Como Evitar as Compras por Impulso no Mundo Digital

Compras digitais

 

A Internet é um shopping sem porta de saída. Além da comodidade de não precisar ir a uma loja física, as pessoas encontram ali tudo o que desejam a qualquer hora e com um clique no mouse.

Não por acaso o mercado de comércio eletrônico vem registrando taxas constantes de crescimento. Em 2013, 31 milhões de pessoas fizeram uma compra pela web pelo menos uma vez. Em 2017, foram 56 milhões de compradores virtuais – um aumento de 77% em apenas quatro anos segundo estudo Webshoppers, realizado pela empresa E-Bit, que acompanha os números brasileiros;

O problema é que, no ambiente online, consumidor fica sujeito às compras por impulso, seja pela facilidade tecnológica, que estimula o consumo inconsciente, seja pelos recursos utilizados pelo marketing digital para atingir o nosso cérebro.

Por meio de especialistas que conhecem a fundo o comportamento dos clientes, conhecidos por growth hackers, as lojas virtuais tem usado mecanismos cada vez mais sofisticados para atrair os consumidores, armadilhas que podem causar um estrago imenso no bolso e no orçamento das pessoas que não tem controle financeiro.

O americano Robert Cialdini, professor de psicologia e marketing da Universidade do Estado do Arizona, relacionou em seu livro As Armas da Persuasão táticas que levam á persuasão por despertarem o subconsciente das pessoas. das quais pelo menos três estão presentes nos e-commerce  e são utilizadas para estimular a impulsividade nas compras.

Gatilhos mentais

 

São elas: a teoria da escassez, quando a loja e a publicidade diz que o estoque de um item ou serviço está no fim; a prova social, que usa as avaliações feitas por outros usuários para atrair os indecisos; e o fator autoridade, quando o nome de uma personalidade ou celebridade é atrelada á marca. Ter consciência de que esses conceitos existem e são utilizados é o primeiro passo para programar melhor as compras.

Dicas básicas para evitar as compras por impulso

Compras por impulso

 

A primeira recomendação dos orientadores financeiros é criar uma rotina de consumo. Ao receber um e-mail com uma oferta de um produto ou serviço, resista á tentação de clicar nele. Espere um momento em que não esteja com pressa e mais calmo para pesquisar melhor e refletir sobre a compra.

Para quem tem dificuldades em seguir essa orientação, uma alternativa é não autorizar o envio de e-mails de ofertas, o que normalmente acontece quando se preenche um cadastro numa loja virtual e há um campo no formulário autorizando o envio de mensagens com informações e promoções. Na maioria das vezes, a opção “sim” é automaticamente selecionada pelo sistema. Portanto, fique atento e não deixe de desmarcá-la se for o caso.

Estratégias mais comuns do comercio eletrônico e dicas para evitar as armadilhas

1 – Jogo da Escassez

A tática de oferecer descontos por tempo limitado ou poucas peças ou vagas de um determinado produto ou serviço é uma das mais poderosas para gerar a sensação de urgência. O produto pode até estar no fim  ou o desconto realmente tem prazo para acabar, mas outras oportunidades surgirão, já que são táticas comuns e frequentes de vendas.

2 – Avaliações de outros clientes

Segundo a Psicologia Social, o ser humano é impulsionado a escolher um item pela quantidade de avaliações. Os especialistas recomendam que o cliente não olhe apenas para a número de mensagens e estrelas, mas analise detidamente os comentários dos compradores.

3 – Celebridades e influenciadores

É comum as pessoas se verem atraídas por itens associados a imagens de celebridades e influenciadores no YouTube e do mundo virtual. É preciso entender, porém, que esses influenciadores são pagos para fazer uma campanha e muitas vezes nem usam aquele produto que estão elogiando. Portanto, use a razão e não tente imitar hábitos de consumo dos famosos.

4 – Compras com um clique

Os consumidores eletrônicos costumam deixar seus cartões de crédito cadastrados nos sites das lojas virtuais, permitindo com que as próximas compras sejam feitas apenas com um clique o que aumenta o risco de compras por impulso. Para evitar isso, o melhor caminho é não cadastrar antecipadamente o cartão de crédito nos sites eletrônicos e recorrer ao boleto bancário. já que, com ele, a compra só será feita se você puder pagar á vista

5 – Na ponta dos dedos

Pesquisadores da Universidade da Colúmbia britânica descobriram que as pessoas se portam de forma mais racional quando realizam as compras utilizando o computador, em comparação com aquelas que usam o celular. Assim, embora seja mais cômodo pesquisar e fazer comprar pelo Smartphone, a dica é óbvia: priorize o computador desktop na hora que bater aquela vontade de consumir algo.

6 – Anúncios personalizados

A tecnologia permite que os anúncios sejam segmentados por perfil de cliente, o que faz com que as marcas entreguem o “produto certo para a pessoa certa” o que aumenta a chance de compra. A estratégia é excelente, já que o consumidor recebe ofertas que tem a ver com seu estilo de vida e acaba se empolgando e exagerando nos gastos. O melhor caminho é desativar o recebimento de e-mails e propagandas.

7 – Códigos promocionais

O objetivo é levar o consumidor ao impulso. Em praticamente todos os produtos há a possibilidade de inserir códigos para conseguir um desconto ou comprar dois itens pelo preço de um. Normalmente os consumidores são atraídos por essas promoções pelas redes sociais. Assim, a opção para não cair na armadilha é clicar no menu que aparece no canto superior do banner promocional e escolher a opção “ocultar anúncio“.

8 – Anúncios e pushs

A estratégia é conhecida. Basta fazer a busca de algum item na Internet para os sites bombardearem as pessoas com propagandas de produtos ou itens similares, ou para enviarem mensagens para o celular. Os bloqueadores de plugins são ótimos recursos para evitar os “anúncios perseguidores”. Dessa forma, o consumidor ficará protegido dessas propagandas e estará menos propenso a gastar sem necessidade.

 

Anúncios

Como Atingir o Equilíbrio Pessoal e Profissional

Work Life Balance

Quantas pessoas você conhece que são extremamente bem sucedidas na área financeira mas padecem para se estabilizar em um relacionamento? Quantos profissionais se matam de trabalhar todos os dias, se alimentam mal, se esquecem de praticar esportes, de ter amigos e levam uma vida estressante e sedentária, esquecendo de agradecer a Deus por tudo o que conquistaram?

Fala-se muito em equilíbrio e qualidade de vida nos dias de hoje, mas são poucas as pessoas que realmente a desfrutam. São coisas que não se compra em livrarias ou em farmácias – elas se encontram dentro de nós, em nossos diversos corpos. o físico, o mental, emocional e espiritual.

Em seu livro Climb The Highest Mountain, Mark e Elisabeth Profhet as identificam como os quatro corpos materiais, que são os meios para a evolução do homem na Terra. Mente, coração, espirito e corpo juntos formam você. Eles são interdependentes, ou seja, o desequilíbrio de um pode afetar todos os demais. Tudo o que fazemos está relacionado com os nossos quatro corpos e pode contribuir para o seu equilíbrio ou desequilíbrio.

O Corpo Físico

Cuide bem de seu corpo. Afinal, você vive dentro dele – Abílio Diniz

A saúde é como a fortuna e deixa de favorecer os que abusam dela – Saint Évremond

Se você tivesse uma Ferrari, colocaria gasolina adulterada no tanque? Não? Então por que você insiste em comer comidas gordurosas que elevam o seu colesterol e aumentam as chances de um infarto? A analogia pode ser exagerada, mas se analisarmos bem, qual é a diferença entre um carro de luxo e seu corpo? Qual deles tem mais valor? Por que cuidamos melhor de um do que do outro?

Se seu corpo para de funcionar, sua vida acaba. Assim, precisamos cuidar bem de nosso corpo pois ele é o veículo que nos leva aos resultados que desejamos alcançar. Por isso, ele também precisa de combustível de qualidade. Nosso cérebro é poderoso e, ao reparar que você não dá descanso a seu corpo, lhe manda um recado por meio de uma doença. Devemos encarar nossas doenças como um aprendizado, não simplesmente como um problema.

Nosso corpo físico pode estar nos mandando uma mensagem, que pode ser um pedido de férias, de mais exercícios, menos álcool, respirar melhor, beber mais água, etc. Quem mensagens seu corpo está enviando para você? Todas as atividades que você faz para melhorar a saúde e o bem-estar são relacionadas com o corpo físico. O que você poderia fazer no seu dia a dia para melhorar essa máquina?

O corpo mental

Embora os mestres e os livros sejam auxiliares necessários, é do esforço próprio que resultam os mais complexos e brilhantes resultados – Garfiel

 

O corpo mental está relacionado com os nossos pensamentos, as coisas que aprendemos, que ensinamos, que escrevemos. Nossa mente funciona 24 horas por dia e até em nossos sonhos estamos aprendendo. Numa analogia com a linguagem tecnológica, se o corpo é o hardware, a mente é o software, que deve ser programada para obter os resultados que gostaríamos.

Existem várias definições para Programação Neolinguística – PNL O famoso coach, escritor e palestrante Anthony Robbins, em seu livro O Poder sem Limites, define a PNL como a ciência de como dirigir seu cérebro de uma forma favorável á obtenção dos resultados que deseja. Christian Barbosa, um dos maiores especialistas em produtividade no Brasil, a conceitua como uma linguagem de programação capaz de desenvolver qualquer tipo de programa instalável no ser humano.

Você pode exercitar o seu corpo mental das mais variadas formas, seja através de um bom filme, de uma palestra, a leitura de um livro ou pela realização de cursos e seminários. Você pode também ensinar algo e fazer uma série de outras atividades – as possibilidade são infinitas.

O corpo emocional

No amor, nem sempre são as faltas o que mais nos prejudica, mas sim a maneira como procedemos depois de as ter cometido – Ovidio

O corpo emocional está vinculado á necessidade básica do ser humano de se relacionar com seus semelhantes. Todos os sentimentos e emoções manifestados através de nosso corpo físico são gerados pelo corpo emocional. Muitas vezes, renunciamos aos nossos próprios sentimentos e acabamos por nos anular, seja numa relação a dois ou em um grupo. Por meio da perda, deixamos de ser verdadeiros e passamos a viver uma aparência, desequilibrando todas as nossas reações.

Hoje já está mais do que provado que o coeficiente de inteligência, o velho QI, é superado pela inteligência emocional e uma pessoa capaz de controlar suas emoções tem muito mais poder pessoal para reagir ás adversidades da vida.

As emoções são o reino mais desconhecido e sombrio da natureza humana e o mais instável e subjetivo de todos os corpos. Nossas emoções são quase subliminares e desconhecidas até por nós mesmos.

O corpo espiritual

A intuição é a função da consciência relacionada com o corpo espiritual. É pela intuição que nos aproximamos da essência de uma situação, das suas possibilidades e de seu real significado. Intuir é um processo criativo e divino de inspiração, uma forma de nos conectarmos com um Ser Superior e de lhe ouvir,transformando as palavras em ideias brilhantes e originais.

O corpo espiritual é o mais abstrato de todos. Ele não se relaciona apenas com a religião, mas também com você mesmo, com o seu eu interior. Existem muitas coisas que fazem bem ao espirito, como a oração, a meditação, o relaxamento, a reflexão, a inspiração, etc.

O equilíbrio dos quatro corpos

 

 

Na infinita complexidade do ser humano não existe uma forma de suprimir nenhum dos seus quatro corpos já que não somos máquinas. Assim, todas as metodologias de administração pessoal deveriam buscar esse equilíbrio em nossos papéis e atividades diárias, que são fundamentais para o bem-estar pessoal e qualidade de vida. O segredo é tornar esse processo natural e buscar uma sinergia entre todos os nossos papéis e atividades.

Imagine que, exercitando o seu papel de marido, você saia para assistir a um filme no cinema com a sua esposa, que lhe traga reflexão e novas inspirações. Depois você sai para jantar e termina a noite com um programa romântico. Esse programa simples trabalhou ao mesmo tempo todas as áreas de sua vida e ainda ajudou seu papel de marido.

A seguir, estão alguns exemplos de atividades para “exercitar” seus corpos no decorrer da semana:

  • Físico: andar, ir a academia, dormir, se alimentar bem, fazer dieta, visitar o médico, fazer exames, sorrir.
  • Mental: ler, escrever, trabalhar, assistir a um filme, fazer um curso, ensinar algo, aprender idiomas, sorrir
  • Emocional: namorar, fazer novos amigos, ajudar pessoas, deixar alguém feliz, demonstrar emoções, ser sincero, cantar, sorrir
  • Espiritual: orar, celebrar a natureza, refletir, buscar o autoconhecimento, meditar, relaxar, viver, sorrir.

Um exercício pratico sobre equilíbrio é pegar uma folha de papel sulfite, dobrá-la no meio e depois dobrar novamente, de forma que fiquem quatro espaços definidos. Abra a folha e escreva em cada um deles as quatro partes (físico, mental, emocional, espiritual)..Feito isso, em cada espaço faça um brainstorming de todas as atividades que gosta de fazer em cada uma dessa áreas.

Assim que a lista estiver pronta, selecione uma atividade de cada área e circunde-a, de preferência aquela de que mais gosta e possa ser realizada com seus relacionamentos mais importantes, Guarde essa folha e mantenha-a sempre com você.

Não existe um parâmetro de dedicação a cada corpo. Você é a única pessoa capaz de avaliar isso. Reflita sobre os aspectos de sua vida e exercite aquele que tem sido mais negligenciado. Utilize as reuniões com você mesmo e, se necessário, peça ajuda a alguém para criar uma rotina eficaz e equilibrada.

Administração pessoal é a busca de qualidade de vida de forma a priorizar as atividades importantes e ter uma vida equilibrada nas quatro dimensões do ser humano.

 

 

 

 

 

 

 

Produtividade: O Poder da Regra dos 2 Minutos

Regra dos Dois Minutos

 

Em seu livro “A Arte de Fazer Acontecer” (Getting Things Done, em sua versão original em Inglês), o autor David Allen. um dos mais influentes estudiosos da produtividade e autor do método GTD, destaca a importância do que ele chama de “Regra dos Dois Minutos“. que significa fazer o que precisa ser feito se a ação puder ser concluída em até dois minutos.

Se você pode ler um e-mail em 30 segundos e responder com apenas um “sim” ou “não”, responda-o assim que ele entrar em sua caixa de mensagens. Se quiser dar uma olhada no catálogo de produtos, folhei-o por um ou dois minutos e então descarte-o ou o arquive numa pasta de referencia para ação futura. Se a próxima ação é deixar um recado na caixa postal de alguém, faça a ligação agora.

Segundo Allen, mesmo que o assunto não seja urgente, devemos nos engajar nele de uma vez. É muito mais rápido se dedicar a um item logo na primeira vez do que rastreá-lo futuramente para decidir o que fazer, daí porque a Regra dos Dois Minutos funciona como um atalho bastante eficiente. Se o assunto não for importante o suficiente para demandar uma ação, descarte-o de uma vez. Se for e se você pretende se envolver nele algum dia, o fator eficiência deve ser  levado em conta.

 

Regra dos Dois Minutos GTD

O hábito de seguir a Regra dos Dois Minutos gera um drástico aumento na produtividade, afirma o autor, que conta em seu livro a história de um vice-presidente de uma organização a quem prestou consultoria e que descobriu que seguir a regra lhe havia rendido uma hora de tempo livre por dia.

Ele costumava receber cerca de 300 e-mail diariamente e se concentrava em três atividades principais. Muitas das mensagens eram de funcionários da própria equipe que precisavam da aprovação dele para seguirem com determinado projeto. Como não eram urgentes, ele os deixava na caixa de entrada para analisá-los “mais tarde”, gerando um acumulo de e-mails que ele só conseguia ler nos finais de semana, sacrificando o tempo que deveria ser dedicado ao lazer e á família.

Depois do treinamento com Allen, quando foram repassados os mais de 800 e-mails que se acumulavam em sua caixa de entrada, ele constatou que a maioria poderia ser descartada, muitos arquivados para referência futura e muitos outros poderiam ser respondidos em menos de dois minutos, disparando de imediato. A partir daí, nunca mais ele deixou que os e-mails se acumulassem.

A Regra dos Dois Minutos pode ser a salvação para quem tenta controlar a quantidade de e-mails em sua caixa de entrada. É bem provável que pelo menos 30% dos e-mails que demandam ação exijam menos de dois minutos para serem lidos e respondidos. Caso você queira se tornar mais eficaz durante o esclarecimento dos e-mails, coloque essas recomendações em prática e terá melhorado em muito a rapidez na resposta de suas mensagens.

Allen ressalta que a Regra de Dois Minutos é, na verdade, apenas uma orientação e não uma regra rígida. Assim, se você dedicar algum tempo a esclarecer sua caixa de entrada, fisica ou virtual(e-mails), utilize o atalho eficiente por cinco ou 10 minutos. Se quiser acabar com a pilha de itens e deixar sua mente mais tranquila, diminua o tempo para um minuto ou até mesmo 30 segundos, de modo a se engajar em tudo de forma mais rápida.

Você ficará surpreso com a quantidade de ações em que pode se engajar em dois minutos, até mesmo seus projetos mais importantes – David Allen.

É claro que nenhum projeto pode ser concluído em dois minutos. Mas em dois minutos você pode fazer a coisa mais importante em qualquer projeto, meta ou objetivo – começar, dar o primeiro passo, o que constitui um poderoso recurso contra a procrastinação.

O escritor e especialista em produtividade James Clear, ele próprio um adepto da Regra dos Dois Minutos, lembra em seu blog  que ela tem tudo a ver com o que ele considera o mais importante para a realização de uma meta ou aquisição de um bom hábito: a perseverança no processo para chegar lá e não a obsessão com o resultado final, uma vez que para realizarmos qualquer coisa, o mais importante é começar.

  • quer iniciar uma dieta mais saudável? comece comendo uma pequena fruta(dois minutos) e logo estará iniciando um processo de mudança alimentar;
  • quer adquirir o hábito da leitura? comece com a leitura de uma página de um livro (dois minutos) e logo estará lendo de um a três capítulos;
  • quer caminhar três vezes na semana? coloque o tênis ao lado da cama (dois minutos) as segundas, quartas e sextas-feiras, e inicie as suas caminhadas matinais.

David Allen recomenda, contudo, que não devemos nos tornar escravos da regra, que deve ser aplicada somente quando você estiver comprometido com novos inputs: examinando a sua caixa de entrada ou interagindo com alguém no escritório ou em casa. Mas se não decidir sobre a próxima ação assim que um assunto surgir, terá que gastar mais tempo e energia para a captura e esclarecimento, determinar e monitorar as ações, a fim de evitar que a pendência retorne para a sua cabeça.

 

 

 

Como Fazer o Seu SWOT Pessoal

 

 

Lider Vulnerável

Criada nas décadas de 60/70 pelo consultor de gestão de negócios  norte-americano Albert Humphrey e  já familiar no mundo empresarial, a análise SWOT – acrônimo em Inglês para Strenght (forças), Weaknesses (fraquezas), oportunities(oportunidades) e Threats (ameças) – é  uma poderosa ferramenta de gestão para auxiliar pessoas e organizações na identificação de seus pontos fortes e áreas que podem ser melhoradas, com vistas á tomada de decisões mais assertivas em direção ao alcance de suas metas e objetivos.

Como aplicar o SWOT

O ponto inicial é preencher os quadrantes da matriz Swot, entendido que as duas primeiras (forças e fraquezas) referem-se a características internas e pessoais, enquanto as oportunidades e ameças se localizam no ambiente externo, sobre as quais, embora fujam de seu controle, você deve  ficar atento, para desenvolver um plano de ação e adotar as alternativas adequadas a cada situação.

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1 – Forças

São os aspectos,características, capacidades e habilidades que favorecem o seu crescimento e podem ajudá-lo no atingimento de suas metas e objetivos. Para identificar suas forças, seja absolutamente honesto como você mesmo e responda sinceramente ás seguintes questões:

Quais as minhas realizações de que mais eu me orgulho?

O que para a maioria das pessoas é difícil e eu faço com facilidade?

Quais as qualidades e habilidades que possuo que me distinguem dos demais colegas de trabalho?

Quando as pessoas me procuram, em busca de algum tipo de assessoria ou aconselhamento, elas costumam buscar o quê?

O que eu gosto de fazer e faço excepcionalmente bem?

Algumas pessoas, talvez por timidez ou por serem excessivamente criticas em relação a si mesmas, têm mais facilidade de expor as suas fraquezas do que de falar de suas qualidades. Se for esse o seu caso, pergunte a seus colegas de trabalho ou recorra a seus cônjuge ou parentes mais próximos.

2 – Fraquezas

Aqui se incluem todos as aspectos que possam criar obstáculos a seu crescimento. Para identificá-los, pergunte-se:

Que tarefas você não gosta de fazer e por quê?

Que habilidades e capacitações você acha que deve desenvolver?

Você já recebeu feedback indicando pontos ou áreas de melhoria? Eles se repetiram ou são recorrentes?

Você tem vícios no trabalho (Exemplos: chegar costumeiramente atrasado em compromissos ou reuniões. atrasar a entrega de trabalhos. irritar-se com facilidade,etc)

3 – Oportunidades

Você costuma frequentar ou participar de eventos (seminários, simpósios, treinamentos, palestras, etc) relacionados á sua área de formação e atuação profissional?

Como anda o seu networking (rede de relacionamento profissional)?

Qual as perspectivas que se abrem no mercado tanto em relação á empresa em que trabalha como em relação á sua carreira e área de formação?

4 – Ameaças

Como anda a concorrência na sua área de formação ou atuação?

Qual a situação atual de seu segmento profissional?

Você possui conhecimentos e habilidades suficientes para ocupar o cargo que ocupa ou para a função  que pretende exercer?

Sua área de trabalho pode passar por um outsourcing (contratação de mão de obra terceirizada)?

Por conta dessas possíveis ameaças, quais os seus pontos fracos podem aumentar o risco?

Plano de ação

Concluído o diagnóstico, agora é partir para a elaboração e implementação de um plano de ação para reforçar os seus pontos fortes e neutralizar ou minimizar os pontos fracos, de forma a tirar proveito das oportunidades e se preparar para as ameaças.

Para isso, você pode utilizar uma técnica conhecida como 5W2H, onde:

What  – o que vai ser feito? Quais os passos e ações que serão implementados

Who – quem vai fazer? Você vai precisar de auxílio de outras pessoas?Quem?

Where – onde isso vai ser feito? No próprio local de trabalho ou você vai precisar do reforço de cursos e treinamentos?

Why – por que isso é importante para você? Quais os resultados você espera atingir e quais as consequências poderão advir se nada for feito?

When -quando isso vai ser feito? Trace um cronograma de ações e e fixe um prazo ou estimativa realista de conclusão de cada uma delas.

How – como isso vai ser feito? Identifique e descreva claramente como as ações serão implementadas.

How much – quanto vai custar não só em termos financeiros mas também de recursos físicos, humanos e materiais?

Análise do campo de forças

Outra ferramenta poderosa que pode ser utilizada no seu plano de ação é a chamada “Análise do Campo de Forças“, bastante utilizada na área de Coaching, e que permite identificar e potencializar as forças impulsionadoras e neutralizar ou reduzir as forças limitantes, conforme exemplo a seguir.

 

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Não Diga SIM Quando quer dizer NÃO!

Dealing with interruptions

 

Quantas vezes você já disse “sim” quando a sua vontade era de fato era dizer “não”? Além da sensação de raiva e frustração que isso proporciona, esse procedimento termina se transformando num dos maiores desperdiçadores de tempo e nos mantendo reféns das coisas sem importância, em detrimento de nossos próprios desejos e prioridades.

É compreensível a necessidade de dizer sim, mesmo nas horas erradas. Afinal, todos queremos ser solícitos e agradáveis para manter nossas amizades, e receamos dizer não para evitar magoar e decepcionar as pessoas. Ocorre que, quando respondemos de forma positiva a alguma demanda cuja resposta deveria ser negativa, estamos, na realidade, terceirizando o controle de nossa própria vida – o que é grave,

A sensação de alívio que experimentamos quando resolvemos algum problema é semelhante àquela de que desfrutamos quando aprendemos a dizer “não” no momento apropriado. Essas três letras têm um poder incrível e são capazes de afastar as distrações com que nos deparamos na administração de nosso tempo e trazer de volta o controle de nossas vidas.

Como dizer “não”

Saber dizer não com polidez mas firmeza é uma arte dominada por poucos. Representa uma desafio que só será legitimo se praticado com amor, sinceridade e honestidade. Dita de forma agressiva poderá gerar problemas que poderão se estender  pela vida inteira. Quando dita de forma certa, porém, traz efeitos positivos impressionantes.

Persuasão 2

 

 

A regra básica – e principal – é nunca diga “sim” para quem quer que seja se, intimamente, você quer dizer “não”, observando as regras a seguir:

  1. Nunca se envergonhe em dizer não. Você não precisa parecer bonzinho para os outros e se mostrar sempre disponível. Na verdade, todos temos problemas em dizer não, e quem tem essa capacidade costuma ser visto com admiração, inclusive pela pessoa que ouve a negativa. No fundo, ela própria gostaria de ter a mesma disciplina;
  2. Não faça rodeios: vá direto ao ponto, Pode até magoar, mas é a melhor alternativa. Adiar uma comunicação quando você já decidiu fazê-la só contribui para aumentar e prolongar o sofrimento. Um não, dito de forma adequada e logo no inicio do processo,poupa muito tempo e futuros aborrecimentos;
  3. Evite desculpas ou mentiras se tiver que dizer não. Se tiver uma justificativa fundamentada em fatos, você pode e deve utiliza-la, com certeza.. Mas lembre-se de que você não deve explicações aos outros nem precisa se desculpar por suas escolhas. O controle de sua vida é seu. Dê uma resposta amigável, com um sorriso, mas seja firme e evite entrar em debates ou discussões sobre as razões de suas decisões;
  4. Use a linguagem corporal para dizer não. Quando a pessoa fizer aquele convite que você não pretende aceitar, comece a torcer o nariz, contorcer a boca e franzir a testa de forma discreta antes que ela termine de falar. Esses movimentos já darão a seu interlocutor a percepção de que você não aceitará a proposta. O “não” será, assim, uma consequência natural e até esperada;
  5. Faça um acordo mental com você. A partir do momento em que decidiu que não quer algo, prometa a si mesmo que se manterá firme nessa posição. Essa pequena atitude ajuda a confirmar em seu intimo a importância de sua resposta e evita conflitos internos.
  6. Se o pedido partir de seu chefe e você não puder ou não quiser atende-lo a melhor alternativa é a negociação. Mostre-lhe que você já está cuidando de outros assuntos importantes (melhor ainda se tiverem sido solicitados por ele próprio) e deixe que ele resolva se vale a pena alterar as prioridades. Se o assunto envolver algo pessoal (uma festa, um happy-hour, ou, em casos extremos, assédio sexual), avalie a situação  e diga não da forma mais direta possível.

Não há regras para dizer “não”embora existam muitos livros que abordam o assunto. O que deve ficar claro é que o ponto de partida para um “não” é  responder com sinceridade para você mesmo os seguintes questionamentos:

 

  • Quero realmente dizer “não”?
  • Essa atividade vai me trazer algum benefício?
  • Tenho tempo disponível para isso sem comprometer meus planos?
  • Está relacionado com a minha missão ou minha identidade?

Caso a resposta a algumas dessas perguntas seja negativa, não hesite em dizer não, ou estará indo contra seus próprios princípios. A melhor forma de dizer “não” para os outros é dizer “sim” para você mesmo!

 

 

Um Teste de Assertividade

Assertividade 2

 

O que você sabe sobre a sua capacidade de ser assertivo? As reações dos outros podem nos fornecer boas pistas. Sua tia, Maria, diz que você é atrevido, seu chefe lhe pede para ser mais convincente com os clientes; seus filhos acham que você deveria dar uma bronca no mecânico, e, na última vez em que tentou dizer o que pensava a um funcionário, recebeu um olhar de desdém.

Embora comentários e reações como essas sejam bons indicativos de como está a sua assertividade, é preciso ir um pouco além e ser mais meticuloso  e sistemático ao  se autoanalisar.

O teste de avaliação a seguir, elaborado pelos psicólogos americanos Robert Alberti, Ph.D, da Associação Americana de Psicologia, e Michael Emmons, Ph.D.,da Universidade Politécnica do Estado da Califórnia, não consegue mensurar o grau de assertividade com absoluta precisão, mas representa uma ferramenta útil  para melhorar a sua autoconsciência em relação ao assunto.

Reserve alguns minutos para responder ao questionário abaixo. É provável que alguns questionamentos não se apliquem á sua vida, mas ainda assim os responda, marcando o número que o descreveria melhor em cada situação, que significa:

  • 0 (zero) – não ou nunca;
  • 1 – um pouco ou ás vezes;
  • 3 – em geral ou muito;
  • 4 – praticamente sempre ou inteiramente.
  1. Quando uma pessoa está sendo injusta, você a critica?
  2. Você acha difícil tomar decisões;
  3. Você critica abertamente as ideias, opiniões e comportamentos dos outros;
  4. Você protesta quando alguém toma o seu lugar na fila?
  5. Você muitas vezes evita lugares, pessoas ou situações por receio de constrangimentos?
  6. Em geral, você confia na própria opinião?
  7. Você insiste para que o cônjuge ou colega de trabalho assuma uma parte justa nas tarefas profissionais ou domésticas?
  8. Você tende a “perder a cabeça”?
  9. Quando um vendedor é insistente, você acha difícil recusar, mesmo que aa mercadoria ou o produto não seja o que você quer?
  10. Você reclama quando alguém chega depois de você e é atendido na sua frente?
  11. Você reluta em dizer o que pensa numa discussão ou debate?
  12. Quando alguém lhe pede dinheiro emprestado (ou roupa, livro, ao algo de valor), e demora a devolver, você lhe fala no assunto?
  13. Você continua uma discussão depois que a outra pessoa chegou ao limite?
  14. Em geral você expressa o que sente?
  15. Você se irrita com alguém que o vigia no trabalho?
  16. Se alguém não para de bater ou chutar em sua poltrona num cinema, vôo, ou conferência, você lhe pede que pare?
  17. Você acha difícil olhar nos olhos das pessoas quando conversa com elas?
  18. Num restaurante, quando a refeição é mal preparada ou mal servida, você chama o garçom e pede que substitua ou dê um jeito na situação;
  19. Quando compra uma mercadoria que apresente defeito, você a devolve para que providenciem o conserto?
  20. Você demonstra a sua raiva xingando palavrões;
  21. Você tenta passar despercebido numa reunião social?
  22. Você insiste para que um técnico ou mecânico faça os consertos ou substituições  que são de responsabilidade dele?
  23. Você sempre se mete na frente e toma decisões pelos outros?
  24. Você é capaz de demonstrar amor e afeto publicamente?
  25. Você é capaz de pedir aos amigos pequenos favores ou ajuda?
  26. Você acha que sempre tem a resposta certa?
  27. Quando você diverge de outra pessoa a quem respeita, é capaz de defender a sua opinião?
  28. Você é capaz de recusar pedidos absurdos feitos por amigos?
  29. Você acha difícil cumprimentar ou elogiar os outros?
  30. Se está incomodado com alguém fumando perto de você, consegue dizer isso?
  31. Você grita ou usa métodos rudes para obrigar os outros a fazerem a sua vontade?
  32. Você conclui as frases dos outros antes que eles o façam?
  33. Você se envolve em brigas com os outros, sobretudo com estranhos?
  34. Nas refeições em família, você controla a conversa?
  35. Quando encontra um estranho, você é o primeiro a se aproximar e iniciar a conversa?

Analisando os Resultados

Assertividade

 

 

Ao completar a avaliação, você se verá tentado a somar os pontos. Não faça isso. O número total de pontos não significa nada, uma vez que não se identificou qualquer qualidade geral de assertividade com a pesquisa. A assertividade depende sempre da pessoa e da situação.

Assim, como não se trata de um teste psicológico, os seus autores sugerem os seguintes passos para analisar as respostas:

  • veja os fatos de sua vida que envolvem pessoas ou grupos e identifique seus pontos fortes e fracos de acordo com isso;
  • veja as suas respostas ás questões 1,2,4,5,6,7,9,10,11,12,14,15,16, 17, 1’8, 19, 21, 22, 24, 25, 27, 28, 30 e 35. Essas perguntas são orientadas para o comportamento não assertivo. Será que suas respostas a essas perguntas revelam que você raras vezes se defende? Ou haverá alguma situação específica que seja mais problemática?
  • veja as respostas ás perguntas 3, 8, 13, 20, 23, 26, 29, 31, 32, 33 e 34, que são orientadas para o comportamento agressivo. Será que suas respostas sugerem que você é autoritário em relação aos outros e não percebe?

Ao concluir esses três passos a maioria das pessoas chega à conclusão de que a assertividade depende de cada situação e de que ninguém se comporta de uma única maneira o tempo todo. É possível ter um estilo predominante (assertivo, agressivo, ou não assertivo), mas em geral as características se sobrepõem.

Essa avaliação ajuda a descobrir nossos pontos fracos e, assim, nos ajudar a iniciar um processo de mudança. Releia a avaliação e descreva em um diário os seus sentimentos sobre cada ponto abordado no teste, analisando especificamente as situações a seguir:

  • que situações lhe causam maior desconforto? Qual delas você enfrenta com mais facilidade?
  • como você se sente sobre sua capacidade de se expressar? Em geral, se sente bem fazendo isso?
  • que obstáculos atrapalham a sua assertividade? Você tem medo das consequências ao enfrentar essas situações? Outras pessoas em sua vida poderiam estar tornando sua assertividade especialmente difícil?
  • suas habilidades comportamentais estão á altura ou são condizentes com a posição profissional que ocupa? Você consegue se expressar quando é necessário?

Escreva seus comentários em um caderno ou em uma espécie de diário. Ao fazer uma reflexão sobre seu estilo mais expressivo, você vai conseguir avaliar suas necessidades com mais clareza, estabelecer metas de melhorias e determinar onde quer chegar com seu treinamento de assertividade.

 

 

 

 

Assertividade: Decidindo quando ser assertivo

Lider Vulnerável

 

A assertividade – assunto objeto de artigo anterior – é, em essência, uma questão de escolha pessoal. Não se trata de escolher ser assertivo porque você está irritado  ou porque a vida nos impõe esse comportamento. Trata-se de adotar uma postura franca e aberta quando o curso natural das coisas gera uma situação que pode ser melhorada ou resolvida com uma atitude assertiva.

Mas, quando saber a hora de entrar em ação. No livro “Como se tornar mais assertivo e confiante”, os autores Robert E. Alberti e Michael L. Emmons, recomendam que se faça as perguntas a seguir, cujas respostas nos ajudarão a descobrir quando ser assertivo e quando é melhor deixar para lá.

1 – O que aconteceu de fato?

Tem certeza de que entendeu claramente a situação? Ouviu todos os lados envolvidos no assunto?

2 – Que importância tem isso para você

Como essa situação se relaciona com suas metas de vida? A ação assertiva traria algum benefício para você? Seus valores foram desrespeitados pelo comportamento da outra pessoa? Já passou por situações semelhantes? A segurança, sua ou de outra pessoa, está envolvida? Existe algum principio fundamental em risco? Você já pensou em suas motivações, ou estaria agindo apenas para “ser assertivo”?

Suponha que sua esposa ou marido tenha o hábito de não tampar a pasta de dentes após usá-la. É um hábito irritante,sem dúvidas. Mas qual a real importância disso? Vale a pena comprometer o seu relacionamento conjugal por um problema tão pequeno? Em vez disso, porque não transformar esse pequeno desleixo em uma brincadeira, como esconder a pasta de dentes, envolver  o tubo em papel laminado, ou escrever um bilhete no espelho com a pasta? Trate os incômodos menores com criatividade e esqueça a raiva.

Por outro lado, se uma situação envolve o bem-estar e segurança de outras pessoas, é hora de agir. Por exemplo, se existe algum cruzamento perigoso em seu bairro, um sinal luminoso que não funciona, reclame com as autoridade responsáveis e chame a atenção dos seus vizinhos para o problema, sem esperar que alguém tome a iniciativa.

Decisões

 

3 – Qual é a chance de você conseguir o que deseja?

A mudança que você deseja é possível? Há alguma chance de a outra pessoa notar o seu comportamento assertivo e mudar de atitude  em função dele? Será que você não estaria tentando “ensinar uma lição” que não tem qualquer chance de ser aprendida? Você consegue transmitir claramente o que deseja e o que espera da outra pessoa? O que a outra pessoa ganha se fizer o que você quer?

Se seu chefe não lhe dá instruções claras e precisas, você precisa dizer isso a ele, sendo objetivo e direto em seu feedback. Ao dizer exatamente o que precisa para realizar uma tarefa que alguém lhe atribuiu, você aumenta a chance de ela prestar atenção e lhe dar o que precisa, já que ela própria também se beneficiará com a execução do trabalho.

4 – Você tem um resultado especifico ou está querendo apenas se expressar

Existe alguma mudança mensurável no comportamento de outra pessoa que você quer que aconteça? Você quer realmente que algo mude ou busca apenas o reconhecimento por expressar a sua opinião.

Se alguém posta um comentário absurdo ou repleto de erros na imprensa ou – situação cada vez mais comum – nas redes sociais, você se apressa em responder corrigindo ou criticando o comentário? Sua intenção é retificar ou esclarecer melhor a informação ou apenas chamar a atenção ou até ridicularizar o autor do post? O tom do seu comentário o dirá.

5 – Você contou até 10?

Dirigir um veículo nos dias atuais constitui um desafio as suas habilidades e não apenas um teste para conduzir um  automóvel. Assim, frequentemente nos vemos diante do impulso de gesticular e extravasar nossa irritação em relação a motoristas menos responsáveis. Não ceda a essa tentação. Essa é oportunidade única de contar até 10, já que nada do que fizer vai servir para “dar uma lição nesse cara”, sem esquecer de que sua reação pode colocar em risco a sua segurança e a de outras pessoas. Enfim, essa é uma situação típica em que é melhor deixar pra lá.

6 – Não seria melhor esperar até amanhã?

Será que você vai conseguir ver a situação com mais clareza se deixar passar algum tempo? Será que a outra pessoa envolvida não estaria mais receptiva para discutir o assunto em outra oportunidade? No momento atual, você estaria mais propenso a fazer um escândalo? Há outras pessoas em volta que não deveriam presenciar o conflito?  Faça a si mesmo essas perguntas e reflita sobre a melhor alternativa.

7 – Você vai se arrepender se não agir?

Será que você vai se importar se deixar para amanhã o que pode fazer hoje? Qual a pior coisa que pode lhe acontecer se não fizer nada? Agir agora vai melhorar a sua auto-estima ou o seu conceito acerca de si mesmo?

Você se matricula num curso que enfatiza a participação em grupo e a interação entre os alunos, mas o instrutor sempre pronuncia o seu nome de forma errada. Você fica dividido entre achar graça e não fazer nada e  ficar ofendido e manifestar sua insatisfação com o erro. A verdade é que você gostaria que seus colegas soubessem a pronuncia correta de seu nome, reconhecidamente difícil.  Eis uma excelente oportunidade de exercitar sua habilidade assertiva.

8 – Você já fez tudo o que podia para eliminar os reduzir os obstáculos e conseguir o resultado desejado?

Negociações 2

 

Existe algo que você possa fazer para tornar a mudança que deseja mais fácil para a outra pessoa? Está disposto a fazer concessões e dar tanto quanto recebe? Pediu que a outra pessoa esclarecesse as suas intenções?

Rex, o cachorro do vizinho vive fazendo cocô em seu quintal e você já está farto de limpar a sujeira e afugentar o animal, mas não gostaria de criar um atrito com o dono. Que fazer? Uma cerca, talvez? Ou usar um daqueles sprays que desencorajam as indesejáveis visitas de animais de estimação? Se e quando decidir discutir o assunto com seu vizinho, ofereça alternativas e demonstre que quer chegar a um acordo que seja do agrado de ambos.

Assertividade e bom senso

A assertividade, enfim, é um método eficaz para quem tem dificuldades de se expressar e é tímido e inseguro para tomar qualquer decisão em seu próprio interesse. Para essas pessoas, a auto-afirmação é uma conquista fundamental, uma espécie de despertar para a vida. O perigo é confundir assertividade com agressividade, razão porque é recomendável que se adotem os seguintes procedimentos para que o bom senso prevaleça:

  • não manipule. A assertividade é uma ferramenta extraordinária quando usada corretamente e não seja utilizada como instrumento de manipulação ou de agressão para “abrir caminho”;
  • não entre na rotina: nada mais aborrecido do que uma pessoa circular por todos os lugares exibindo o seu comportamento “assertivo”, sempre querendo se fazer ouvir, sempre falando o que pensa, etc. Assuma a assertividade como mais uma ferramenta de seu repertório, sempre disponível para ser utilizada  quando necessário;
  • seja generoso: “Generosidade” é uma palavra cada vez mais popular e se encaixa perfeitamente na ideia de usar a assertividade como um estímulo para que as pessoas se tratem mutuamente com respeito e compreensão. Um estilo de vida verdadeiramente assertivo se preocupa com os outros e com seus direitos;
  • seja você mesmo: a assertividade reconhece – e respeita – as diferenças individuais. Para ela, todo mundo tem a sua visão particular do mundo. Portanto, não tente moldar as pessoas á imagem que você faz delas, nem acredite que existe apenas uma maneira de agir assertivamente em determinada circunstância. Viva a diferença!
  • seja persistente, mas não obsessivo: Um dos aspectos mais importantes do comportamento assertivo é a persistência. É raro alguém pedir alguma coisa e conseguir de imediato. Quase sempre é necessário pedir mais de uma vez ou recorrer a uma pessoa que tenha autoridade para conseguir o que você quer. Se sua causa é importante, vale a pena insistir. Fale novamente com o vizinho sobre o cachorro e lembre a seu chefe do aumento que você pleiteia. Seja assertivo em sua insistência, mas nunca agressivo e impertinente;
  • treine e pratique bastante mas não busque a perfeição: não deixe que suas ações e respostas pareçam mecânicas e ensaiadas. Embora seja necessário treinar as habilidades assertivas durante a fase de aprendizado, é fundamental criar um estilo pessoal que integre a nova habilidade adquirida ao seu modo de falar. Não siga roteiros padronizados, pois, agindo assim, você perderá a credibilidade e não será levado a sério.
  • não tente dar uma de terapeuta: nada de ficar psicanalisando as pessoas e as situações, sempre imaginando como os outros vão reagir ou tentando amoldar o comportamento alheio ao que lhe parece ser o mais eficiente. É raro alguém ser bem sucedido agindo dessa maneira. Em vez disso, seja você mesmo e comporte-se assertivamente, sempre levando em consideração e respeitando as necessidades e os desejos das outras pessoas.