Produtividade: O Poder da Regra dos 2 Minutos

Regra dos Dois Minutos

 

Em seu livro “A Arte de Fazer Acontecer” (Getting Things Done, em sua versão original em Inglês), o autor David Allen. um dos mais influentes estudiosos da produtividade e autor do método GTD, destaca a importância do que ele chama de “Regra dos Dois Minutos“. que significa fazer o que precisa ser feito se a ação puder ser concluída em até dois minutos.

Se você pode ler um e-mail em 30 segundos e responder com apenas um “sim” ou “não”, responda-o assim que ele entrar em sua caixa de mensagens. Se quiser dar uma olhada no catálogo de produtos, folhei-o por um ou dois minutos e então descarte-o ou o arquive numa pasta de referencia para ação futura. Se a próxima ação é deixar um recado na caixa postal de alguém, faça a ligação agora.

Segundo Allen, mesmo que o assunto não seja urgente, devemos nos engajar nele de uma vez. É muito mais rápido se dedicar a um item logo na primeira vez do que rastreá-lo futuramente para decidir o que fazer, daí porque a Regra dos Dois Minutos funciona como um atalho bastante eficiente. Se o assunto não for importante o suficiente para demandar uma ação, descarte-o de uma vez. Se for e se você pretende se envolver nele algum dia, o fator eficiência deve ser  levado em conta.

 

Regra dos Dois Minutos GTD

O hábito de seguir a Regra dos Dois Minutos gera um drástico aumento na produtividade, afirma o autor, que conta em seu livro a história de um vice-presidente de uma organização a quem prestou consultoria e que descobriu que seguir a regra lhe havia rendido uma hora de tempo livre por dia.

Ele costumava receber cerca de 300 e-mail diariamente e se concentrava em três atividades principais. Muitas das mensagens eram de funcionários da própria equipe que precisavam da aprovação dele para seguirem com determinado projeto. Como não eram urgentes, ele os deixava na caixa de entrada para analisá-los “mais tarde”, gerando um acumulo de e-mails que ele só conseguia ler nos finais de semana, sacrificando o tempo que deveria ser dedicado ao lazer e á família.

Depois do treinamento com Allen, quando foram repassados os mais de 800 e-mails que se acumulavam em sua caixa de entrada, ele constatou que a maioria poderia ser descartada, muitos arquivados para referência futura e muitos outros poderiam ser respondidos em menos de dois minutos, disparando de imediato. A partir daí, nunca mais ele deixou que os e-mails se acumulassem.

A Regra dos Dois Minutos pode ser a salvação para quem tenta controlar a quantidade de e-mails em sua caixa de entrada. É bem provável que pelo menos 30% dos e-mails que demandam ação exijam menos de dois minutos para serem lidos e respondidos. Caso você queira se tornar mais eficaz durante o esclarecimento dos e-mails, coloque essas recomendações em prática e terá melhorado em muito a rapidez na resposta de suas mensagens.

Allen ressalta que a Regra de Dois Minutos é, na verdade, apenas uma orientação e não uma regra rígida. Assim, se você dedicar algum tempo a esclarecer sua caixa de entrada, fisica ou virtual(e-mails), utilize o atalho eficiente por cinco ou 10 minutos. Se quiser acabar com a pilha de itens e deixar sua mente mais tranquila, diminua o tempo para um minuto ou até mesmo 30 segundos, de modo a se engajar em tudo de forma mais rápida.

Você ficará surpreso com a quantidade de ações em que pode se engajar em dois minutos, até mesmo seus projetos mais importantes – David Allen.

É claro que nenhum projeto pode ser concluído em dois minutos. Mas em dois minutos você pode fazer a coisa mais importante em qualquer projeto, meta ou objetivo – começar, dar o primeiro passo, o que constitui um poderoso recurso contra a procrastinação.

O escritor e especialista em produtividade James Clear, ele próprio um adepto da Regra dos Dois Minutos, lembra em seu blog  que ela tem tudo a ver com o que ele considera o mais importante para a realização de uma meta ou aquisição de um bom hábito: a perseverança no processo para chegar lá e não a obsessão com o resultado final, uma vez que para realizarmos qualquer coisa, o mais importante é começar.

  • quer iniciar uma dieta mais saudável? comece comendo uma pequena fruta(dois minutos) e logo estará iniciando um processo de mudança alimentar;
  • quer adquirir o hábito da leitura? comece com a leitura de uma página de um livro (dois minutos) e logo estará lendo de um a três capítulos;
  • quer caminhar três vezes na semana? coloque o tênis ao lado da cama (dois minutos) as segundas, quartas e sextas-feiras, e inicie as suas caminhadas matinais.

David Allen recomenda, contudo, que não devemos nos tornar escravos da regra, que deve ser aplicada somente quando você estiver comprometido com novos inputs: examinando a sua caixa de entrada ou interagindo com alguém no escritório ou em casa. Mas se não decidir sobre a próxima ação assim que um assunto surgir, terá que gastar mais tempo e energia para a captura e esclarecimento, determinar e monitorar as ações, a fim de evitar que a pendência retorne para a sua cabeça.

 

 

 

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Como Fazer o Seu SWOT Pessoal

 

 

Lider Vulnerável

Criada nas décadas de 60/70 pelo consultor de gestão de negócios  norte-americano Albert Humphrey e  já familiar no mundo empresarial, a análise SWOT – acrônimo em Inglês para Strenght (forças), Weaknesses (fraquezas), oportunities(oportunidades) e Threats (ameças) – é  uma poderosa ferramenta de gestão para auxiliar pessoas e organizações na identificação de seus pontos fortes e áreas que podem ser melhoradas, com vistas á tomada de decisões mais assertivas em direção ao alcance de suas metas e objetivos.

Como aplicar o SWOT

O ponto inicial é preencher os quadrantes da matriz Swot, entendido que as duas primeiras (forças e fraquezas) referem-se a características internas e pessoais, enquanto as oportunidades e ameças se localizam no ambiente externo, sobre as quais, embora fujam de seu controle, você deve  ficar atento, para desenvolver um plano de ação e adotar as alternativas adequadas a cada situação.

O-que-é-Analise-SWOT

 

 

1 – Forças

São os aspectos,características, capacidades e habilidades que favorecem o seu crescimento e podem ajudá-lo no atingimento de suas metas e objetivos. Para identificar suas forças, seja absolutamente honesto como você mesmo e responda sinceramente ás seguintes questões:

Quais as minhas realizações de que mais eu me orgulho?

O que para a maioria das pessoas é difícil e eu faço com facilidade?

Quais as qualidades e habilidades que possuo que me distinguem dos demais colegas de trabalho?

Quando as pessoas me procuram, em busca de algum tipo de assessoria ou aconselhamento, elas costumam buscar o quê?

O que eu gosto de fazer e faço excepcionalmente bem?

Algumas pessoas, talvez por timidez ou por serem excessivamente criticas em relação a si mesmas, têm mais facilidade de expor as suas fraquezas do que de falar de suas qualidades. Se for esse o seu caso, pergunte a seus colegas de trabalho ou recorra a seus cônjuge ou parentes mais próximos.

2 – Fraquezas

Aqui se incluem todos as aspectos que possam criar obstáculos a seu crescimento. Para identificá-los, pergunte-se:

Que tarefas você não gosta de fazer e por quê?

Que habilidades e capacitações você acha que deve desenvolver?

Você já recebeu feedback indicando pontos ou áreas de melhoria? Eles se repetiram ou são recorrentes?

Você tem vícios no trabalho (Exemplos: chegar costumeiramente atrasado em compromissos ou reuniões. atrasar a entrega de trabalhos. irritar-se com facilidade,etc)

3 – Oportunidades

Você costuma frequentar ou participar de eventos (seminários, simpósios, treinamentos, palestras, etc) relacionados á sua área de formação e atuação profissional?

Como anda o seu networking (rede de relacionamento profissional)?

Qual as perspectivas que se abrem no mercado tanto em relação á empresa em que trabalha como em relação á sua carreira e área de formação?

4 – Ameaças

Como anda a concorrência na sua área de formação ou atuação?

Qual a situação atual de seu segmento profissional?

Você possui conhecimentos e habilidades suficientes para ocupar o cargo que ocupa ou para a função  que pretende exercer?

Sua área de trabalho pode passar por um outsourcing (contratação de mão de obra terceirizada)?

Por conta dessas possíveis ameaças, quais os seus pontos fracos podem aumentar o risco?

Plano de ação

Concluído o diagnóstico, agora é partir para a elaboração e implementação de um plano de ação para reforçar os seus pontos fortes e neutralizar ou minimizar os pontos fracos, de forma a tirar proveito das oportunidades e se preparar para as ameaças.

Para isso, você pode utilizar uma técnica conhecida como 5W2H, onde:

What  – o que vai ser feito? Quais os passos e ações que serão implementados

Who – quem vai fazer? Você vai precisar de auxílio de outras pessoas?Quem?

Where – onde isso vai ser feito? No próprio local de trabalho ou você vai precisar do reforço de cursos e treinamentos?

Why – por que isso é importante para você? Quais os resultados você espera atingir e quais as consequências poderão advir se nada for feito?

When -quando isso vai ser feito? Trace um cronograma de ações e e fixe um prazo ou estimativa realista de conclusão de cada uma delas.

How – como isso vai ser feito? Identifique e descreva claramente como as ações serão implementadas.

How much – quanto vai custar não só em termos financeiros mas também de recursos físicos, humanos e materiais?

Análise do campo de forças

Outra ferramenta poderosa que pode ser utilizada no seu plano de ação é a chamada “Análise do Campo de Forças“, bastante utilizada na área de Coaching, e que permite identificar e potencializar as forças impulsionadoras e neutralizar ou reduzir as forças limitantes, conforme exemplo a seguir.

 

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Não Diga SIM Quando quer dizer NÃO!

Dealing with interruptions

 

Quantas vezes você já disse “sim” quando a sua vontade era de fato era dizer “não”? Além da sensação de raiva e frustração que isso proporciona, esse procedimento termina se transformando num dos maiores desperdiçadores de tempo e nos mantendo reféns das coisas sem importância, em detrimento de nossos próprios desejos e prioridades.

É compreensível a necessidade de dizer sim, mesmo nas horas erradas. Afinal, todos queremos ser solícitos e agradáveis para manter nossas amizades, e receamos dizer não para evitar magoar e decepcionar as pessoas. Ocorre que, quando respondemos de forma positiva a alguma demanda cuja resposta deveria ser negativa, estamos, na realidade, terceirizando o controle de nossa própria vida – o que é grave,

A sensação de alívio que experimentamos quando resolvemos algum problema é semelhante àquela de que desfrutamos quando aprendemos a dizer “não” no momento apropriado. Essas três letras têm um poder incrível e são capazes de afastar as distrações com que nos deparamos na administração de nosso tempo e trazer de volta o controle de nossas vidas.

Como dizer “não”

Saber dizer não com polidez mas firmeza é uma arte dominada por poucos. Representa uma desafio que só será legitimo se praticado com amor, sinceridade e honestidade. Dita de forma agressiva poderá gerar problemas que poderão se estender  pela vida inteira. Quando dita de forma certa, porém, traz efeitos positivos impressionantes.

Persuasão 2

 

 

A regra básica – e principal – é nunca diga “sim” para quem quer que seja se, intimamente, você quer dizer “não”, observando as regras a seguir:

  1. Nunca se envergonhe em dizer não. Você não precisa parecer bonzinho para os outros e se mostrar sempre disponível. Na verdade, todos temos problemas em dizer não, e quem tem essa capacidade costuma ser visto com admiração, inclusive pela pessoa que ouve a negativa. No fundo, ela própria gostaria de ter a mesma disciplina;
  2. Não faça rodeios: vá direto ao ponto, Pode até magoar, mas é a melhor alternativa. Adiar uma comunicação quando você já decidiu fazê-la só contribui para aumentar e prolongar o sofrimento. Um não, dito de forma adequada e logo no inicio do processo,poupa muito tempo e futuros aborrecimentos;
  3. Evite desculpas ou mentiras se tiver que dizer não. Se tiver uma justificativa fundamentada em fatos, você pode e deve utiliza-la, com certeza.. Mas lembre-se de que você não deve explicações aos outros nem precisa se desculpar por suas escolhas. O controle de sua vida é seu. Dê uma resposta amigável, com um sorriso, mas seja firme e evite entrar em debates ou discussões sobre as razões de suas decisões;
  4. Use a linguagem corporal para dizer não. Quando a pessoa fizer aquele convite que você não pretende aceitar, comece a torcer o nariz, contorcer a boca e franzir a testa de forma discreta antes que ela termine de falar. Esses movimentos já darão a seu interlocutor a percepção de que você não aceitará a proposta. O “não” será, assim, uma consequência natural e até esperada;
  5. Faça um acordo mental com você. A partir do momento em que decidiu que não quer algo, prometa a si mesmo que se manterá firme nessa posição. Essa pequena atitude ajuda a confirmar em seu intimo a importância de sua resposta e evita conflitos internos.
  6. Se o pedido partir de seu chefe e você não puder ou não quiser atende-lo a melhor alternativa é a negociação. Mostre-lhe que você já está cuidando de outros assuntos importantes (melhor ainda se tiverem sido solicitados por ele próprio) e deixe que ele resolva se vale a pena alterar as prioridades. Se o assunto envolver algo pessoal (uma festa, um happy-hour, ou, em casos extremos, assédio sexual), avalie a situação  e diga não da forma mais direta possível.

Não há regras para dizer “não”embora existam muitos livros que abordam o assunto. O que deve ficar claro é que o ponto de partida para um “não” é  responder com sinceridade para você mesmo os seguintes questionamentos:

 

  • Quero realmente dizer “não”?
  • Essa atividade vai me trazer algum benefício?
  • Tenho tempo disponível para isso sem comprometer meus planos?
  • Está relacionado com a minha missão ou minha identidade?

Caso a resposta a algumas dessas perguntas seja negativa, não hesite em dizer não, ou estará indo contra seus próprios princípios. A melhor forma de dizer “não” para os outros é dizer “sim” para você mesmo!

 

 

Um Teste de Assertividade

Assertividade 2

 

O que você sabe sobre a sua capacidade de ser assertivo? As reações dos outros podem nos fornecer boas pistas. Sua tia, Maria, diz que você é atrevido, seu chefe lhe pede para ser mais convincente com os clientes; seus filhos acham que você deveria dar uma bronca no mecânico, e, na última vez em que tentou dizer o que pensava a um funcionário, recebeu um olhar de desdém.

Embora comentários e reações como essas sejam bons indicativos de como está a sua assertividade, é preciso ir um pouco além e ser mais meticuloso  e sistemático ao  se autoanalisar.

O teste de avaliação a seguir, elaborado pelos psicólogos americanos Robert Alberti, Ph.D, da Associação Americana de Psicologia, e Michael Emmons, Ph.D.,da Universidade Politécnica do Estado da Califórnia, não consegue mensurar o grau de assertividade com absoluta precisão, mas representa uma ferramenta útil  para melhorar a sua autoconsciência em relação ao assunto.

Reserve alguns minutos para responder ao questionário abaixo. É provável que alguns questionamentos não se apliquem á sua vida, mas ainda assim os responda, marcando o número que o descreveria melhor em cada situação, que significa:

  • 0 (zero) – não ou nunca;
  • 1 – um pouco ou ás vezes;
  • 3 – em geral ou muito;
  • 4 – praticamente sempre ou inteiramente.
  1. Quando uma pessoa está sendo injusta, você a critica?
  2. Você acha difícil tomar decisões;
  3. Você critica abertamente as ideias, opiniões e comportamentos dos outros;
  4. Você protesta quando alguém toma o seu lugar na fila?
  5. Você muitas vezes evita lugares, pessoas ou situações por receio de constrangimentos?
  6. Em geral, você confia na própria opinião?
  7. Você insiste para que o cônjuge ou colega de trabalho assuma uma parte justa nas tarefas profissionais ou domésticas?
  8. Você tende a “perder a cabeça”?
  9. Quando um vendedor é insistente, você acha difícil recusar, mesmo que aa mercadoria ou o produto não seja o que você quer?
  10. Você reclama quando alguém chega depois de você e é atendido na sua frente?
  11. Você reluta em dizer o que pensa numa discussão ou debate?
  12. Quando alguém lhe pede dinheiro emprestado (ou roupa, livro, ao algo de valor), e demora a devolver, você lhe fala no assunto?
  13. Você continua uma discussão depois que a outra pessoa chegou ao limite?
  14. Em geral você expressa o que sente?
  15. Você se irrita com alguém que o vigia no trabalho?
  16. Se alguém não para de bater ou chutar em sua poltrona num cinema, vôo, ou conferência, você lhe pede que pare?
  17. Você acha difícil olhar nos olhos das pessoas quando conversa com elas?
  18. Num restaurante, quando a refeição é mal preparada ou mal servida, você chama o garçom e pede que substitua ou dê um jeito na situação;
  19. Quando compra uma mercadoria que apresente defeito, você a devolve para que providenciem o conserto?
  20. Você demonstra a sua raiva xingando palavrões;
  21. Você tenta passar despercebido numa reunião social?
  22. Você insiste para que um técnico ou mecânico faça os consertos ou substituições  que são de responsabilidade dele?
  23. Você sempre se mete na frente e toma decisões pelos outros?
  24. Você é capaz de demonstrar amor e afeto publicamente?
  25. Você é capaz de pedir aos amigos pequenos favores ou ajuda?
  26. Você acha que sempre tem a resposta certa?
  27. Quando você diverge de outra pessoa a quem respeita, é capaz de defender a sua opinião?
  28. Você é capaz de recusar pedidos absurdos feitos por amigos?
  29. Você acha difícil cumprimentar ou elogiar os outros?
  30. Se está incomodado com alguém fumando perto de você, consegue dizer isso?
  31. Você grita ou usa métodos rudes para obrigar os outros a fazerem a sua vontade?
  32. Você conclui as frases dos outros antes que eles o façam?
  33. Você se envolve em brigas com os outros, sobretudo com estranhos?
  34. Nas refeições em família, você controla a conversa?
  35. Quando encontra um estranho, você é o primeiro a se aproximar e iniciar a conversa?

Analisando os Resultados

Assertividade

 

 

Ao completar a avaliação, você se verá tentado a somar os pontos. Não faça isso. O número total de pontos não significa nada, uma vez que não se identificou qualquer qualidade geral de assertividade com a pesquisa. A assertividade depende sempre da pessoa e da situação.

Assim, como não se trata de um teste psicológico, os seus autores sugerem os seguintes passos para analisar as respostas:

  • veja os fatos de sua vida que envolvem pessoas ou grupos e identifique seus pontos fortes e fracos de acordo com isso;
  • veja as suas respostas ás questões 1,2,4,5,6,7,9,10,11,12,14,15,16, 17, 1’8, 19, 21, 22, 24, 25, 27, 28, 30 e 35. Essas perguntas são orientadas para o comportamento não assertivo. Será que suas respostas a essas perguntas revelam que você raras vezes se defende? Ou haverá alguma situação específica que seja mais problemática?
  • veja as respostas ás perguntas 3, 8, 13, 20, 23, 26, 29, 31, 32, 33 e 34, que são orientadas para o comportamento agressivo. Será que suas respostas sugerem que você é autoritário em relação aos outros e não percebe?

Ao concluir esses três passos a maioria das pessoas chega à conclusão de que a assertividade depende de cada situação e de que ninguém se comporta de uma única maneira o tempo todo. É possível ter um estilo predominante (assertivo, agressivo, ou não assertivo), mas em geral as características se sobrepõem.

Essa avaliação ajuda a descobrir nossos pontos fracos e, assim, nos ajudar a iniciar um processo de mudança. Releia a avaliação e descreva em um diário os seus sentimentos sobre cada ponto abordado no teste, analisando especificamente as situações a seguir:

  • que situações lhe causam maior desconforto? Qual delas você enfrenta com mais facilidade?
  • como você se sente sobre sua capacidade de se expressar? Em geral, se sente bem fazendo isso?
  • que obstáculos atrapalham a sua assertividade? Você tem medo das consequências ao enfrentar essas situações? Outras pessoas em sua vida poderiam estar tornando sua assertividade especialmente difícil?
  • suas habilidades comportamentais estão á altura ou são condizentes com a posição profissional que ocupa? Você consegue se expressar quando é necessário?

Escreva seus comentários em um caderno ou em uma espécie de diário. Ao fazer uma reflexão sobre seu estilo mais expressivo, você vai conseguir avaliar suas necessidades com mais clareza, estabelecer metas de melhorias e determinar onde quer chegar com seu treinamento de assertividade.

 

 

 

 

Assertividade: Decidindo quando ser assertivo

Lider Vulnerável

 

A assertividade – assunto objeto de artigo anterior – é, em essência, uma questão de escolha pessoal. Não se trata de escolher ser assertivo porque você está irritado  ou porque a vida nos impõe esse comportamento. Trata-se de adotar uma postura franca e aberta quando o curso natural das coisas gera uma situação que pode ser melhorada ou resolvida com uma atitude assertiva.

Mas, quando saber a hora de entrar em ação. No livro “Como se tornar mais assertivo e confiante”, os autores Robert E. Alberti e Michael L. Emmons, recomendam que se faça as perguntas a seguir, cujas respostas nos ajudarão a descobrir quando ser assertivo e quando é melhor deixar para lá.

1 – O que aconteceu de fato?

Tem certeza de que entendeu claramente a situação? Ouviu todos os lados envolvidos no assunto?

2 – Que importância tem isso para você

Como essa situação se relaciona com suas metas de vida? A ação assertiva traria algum benefício para você? Seus valores foram desrespeitados pelo comportamento da outra pessoa? Já passou por situações semelhantes? A segurança, sua ou de outra pessoa, está envolvida? Existe algum principio fundamental em risco? Você já pensou em suas motivações, ou estaria agindo apenas para “ser assertivo”?

Suponha que sua esposa ou marido tenha o hábito de não tampar a pasta de dentes após usá-la. É um hábito irritante,sem dúvidas. Mas qual a real importância disso? Vale a pena comprometer o seu relacionamento conjugal por um problema tão pequeno? Em vez disso, porque não transformar esse pequeno desleixo em uma brincadeira, como esconder a pasta de dentes, envolver  o tubo em papel laminado, ou escrever um bilhete no espelho com a pasta? Trate os incômodos menores com criatividade e esqueça a raiva.

Por outro lado, se uma situação envolve o bem-estar e segurança de outras pessoas, é hora de agir. Por exemplo, se existe algum cruzamento perigoso em seu bairro, um sinal luminoso que não funciona, reclame com as autoridade responsáveis e chame a atenção dos seus vizinhos para o problema, sem esperar que alguém tome a iniciativa.

Decisões

 

3 – Qual é a chance de você conseguir o que deseja?

A mudança que você deseja é possível? Há alguma chance de a outra pessoa notar o seu comportamento assertivo e mudar de atitude  em função dele? Será que você não estaria tentando “ensinar uma lição” que não tem qualquer chance de ser aprendida? Você consegue transmitir claramente o que deseja e o que espera da outra pessoa? O que a outra pessoa ganha se fizer o que você quer?

Se seu chefe não lhe dá instruções claras e precisas, você precisa dizer isso a ele, sendo objetivo e direto em seu feedback. Ao dizer exatamente o que precisa para realizar uma tarefa que alguém lhe atribuiu, você aumenta a chance de ela prestar atenção e lhe dar o que precisa, já que ela própria também se beneficiará com a execução do trabalho.

4 – Você tem um resultado especifico ou está querendo apenas se expressar

Existe alguma mudança mensurável no comportamento de outra pessoa que você quer que aconteça? Você quer realmente que algo mude ou busca apenas o reconhecimento por expressar a sua opinião.

Se alguém posta um comentário absurdo ou repleto de erros na imprensa ou – situação cada vez mais comum – nas redes sociais, você se apressa em responder corrigindo ou criticando o comentário? Sua intenção é retificar ou esclarecer melhor a informação ou apenas chamar a atenção ou até ridicularizar o autor do post? O tom do seu comentário o dirá.

5 – Você contou até 10?

Dirigir um veículo nos dias atuais constitui um desafio as suas habilidades e não apenas um teste para conduzir um  automóvel. Assim, frequentemente nos vemos diante do impulso de gesticular e extravasar nossa irritação em relação a motoristas menos responsáveis. Não ceda a essa tentação. Essa é oportunidade única de contar até 10, já que nada do que fizer vai servir para “dar uma lição nesse cara”, sem esquecer de que sua reação pode colocar em risco a sua segurança e a de outras pessoas. Enfim, essa é uma situação típica em que é melhor deixar pra lá.

6 – Não seria melhor esperar até amanhã?

Será que você vai conseguir ver a situação com mais clareza se deixar passar algum tempo? Será que a outra pessoa envolvida não estaria mais receptiva para discutir o assunto em outra oportunidade? No momento atual, você estaria mais propenso a fazer um escândalo? Há outras pessoas em volta que não deveriam presenciar o conflito?  Faça a si mesmo essas perguntas e reflita sobre a melhor alternativa.

7 – Você vai se arrepender se não agir?

Será que você vai se importar se deixar para amanhã o que pode fazer hoje? Qual a pior coisa que pode lhe acontecer se não fizer nada? Agir agora vai melhorar a sua auto-estima ou o seu conceito acerca de si mesmo?

Você se matricula num curso que enfatiza a participação em grupo e a interação entre os alunos, mas o instrutor sempre pronuncia o seu nome de forma errada. Você fica dividido entre achar graça e não fazer nada e  ficar ofendido e manifestar sua insatisfação com o erro. A verdade é que você gostaria que seus colegas soubessem a pronuncia correta de seu nome, reconhecidamente difícil.  Eis uma excelente oportunidade de exercitar sua habilidade assertiva.

8 – Você já fez tudo o que podia para eliminar os reduzir os obstáculos e conseguir o resultado desejado?

Negociações 2

 

Existe algo que você possa fazer para tornar a mudança que deseja mais fácil para a outra pessoa? Está disposto a fazer concessões e dar tanto quanto recebe? Pediu que a outra pessoa esclarecesse as suas intenções?

Rex, o cachorro do vizinho vive fazendo cocô em seu quintal e você já está farto de limpar a sujeira e afugentar o animal, mas não gostaria de criar um atrito com o dono. Que fazer? Uma cerca, talvez? Ou usar um daqueles sprays que desencorajam as indesejáveis visitas de animais de estimação? Se e quando decidir discutir o assunto com seu vizinho, ofereça alternativas e demonstre que quer chegar a um acordo que seja do agrado de ambos.

Assertividade e bom senso

A assertividade, enfim, é um método eficaz para quem tem dificuldades de se expressar e é tímido e inseguro para tomar qualquer decisão em seu próprio interesse. Para essas pessoas, a auto-afirmação é uma conquista fundamental, uma espécie de despertar para a vida. O perigo é confundir assertividade com agressividade, razão porque é recomendável que se adotem os seguintes procedimentos para que o bom senso prevaleça:

  • não manipule. A assertividade é uma ferramenta extraordinária quando usada corretamente e não seja utilizada como instrumento de manipulação ou de agressão para “abrir caminho”;
  • não entre na rotina: nada mais aborrecido do que uma pessoa circular por todos os lugares exibindo o seu comportamento “assertivo”, sempre querendo se fazer ouvir, sempre falando o que pensa, etc. Assuma a assertividade como mais uma ferramenta de seu repertório, sempre disponível para ser utilizada  quando necessário;
  • seja generoso: “Generosidade” é uma palavra cada vez mais popular e se encaixa perfeitamente na ideia de usar a assertividade como um estímulo para que as pessoas se tratem mutuamente com respeito e compreensão. Um estilo de vida verdadeiramente assertivo se preocupa com os outros e com seus direitos;
  • seja você mesmo: a assertividade reconhece – e respeita – as diferenças individuais. Para ela, todo mundo tem a sua visão particular do mundo. Portanto, não tente moldar as pessoas á imagem que você faz delas, nem acredite que existe apenas uma maneira de agir assertivamente em determinada circunstância. Viva a diferença!
  • seja persistente, mas não obsessivo: Um dos aspectos mais importantes do comportamento assertivo é a persistência. É raro alguém pedir alguma coisa e conseguir de imediato. Quase sempre é necessário pedir mais de uma vez ou recorrer a uma pessoa que tenha autoridade para conseguir o que você quer. Se sua causa é importante, vale a pena insistir. Fale novamente com o vizinho sobre o cachorro e lembre a seu chefe do aumento que você pleiteia. Seja assertivo em sua insistência, mas nunca agressivo e impertinente;
  • treine e pratique bastante mas não busque a perfeição: não deixe que suas ações e respostas pareçam mecânicas e ensaiadas. Embora seja necessário treinar as habilidades assertivas durante a fase de aprendizado, é fundamental criar um estilo pessoal que integre a nova habilidade adquirida ao seu modo de falar. Não siga roteiros padronizados, pois, agindo assim, você perderá a credibilidade e não será levado a sério.
  • não tente dar uma de terapeuta: nada de ficar psicanalisando as pessoas e as situações, sempre imaginando como os outros vão reagir ou tentando amoldar o comportamento alheio ao que lhe parece ser o mais eficiente. É raro alguém ser bem sucedido agindo dessa maneira. Em vez disso, seja você mesmo e comporte-se assertivamente, sempre levando em consideração e respeitando as necessidades e os desejos das outras pessoas.

10 Coisas Que Você Deve Deixar de Fazer em 2018

Self CoachingNum momento em que a chegada de um novo ano nos impõe um reflexão sobre as nossas ações, sobre o que deu certo e o que não funcionou no ano que se encerra, parece-nos importante alinhar dez coisas que deveríamos parar de fazer em 2018, extraídas do livro “1.000 + Little Things Happy Successful People Do Differently” (“1.000 coisas que as pessoas bem sucedidas fazem de forma diferente”), do casal Marc & Angel Chernoff (http://www.marcandangel.com), resumidas a seguir.

1 – Pare de procrastinar as suas metas e objetivos

Algumas pessoas sonham com o sucesso enquanto outras acordam e trabalham duro para alcançá-lo. Costumamos resistir a entrar em ação justamente nos momentos em que a mudança é mais necessária. Contudo, procrastinar as tarefas  só as torna mais difíceis  e assustadoras. Aquilo que não começamos hoje não estará concluído amanhã. E não há nada mais frustrante e estressante do que o adiamento permanente das tarefas não realizadas.

O segredo de seguir em frente é simplesmente começar. Assim, esqueça a linha de chegada e concentre-se apenas em dar o primeiro passo, e diga a si mesmo: “Eu vou começar essa tarefa com um pequeno e primeiro passo, ainda que não seja perfeito” O conjunto de pequenos passos levará á conclusão das tarefas e ás mudanças desejadas mais rápido do que você poderia imaginar.

2 – Pare de culpar os outros e arranjar desculpas

Pare de culpar os outros pelo que você fez ou deixou de fazer e pelos seus sentimentos em relação a isso. Quando você busca culpados está apenas negando a sua própria responsabilidade e contribuindo para perpetuar um problema. Assuma o controle de sua vida e não transfira a terceiros a responsabilidade pelos seus problemas. Viver dando desculpas é o primeiro passo para o fracasso. Você – e somente você – é responsável por sua vida, por suas escolhas e por suas decisões.

3 – Para de evitar as mudanças

 

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Se nada mudasse, não haveria pôr do sol na manhã seguinte. Muitos de nós nos sentimos confortáveis onde estamos mesmo quando o universo está em constante mudança á nossa volta. Aprender a reconhecer isso é vital para a nosso sucesso e felicidade geral.Somente a mudança nos possibilita o crescimento e a ver o mundo de uma forma como nunca imaginamos possível.

É preciso não esquecer que qualquer que seja a situação atual – boa ou má – um dia ela irá mudar. Essa é a unica coisa com a qual podemos contar. Então, aceite a mudança e entenda que tudo acontece por uma razão. Nem sempre parecerá óbvio ou fácil no início, mas valerá a pena no final do processo de mudança.

4 – Parece de tentar controlar o incontrolável

Se você vive tentando controlar tudo e preocupando-se com coisas que estão fora de seu controle, você está montando o cenário para uma vida de frustração e tristeza. Algumas coisas estão fora de nosso controle – mas podemos controlar como reagimos a elas. A vida de todos nós inclui aspectos positivos e negativos, e se nos sentimos felizes ou não ,depende fundamentalmente dos aspectos em que colocamos nosso foco de atenção.

Assim, a melhor coisa a fazer é deixar de lado aquilo que não podemos controlar e investir nosso tempo e energia nas coisas que podemos – como, por exemplo, a nossa atitude em relação aos problemas.

5 – Para de falar mal de você mesmo

Nossa mente é um instrumento fantástico se usada corretamente, mas pode tornar-se altamente destrutiva quando usada de forma incorreta. Todos nós conversamos em silêncio com nós mesmos, mas nem sempre estamos conscientes do que estamos dizendo e de como aquilo está nos afetando.

Henry Ford disse certa vez: ” Quer você pense que está certo, ou pense que está errado, você estará certo“. Uma das razões por que fracassamos é o nosso sentimento de dúvidas e de negatividade, e a melhor forma de superá-las é substituindo os pensamentos e emoções negativas por outras mais fortes e mais empoderadoras.

6 – Pare de criticar os outros

 

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A negatividade que você transmite em relação aos outros irá gradualmente se projetar em sua própria felicidade. Quando você se sente confortável com as suas próprias imperfeições, você não se sentirá ameaçado ou ofendido com os erros e imperfeições que você vê em terceiros.

Por isso, pare de preocupar-se com os erros e defeitos dos outros, e concentre-se em você mesmo. Deixe que o seu próprio progresso e crescimento o mantenha tão ocupado que não lhe sobre tempo para preocupar-se em criticar os outros.

7 – Para de correr de seus medos e problemas

Evitar os seus receios e problemas não os eliminarão. A melhor solução é enfrenta-los de cabeça erguida, por maiores e mais poderosos que possam ser.  O medo, em particular, nos mantém confinados em nossa zona de conforto, nos paralisa, e impede de implementar mudanças, assumir riscos calculados e tomar decisões.

A história de nossa vida é a culminação  de pequenas experiências únicas e pessoais., muitas das quais exigem esforço para nos fazer sair da zona de conforto. Deixar que os medos e as preocupações nos controlem não é viver – significa apenas existir. Em síntese: ou você enfrenta e controla os seus medos e problemas ou eles terminarão assumindo o controle de sua vida.

8 – Pare de viver em outro tempo e em outro lugar

Muitas pessoas passam a vida tentando viver em outro tempo e em outro lugar, e vivem se lamentando pelo que fizeram ou deixaram de fazer, pelo que poderiam ter feito ou em quem poderiam ter se tornado. Contudo, o passado já se foi e o futuro ainda não existe. e por mais que passemos tempo nos lamentando, isso não vai mudar nada.

Um dos paradoxos da vida é que um futuro brilhante depende da habilidade em prestar atenção no que está ocorrendo agora e no que estamos fazendo no presente momento.Viver o momento exige uma ativa e aberta conscientização do presente. Não crie fantasias a respeito de férias, por exemplo, quando você está envolvido no trabalho, nem se preocupe com a pilha de tarefas pendentes em sua mesa de trabalho quando você está de férias. Viva o aqui e agora!

9 – Pare de tentar ser alguém que você não é

Um dos grandes desafios da vida moderna é ser você mesmo num mundo que vive tentando lhe transformar em outra pessoa. Sempre haverá alguém que seja mais bonito, mais inteligente e mais jovem do que você – mas eles nunca serão você.

Mantenha a sua identidade e não tente mudar só para agradar outras pessoas. As pessoas certas saberão valorizá-lo pelo que você e como você é, e você próprio, também, irá gostar mais de você!

10 – Pare de não demonstrar gratidão

Nem todas as peças do quebra-cabeça que é a nossa vida parecem se encaixar de inicio. Mas, no final,  isso acontecerá perfeitamente. Portanto, agradeça as coisas que não deram certo, porque elas abriram espaço para aquelas que irão funcionar. E agradeça as pessoas que se afastaram de você, porque elas abriram espaço para aquelas cuja amizade vale a pena preservar.

Não importa se a sua vida está boa ou se você está atravessando um momento adverso. Acorde todos os dias manifestando gratidão pela vida. Lembre-se de que , nesse momento, alguém poderá estar  lutando desesperadamente pela dela. E, em vez de pensar no que lhe está faltando, pense no que você tem e falta a outras pessoas.

Feliz 2018!

 

Foco e Concentração: as lições de um domador de circo

Como se comcentrar melhoirHá mais de um século, um domador de leões chamado Clyde Beatty, aprendeu uma lição que moldou toda a sua vida.

Nascido em uma pequena cidade de Ohio, nos Estados Unidos, em 1903, Beatty, ainda adolescente, conseguiu um emprego como limpador de jaulas em um circo e logo progrediu, , tornando-se posteriormente um dos mais conhecidos domadores de animais selvagens. Como principal atração, apresentava leões, hienas, jaguares todos ao mesmo tempo e na mesma arena, sem qualquer proteção.

O mais impressionante é que, numa profissão onde as pessoas morrem em serviço, Clyde veio a falecer depois dos 60 anos, vitima de câncer. Ou seja, foi a doença que lhe tirou a vida – não o leão.

Como isso aconteceu? Graças a uma tática simples.

Clyde foi um dos primeiros domadores a introduzir, em suas apresentações, uma cadeira e um chicote para controlar o leão. Embora o chicote fosse o centro das atenções, era a cadeira, contudo, que cumpria o papel principal.

O domador colocava a cadeira em frente do leão que fica olhando as quatro pernas simultaneamente, sem se concentrar em nenhuma delas e, com a atenção dividida, ficava confuso a respeito do que fazer em seguida,  esquecendo completamente da figura do domador e da intenção de ataca-lo.

A analogia da cadeira

Nessa história, retratada no mais recente post de seu blog, o escritor James Clear faz uma analogia entre o comportamento do leão e aquele que adotamos quando nos vemos diante de várias opções e deixamos de entrar em ação, por falta de foco e de autodisciplina.

Isso é particularmente comum quando queremos iniciar uma nova atividade ou adquirir um bovo hábito.

Quantas vezes você já se viu na mesma situação do leão? Quantas vezes você já quis realizar alguma coisa (perder peso, iniciar um novo negócio, viajar com mais frequência, etc) e terminou confuso e inerte diante de tantas opções á sua frente,  e por achar que ainda não estava preparado para dar o primeiro passo?

Toda vez que você sentir que o mundo está colocando uma cadeira na sua frente, lembre-se disso: tudo o que você precisa fazer é comprometer-se com uma única coisa e entrar em ação.

Você não precisa ter sucesso logo de cara. O importante é dar o primeiro passo. Começar mesmo achando que ainda não está pronto é um dos hábitos das pessoas bem sucedidas. Na maioria das vezes, a habilidade de decidir pela primeira coisa a ser feita é tudo o que se precisa para manter o foco. As pessoas não têm problemas em definir o foco: o problema é decidir quando começar.

Você já se viu diante de alguma coisa que necessariamente precisa ser feito? O que você fez: você foi lá e fez. Talvez tenha procrastinado no inicio mas, assim que se comprometeu com a tarefa, você a concluiu.

Em outras palavras, obter progresso em sua saúde, em sua carreira, em sua vida, enfim, não é uma questão de aprender a ter foco e concentração. É definir e comprometer-se com uma tarefa especifica em vez de, a exemplo do leão, dispersar sua atenção entre as quatro pernas da cadeira.

Quer perder 10 quilos? Comece a caminhar e a se alimentar de forma mais saudável, de modo gradual mas já a partir de amanhã.

Quer iniciar um novo negócio? Estabeleça metas e objetivos e defina a primeira ação, por menor que seja, mas comece.

Com mais frequência do que imaginamos, a vida nos coloca no centro do ringue, e não nos permite adotar a postura dispersiva do leão da história.

Assim, utilize o bastão ou o chicote para afastar a cadeira e vá em frente!

 

 

 

 

 

 

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