Como Transformar Sonhos em Realidade Com a Estratégia Disney

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Do seu estudo sobre o grande Walt Disney, o preparador e fomentador da Programação Neurolinguística – PNL, Robert Dilts criou um modelo de sucesso criativo, conhecido em PNL como a Estratégia Disney, que se baseia na extraordinária capacidade de Disney de projetar sonhos, dar-lhes vida e transformá-los em projetos reais.

Essa estratégia acentua o processo de estabelecimento de metas para trazer os objetivos á realidade e garantir a sua viabilidade. E é particularmente útil com projetos grandes e desafiadores para indivíduos e equipes.

Conhecimento dos diferentes papeis

Imagineering é a expressão cunhada por Walt Disney para descrever o modo como ele elaborava sonhos e os transformava em realidade. Essa maneira única de trabalhar deu vida a personagens famosos e duradouros, como Mickey e Minnie, deu origem ao legado do cinema e ao impérios de parques temáticos e de diversões frequentados por milhões de pessoas do mundo inteiro.

O imagineering bem sucedido incorpora três papéis principais: o do Sonhador, o do Realista e o do Crítico, todos necessários para a inovação, a resolução dos problemas e o alcance dos objetivos. Os colaboradores de Disney diziam que ele adotava as três personagens e eles nunca sabia qual viria para a próxima reunião.Seria o Sonhador, o Realista ou o Critico? Sem dúvida que essa incerteza os mantinha permanentemente alertas.

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O Sonhador

Nesse papel, você está olhando para o futuro e pensando no todo. Quer ver cada pedaço da história ou projeto. Para pensar como um Sonhador, sentar com uma postura simétrica e relaxada, com os olhos voltados para cima, ajuda a incorporar o personagem.A pergunta a ser explorada aqui é o que você quer fazer

O Realista

O próximo papel muda a ideia para um plano executável ao segmentar um nível.Para pensar com um Realista, sente simetricamente, com com a cabeça e olhos olhando diretamente à frente e levemente para adiante. A questão principal a ser formulada é como fazer o plano funcionar.

O Critico

O trabalho do Critico é verificar as falhas no plano, procurar pelo que está faltando ou foi negligenciado ao formular o seguinte tipo de questão “O que aconteceria se…… Para incorporar o papel de critico, sua cabeça e olhos devem voltar-se para baixo e estar levemente inclinados, com uma de sua mãos tocando no queixo.

Normalmente as pessoas já tem um plano no qual estão trabalhando, já estando assim mais ou menos familiarizado com o papel do Realista

Perguntas que podem ser feitas para cada um dos papéis

  • sonhador: O que você quer? Qual é o proposito? Por que você quer isso? Quais são os benefícios que você vai obter? O que você verá, ouvirá e sentirá quando tiver isso? Quando você espera que isso aconteça? Onde você quer que isso te leve no futuro? Quem você quer ser ou com quem quer se parece, em consequência da realização desse objetivo?
  • realista: Quando esse objetivo será completado? Quem são as principais pessoas envolvidas? Quais são as etapas do planejamento? Qual é o primeiro passo? O segundo passo? O terceiro passo….? Quais são as evidências de que você está conseguindo? Como você saberá que atingiu seu objetivo?
  • crítico: Quem será afetado? Quem pode fazer ou desmanchar essa ideia? O que os faria se opor á ideia? Quais são as suas necessidades? Quais são as compensações por manter as coisas como estão? Como você pode manter esses benefícios quando implementar a nova ideia? Onde e quando você não iria querer isso? O que está faltando ou é preciso?

Coaching através dos papéis

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Você pode usar a estratégia Disney de várias maneiras para tornar os objetivos mais concretos e passíveis de serem atingidos, seja mencionando um papel em uma conversa rápida para conseguir que um cliente pense diferente, ou pode orientar os clientes através de um processo facilitado que dure várias horas.

O exercício a seguir encoraja os clientes a experimentarem as diferentes perspectivas dos três papéis Disney

1 – Convide seus clientes para participarem de uma sessão para trabalhar em alguma coisa realmente importante.

Você talvez queira trabalhar sobre a visão pessoal de vida do cliente, um projeto de mudança de vida ou outro objetivo significante. Naturalmente, você pode usar esse processo para si próprio também.

2 – Coloque três cadeiras em um posicionamento triangular

Sente-se ao lado do cliente em uma quarta cadeira enquanto fala ao longo do processo, mantendo-se próximo mas o suficientemente afastado para ficar de fora do espaço criativo de cliente

3 – Para cada etapa do ciclo criativo, oriente o cliente para sentar numa cadeira especifica e mudar a linguagem corporal para cada papel

Comece com o Sonhador, mude para o Realista e, finalmente, para o Critico, observando a linguagem corporal de cada um.

4 – Faça perguntas relevantes a cada papel especifico e anote as respostas dos clientes

5 – Peça ao cliente para mudar de posição e assumir o próximo papel

Faça as perguntas apropriadas e registre as respostas relevantes

6 – Depois que o cliente assumir todos os papeis, repasse cada um deles rapidamente e pergunte o que está faltando

7 – Quando estiver seguro de que seu cliente cobriu todas as posições, revise as respostas reunidas para criar conjuntamente um objetivo significativo, com um plano de ação realista.

 

 

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Como Atingir o Equilíbrio Pessoal e Profissional

Work Life Balance

Quantas pessoas você conhece que são extremamente bem sucedidas na área financeira mas padecem para se estabilizar em um relacionamento? Quantos profissionais se matam de trabalhar todos os dias, se alimentam mal, se esquecem de praticar esportes, de ter amigos e levam uma vida estressante e sedentária, esquecendo de agradecer a Deus por tudo o que conquistaram?

Fala-se muito em equilíbrio e qualidade de vida nos dias de hoje, mas são poucas as pessoas que realmente a desfrutam. São coisas que não se compra em livrarias ou em farmácias – elas se encontram dentro de nós, em nossos diversos corpos. o físico, o mental, emocional e espiritual.

Em seu livro Climb The Highest Mountain, Mark e Elisabeth Profhet as identificam como os quatro corpos materiais, que são os meios para a evolução do homem na Terra. Mente, coração, espirito e corpo juntos formam você. Eles são interdependentes, ou seja, o desequilíbrio de um pode afetar todos os demais. Tudo o que fazemos está relacionado com os nossos quatro corpos e pode contribuir para o seu equilíbrio ou desequilíbrio.

O Corpo Físico

Cuide bem de seu corpo. Afinal, você vive dentro dele – Abílio Diniz

A saúde é como a fortuna e deixa de favorecer os que abusam dela – Saint Évremond

Se você tivesse uma Ferrari, colocaria gasolina adulterada no tanque? Não? Então por que você insiste em comer comidas gordurosas que elevam o seu colesterol e aumentam as chances de um infarto? A analogia pode ser exagerada, mas se analisarmos bem, qual é a diferença entre um carro de luxo e seu corpo? Qual deles tem mais valor? Por que cuidamos melhor de um do que do outro?

Se seu corpo para de funcionar, sua vida acaba. Assim, precisamos cuidar bem de nosso corpo pois ele é o veículo que nos leva aos resultados que desejamos alcançar. Por isso, ele também precisa de combustível de qualidade. Nosso cérebro é poderoso e, ao reparar que você não dá descanso a seu corpo, lhe manda um recado por meio de uma doença. Devemos encarar nossas doenças como um aprendizado, não simplesmente como um problema.

Nosso corpo físico pode estar nos mandando uma mensagem, que pode ser um pedido de férias, de mais exercícios, menos álcool, respirar melhor, beber mais água, etc. Quem mensagens seu corpo está enviando para você? Todas as atividades que você faz para melhorar a saúde e o bem-estar são relacionadas com o corpo físico. O que você poderia fazer no seu dia a dia para melhorar essa máquina?

O corpo mental

Embora os mestres e os livros sejam auxiliares necessários, é do esforço próprio que resultam os mais complexos e brilhantes resultados – Garfiel

 

O corpo mental está relacionado com os nossos pensamentos, as coisas que aprendemos, que ensinamos, que escrevemos. Nossa mente funciona 24 horas por dia e até em nossos sonhos estamos aprendendo. Numa analogia com a linguagem tecnológica, se o corpo é o hardware, a mente é o software, que deve ser programada para obter os resultados que gostaríamos.

Existem várias definições para Programação Neolinguística – PNL O famoso coach, escritor e palestrante Anthony Robbins, em seu livro O Poder sem Limites, define a PNL como a ciência de como dirigir seu cérebro de uma forma favorável á obtenção dos resultados que deseja. Christian Barbosa, um dos maiores especialistas em produtividade no Brasil, a conceitua como uma linguagem de programação capaz de desenvolver qualquer tipo de programa instalável no ser humano.

Você pode exercitar o seu corpo mental das mais variadas formas, seja através de um bom filme, de uma palestra, a leitura de um livro ou pela realização de cursos e seminários. Você pode também ensinar algo e fazer uma série de outras atividades – as possibilidade são infinitas.

O corpo emocional

No amor, nem sempre são as faltas o que mais nos prejudica, mas sim a maneira como procedemos depois de as ter cometido – Ovidio

O corpo emocional está vinculado á necessidade básica do ser humano de se relacionar com seus semelhantes. Todos os sentimentos e emoções manifestados através de nosso corpo físico são gerados pelo corpo emocional. Muitas vezes, renunciamos aos nossos próprios sentimentos e acabamos por nos anular, seja numa relação a dois ou em um grupo. Por meio da perda, deixamos de ser verdadeiros e passamos a viver uma aparência, desequilibrando todas as nossas reações.

Hoje já está mais do que provado que o coeficiente de inteligência, o velho QI, é superado pela inteligência emocional e uma pessoa capaz de controlar suas emoções tem muito mais poder pessoal para reagir ás adversidades da vida.

As emoções são o reino mais desconhecido e sombrio da natureza humana e o mais instável e subjetivo de todos os corpos. Nossas emoções são quase subliminares e desconhecidas até por nós mesmos.

O corpo espiritual

A intuição é a função da consciência relacionada com o corpo espiritual. É pela intuição que nos aproximamos da essência de uma situação, das suas possibilidades e de seu real significado. Intuir é um processo criativo e divino de inspiração, uma forma de nos conectarmos com um Ser Superior e de lhe ouvir,transformando as palavras em ideias brilhantes e originais.

O corpo espiritual é o mais abstrato de todos. Ele não se relaciona apenas com a religião, mas também com você mesmo, com o seu eu interior. Existem muitas coisas que fazem bem ao espirito, como a oração, a meditação, o relaxamento, a reflexão, a inspiração, etc.

O equilíbrio dos quatro corpos

 

 

Na infinita complexidade do ser humano não existe uma forma de suprimir nenhum dos seus quatro corpos já que não somos máquinas. Assim, todas as metodologias de administração pessoal deveriam buscar esse equilíbrio em nossos papéis e atividades diárias, que são fundamentais para o bem-estar pessoal e qualidade de vida. O segredo é tornar esse processo natural e buscar uma sinergia entre todos os nossos papéis e atividades.

Imagine que, exercitando o seu papel de marido, você saia para assistir a um filme no cinema com a sua esposa, que lhe traga reflexão e novas inspirações. Depois você sai para jantar e termina a noite com um programa romântico. Esse programa simples trabalhou ao mesmo tempo todas as áreas de sua vida e ainda ajudou seu papel de marido.

A seguir, estão alguns exemplos de atividades para “exercitar” seus corpos no decorrer da semana:

  • Físico: andar, ir a academia, dormir, se alimentar bem, fazer dieta, visitar o médico, fazer exames, sorrir.
  • Mental: ler, escrever, trabalhar, assistir a um filme, fazer um curso, ensinar algo, aprender idiomas, sorrir
  • Emocional: namorar, fazer novos amigos, ajudar pessoas, deixar alguém feliz, demonstrar emoções, ser sincero, cantar, sorrir
  • Espiritual: orar, celebrar a natureza, refletir, buscar o autoconhecimento, meditar, relaxar, viver, sorrir.

Um exercício pratico sobre equilíbrio é pegar uma folha de papel sulfite, dobrá-la no meio e depois dobrar novamente, de forma que fiquem quatro espaços definidos. Abra a folha e escreva em cada um deles as quatro partes (físico, mental, emocional, espiritual)..Feito isso, em cada espaço faça um brainstorming de todas as atividades que gosta de fazer em cada uma dessa áreas.

Assim que a lista estiver pronta, selecione uma atividade de cada área e circunde-a, de preferência aquela de que mais gosta e possa ser realizada com seus relacionamentos mais importantes, Guarde essa folha e mantenha-a sempre com você.

Não existe um parâmetro de dedicação a cada corpo. Você é a única pessoa capaz de avaliar isso. Reflita sobre os aspectos de sua vida e exercite aquele que tem sido mais negligenciado. Utilize as reuniões com você mesmo e, se necessário, peça ajuda a alguém para criar uma rotina eficaz e equilibrada.

Administração pessoal é a busca de qualidade de vida de forma a priorizar as atividades importantes e ter uma vida equilibrada nas quatro dimensões do ser humano.

 

 

 

 

 

 

 

A diferença entre metas,projetos e tarefas

Planejamento Anual

Você tem de refletir sobre as grandes coisas enquanto está fazendo as pequenas coisas, para que todas as pequenas coisas sigam na direção certa – Alvin Toffler

Em nosso dia-a-dia, seja na vida pessoal, seja no âmbito profissional, estamos constantemente envolvidos em projetos, muitas vezes sem nos darmos conta disso. Na definição do PMBOK, um documento do Project Management Institute(PMI), que visa a melhores práticas, padrões e referências para gestão de projetos, um projeto é “um empreendimento temporário, com o objetivo de criar um produto ou serviço único”.

Assim, segundo essa metodologia, um projeto é um conjunto de duas ou mais ações e recursos necessários para concluir uma tarefa não rotineira, com prazo e escopo definido. Definição semelhante é dada por David Allen, criador do projeto GTD  e autor do livro com o mesmo nome, que no Brasil recebeu o título de “Fazendo as Coisas Acontecerem“. Para Allen, projeto é tudo aquilo para o qual se concebe um resultado desejado e exige mais de um passo ou tarefa para a sua conclusão, independentemente da natureza do assunto,seja ele pessoal ou profissional.

É importante distinguir a diferença entre metas e projetos. Metas são sonhos, objetivos de vida relevantes, desafiadores e conectados com a sua realidade, com seus valores e missão de vida. Projetos têm menos relevância, o desafio pessoal é menor ou até inexistente, já que as condições para a sua realização já estão presentes ou podem ser facilmente alcançadas. Em suma: uma meta é algo que se pretende alcançar; projeto é aquilo que se pretende ou deve concluir.

Um projeto é composto pela descrição ou pela imagem do produto ou serviço que se materializará como consequência da sua implementação. Ele deve prever todas as etapas e ações necessárias para a sua execução, definir as pessoas responsáveis por cada um desses passos e estabelecer os prazos para cada etapa. Se entre essas etapas houver alguma mais longa ou complexa, talvez seja o caso de elaborar um projeto especifico para ela, principio que deve ser adotada até mesmo para as tarefas de maior duração.

Muitas pessoas procrastinam ou adiam indefinidade a conclusão de projetos simplesmente porque os confundem com tarefas do dia-a-dia; Se você colocar esse projeto na sua agenda ou lista de afazeres(to do list), sem desdobrá-lo em passos menores, provavelmente vai se sentir desmotivado ou até perder a vontade e disposição para executá-lo, achando que ele nunca terá fim.

Tome-se, por exemplo, a tarefa de elaboração de um plano de negócios ou de marketing para a criação de uma empresa. Se ela for colocada numa lista de tarefas é bem provável que nunca saia do lugar. Um plano de negócios não é simplesmente uma tarefa, mas um conjunto de pequenas tarefas que incluem a definição de metas e estratégias, a pesquisa sobre a concorrência, o desenvolvimento de pesquisas de mercado, o detalhamento do produto ou serviço, as projeções financeiras – e assim por diante.

A partir do momento em que se prioriza uma tarefa integrante de um projeto, ela passa a ter menor duração e pode ser executada sob seu controle conforme a sua motivação. Na realidade, como diz David Allen em seu livro citado, nós não executamos um projeto: o que fazemos são pequenas ações que levam á conclusão de um projeto. Para tanto, é fundamental que se diferencie um projeto de uma meta, conforme mencionado anteriormente.

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Por exemplo, desenvolver um plano financeiro de investimento é um projeto, já que envolve uma série de tarefas. Admitindo que  conhece e gosta de finanças e que você (e se for o caso, a sua equipe) tem conhecimentos suficientes para levá-lo adiante, o único desafio nesse caso é definir os passos que levarão ao resultado desejado e alocar o tempo necessários para cada um deles.

Por outro lado, se você recebe a atribuição de reduzir, digamos em 10%, os custos do departamento de marketing de sua empresa, isso pode ser visto como algo importante para a sua carreira e valorização profissional, ou pode ser uma necessidade premente de sua empresa. Nesses casos, estamos claramente diante de uma meta, não um projeto, pelos desafios e sentimento de realização envolvidos na obtenção do resultado desejado, o que implica criar condições para levar a tais resultados.

Assim, pense um pouco nas atividades que você precisa fazer. Quais delas são grandes e mais complexas para se tornarem projetos? Se for o caso, determine o resultado desejado, desdobre o projeto em pequenas ações concretas, identifique qual a primeira delas e siga em frente.

 

Produtividade: O Poder da Regra dos 2 Minutos

Regra dos Dois Minutos

 

Em seu livro “A Arte de Fazer Acontecer” (Getting Things Done, em sua versão original em Inglês), o autor David Allen. um dos mais influentes estudiosos da produtividade e autor do método GTD, destaca a importância do que ele chama de “Regra dos Dois Minutos“. que significa fazer o que precisa ser feito se a ação puder ser concluída em até dois minutos.

Se você pode ler um e-mail em 30 segundos e responder com apenas um “sim” ou “não”, responda-o assim que ele entrar em sua caixa de mensagens. Se quiser dar uma olhada no catálogo de produtos, folhei-o por um ou dois minutos e então descarte-o ou o arquive numa pasta de referencia para ação futura. Se a próxima ação é deixar um recado na caixa postal de alguém, faça a ligação agora.

Segundo Allen, mesmo que o assunto não seja urgente, devemos nos engajar nele de uma vez. É muito mais rápido se dedicar a um item logo na primeira vez do que rastreá-lo futuramente para decidir o que fazer, daí porque a Regra dos Dois Minutos funciona como um atalho bastante eficiente. Se o assunto não for importante o suficiente para demandar uma ação, descarte-o de uma vez. Se for e se você pretende se envolver nele algum dia, o fator eficiência deve ser  levado em conta.

 

Regra dos Dois Minutos GTD

O hábito de seguir a Regra dos Dois Minutos gera um drástico aumento na produtividade, afirma o autor, que conta em seu livro a história de um vice-presidente de uma organização a quem prestou consultoria e que descobriu que seguir a regra lhe havia rendido uma hora de tempo livre por dia.

Ele costumava receber cerca de 300 e-mail diariamente e se concentrava em três atividades principais. Muitas das mensagens eram de funcionários da própria equipe que precisavam da aprovação dele para seguirem com determinado projeto. Como não eram urgentes, ele os deixava na caixa de entrada para analisá-los “mais tarde”, gerando um acumulo de e-mails que ele só conseguia ler nos finais de semana, sacrificando o tempo que deveria ser dedicado ao lazer e á família.

Depois do treinamento com Allen, quando foram repassados os mais de 800 e-mails que se acumulavam em sua caixa de entrada, ele constatou que a maioria poderia ser descartada, muitos arquivados para referência futura e muitos outros poderiam ser respondidos em menos de dois minutos, disparando de imediato. A partir daí, nunca mais ele deixou que os e-mails se acumulassem.

A Regra dos Dois Minutos pode ser a salvação para quem tenta controlar a quantidade de e-mails em sua caixa de entrada. É bem provável que pelo menos 30% dos e-mails que demandam ação exijam menos de dois minutos para serem lidos e respondidos. Caso você queira se tornar mais eficaz durante o esclarecimento dos e-mails, coloque essas recomendações em prática e terá melhorado em muito a rapidez na resposta de suas mensagens.

Allen ressalta que a Regra de Dois Minutos é, na verdade, apenas uma orientação e não uma regra rígida. Assim, se você dedicar algum tempo a esclarecer sua caixa de entrada, fisica ou virtual(e-mails), utilize o atalho eficiente por cinco ou 10 minutos. Se quiser acabar com a pilha de itens e deixar sua mente mais tranquila, diminua o tempo para um minuto ou até mesmo 30 segundos, de modo a se engajar em tudo de forma mais rápida.

Você ficará surpreso com a quantidade de ações em que pode se engajar em dois minutos, até mesmo seus projetos mais importantes – David Allen.

É claro que nenhum projeto pode ser concluído em dois minutos. Mas em dois minutos você pode fazer a coisa mais importante em qualquer projeto, meta ou objetivo – começar, dar o primeiro passo, o que constitui um poderoso recurso contra a procrastinação.

O escritor e especialista em produtividade James Clear, ele próprio um adepto da Regra dos Dois Minutos, lembra em seu blog  que ela tem tudo a ver com o que ele considera o mais importante para a realização de uma meta ou aquisição de um bom hábito: a perseverança no processo para chegar lá e não a obsessão com o resultado final, uma vez que para realizarmos qualquer coisa, o mais importante é começar.

  • quer iniciar uma dieta mais saudável? comece comendo uma pequena fruta(dois minutos) e logo estará iniciando um processo de mudança alimentar;
  • quer adquirir o hábito da leitura? comece com a leitura de uma página de um livro (dois minutos) e logo estará lendo de um a três capítulos;
  • quer caminhar três vezes na semana? coloque o tênis ao lado da cama (dois minutos) as segundas, quartas e sextas-feiras, e inicie as suas caminhadas matinais.

David Allen recomenda, contudo, que não devemos nos tornar escravos da regra, que deve ser aplicada somente quando você estiver comprometido com novos inputs: examinando a sua caixa de entrada ou interagindo com alguém no escritório ou em casa. Mas se não decidir sobre a próxima ação assim que um assunto surgir, terá que gastar mais tempo e energia para a captura e esclarecimento, determinar e monitorar as ações, a fim de evitar que a pendência retorne para a sua cabeça.

 

 

 

Vicente Falconi – O Que Importa é Resultado

Vicente Falconi

 

A jornalista Cristiane Corrêa, autora do best-seller “Sonho Grande” e da biografia de Abílio Diniz, obras que já venderam mais de 500 mil exemplares, aborda em seu último livro a biografia de Vicente Falconi, um dos mais renomados consultores do Brasil.

Na década de 80, Falconi, então professor da Engenharia da UFMG, começou a disseminar e a aplicar no Brasil as técnicas de gerenciamento das empresas japonesas, á época praticamente desconhecidas no país, refletidas no seu método conhecido como PDCA: Planejar, Agir (do Inglês DO), Checar e Avaliar ou monitorar continuamente.

Graças á sua consultoria, gigantes globais como a InBEv, e empresas como o Grupo Gerdau, Sadia (depois BRF), e dezenas de outras no Brasil, passaram a, entre outras coisas, estabelecer metas e a desdobrá-las e aplicá-las em todos os segmentos da organização e a cobrá-las de todos os envolvidos no processo.

O Mestre ensinou que 70% do resultado é liderança, porque para todas as outras coisas – método, conhecimento – você pode ter em seu time gente que preencha a lacuna, mas se não tem liderança, não dá. O líder é aquele que faz o time confiar na própria capacidade, é aquele que inspira as pessoas, dá feedback quando é preciso, é duro, mas justo, é quem desenvolve as pessoas e as faz acreditarem que podem muito mais do que pode. – Carlos Brito, CEO da AB InBev

 

 

 

O grande impulsionador do trabalho de Falconi foi a consultoria prestada,  nos idos de 1991, ao grupo InBev, então Brahma, quando por indicação da ex-ministra Dorothea Wernek, é época Secretaria Nacional de Economia, foi apresentado a Marcel Telles, CEO da empresa, iniciando, a partir daí, um relacionamento profissional que o levou a ocupar um assento no Conselho de Administração da InBev, o que perdura até hoje.

Nos últimos 20 anos, Falconi desenvolveu projetos para diversos Estados e municípios do Brasil, tornando-se nacionalmente conhecido como um dos artífices do maior programa de redução de energia do pais, quando o Brasil viveu a crise do “apagão” e praticamente toda a população, de empresas comerciais, industriais, de serviços a donas de casas, aprenderam a passaram a trabalhar com metas de redução de consumo de energia, desenvolvidas por Falconi, o que possibilitou o final da crise mais rápido do que se imaginava.

O livro aborda em detalhes o pensamento e a trajetória de Vicente Falconi , detalhando os princípios de gestão que podem transformar as organizações grandes ou pequenas, públicas ou privadas, e ainda fala dos bastidores da consultoria criada por ele, inclusive as disputas de poder que colocaram em xeque as lições de liderança ensinadas pelo Professor, como é carinhosamente chamado por amigos, clientes e colaboradores, e que culminaram com a saída de seu ex-sócio José Martins de Godoy,  e do último CEO da empresa Mateus Bandeira.

Principais ensinamentos

Liderar é bater metas

 

gestão é abrir e fechar gaps

70% do sucesso de uma empresa é gente

Para dar resultados é preciso que exista na companhia alguém com uma vontade inabalável, quase um fanatismo, de realizar melhorias e o poder para levar isso adiante;

O Decálogo da Gestão segundo Vicente Falconi

  1. Sem medição não há gestão;
  2. Cada chefia deve ter entre três e cinco metas prioritárias, nunca mais do que isso. As prioridades devem ser sempre estabelecidas dentro de cada nível gerencial, de preferência por um critério financeiro;
  3. As métricas financeiras são as principais não só para as empresas, mas também para governos e até para as igrejas. Nada existe sem recursos financeiros;
  4. Problema é a diferença entre a situação atual e a meta;
  5. Alta rotatividade de funcionários é inaceitável. Indica a insatisfação de pessoas com as condições de trabalho e equivale e um vazamento das informações da empresa;
  6. Liderar é bater metas consistentemente, com o time fazendo o certo;
  7. Demitir quando necessário. Afastar de 5% a 10% por ano daqueles mais mal avaliados do time, abrindo espaço para novos valores e dando oportunidade aos demitidos para que encontrem tarefas em que sejam mais felizes e valorizados;
  8. Desculpas não constroem uma organização e são patéticas;
  9. Dentro de uma organização, uma pessoa deve ser constantemente desafiada a buscar conhecimentos novos, e isso é feito por meio de metas ou de mudanças de cargo, de forma a criar desconforto;
  10. Os resultados do passado não serve para o futuro.

Aos 77 anos, Falconi ainda participa de dois conselhos de administração; Amber e Eletrobrás. Seu maior desafio atual, porém, é reorganizar e acompanhar mais de perto a consultoria que fundou. A partir de 2019, quando ele deverá ter transferido todas as suas ações para os novos sócios, a firma que ele construiu terá de caminhar com as próprias pernas.

Só então será possível saber se os sucessores de Vicente Falconi realmente assimilaram ops conceitos que ele sempre preconizou e se a empresa que agora leva o seu nome conseguirá ganhar o mundo e se perpetuar.

Trabalhe 4 Horas por Semana

Trabalhe 4 horas por semana

 

Com esse título instigante e polêmico, o autor e empreendedor norte-americano Tim Ferris, apresenta em seu livro Trabalhe 4 horas por semana (The 4-hour workweek), um best-seller no mundo dos negócios,  os caminhos para alcançar a independência financeira, ganhar mais trabalhando menos, e realizar sonhos e objetivos, sem ter que esperar pela aposentadoria. O livro conta com muito material prático e exercícios de fixação, e constituí leitura obrigatória para qualquer empreendedor digital.

O livro é um ótimo caminho para entender como, na era da informação e dos negócios digitais, os novos modelos de negócios ampliam as perspectivas para ganhar mais trabalhando menos, o que pode soar irrealista no Brasil, que ainda atravessa um período de crise econômica e de altas taxas de desemprego.

Tim Ferris, porém, apresenta o conceito que está por trás desse estilo de vida e os passos necessários para chegar lá. O conceito gira em torno de uma nova ideia, de uma forma diferente de encarar o dinheiro, seguindo o exemplo de um grupo de pessoas denominadas Novos Ricos ou NR.

São pessoas que estão mais focadas no presente e que estão voltadas para a qualidade de vida. Os NR preferem o benefício e a experiência ao invés da simples posse de um bem material. Direcionados por sonhos e objetivos, suas metas e ações giram em torno de uma missão. São focados em produtividade – não em sacrifício.

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O processo DEAL

Através de um processo que ele chama de DEAL (Definição, Eliminação, Automação e Liberação), o autor mostra qual é o caminho para se tornar um membro dos Novos Ricos.

D – Definição

O primeiro passo é ter clareza de seus objetivos. Por que razão você trabalha? Quais são os seus sonhos? Com essas principais questões respondidas, o autor discorre sobre a importância de definir metas claras, desafiadoras mas atingíveis, qual o custo de seu sonho, e como persegui-lo.

E – Eliminação

Após definir os objetivos, é preciso eliminar tudo que não é essencial, o que tem tudo a ver com o minimalismo, movimento artístico  que busca pela essência, por expressar uma ideia com a menor quantidade de elementos possíveis.

Um dos maiores impedimentos para a produtividade é a falta de foco, o que acontece quando temos muitas coisas para fazer, mas nem todas são essenciais ou importantes e não precisam necessariamente ser feitas por nós. A ideia é trabalhar menos, mas de forma inteligente e com maior qualidade.

Comece por eliminar os chamados “ladrões de tempo”: reuniões desnecessárias, e-mails, ligações, mensagens, redes sociais, etc. Tim Ferris apresenta várias estratégias para lidar com essas questões, que vão desde verificar a sua caixa de entrada de e-mails em horários específicos, até a aprender a dizer não para as pessoas.

A – Automação

Após definir o que não é essencial e o que pode ser eliminado, o passo seguinte é automatizar tudo o que for possível, questionando-se sempre se todo trabalho que você faz precisa mesmo ser feito por você ou se pode ser automatizado ou terceirizado. Uma frase de Thoureau sintetiza muito bem essa questão.

Um homem é rico na proporção do número de coisas que pode deixar rolar sozinhas,

L – Liberação

Para, enfim, assumir o estilo de vida dos NR, o passo final é a liberação. Um dos maiores medos do homem é a liberdade. Ferris sintetiza isso na frase de George Bernard Shaw

Liberdade significa responsabilidade. É por isso que a maior parte dos homens a teme.

 

Se você pode se liberar para fazer as coisas com que sonha hoje, por que deixar para fazer isso depois de 30 anos de trabalho, ou somente quando se aposentar? O autor enfatiza esse ponto durante todo o livro, ressaltando que é preciso viver o presente, viver a vida em sua plenitude nesse momento,  e não somente ao final de nossa  existência.

Ele chama esse processo de mini-aposentadoria, quando você realiza seus sonhos em intervalos de tempo menores, e vive o estilo de vida do milionário sem ser necessariamente um milionário.

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Trabalhe 4 horas por semana é um livro indispensável para qualquer empreendedor digital, por apresentar muitas ideias de como resolver problemas de forma criativa, com foco na qualidade de vida. Embora algumas de suas ideias somente se apliquem á realidade americana (contratar serviços terceirizados em outras partes do mundo, por exemplo), a proposta do título é perfeitamente possível de ser implementada, desde que você siga a estrutura do DEAL.

Você define os seus sonhos e objetivos, elimina tudo que não é essencial, automatiza tudo que é possível, terceiriza ou delega tarefas que outros possam fazer,  e libera tempo para viver o estilo de vida com que sempre sonhou.

 

POR QUE? Como Grandes Líderes Inspiram Ação!

Por que grandes lideres inspiram ação

Por que algumas pessoas e empresas são bem sucedidas, lucrativas, admiradas e outras não? O que têm em comum pessoas tão diferentes como Martin Luther King, John F.Kennedy, os Irmãos Wright, Steve Jobs,  e empresas como a Apple, Walmart, Southwest Airlines, entre outras? Por que algumas conseguem maior fidelidade tanto dos clientes quanto dos colaboradores? Mesmo entre as bem sucedidas, por que tão poucas são capazes de repetir o sucesso várias vezes?

Pessoas e organizações como as acima citadas podem ter pouco em comum, mas todas elas começaram com uma pergunta: por quê? A capacidade natural de começarem pelo por que as capacitou a inspirar pessoas a sua volta a realizarem coisas notáveis. Começar pelo por quê vale tanto para os grandes quanto para os pequenos negócios, tanto para o universo das entidades sem fins lucrativos como para a política. Quem começa com o por que jamais manipula, inspira. E as pessoas os seguem não porque precisam, mas porque querem.

Essa é a essência do livro que dá titulo a esse artigo, no qual o escritor e palestrante Simon Sinek traz uma visão clara daquilo que realmente leva alguém a liderar e a inspirar. De membros do Congresso americano a embaixadores estrangeiros, de pequenos negócios a corporações como Microsoft e American Express, da ONU ao Pentágono, todos já recorreram a Sinek para aprender sobre o Círculo de Ouro e do poder do porquê.

O Círculo de Ouro

Circulo de Ouro

Existem poucos líderes que preferem inspirar a manipular para motivar as pessoas. Sejam indivíduos ou organizações, cada um desses líderes inspiradores pensa, age e se comunica da mesma maneira. E representam exatamente o oposto do que faz a maioria. Conscientemente ou não, eles o fazem porque seguem um padrão que o autor denomina Círculo de Ouro, que nos ajuda a entender porque fazemos o que fazemos.

O Círculo de Ouro oferece evidências convincentes do quanto mais poderemos realizar se lembramos a nós mesmos de começar tudo o que fazemos perguntando antes pelo porquê. É uma alternativa para as suposições existentes a respeito do por que muitos lideres e organizações conseguem atingir um grau de influência tão desproporcional em relação ás demais.

Ele também fornece insights claros de como a Apple é capaz de inovar em tantas indústrias diversas, explica porque pessoas tatuam logotipos da Harley Davidson em seus corpos, e como a Southwest Airlines criou a empresa aérea mais rentável da história. Ajuda também a entender por que as pessoas seguiram Martin Luther King em seu movimento que mudou uma nação e porque os americanos assumiram o desafio proposto por John Kennedy de colocar um homem na lua, mesmo depois que ele morreu.

Visualizando o Círculo

Por que Simon Sinek

O quê: cada empresa, grande ou pequena, sabe o que faz, não importa o ramo de atividade. Cada pessoa é capaz de descrever facilmente os produtos ou serviços que a empresa vende ou a função de trabalho que exerce dentro desse sistema. Os “quês” são facilmente identificáveis.

Como: Algumas empresas e pessoas sabem como fazem o que fazem. Não são tão óbvios como os quês” e muitos acham que estes são os fatores que os diferenciam da concorrência e levam os clientes á decisão de compra. Seria falso supor que isso é tudo que é necessário, já que falta o principal componente: o porquê.

Porquê: Muitas pessoas ou empresas podem articular claramente porque fazem o que fazem. E o “porquê”, não significa ganhar dinheiro – esse é o resultado. O “porquê” deve responder á pergunta: qual a finalidade, qual a sua causa, qual a sua crença? Por que sua empresa existe? Por que você levanta da cama a cada manhã quando sai para o trabalho?

Quando a maioria das organizações ou pessoas pensa, age ou se comunica, elas fazem isso de fora para dentro, indo do “o quê” para o “porquê”. E o fazem por uma razão: elas vão das coisas mais simples para as mais difusas. Dizemos facilmente o que fazemos, as vezes, como fazemos, mas raramente dizemos porque fazemos o que fazemos. Isso não ocorre, porém, com as empresas e líderes inspiradores. Cada um deles, não importa o tamanho ou ramo de atividade, pensa, age e se comunica de dentro para fora, começando pelo “porquê”.

O autor discorre amplamente sobre os exemplos da Apple, da Microsoft, da Southwest, da Walmart (antes da morte de seu fundador, o legendário Sam Walton), para mostrar como as empresas que defendem uma causa e não apenas um produto se diferenciam da concorrência

 Para ele, as pessoas não compram o que você faz, mas sim o porque você faz. A Aplle, por exemplo, não vende só produtos: vende um sentimento de pertencimento, de conexão com o mundo. A Harley não vende apenas motocicletas possantes: ela internaliza e personifica o sentimento de liberdade americano.

O cérebro humano

Segundo Sinek o poder do porquê não representa uma opinião – se explica pela biologia, retratada nos três níveis do círculo de ouro, que, segundo ele, correspondem exatamente aos três principais níveis do cérebro.

A área mais nova do cérebro, do nosso cérebro de Homo sapiens, é o neocortex, que corresponde ao nível do “o quê, e é responsável pelo pensamento racional e analítico e pela linguagem. As duas seções do meio abrangem o cérebro límbico, que é responsável por todos os nossos sentimentos, como a confiança e a fidelidade.Ele também responde por todo o comportamento humano e pelo nosso processo decisório, mas não tem a capacidade da linguagem.

As empresas que falham ao comunicar o sentido do porque nos forçam a tomar decisões somente com base em evidências empíricas, com o lado racional de nosso cérebro, não nos oferecendo nada além de fatos e números, características e vantagens dos produtos, sem explicar o “porquê” – o componente emocional da decisão.

É a isso que o autor se refere quando fala que as empresas devem conquistar o “coração e a mente” do cliente. O coração representa a parte do cérebro do sentimento límbico, e a mente é o centro da linguagem racional. As empresas geralmente procuram conquistar a mente, já que tudo que isso exige é a comparação de características, preços e vantagens.

A aplicabilidade do “porquê” na nossa vida pessoal

Embora os exemplos do livro se concentrem em personalidades e empresas norte-americanas, os conceitos ali expressos se aplicam perfeitamente a qualquer pessoa, quando confrontada diante de uma decisão ou de um projeto ou caminho a seguir.

Quando vezes traçamos uma meta ou um objetivo e quando o realizamos não sentimos um sentimento de realização e de vitória, simplesmente porque aquilo não era congruente com nossos principais valores ou não estava alinhado ao nosso proposito e missão de vida?

Definimos claramente o “quê” queremos, relacionamos pormenorizadamente “como” o conseguiremos, mas esquecemos de definir o que a conquista daquela meta ou objetivo irá nos proporcionar em termos de crescimento como pessoa, simplesmente pelo esquecimento de fazer uma pergunta simples mas profunda:

Por que?