A Única Coisa: O Foco pode Trazer Resultados Extraordinários

The One Thing

 

 

Qual a única coisa que, se for feita, tornará todas as outras mais fáceis e até desnecessárias” – Gary Keller

Esse é o mote e tema central do livro “One Thing”, que no Brasil recebeu o título de “A única coisa”, de Gary Keller, em coautoria com Jay Papasan. best-seller internacional e amplamente reconhecido como um dos melhores livros já escritos na área de auto desenvolvimento e produtividade.

Principais tópicos

O efeito dominó

O autor faz uma analogia entre o poder de propulsão que tem as pedras do dominó e o efeito multiplicador que focar na coisa mais importante, ou a única coisa, pode representar em termos de alavancagem em relação ás demais áreas de nossa vida

Com uma diferença de 50% de tamanho de um para outro, um dominó de 0,5 cm pode derrubar todos os outros que, se enfileirados, podem alcançar, em progressão geométrica, a altura da Torre de Pisa (18ª.pedra), a Torre Eiffel (23ª), o Monte Everest (31ª),  e a de número 57 provavelmente cobriria a distância entre a Terra e a Lua.

Assim, segundo Keller, para alcançarmos o sucesso, temos que mirar para a lua, e colocar toda a nossa energia na realização da coisa mais importante, que equivaleria no caso, á primeira pedra do dominó.

“ Quem corre atrás de dois coelhos, termina sem pegar nenhum” – provérbio indiano.

As seis mentiras sobre o sucesso

1 – Todas as coisas têm igual importância;

2 – O mito da multitarefa;

3 – O mito da autodisciplina.

4 – a força de vontade é permanente;

5 – Uma vida balanceada;

6 – Pensar grande é ruim

“ As coisas  mais importantes não podem ficar a mercê das coisas menos importantes” – Johann Wolfang Von Goethe.

Tratar as coisas igualmente, de forma equânime, é um nobre ideal que buscamos em nome da justiça e dos direitos humanos. No mundo real de resultados, contudo, as coisas nunca são iguais, e entender isso é a base das grandes decisões. Quando tudo parece urgente e importante, tudo se torna igual. Podemos nos manter ativos e ocupados, mas muito distantes da realização e do sucesso.

Como disse Henrique David Thoreau “manter-se ocupado não é suficiente; as formigas o são. A questão é saber em que estamos nos ocupando”. Realizar um monte de tarefas que estão relacionadas em sua lista de afazeres é uma alternativa ruim entre fazermos uma única tarefa que seja a mais importante. Assim, o autor defende que, em vez de uma lista de tarefas, tenhamos uma lista de sucessos, propositadamente criada e direcionada para a obtenção de resultados.

Para isso, devemos restringir ainda mais o que chamamos de Lei 80/20, ou Principio de Pareto, que diz que uma minoria de causas, inputs ou esforços produzem a maioria dos resultados ou recompensas. Keller vai mais longe e defende que, uma vez identificadas as tarefas que geram  mais resultados, devemos estreitá-las ainda mais, buscando os 20% dos 20%,  e assim sucessivamente, até chegarmos á atvidade mais importante.

2 – O mito da multitarefa

O mito da multitarefa, ou de fazer duas ou mais coisas simultaneamente, se tornou tão disseminado que muitos sites de carreira na web ainda a apontam como uma habilidade das pessoas mais produtivas. A verdade, porém, é que quando você faz duas coisas ao mesmo tempo não irá fazer bem nenhuma delas. O conceito de multitarefa só chegou ao mundo corporativo no inicio dos anos 60 e era usado para descrever computadores e não pessoas.

Pesquisadores estimam que no trabalho as pessoas sejam interrompidas em média a cada 11 minutos e levam cerca de um terço do dia para retomar o foco e se recuperar dessas distrações. Assim, quanto mais você alternar de uma tarefa para outra, mais difícil será retornar á tarefa original.

3 – O mito da autodisciplina

Segundo o escritor Leo Babauta, um dos mitos mais prevalecentes em nossa cultura é o da autodisciplina. A verdade, porém, é que não precisamos de mais disciplina do que a que já temos. O que precisamos é direcioná-la e administra-la de uma forma melhor. Segundo o autor, ao contrário do que muitos supõem, sucesso não é uma maratona de ações disciplinadas, onde cada ação é treinada e o controle é a solução para cada situação.

Sucesso é, na realidade, uma sequencia de pequenos passos, uma corrida curta, que dure o suficiente para a formação e consolidação de um novo habito. Quando sabemos que alguma coisa precisa ser feita, mas não está sendo feita, costumamos dizer: “O que eu preciso é de mais autodisciplina”, quando, na realidade, tudo que precisamos é da disciplina para formar o hábito.

Assim, você não precisa ser uma pessoa disciplinada para alcançar o sucesso. Na verdade, pode obter o sucesso com menos disciplina do que imagina, por uma razão muito simples: sucesso é fazer a coisa certa e não fazer tudo de forma certa. O sucesso, portanto, reside em escolher o hábito correto e ter a disciplina necessária para construí-lo.

4 – A força de vontade é permanente

Imagine a força de vontade como a bateria de seu celular que, no inicio do dia, está plenamente carregada, e vai acabando com o decorrer do tempo. A força de vontade tem uma bateria limitada, mas, assim como o celular, pode ser recarregada. E é como um músculo que precisa ser exercitado, mas também precisa de descanso.

Assim, como todos nós dispomos de uma reserva limitada de força de vontade, decida qual a coisa mais importante a ser feita e reserve o seu período de maior energia física para executá-la.

5 – Uma vida balanceada

O mito de uma vida balanceada é um conceito em que muitos aceitam como verdadeiro e como uma meta a ser atingida, sem analisar mais detidamente o que isso significa. Para o autor, a ideia de uma vida balanceada é apenas isso – uma ideia, uma grande ideia, mas não uma ideia prática; uma ideia idealista, mas não realista. Uma vida balanceada simplesmente não existe.

Propósito e significado de vida é tudo em que se resume uma vida de sucesso. Busque descobri-los e você com certeza terá uma vida balanceada. Resultados extraordinários exigem tempo e atenção focada e isso significa fazer uma coisa em detrimento de outra – o que torna o balanceamento impossível.

O termo “balanço vida-trabalho” só apareceu a partir dos anos 80, quando mais da metade de mulheres casadas ingressaram na força de trabalho e, como citado no livro do mesmo título, de Ralph E.Gomory, saímos de uma situação em que havia um provedor e a dona da casa, para a situação posterior, onde marido e mulher passaram a trabalhar fora.

O autor afirma que, em vez de uma vida balanceada – no sentido de ficar no centro de um círculo, sem mirar os extremos, onde as coisas extraordinárias acontecem – devemos buscar uma vida contrabalanceada, e priorizarmos as coisas mais importantes tanto em nossa vida pessoal quanto profissional.

5 – Pensar grande é ruim

A história do “Big Bad Wolf” (O Lobo Mau) ajudou a popularizar a crença de que grande e ruim são coisas semelhantes e que costumam vir juntas, mas elas não guardam nenhuma relação. Uma grande oportunidade é melhor do que uma pequena, mas um pequeno problema é melhor do que um grande.

Por isso, pense grande e evite perguntar simplesmente“ o que vou fazer agora”? Faça perguntas poderosas e desafiadoras. Se sua meta é 10, pergunte-se: como posso chegar a 20? Defina uma meta maior do que a que você quer e terá construído os alicerces de um plano de ação que te levará á realização da meta original.

Não tema o fracasso e o encare como parte de uma jornada que o levará ao sucesso.

Resultados extraordinários não são construídos somente de sucesso, mas também de fracassos. Quando erramos temos a oportunidade de parar e refletir no que deu errado e nos perguntar o  que temos de fazer para alcançar melhores resultados. Encare o insucesso como uma forma de aprendizado e continue lutando e utilizando todo o seu potencial.

Os quatro “ladrões” da produtividade.

1 – Inabilidade de dizer “não”

Quando você disser sim para alguma coisa, é imperativo que você saiba para o que está dizendo não. A arte de dizer sim é, por padrão, a arte de dizer não. Dizer sim para todo mundo é o mesmo que dizer sim para nada. Cada obrigação que você assume diminui a sua eficácia em tudo que tenta fazer. Assim, quanto mais coisas você faz, menor será a sua possibilidade de ser bem sucedido em cada uma delas. Quando você tenta agradar a todo mundo, a única pessoa a quem você não conseguirá agradar é a você próprio.

2 – Medo do caos

Focar em uma única coisa tem uma consequência inevitável – outras coisas não serão feitas. Com isso é possível que você se sinta pressionado a fazer coisas que não são prioritárias. É importante que você encare e aceita essa situação, sem procurar lutar contra ela, ou seja, acostume-se a esses problemas e tente superá-los, mantendo-se fiel a sua agenda.

Todos nós temos parentes e amigos que, numa situação difícil, pedem nossa ajuda e nossa atenção. Procure ajudá-los e ser solidário, mas sem desviar-se do seu foco principal e das suas próprias prioridades.

3 – Hábitos de saúde não saudáveis

A falta de cuidados e de controle com a nossa saúde e energia pessoal é seguramente o ladrão silencioso da produtividade. A questão óbvia, mas muitas vezes ignorada,  é que alto desempenho e resultados extraordinários exigem saúde e energia física – o problema é aprender como obtê-las e conservá-las.

O autor sugere algumas atividades matinais adotadas por pessoas altamente produtividade:

·         Praticar a meditação ou fazer uma prece para desenvolver a energia espiritual;

·         Fazer uma refeição saudável, fazer exercícios físicos e dormir o suficiente para acordar com boa disposição;

·         Abraçar, beijar e rir com as suas pessoas queridas para incrementar a energia emocional;

·         Planejar as metas e atividades do dia, bloqueando tempo para a sua atividade mais importante.

4 – O seu ambiente não dá suporte ás suas metas

O seu ambiente é simplesmente o que você vê e o que você vivencia no dia a dia,  e isso inclui não só o ambiente físico, mas também as pessoas á sua volta. As pessoas lhe parecem familiares e o ambiente, confortável, mas esteja atento e não considere isso como “favas contadas”. Qualquer pessoa ou qualquer ambiente, em determinado momento, pode transformar-se em um “ladrão de seu tempo” e distrair sua atenção da coisa mais importante.

Ninguém vive em isolamento. A cada dia, ao longo do dia, estamos em contato com outras pessoas e somos influenciados por eles, o que pode ter impactos na atitude, na  saúde e, em última análise, em nosso desempenho. Aqueles com quem convivemos diariamente (amigos, colegas de trabalho, ou familiares) podem exercer uma influência em nossas atitudes muito maior do que imaginamos.

Assim, é importante evitar pessoas cuja negatividade possa afetar os resultados que pretende alcançar e cercar-se daqueles que possam lhe incentivar, dar apoio, e ajudá-lo a atingir as suas metas e objetivos.

Como chegar à “Única Coisa”

The One Thing Dominoes

O autor propõe um exercício para chegarmos á única coisa ou, como na analogia citada, á primeira pedra do dominó. Escreva numa folha de papel e desenvolva o hábito de ler em voz alta as seguintes perguntas:

·         Com base nas minhas metas e objetivos para toda a vida, qual a única coisa que posso fazer nos próximos cinco anos para atingi-las?

·         Baseado nas minhas metas dos próximos cinco anos, qual a única coisa que possa fazer este ano para realizá-las e que estejam alinhadas com as minhas metas e objetivos de vida?

·       Considerando a minha meta anual, o que posso fazer neste semestre para atingi-la?

·         Com base nas minhas metas semestrais, o que posso fazer este mês para realizá-la?

·         Baseado na minha meta mensal, o que posso fazer esta semana?

·         Considerando a minha meta semanal, o que posso fazer hoje?

·         … E o que posso fazer AGORA?

 

Com esse exercício, você estará treinando a sua mente em como pensar e como conectar uma meta com outra ao longo do tempo, até que descubra qual a coisa mais importante a fazer agora mesmo.

Resultados extraordinários se tornam possível quando onde queremos chegar está completamente alinhado com o que fazemos hoje. Descubra o seu propósito, e a clareza do que você quer irá ditar as suas prioridades. A melhor maneira de trabalhar em suas prioridades é marcar um compromisso com você mesmo, bloqueando tempo em sua agenda (o autor sugere não menos do que 40%) para as tarefas mais importantes, e resista a todas as distrações que possam desviar sua atenção.

 

Mas, afinal, como saber qual é a única coisa que devo priorizar em minha vida?

Segundo o autor, por envolver seus valores, propósito e missão de vida, essa é a primeira e única coisa que cabe a você, e só a você, descobrir.

 

 

Qual é o seu Mindset?

Mindset

O que lhe vem á cabeça quando você pensa em uma pessoa extremamente inteligente e talentosa? Talvez alguém semelhante ao inventor americano Thomas Edison, cuja invenção da lâmpada elétrica o tornou um símbolo de brilhantismo e criatividade.

Ocorre que, embora inteligente e talentoso, Edison não representa um caso de inteligencia nata. A invenção da luz elétrica não ocorreu do dia para a noite, mas decorreu de um longo processo de curiosidade, dedicação e trabalho árduo.

Em seu livro Mindset, publicado em 2007, a psicologa da Universidade de Stanford, Carol Dweck diz que não é a inteligência, o talento ou mesmo a educação que distinguem as pessoas de sucesso das demais. É o seu mindset (ou modelo mental na falta de uma tradução mais especifica para o Português) e a forma como eles encaram os desafios pessoais e profissionais.

Segundo Dweck, as pessoas ou tem um mindset fixo ou de crescimento, e cada um deles que você adotar pode afetar todas as áreas de sua vida. Um mindset fixo pode aprisionar as pessoas ás suas limitações e impedir o seu crescimento e evolução, enquanto um “growth mindset“, ou modelo mental de crescimento, pode ajudá-las a alcançar mais facilmente  as suas metas e objetivos.

O Mindset Fixo

Mindset fixo

Um mindset fixo se reflete na crença de que inteligência, talento e outras habilidades são coisas que trazemos de berço e não podem ser modificadas. Com essa mentalidade, você é levado a acreditar que não tem a inteligência e o talento suficientes para ter sucesso em determinadas atividades, preferindo desempenhar aqueles que você conhece bem.

O aspecto mais negativo dessa modo de pensar ocorre quando envolve um gerente ou líder de equipe que receia que as realizações dos membros de sua equipe possam ofuscá-lo  e, cada vez que um deles apresenta uma ideia nova,  ele a encara como uma ameaça á sua própria carreira,  e desestimula ou até impede a discussão do assunto.

O Mindset de Crescimento

Mindset de crescimento

A pessoa com um “Growth Mindset” acredita que, com esforço, dedicação e perseverança, poderá desenvolver suas habilidades naturais e atingir suas metas e objetivos.

De acordo com Dweck, as pessoas podem desenvolver suas próprias habilidades, talentos e até mesmo a inteligencia através de experiências, treinamento e esforço. O feedback recebido e os eventuais erros cometidos representam oportunidades de aprendizagem e de aumento  da produtividade. É o que ela chama de ” engajamento proposital” (“purposeful engagement”).

Em sua pesquisa, Dweck trabalhou na teoria da neuro plasticidade, que significa a capacidade do cérebro de  formar novas conexões na vida adulta, quando estimulado por novas experiências e dá suporte á ideia de que se pode desenvolver um mindset de crescimento em qualquer fase da vida. Assim, você pode não se tornar um Thomas Edison, mas com uma mudança de atitude, pode desenvolver o seu potencial,  com aprendizado e prática constantes.

É por isso que Dweck diz que elogiar um trabalho bem feito reforça o mindset fixo, enquanto elogiar o esforço encoraja o de crescimento. Quando o lider foca no resultado individual, a pessoa entende que tentar não é importante, mas se elogiarmos o esforço, estaremos recompensando o processo de aprendizagem,  o que torna as pessoas mais motivadas a continuar lutando em direção ao atingimento de suas metas.

Como desenvolver um Mindset de crescimento

Mindset de crescimento 2

Dweck ensina alguns passos que podem levar a uma mudança de modelo de pensamento.

Passo 1 – Ouça a sua voz interna

A voz de um mindset fixo poderá impedi-lo de prosseguir seguindo a trilha do sucesso,. Por exemplo, quando você ouve aquela vozinha interna lhe dizendo que você não tem o talento ou a habilidade necessária para realizar determinado projeto, você sente que poderá fracassar ou que as pessoas irão criticá-lo se não for bem sucedido?  Quando você se pensa em enfrentar um novo desafio, você tende a resistir por medo da rejeição ou do fracasso?

Passo 2 – Reconheça que você tem uma escolha

Todo mundo enfrenta desafios, obstáculos e toda sorte de dificuldades ao longo da vida, mas a forma como reagimos a eles pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso. Se você tem uma mentalidade fixa, verá nesses obstáculos uma confirmação de que não está apto para o projeto ou tarefa. Mas se encará-los como uma oportunidade de crescimento, você poderá desenvolver um plano de ação, trabalhar duro, mudar de estratégia e tentar de novo.

Passo 3 – Desafie seu Mindset fixo

Quando você se depara com um novo desafio e sua voz interna lhe diz que é melhor não tentar porque não tem o talento para ser bem sucedido, lembre-se de que você pode aprender as habilidades necessárias para atingir a sua meta. Por exemplo, se você se defronta com um desafio e pensa: “Eu não estou certo de que tenho as habilidades necessárias para fazer isso”, desafie-se respondendo: ” Eu não tenho certeza de que posso fazer isso e talvez não possa fazê-lo da primeira vez, mas posso aprender com a prática”

Passo 4 – Entre em ação

Quando você começa a pensar e agir com um modelo mental de crescimento, torna-se mais fácil superar adversidades e obstáculos de forma mais positiva. Ninguém aprende a tocar violino na primeira vez. Quando cometer um erro, encare isso como uma forma de aprendizado e oportunidade de crescimento.

Pense em como você pode ajudar a sua equipe adotando um mindset de crescimento e acostume-se a elogiá-los não apenas pelo trabalho bem feito, mas também, e principalmente,  pelo esforço e disposição para o aprendizado contínuo, encorajando-os a apresentar ideias e sugestões, num ambiente de discussão e comunicação abertas.

 

A Roda da Vida

Work Life Balance

Nos dias frenéticos de hoje, caracterizados por cobranças e metas profissionais de um lado e por distrações de toda ordem de outro, frequentemente sentimos a sensação de que a nossa vida está saindo do controle e que estamos nos afastando das coisas mais importantes, o que pode levar ao estresse e frustração.

É nesse momento que a Roda da Vida, ferramenta bastante utilizada nos processos de coaching, pode representar uma valiosa contribuição na busca do equilíbrio vida pessoal/profissional, permitindo identificar, através de gráfico, as áreas da vida que possam estar sendo negligenciadas e  para as quais gostaríamos de dar mais atenção, focando toda o nosso tempo e energia nas coisas prioritárias.

O desafio é transformar o conhecimento e o desejo de construir uma vida mais equilibrada num plano de ação concreto e consistente.

Como usar a Roda da Vida

1 – faça um brainstorming das principais áreas de sua vida

Comece fazendo um levantamento das 6 ou 8 dimensões de sua vida que sejam importantes para você, e que poderiam incluir:

  • os papéis que você desempenha na vida, por exemplo: marido/esposa, pai/mãe, gerente, membro de equipe, amigo, líder comunitário, etc;
  • elenque as áreas da vida que são importantes: carreira, educação, saúde, finanças, relacionamentos, etc;

2 – escreva cada uma dessas áreas na borda da Roda da Vida (vide figura abaixo que deve ser adaptado a sua realidade)

The wheel of life

 

3 – avalie cada uma dessas áreas

avalie o seu nível de satisfação e realização em cada área, lembrando que diferentes áreas exigem diferentes níveis de atenção em cada etapa da vida. O próximo passo é avaliar o grau de atenção que você esta dedicando a cada uma dela.

A partir do centro para as bordas do círculo, avalie numa escala de 0 (baixa) a 10 (alta), de forma refletir a atenção e prioridade que você vem atribuindo a cada área.

4 – Junte os pontos

A seguir, junte os pontos em volta do círculo e preencha, a lápis ou em cores, cada um dos quadros avaliados, para verificar, gráfica e visualmente, se a roda mostra uma vida balanceada

5 – reflita sobre qual seria o nível ideal

Isso não significa atribuir linearmente um 5 em cada uma das áreas, já que algumas delas exigem maior foco e atenção em cada etapa da vida. Você terá que fazer escolhas e assumir compromissos, já que nosso tempo e energia não são recursos ilimitados.

Assim, reflita e pergunte-se qual seria o nível de atenção e prioridade que você gostaria de dedicar a cada área e coloque o escore “ideal” em cada uma delas nas extremidades do círculo.

6 – entre em ação

Após obter uma visualização gráfica de sua vida atual e da sua vida ideal, veja quais são os “gaps” ou lacunas que precisam ser preenchidas, e que representam a diferença numérica entre a nota que você se atribuiu e a que gostaria de obter em cada área.

Em seguida, pergunte-se: quais dessas áreas se eu focasse meu esforço e atenção teria maior impacto em todas as outras? Essas são as áreas para as quais você deve atribuir prioridade.

O passo seguinte é traçar um plano com ações específicas, mensuráveis, desafiadoras mas realistas, definindo uma data-limite para cada uma delas.

 

Porque Procrastinamos e Como Lidar com o Problema

Procrastinação

Procrastinação é a arte de deixar para depois o que precisa ser feito agora, o conhecido “empurrar com a barriga”, enfim “enrolar”. A palavra procrastinação vem do latim procastinatus, que é a junção do pro(encaminhar) e crastinus (amanhã), mas seu sentido já aparecia no Antigo Egito, em Roma e na Grécia

De acordo com o dicionário Oxford, a palavra já existe do léxico desde 1548 – ou seja é algo milenar e não um produto do mundo moderno, da tecnologia e da internet. Também não é um problema tipicamente brasileiro – conhecido como o país do jeitinho e da última hora – pois outros países têm o mesmo perfil, até porque é um problema intrínseco á humanidade,

A verdade é que todo mundo procrastina, pelo menos uma vez na vida. É da natureza humana, já que ninguém é robô, programado para fazer tudo na hora certa. O problema é quando isso começa a ficar crônico e passamos a postergar indefinidamente coisas que não poderiam ser adiadas, como os cuidados com a saúde, nossos relacionamento, nossos sonhos e objetivos mais importantes.

Em pesquisa publicada em seu livro “Equilíbrio e Resultado”, .Christian Barbosa, um dos mais conhecidos especialistas em gestão do tempo e produtividade do país, constatou que as coisas que as pessoas mais adiam são: exercício físico (67%), leituras(63%), saúde (52%) e planejamento financeiro(46%), ou seja, justamente as coisas que mais produzem equilíbrio e resultados.

Postergar tarefas não é o pior dos mundos, nem devemos nos martirizar por isso. O problema é quando isso se torna constante, o que acaba deixando as pessoas infelizes, improdutivas, e com a sensação de que estão  perdendo alguma coisa, o que reduz a autoestima e gera insegurança.

Por que procrastinamos

Procrastinação2

Segundo Barbosa, a pesquisa foi de extrema valia para ajudar a entender os principais fatores que contribuem para a procrastinação, entre os quais alinhamos os mais comuns:

1 – Falta de tempo

Indiscutivelmente, a campeã das desculpas, refletida na velha frase: “não deu tempo” ou “eu não tenho tempo”. A verdade, porém, é que o tempo é um recurso finito, mas também o mais democrático, pois  todos nós: eu, você, o Papa, o Presidente do EUA, temos as mesmas 24 horas por dia. O problema, portanto, não é a falta de tempo, mas a sua utilização inadequada, com coisas desnecessárias, sem importância, e que não nos ajudam a sair do lugar.

2 – Falta de energia

Muitas pessoas saem do trabalho, enfrentam um trânsito caótico, e ao chegar em casa já estão tão consumidos pela rotina estafante que simplesmente não têm mais disposição física para ler um livro, conversar com a família, praticar um esporte ou fazer um curso. Querem apenas tomar um banho, jantar e dormir  – e recomeçar tudo no dia seguinte.

A energia pessoal é gerada por diversos fatores que incluem alimentação saudável,, saúde, qualidade do sono, qualidade dos relacionamentos, espiritualidade, entre outras coisas. É, enfim, um conjunto de fatores físicos, mentais, emocionais e espirituais que, juntos, constituem uma fonte de energia que, se negligenciados, acabam se constituindo num dreno por onde escoa toda a vitalidade.

Sem energia, olhamos para as nossas tarefas e, mesmo sabendo o que deve ser feito, não conseguimos reunir a força de vontade e a disposição necessárias para fazê-las acontecer.

3 – Medos

Todos nós temos medo de alguma coisa – impossível não tê-los. O problema é quando o medo deixa de ser um propulsor de uma necessidade de planejamento e de preparação, e se transforma num instrumento paralisador.

O medo tem três caminhos possíveis na procrastinação:

  • o medo do fracasso: quando as pessoas deixam de fazer determinada atividade por medo de falhar, de serem julgadas, de não dar certo. O risco de terem algum tipo de prejuízo não lhes permite avançar, o medo simplesmente bloqueia a execução;
  • medo do desconhecido: o medo daquilo que ainda não sabemos, das possibilidades que nunca vivemos, como o de uma pessoa que não consegue falar inglês fluente, com medo de ser transferida para uma filial da empresa em outro país, cujo estilo de vida desconhece;
  • medo do sucesso: embora sutil e até pareça um contra senso, é um dos mais poderosos e constitui um fator subjetivo de procrastinação. Quando a pessoa vê que a atividade realizada deu certo, ela fica com medo do que esse sucesso pode acarretar, de uma promoção para um cargo de maior responsabilidade, de mudança no estilo de vida – enfim da saída da zona de conforto.

Como combater a procrastinação

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Existem muitos livros, vídeos, blogs, artigos, etc, com técnicas e dicas para combater a procrastinação. Duas delas me parecem as mais importantes e representam uma unanimidade entre todos que abordam o assunto:

1 – Dividir o projeto ou tarefa em pedaços menores e executáveis

Ao nos depararmos com um projeto de maior duração e complexidade, experimentamos um sentimento de sobrecarga e opressão, que nos leva a postergar a sua implementação. Ocorre, porém, que como destaca David Allen em seu best-seller “Fazendo as Coisas Acontecer” (Getting Things Done, em sua versão original em Inglês), não nos engajamos em projetos, mas nas tarefas dele decorrentes.

Assim, ao identificarmos o resultado que pretendemos alcançar com o projeto ou tarefa, devemos definir claramente a sua primeira ação, e dividi-la  em tantos pedaços pequenos quantos forem necessários, de modo que não seja possível deixar de realiza-la, o que elimina o maior estresse – o de começar.

O momentum gerado pela realização da primeira tarefa nos leva, num efeito bumerangue, a querer realizar a próxima e as próximas, levando à conclusão da atividades num prazo m ais curto do que inicialmente imaginamos. É a aplicação da máxima: “como devorar um elefante? Um pedacinho de cada vez”

2 – Descobrir os objetivos, resultados e consequências da tarefa que estamos procrastinando

Quando não temos ideia do verdadeiro objetivo daquilo que vamos fazer, quando não temos noção da importância da atividade que vamos realizar, e  de que forma ela nos trará resultados ou consequências se não for feita, perdemos a relevância e, consequentemente o interesse na sua execução.

Imagine, por exemplo, que você precisa fazer um relatório importante  para seu chefe e que isso pode lhe representar um aumento salarial ou uma promoção, o que lhe permitirá dar maior conforto a sua família. Ou seja: você não está produzindo um simples relatório, está garantindo o seu sustento, a manutenção de seu emprego, e o desenvolvimento de sua carreira profissional.

Brian Tracy, conhecido palestrante internacional, e autor de best-sellers como “Eat That Frog“, costuma dizer que tudo começa com um forte WHY. Quando identificamos o nosso “por que”, ou o verdadeiro propósito de alguma coisa, o What (o que) e o When (quando) tornam-se meras consequências.

Enfim, todos nós procrastinamos.Mas o que não podemos permitir é que essa prática se incorpore ao nosso dia-a-dia e nos coloque indefinidamente na zona de conforto e no piloto automático, impedindo-nos de alcançar os nossos sonhos, metas e objetivos mais importantes.

A Importância do Planejamento Semanal

Planejamento semanal agenda

Muitas pessoas, mesmo as que utilizam listas de tarefas, as chamadas “to do lists”, costumam fazer isso diariamente, antes de iniciar o dia de trabalho, o que pode resultar numa lista infindável de coisas a fazer e no sentimento de frustração de, ao final de um dia de trabalho, verificar a existência de muitas tarefas não concluídas.

Esse tipo de planejamento é extremamente reativo e propicia o surgimento de vários imprevistos e urgências ao longo do dia, sem considerar o fato de que, fazendo o planejamento apenas no dia, pode ocorrer que muitas tarefas realmente importantes não tenham sido incluídas na lista.

Daí a importância do planejamento semanal, que é uma forma de economizar horas de  seu dia-a-dia. Ao planejar uma semana inteira, com base em suas perspectivas anuais e mensais, você estará trabalhando de forma proativa e passa a priorizar as atividades mais importantes e prevenir as urgências. É um processo simples, mas que pode fazer uma enorme diferença em termos de produtividade.

A semana é o menor período de abrangência das três etapas de planejamento – anual, mensal e semanal. Mas é, sem dúvida, a mais importante. De nada adianta ter um belo plano de metas anual ou mensal sem que as ações deles decorrentes sejam postas em prática no momento presente.

Quando e como fazer

Planejamento semanal

O momento ideal para fazer o seu planejamento é um dia antes do inicio da próxima semana (o final da tarde de domingo é a opção mais recomendada), e isso não leva mais do que 20 a 30 minutos. Se não for possível fazer no domingo, use o sábado ou sexta-feira ao final do expediente, mas nunca deixe para a segunda-feira, pois poderá ser atropelado pelas urgências que surgirem.

O planejamento semanal deve ser feito com um calendário que permita visualizar todos os dias da semana e os compromissos já agendados (reuniões, consultas previamente marcadas,etc). Se você utiliza uma agenda convencional, use o lado esquerdo para os compromissos e o lado direito para as tarefas, estimando um tempo de duração para cada uma.

Com essas informações, fica mais fácil fazer o acompanhamento de monitoramento de suas ações, evitando a sobrecarga de tarefas. O somatório da duração das tarefas e compromissos permite fazer uma distribuição mais racional e equilibrada das atividades pelos dias da semana.

Assim, se você trabalha oito horas por dia, então planeje no máximo seis horas, deixando espaço para as emergências ou imprevistos. A regra básica é não comprometer mais do que 70% da sua jornada diária de trabalho, podendo começar com 50% até que se familiarize com o processo.

O planejamento semanal é o momento de colocar as suas metas em ação, lembrando que os pequenos passos executados durante a semana serão os responsáveis pela sua concretização. Assim, selecione aquelas que possam ser executadas e distribua-as durante a semana, mas seja absolutamente realista quanto á possibilidade de realização de cada uma. Faça o que for possível dentro das limitações de tempo, mas sem deixar de fora as tarefas conectadas com as suas metas, atuando de forma proativa na direção de seus maiores objetivos.                                                                                                                                                                                                                         

 

Como fazer seu “Discurso de Elevador”

 

Elevator pitch

Se você é um coach recém qualificado numa escola de formação e está prospectando seus primeiros clientes, talvez essa experiência lhe pareça familiar.

Você é apresentado a uma pessoa que, após lhe perguntar o que você faz, quer saber o que é coach. Depois de você se estender em uma das muitas definições do que é coach e do que não é, a pessoa se despede com um: “Ah, é? Interessante”. E a conversa termina aí.

Talvez você tenha desperdiçado, com essa conversa, a oportunidade de conquistar um potencial cliente, por não ter usado o chamado “discurso de elevador“, ou “elevator pitch“, como a expressão é conhecida em Inglês.

A verdade é que as pessoas não estão interessadas em saber o que é coach, mas sim em como ele pode solucionar um problema que elas eventualmente tenham, seja o profissional um coach, um mentor, um psicólogo ou terapista. Uma regra básica de vendas diz que as pessoas não compram o que queremos vender, mas sim o que elas desejam comprar.

Elevator pitch 2

Assim chamado por ter, em tese, a duração de um trajeto de elevador, o “elevator pitch é uma declaração rápida, curta e objetiva, que busca responder as seguintes perguntas: o que você faz, para quem, e com que objetivo.

Assim, depois de ter definido o seu tipo de coach (life ou executive), bem como o seu nicho de atuação, você pode seguir alguns dos exemplos abaixo quando se defrontar com situações como essa.

Elevator pitch 3

Sou coach e ajudo profissionais em inicio de carreira(quem) a construírem um plano de carreira(o que), para subirem mais rápido na escala hierárquica das empresas em que trabalham (para que);

Como coach, ajudo pessoas recentemente promovidas a cargos de liderança, a dominar as qualificações e habilidades necessárias ao desempenho da função, para que possam se qualificar para posições ainda mais elevadas;

Ajudo, através do coaching, as pessoas que querem perder peso a melhorar a condição física , se sentirem mais produtivas e recuperar a auto- estima;

Ajudo pessoas que tem problemas de organização e gestão de tempo a aprender a  definir prioridades para serem mais produtivas na vida pessoal e profissional;

Como coach, ajudo pessoas recentemente aposentados,  que querem voltar ao mercado de trabalho, a descobrir uma nova atividade ou vocação, de modo a se sentirem mais felizes e realizados e mais participativos nas comunidades onde atuam.

A partir daí é entregar o cartão, com seu telefone e e-mail para contato, e, espero, agendar a sua primeira consulta.

Coaching: Como Desenvolver Novas Competências

Coaching for competences

Competência é a capacidade de coordenar, de modo eficaz, diferentes conjuntos de conhecimentos, habilidades e atitudes que permitam melhorar um desempenho. O conhecimento refere-se a saber o que fazer; as habilidades dizem respeito ao “como fazer”, e as atitudes evidenciam o que se quer fazer. Se um desses elementos estiver faltando, não se pode falar em competência.

Tipos de Competência

1.Cognitivas

São as competências relacionadas ao raciocínio, como resolver um problema matemático, definir um programa de metas em uma empresa.

2.Perceptivas

Envolvem a detecção e interpretação das informações utilizando nossos instintos. São as competências que nos permitem decidir  sobre onde,quando e como adotaremos uma ação, como, por exemplo, o momento certo de contratar um profissional.

3.Motora

Esse grupo abrange as competências mas básicas da vida e se relacionam às ações que envolvem movimentos físicos.

4.Perceptivas-motoras

Envolvem os elementos dos três grupos anteriores e são aquelas exigidas principalmente na prática de esportes. Exemplo: detecção e interpretação da ação e execução dos movimentos.

Há limite de idade para desenvolver novas competências?

A neurociência diz que nunca é tarde para isso. A neuro plasticidade, ou plasticidade cerebral, mostra que nossa capacidade de aprendizado não é perdida ao longo dos anos, como antes se imaginava.

Na atualidade, sabe-se que a neuro plasticidade pode ocorrer em todo o cérebro e que novas ligações cerebrais são estimuladas pela prática de atividades diversas, como raciocínio logico, exercícios físicos e meditação. Assim, é possível adquirir novas competências a qualquer momento da vida, desde que haja vontade e dedicação.

Passos para desenvolver uma competência

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1.Identificação

O primeiro passo é definir as competência necessária para atingir determinado objetivo.Para obter uma promoção no trabalho, por exemplo, o passo inicial é descobrir o caminho para chegar até lá, perguntando-se:

  • que habilidades devo desenvolver para alcançar meus objetivos?
  • o que fará de mim um profissional diferenciado na minha empresa?

Para responder a essas perguntas, pense nas pessoas que já chegaram lá. Quais eram seus diferenciais? Que competências eles tinham que eu ainda não desenvolvi?

Descubra o que você precisa para alcançar seus objetivos e que competência será preciso adquirir e que estratégias necessita traçar para desenvolvê-las.

2.Entendimento

O quanto você está motivado a desenvolver uma nova competência? O que está deixando de ganhar por não dominar essa competência? Quando precisou usar essa competência e, naquele momento, como se saiu? O que aprendeu com aquela situação? O que poderia ter acontecido se já tivesse desenvolvida aquela competência naquela situação? E agora, numa escala de 1 a 10, qual o seu nível de motivação para desenvolver essa competência?

3.Assessment

Nessa etapa, você deve descobrir em que grau possui a competência que quer desenvolver, respondendo: em uma escala de 1 a 10, o quanto você acha que as competência que pretende adquirir são importantes para atingir seus objetivos, sendo 1 sem importância e 10 fundamental:

Em uma escala de 1 a 10, em que nível você se situa em relação a essa competência, sendo 1 muito baixo e 10 representando o pleno domínio da competência.Se a competência for fundamental e o seu domínio muito baixo, deve ser desenvolvido um plano de ação adequado. Saber o seu nível de domínio da competência é importante para ajudá-lo a elaborar um  plano de ação ideal para seu caso.

4.Aquisição

A próxima etapa é como desenvolver a competência que você quer adquirir, fazendo uma lista de tudo o que precisa para dominar essa competência, como cursos e treinamentos, coaching para aquisição da competência, leituras e estudos, estágios.

A partir daí, elabore um plano de ação definindo:

  • o que vai fazer;
  • quando você vai fazer;
  • onde vai fazer; e
  • os recursos necessários (tempo e dinheiro, por exemplo)

5.Experimentação

Nessa etapa, você deve tentar novos comportamentos que expressem a competência que pretende adquirir. Imagine que você está desenvolvendo as competências necessárias para exercer a liderança de uma equipe, e pense:

  • como um grande líder se comporta?
  • o que ele faz que o distingue dos demais?
  • que evidências as pessoas precisam perceber em você para identificá-lo como um grande líder?

Identificados os comportamentos necessários, é hora de adotá-los e exercitá-los.

6.Prática

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Diz o ditado “a prática leva á perfeição”. Isso foi comprovado pelo psicologo Anders Ericsson, da Universidade do Estado da Flórida(EUA). Pioneiro nos estudos da prática deliberada, Ericsson afirma que uma pessoa se torna expert em qualquer atividade ao repetí-la cotidianamente.

A prática eficaz, porém, é muito mais do que a mera repetição e vai dar muito mais resultados se observados os seguintes aspectos:

  • identificação: saiba exatamente o que e para que você está praticando, a fim de ter certeza de que irá faze-la com perfeição;
  • isolamento selecione e foque uma parte do que você está praticando que seja proporcional ao seu grau de habilidade apresentado no momento da prática. Ou seja: em vez de tentar dar um passo maior dos que as pernas, trate primeiro de alongar as suas pernas;
  • reforço: repita a parte anterior constante e continuamente, de forma que você possa dominar completamente as partes que já praticou;
  • integração: agora, junte tudo. Execute sequencialmente as partes que já praticou nas etapas anteriores, imaginando numa orquestra ensaiando trechos de uma sinfonia. Agora é hora de ensaiar a sinfonia completa;
  • intensificação: procure novas tarefas que lhe proporcionem oportunidades de praticar mais e, ao mesmo tempo, que representem um grau maior de desafio em relação á competência que você já começou a dominar, lembrando-se sempre que a prática constante é o melhor caminho para que consiga aperfeiçoar suas competências.

7.Aplicação

Depois da prática intensa, você deve aproveitar todas as oportunidades para aplicar a competência recém-adquirida. É assim que consolidamos nossas conquistas. Além disso, é importante continuar se desafiando para aperfeiçoar ainda mais a competência que você acabou de desenvolver e para  expandir seus próprios limites.

Referêncas:

ERICSSON, k.a; KRAMPER, R; TESH-ROMER,C – “The Role Deliberate Practice in the Acquisition, Psycological Review, 1993, v.100,n.3, p.363/406