) são outra opção. Em relação aos CDBs, os especialistas  recomendam os emitidos por bancos médios, que costumam oferecer até 110% do CDI. As Letras de Crédito Agrícola (LCA) e as Letras de Crédito Imobiliário(LCI) valem a pena quando rendem a partir de 95% do CDI, já que seus rendimentos são isentos de Imposto de Renda.

Títulos Públicos atrelados á inflação (Tesouro Direto)

O rendimento oferecido pelos papéis públicos atrelados á inflação, chamados de Tesouro IPCA, com vencimento a partir de 2024, continua bem vantajoso: varia de 5% a 5,5% ao ano mais a variação do IPCA. Mas é preciso estar disposto e preparado para manter os títulos até o vencimento. A rentabilidade pode oscilar no curto prazo se houver mudanças nas taxas de juros, mas quem mantiver as aplicações até o final, receberá o rendimento negociado no ato da compra.

Fundos e Títulos de Renda Fixa

Os títulos de dívida de empresas e os fundos que investem nesses papéis são alternativas de maior retorno na renda fixa num momento de queda de juros. As debêntures de infraestrutura, por exemplo, isentas de imposto de renda, estão entre os títulos mais indicados. Mas o risco é alto se as empresas que emitiram os papéis tiverem problemas financeiros, levando o investidor a perder grande parte ou tudo que aplicou.

Fundos Multimercados

Em tese, são os fundos que melhor conseguem enfrentar os momentos de volatilidade – como a que se espera m 2018, em função das eleições presidenciais – já que podem investir em diferentes ativos de títulos públicos, privados e moedas, aqui e no exterior, Mas para ganhar dinheiro, é preciso escolher bons gestores, capazes de antecipar tendências.

Fundos Imobiliários

Com a recuperação da economia, a expectativa é que os preços dos imóveis venham a subir, ainda que lentamente. Por isso, os analista aconselham montar uma carteira de títulos imobiliários para diluir os riscos caso algum deles tiver problemas, valendo ressaltar que o rendimento desses fundos é isento de imposto de renda. Comprar para alugar não é vantajoso,  uma vez que o rendimento médio gerado pela locação de um imóvel residencial está em 4% ao ano, menor patamar desde 2008.

Ações e Fundos de Ações

A maioria dos analistas acredita que a bolsa continuará subindo em 2018, devido á queda dos juros e á retomada da economia, mas é preciso investir com critério, escolhendo os papéis que sejam considerados os mais promissores,  e recorrendo sempre a gestores especializados.

Em resumo, embora os números da economia evidenciem que a fase da recessão ficou para trás e que o pior já passou, as incertezas quanto ao cenário politico recomendam prudência e cautela na administração de seus investimentos.

 

 

 

A crise no Brasil pela “The Economist”

Nesta quinta-feira(25), o Brasil voltou a ganhar destaque – e desta vez como destaque negativo – nas páginas na revista britânica “The Economist”, uma das mais prestigiosas e influentes publicações de economia no mundo.

Desde 2009, o Brasil vem aparecendo com regularidade nas reportagens  de capa da revista, conforme se vê a seguir:

” O Brasil decola” (2009)

O Brasil Decola

Em 2009, a revista publicou matéria de capa, ilustrada pela imagem do Cristo Redentor decolando como um foguete, o que retratava o clima de euforia em que vivia o país, com a popularidade de Lula nas alturas, elevadas taxas de crescimento econômico, o que se traduziu na eleição de Dilma Roussef para sucedê-lo na presidência da República.

” O Brasil estragou tudo”? (2013)

O Brasil estragou tudo

Embora o impeachment de Dilma ainda não fosse cogitado, a revista britânica já vislumbrava sinais de perigo para a economia do Brasil, as quais redundaram nas violentas manifestações de rua em junho de 2013, deflagradas a partir do aumento dos preços dos transporte público.

The Economist” lembrava que o país atravessou incólume a crise de 2008 e conseguiu crescer 7,5% em 2010, mas que havia estacionado em uma expansão anual do PIB em torno de 2%.

” O atoleiro” (2015)

O Brasil no atoleiro

Na ocasião, a revista afirmava que os problemas econômicos do Brasil eram bem maiores do que o governo podia admitir ou do que os investidores poderiam antever.

“A estagnação adormecida na qual o país mergulhou está se transformando em uma completa – e talvez prolongada – recessão, uma vez que a inflação pressiona os salários e a capacidade de pagamento das dívidas do consumidor” – advertia a publicação

“Pedindo socorro” (2016)

Pedindo socorro

Naquela edição, a revista afirmava que a presidente Dilma Roussef tinha responsabilidade pelo quadro econômico, mas ressaltava que aqueles que trabalhavam para tirá-la do cargo eram, “em muitos aspectos,  – citando Eduardo Cunha como exemplo – ainda piores. Por entender que o impeachment não resolveria o problema, a revista, já naquela época, defendia a realização de eleições gerais.

“Uma nova ascensão” (2017)

Sem dar destaque apenas ao Brasil, The Economist, em março deste ano, relacionava os países em ascensão – Estados Unidos, União Européia, China, Reino Unido, Japão, Índia e…… o Brasil.

A reportagem destacava que há muito tempo a economia global não crescia de forma tão sincronizada. Na ocasião, o Brasil parecia estar seguindo o rumo certo na direção da recuperação da economia.

” Presidente balança” (2017)

O presidente balança

Abordando a crise atual, deflagrada pela delação da JBS, a revista destaca que Temer é o segundo presidente, em um espaço de um ano, que está lutando para permanecer no cargo, em meio a acusações de mal feitos e queda nas pesquisas de opinião.

Segundo a avaliação da revista, as acusações contra Temer são muito mais graves, se comparadas com as que pesavam contra Dilma, mas suas chances de permanecer na presidência podem ser maiores – afirma a reportagem do ultimo dia 25.

A revista destaca que Temer também desperta menos paixão do que a Dilma entre os eleitores da classe média e essas pessoas estariam mais relutantes em aderir aos ataques contra ele e suas reformas econômicas.

“The Economist” defende as reformas trabalhista e previdenciária – em especial esta última – por entender que tais medidas vão permitir cortes mais agressivos nas taxas de juros e o crescimento no nível de emprego.

A reportagem dá destaque á gravidade das acusações contra Temer e ao desembarque de dois partidos medianos – PPS e PSB – da base de apoio ao governo, embora ministros indicados por essas siglas ainda continuem em seus cargos, á exceção de Roberto Freire, que deixou a pasta da Cultura.

” O destino de Temer – ressalta a revista – está nas mãos das cortes judiciais, de seus aliados no Congresso e da opinião pública, sendo determinante o posicionamento do PSDB, principal base de apoio do governo, que ainda não se definiu a respeito de sua permanência ou não na base aliada, preferindo aguardar até que tenha maior clareza sobre os desdobramentos da crise.

No entendimento dos autores da reportagem, o foro em que o presidente corre mais riscos de perder o cargo é o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que julga ação que pode cassar a chapa Dilma/Temer na eleição de 2014. Até a última semana, muitos duvidavam disso, mas juízes mais experientes politicamente tendem a acreditar que a permanência de Temer no cargo está ameaçada.

Em meio ás análises sobre o pós-Temer, “The Economist” comenta sobre as opções em uma eventual saída via eleições parlamentares, destacando que pessoas do próprio legislativo, com habilidade politica para conduzir as reformas, como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, por exemplo, já são investigados ou podem vir a ser em breve.

Outros possíveis candidatos seriam Carmen Lúcia, Presidente do Supremo Tribunal Federal, e Henrique Meireles, atual Ministro da Fazenda. Mas Carmen Lúcia nunca ocupou função politica e Meireles foi presidente do Conselho de Administração da JBS, justamente a autora das denúncias contra Temer.

Outro nome citado, Nelson Jobim, ex-ministro nos governos de Fernando Henrique, Lula e Dilma, e ex-ministro e presidente do STF, tem contra si o fato de ter sido membro da direção do BTG, cujo fundador, André Esteves, esteve preso recentemente, acusado de participação no esquema de irregularidades na Petrobrás, na operação Lava Jato.

A conclusão da revista é que Temer pode apelar da decisão do TSE – o que lhe garantiria mais algum tempo no cargo – mas se seus aliados lhe virarem as costas, a manobra pode se esfacelar.