O que é Administração do Tempo, afinal?

Work Life Balance

 

Todos nós gostaríamos de administrar melhor nosso tempo, de conseguir realizar tudo o que desejamos e precisamos fazer, de reduzir o estresse, de fazer mais exercícios -enfim, de fazer muito mais em menos tempo de modo a poder desfrutar da vida e dar mais atenção aos amigos e á família.

Por isso, não por acaso o tema “administração do tempo” desperta tanta atenção, já que todos atribuem ao tempo – ou melhor, á falta dele – a culpa por estarem sempre atarefados e estressados pela quantidade de afazeres e compromissos.

O problema, porém, em relação ás metodologias que se propõem a encarar esse tema é transformar a teoria em prática – ou seja, fazer do tempo um recurso administrável, capaz de proporcionar mais felicidade, saúde, lazer e dinheiro. Será que isso é possível? É mesmo possível “administrar” o tempo?

O que é administração do tempo

Na verdade, o termo administração do tempo soa inadequado, pois não se pode administrar aquilo que não podemos alterar. Lembre-se de que todos têm a mesmo quantidade de tempo para utilizar, já que ele é igual para mim, para você, para o Papa, para o presidente dos Estados Unidos – enfim,  para todo mundo.  A única coisa que podemos gerenciar são os eventos que transcorrem ao longo do tempo – reuniões e outras tarefas profissionais, festas, viagens, lazer, leituras e uma série de outras situações e tarefas. Ou seja, tudo que podemos administrar é o nosso foco e a nossa energia.

Assim, faz mais sentido trocar o termo administração do tempo por administração pessoal, já que tudo que você pode controlar é a si mesmo. Administração pessoal é algo mais complexo do que uma série de dicas, macetes, listas de tarefas, pastas, agendas e softwares e aplicativos de produtividade.

Administração pessoal não significa controlar cada aspecto de sua vida, nem exige que você se transforme numa máquina, sem flexibilidade nem autonomia. Significa ter um propósito, uma paixão, uma visão, um ideal, e o compromisso de ser feliz consigo mesmo, de assumir o controle, de viver seus sonhos com base no que você deseja – enfim, significa fazer a diferença na sua vida.

Conceitos básicos da administração pessoal

Em seu livro “A Tríade do Tempo”, Christian Barbosa, um dos mais conhecidos especialistas em produtividade e gerenciamento do tempo, descreve cinco princípios-chave que podem servir como um guia em todo o processo de aplicação do que costumamos denominar administração do tempo.

1 – Descarregar

Nossa mente é para ter ideias, não para armazená-las – David Allen

Como diz David Allen, criador do consagrado método de produtividade GTD (Getting Things Done), nossa cabeça não foi feita para armazenar nossas prioridades. Por melhor que seja a nossa memória. ela pode falhar e, ainda que não falhe, não consegue administrar todas as nossas demandas.

Entretanto, muitas pessoas começam o dia com a pergunta: “O que eu tenho para fazer hoje”? No carro, a caminho do trabalho, tem inicio uma sequencia mental de se lembrar de tudo que deve ser feito. Ao chegar ao escritório, alguém lembra: “Não esqueça daquele relatório que lhe pedi”, e mais uma tarefa se encaixa na sua cabeça. No final do dia, a pessoa estará assoberbada de compromissos, urgências e prioridades que só serão lembradas na hora em que alguém reclamar que algo não foi feito.

Além disso, a utilização da memória como agenda gera ansiedade, já que, quando não estamos tranquilos quanto ao que temos que fazer, tendemos a nos preocupar com o volume de coisas a serem feitas, o que, a médio prazo, se torna prejudicial á produtividade e extremamente nocivo á saúde. Estudos da Universidade do Sul da Califórnia, divulgado em janeiro de 2008, mostrou que pessoas com altos níveis de ansiedade têm entre 31% a 43% mais chances de sofrer um ataque cardíaco.

Benefícios do princípio de descarregar

O principio de descarregar (que David Allen também chama de “capturar” no GTD) é poderoso por dois motivos. Primeiro, ele permite que você reduza a ansiedade e minimize a tendência das urgências, porque nos dá a segurança de que nossas demandas estarão armazenadas em um local seguro, o qual podemos acessar a qualquer momento. Em segundo lugar, é a única forma de começar a criar um modelo mental que vai lhe proporcionar mais tempo, permitindo estabelecer prioridades,visualizar o que precisa ser feito,  e administrar o volume de horas diárias.

O “descarregar” consiste em tirar da cabeça qualquer tipo de “coisas a fazer” e colocá-las em alguma ferramenta ou aplicativo de produtividade de sua escolha, e que melhor se encaixe em seu estilo e realidade (agenda, caderno, agenda eletrônica, calendário, etc). Você pode começar, por exemplo, pegando uma folha de papel, dividindo-a ao meio e escrevendo pessoal e profissional nas partes respectivas.

Começando pela parte pessoal, pense em todas as tarefas que estão pendentes e ainda ocupam a sua cabeça e escreva cada uma delas de forma bem específica (“arrumar a porta da cozinha” em vez de “arrumar a cozinha”, por exemplo). Siga o mesmo procedimento em relação á sua vida profissional, e, também de forma bem detalhada, transfira todas as pendências da cabeça para o papel.

Com sua lista pronta, veja as tarefas que devem ser feitas nos próximos dias e anote-as na agenda, riscando dessa folha. Faça isso até que todas as tarefas pendentes tenham sido eliminadas. Você pode deixar essa folha anexada á sua agenda. É importante que você coloque apenas atividades que devem ser  feitas nas próximas 24 horas ou durante a semana, para evitar que você se frustre e se desestimule com uma lista muito extensa e o situará em relação ás coisas realmente mais importantes e e prioritárias que devem ser executadas.

2 – Planejar

O planejamento pode ser feito com muito mais facilidade depois que sua mente estiver descarregada. O planejamento é a melhor forma de ganhar tempo, pois nos ajuda a ter uma visão daquilo que deve ser feito e de como será feito, de forma a reduzir riscos e prever resultados.

Muitas pessoas resistem á ideia de planejar por acreditarem que o planejamento limita sua liberdade e transforma a  vida num processo mecânico. Não é bem assim. O segredo é transformar o planejamento num processo natural, o que já fazemos desde que nascemos.

Por exemplo, ao sair para um jantar, você pensa no lugar, na roupa que vai usar, nas pessoas que irão com você, no horário que pretende chegar – tudo isso faz parte do planejamento natural. Se você foi informado de um acidente de transito em seu trajeto habitual para o trabalho, imediatamente pensa numa rota alternativa. Quantas coisas acontecem dessa forma e você nem percebe que está planejando, priorizando e organizando sua rotina de forma natural.

O segredo, portanto, é transformar o planejamento em algo natural, automático, que possa fazer parte de sua vida sem esforço. Pessoas mais criativas e extrovertidas podem ter mais dificuldades em planejar e até se sentirem tolhidas ao fazê-lo. Mesmo nesse caso, porém, é possível planejar de forma espontânea, que não limite a sua criatividade, descobrindo a forma que funcione melhor para cada um.

3 – Antecipar

Uma das formas mais frequentes de entrar em estado de estresse é deixar uma tarefa importante se tornar urgente, assumir compromissos urgentes de qualquer espécie ou adiar e postergar tarefas que mais cedo ou mais tarde terão que ser executadas.

Esse, porém, é o comportamento típico de pessoas que gostam de deixar tudo para a última hora, das pessoas que subvertem o ditado popular e nunca fazem hoje o que podem deixar para a manhã. E quase sempre esse amanhã será de muito desgaste e estresse. É aqui que entra o conceito de antecipação – extremamente ligado ao principio de descarregar e planejar.

Se você tem, por exemplo, uma apresentação marcada para quinta-feira (porque descarregou suas preocupações para a agenda), porque não prepará-la na terça ou na quarta-feira? Assim, se algum problema sobrevier você ainda terá tempo de conclui-la antes do prazo final e da hora agendada.

Antecipar, na realidade, é conceito simples e óbvio, mas que muitas vezes é esquecido ou negligenciado. Antecipe tudo o que acha que pode dar problemas e contem sempre com os imprevistos, de forma a reduzir as urgências e concentrar seu foco nas coisas importantes.

4 – Priorizar

Priorizar significa ordenar a execução de suas tarefas e compromissos de acordo com a sua urgência e importância. Quando você faz determinada tarefa e deixa outra de lado, está na verdade priorizando uma em detrimento da outra. O que você fez, naquele momento, é mais importante do que a outra tarefa que deixou para depois.

Muitas metodologias (Brian Tracy,,autor de “Eat That Frog”, por exemplo, a defende)n sugerem que você priorize suas tarefas em dois critérios: o critério alfabético (ABC) e por ordem de execução (Al, A2, B1, B2, C1,C2…).

A priorização ABC pede que você agrupe as tarefas por letras, segundo o grau de importância: A para tarefas de alta prioridade, que devem ser feitas hoje de qualquer m,aneira; B para tarefas que também são importantes mas que não precisam necessariamente ser concluídas hoje e podem ser feitas amanhã sem maiores problemas; e C para aquelas que podem ser feitas amanhã ou em qualquer outro dia da semana.

O problema é que esse critério pode resultar numa grande perda de tempo, levando as pessoas a optarem pelas tarefas C (quase sempre mais fáceis e mais curtas) em detrimento das tarefas mais importantes. Se algo não precisa ser feito hoje, não precisa ser priorizado e colocado numa lista. É preferível chegar ao fim do dia com uma lista de prioridades concluída do que com uma longa relação de tarefas intocadas ou sistematicamente adiadas.

Em Tríade do Tempo, Christian Barbosa defende a utilização do critério numérico, por ordem de importância (sendo 1 o mais importante). Parece um detalhe irrelevante, mas, na verdade, essa forma é bem mais simples e objetiva: você coloca apenas números para as tarefas, na sequencia em que devem ser feitas.

Priorizar faz toda a diferença. Tendemos a priorizar as urgências ou as tarefas circunstanciais e deixar de lado as tarefas mais importantes. Ás vezes, as urgências devem ser atacadas prioritariamente em função do problema, mas não devemos deixar que isso se torne uma rotina simplesmente por falta de planejamento.

É importante estabelecer as prioridades com base no ambiente ou na situação (o que David Allen chama de “contexto”). O que você tem condições de fazer no momento e no local em que se encontra? Você tem acesso a um computador ou a um telefone? A pessoa com quem você precisa falar está presente ou está próxima?

Não adianta preocupar-se com o que você não pode fazer em razão do ambiente ou da situação. Apenas priorize outra coisa possível de ser feita no local em que se encontra.Por exemplo, se você priorizou suas ligações para o final do dia, mas está no saguão do aeroporto esperando o seu voo e com seu celular disponível, que tal antecipar as ligações para aproveitar a oportunidade?

5 – Equilibrar

A coisa mais divina que há no mundo é viver cada segundo como nunca mais – Vinicius de Moraes

Em última análise, o objetivo de administrar o tempo é ter uma vida mais equilibrada. Isso significa aproveitar a vida em sua totalidade, sem transformá-la em uma rotina mecânica, destinada a uma função específica.

Ás vezes nos dedicamos demais á profissão ou a qualquer outra coisa e nos esquecemos ou negligenciamos os nossos relacionamentos, a nossa saúde, a nossa cultura, o nosso lazer – esquecemos, enfim, de reservar algum tempo para o relaxamento e a reflexão. Quanto tempo faz que você não concede algumas horas para si mesmo?

A busca do equilíbrio deve ser o principal objetivo da administração pessoal. Equilibrar seus corpos (físico, mental e espiritual) em função do que é importante para você, de forma a dosar o tempo ao trabalho, ao lazer, á família,  a tudo que realmente lhe traz a sensação de que o dia valeu a pena. O estresse surge quando esses corpos estão desequilibrados, quando um está contaminando ou está sendo mais trabalhado do que o outro.

Assim, ao planejar e priorizar as suas atividades, não esqueça de se perguntar se elas estão de acordo com aquilo que lhe traz equilíbrio

 

 

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O Milagre da Manhã – Uma Resenha

O Milagre da Manhã

 

Aos 20 anos de idade, numa fase em que a maioria dos jovens ainda busca o primeiro emprego, Hal Elrod já era uma dos representantes de vendas mais destacados da empresa de marketing em que trabalhava, batendo sucessivos recordes de vendas e ganhando muito mais dinheiro do que poderia imaginar naquela idade. Tinha um bom círculo de amigos, uma bela namorada, um Ford Mustang novinho em folha, uma família que o apoiava – tudo, enfim, que poderia ser considerado uma vida abençoada.

Tudo começou a mudar na noite de 3 de dezembro de 1999 quando, ao retornar de um restaurante com sua namorada, o carro de Elrod colidiu de frente com uma caminhonete picape Chevy rodando a cerca de 130 km por hora, do que resultou na destruição parcial de seu tecido cerebral, além de  fraturas generalizadas no braço e no fêmur.

Atendido pela equipe de resgate que o conduziu num helicóptero, Elrod foi considerado clinicamente morto por 6 minutos, quando, finalmente, os paramédicos conseguiram fazer seu coração voltar a bater. Ele passou seis dias em coma e despertou com a noticia de que jamais voltaria a andar. Depois de sete semanas de reabilitação no hospital, reaprendendo a andar, foi liberado para voltar para casa, com 11 ossos fraturados, danos cerebrais permanentes e uma ex-namorada, que terminou o romance ainda no hospital.

Essa história e seus desdobramentos estão descritas no livro “O Milagre da Manhã” (The Miracle Morning , em sua versão original em Inglês). no qual Hal atribui sua milagrosa recuperação primeiro á auto responsabilização, recusando-se a atribuir a terceiros a responsabilidade pelo seu futuro,  e decidindo, ele próprio, assumir os destinos de sua vida daí por diante.

Mas, segundo o autor, o  fator determinante do seu sucesso posterior como requisitado palestrante, Coach profissional e autor de livros de autodesenvolvimento, foi o conjunto de seis práticas diárias que passou a seguir nas primeiras horas da manhã, as quais denominou salvadores de vida, cada uma delas desenvolvendo um ou mais dos aspectos físicos, intelectual, emocional e espiritual, detalhadas a seguir

Você precisa acordar toda manhã com determinação se vai para a cama com satisfação – George Lorimer

O primeiro ritual que você faz no dia é o ritual com maior alavancagem, de longe, pois ele tem o efeito de configurar sua mente e de configurar o contexto para o resto do dia – Eben Pagan

 

Os Salvadores de Vida

Sucesso é algo que você atrai pela pessoa em quem se torna -Jim Rohn

Uma vida extraordinária consiste em melhoras diárias e contínua nas áreas que mais importa – Robin Sharma

 

 

O Milagre da Manhã 2

 

1 – O Silêncio – 5 minutos

O silêncio é a primeira atividade matinal e pode ser uma das mais importantes para melhorar nossos estressantes estilos de vida, marcados pela pressa, agitação e distrações de toda ordem no ritmo frenético dos dias atuais. . Por isso, Elrod recomenda que, se você quer reduzir os níveis de estresse e começar o dia com a clareza e paz de espirito que lhe permitirão permanecer concentrado no que é mais importante, deve fazer o oposto do que a maioria das pessoas faz e iniciar suas manhãs com um período de silencio intencional, por cerca de cinco minutos.

Algumas das atividades recomendadas para praticar no período de silêncio, sem uma  ordem específica, mas preferentemente inciadas pela meditação, incluem as orações, reflexão, prática da respiração profunda, e o sentimento da gratidão.

Para a pratica da meditação, é importante que você não permaneça na cama e que, preferivelmente, saia do quarto para não cair na tentação de mergulhar de volta ao sono. Encontre um lugar silencioso e confortável para sentar – no sofá, em uma cadeira, no chão ou em uma almofada  – e comece concentrando-se em sua respiração.

Respire profunda e demoradamente, inspirando pelo nariz e expirando pela boca, e assegure-se de que esteja respirando com a barriga e não com o peito. A respiração mais eficaz deve fazer com que sua barriga se expanda – não o seu peito.

Esteja ciente de que, enquanto tenta acalmar sua mente, muitos pensamentos ainda a ocuparão. Apenas os reconheça e depois deixe-os ir embora, sempre concentrando sua atenção na sua respiração. Lembre-se de que esse é um momento para abandonar a necessidade compulsiva de estar pensando em algo. É um momento para abandonar o estresse e parar de se preocupar com os problemas.

Pense na meditação diária como férias temporárias de seus problemas. É um momento para estar em paz, experimentar gratidão, e de se libertar do estresse e das coisas que nos preocupam no cotidiano. Sim, seus problemas continuarão existindo quando você terminar a meditação diária, mas você descobrirá com o tempo que está muito mais centrado e muito mais equipado para solucioná-los.

2 – Afirmações – 5 minutos

É a repetição das afirmações que leva á crença. Quando essa crença se torna uma convicção profunda, as coisas começa a mudar – Muhammad Ali

Você será um fracasso até gravar no subconsciente a convicção de que é um sucesso. Isso é realizado fazendo uma afirmação, a qual dá um estalo – Florence Scovel Shinn

 

Afirmações são uma das ferramentas mais eficientes para se tornar a pessoa que você precisar ser para conquistar o que deseja na vida. As afirmações permitem que você projete e desenvolva o estado mental (pensamentos, crenças, concentração) de que precisa para levar qualquer área de sua vida para o próximo nível.

Grande parte dos nossos pensamentos é inconsciente, ou seja, não escolhemos conscientemente o diálogo. Em vez disso, permitimos que nossas experiências passadas – tantas as boas quanto as  ruins – passem de novo. Isso não é  apenas normal, é um dos processos mais importantes que cada um de nós deve aprender a dominar. Contudo, poucas pessoas assumem a responsabilidade de escolher ativamente elaborar pensamentos positivos e proativos que possam agregar valor ás suas vidas.

Seu diálogo interno exerce uma influência dramática sobre seu nível de sucesso em todos os aspectos de sua vida – saúde, felicidade, riqueza, relacionamento, etc. Suas afirmações estarão trabalhando a seu favor ou contra você, dependendo de como as estiver utilizando. Se você não projeta e não escolhe conscientemente suas afirmações,. estará sujeito a repetir os medos, as inseguranças e as limitações de seu passado.

No entanto, quando você projeta e escreve ativamente suas afirmações para que estejam alinhadas com o que deseja obter e realizar e compromete-se a repeti-las diariamente – preferentemente em voz alta – elas são gravadas em seu subconsciente. ajudando a transformar a maneira como você pensa e sente, de forma a substituir crenças e comportamentos limitantes por aqueles de que você necessita para obter o que deseja e alcançar o sucesso.

3 – Visualização – 5 minutos

A visualização, também conhecida como visualização criativa ou ensaio mental, refere-se á prática de buscar gerar resultados positivos em seu mundo exterior usando a imaginação para criar imagens mentais de comportamento e resultados esperados e é utilizada com frequência por atletas profissionais para melhorar o desempenho. A visualização consiste em imaginar exatamente aquilo que você deseja realizar e, depois, ensaiar mentalmente o que precisa fazer para alcança-lo.

Muitas pessoas de sucesso, aí incluídas celebridades como Bill Gates, Arnold Schhwarzeneger, Tonny Robbins, Tiger Woods e Jim Carrey, entre outros, defendem a prática da visualização e atribuem a ela grande parte de seu sucesso. Um exemplo famoso é o de Carrey, que preencheu para si mesmo um cheque de 10 milhões de dólares.

Ele datou o cheque para o “Dia de Ação de Graças de 1995” e acrescentou o lembrete “por serviços de atuação desempenhados”, visualizando o cheque durante anos. Em 1994, recebeu 10 milhões de dólares pelo papel principal em Debi & Loide: Dois Idiotas em Apuros;

A maioria das pessoas comuns, contudo, é limitada por visões do passado, repetindo fracassos e desgostos anteriores. A visualização positiva, ao contrário, se concentra no futuro, habilitando a sua mente para projetar a sua visão de futuro, que seja estimulante, criativo, desafiador e sem limites.

Para tanto, o autor recomenda que a pessoa se sente ereto num sofá, respire profunda e lentamente, e, durante cinco minutos, visualize a si mesma vivendo o seu dia ideal, desempenhando todas as suas tarefas com confiança, facilidade e prazer. Visualize seus maiores objetivos, desejos mais profundos, sonhos mais excitantes, capazes de mudar totalmente a sua vida se você os realizasse. Quanto mais vívida for a sua visão, mais estará estimulado a adotar as ações necessárias para torná-la realidade.

4- Exercícios – 20 minutos

Se você não criar tempo para exercícios, provavelmente precisará criar tempo para as doenças – Robin Sharma

 

 

O Milagre da Manha ExerciciosO exercício matinal deveria ser uma das partes mais importantes de seu ritual diário. Quando você faz exercícios todas as manhãs, aumenta a sua energia, melhora a sua saúde, aumenta a confiança, a disposição e o bem-estar emocional. Embora isso não seja novidade para ninguém, a maioria das pessoas inventa desculpas para não exercitar-se, como as conhecidas “simplesmente não tenho tempo” ou “estou cansado demais”.

A grande vantagem de incorporar exercícios á sua rotina diária e nas primeiras horas da manhã é justamente essa: eles são feitos antes que seu dia o desgaste fisicamente, antes que você tenha a oportunidade de ficar cansado demais,  e antes que você tenha um dia inteiro para criar novas desculpas.

5 – Leitura – 10 minutos

Uma pessoa que não quer ler não tem nenhuma vantagem sobre um que não saber ler – Mark Twain

Ler é para a mente o que o exercício é para o corpo e a oração para a alma. Nós nos tornamos os livros que lemos – Matthew Kelly

Ler é a quinta prática dos Salvadores de vida e o caminho mais prático para transformar qualquer área de sua vida.O segredo é aprender com os especialistas, aqueles que já tiveram sucesso naquilo que você pretende fazer. Não reinvente a roda. A maneira mais rápida de realizar tudo o que se deseja é seguir o modelo das pessoas bem sucedidas. Com uma quantidade quase infinita de livros sobre praticamente todos os assuntos, não há limites para o conhecimento que você pode obter através da leitura diária.

Recomendações sobre a leitura

  • Comece assumindo o compromisso de ler pelo menos dez páginas diariamente, o que resultará em uma média de 3.650 páginas por ano, ou a mais ou menos 18 livros de duzentas páginas nos próximos 12 meses.
  • Tenha um objetivo em mente. Antes de iniciar a leitura, a cada dia pergunte a si mesmo: por que estou lendo esse livro? O que desejo obter de sua leitura? Estou competido a terminá-lo e – mais importante – você está comprometido  implementar o que vem aprendendo?
  • Para obter máximo proveito dos livros que lê e facilmente revisitar o seu conteúdo no futuro é importante sublinhar ou circular qualquer coisa que precise ou queira rever e tomar notas nas margens para destacar aquela parte específica (a menos, é claro, que se trate de livros de biblioteca)
  • Raramente podemos internalizar todo o conteúdo de um livro na primeira leitura. Atingir o domínio em qualquer área exige repetição ou a exposição frequente de certas idéias, estratégias ou técnicas, até que elas seja gravadas em sua mente subconsciente.
  • O mesmo se aplica á leitura: dominar técnicas para melhorar sua vida funciona da mesma maneira. Assim, é mais proveitoso reler um livro que você já sabe conter ensinamentos que mudarão sua vida do que ler um livro novo antes de dominar as estratégias do primeiro

6 – Escrever – 10 minutos

A forma recomendada pelo autor é escrever um diário. Ao tirar seus pensamentos da cabeça e registrá-los por escrito, você obtém valiosos insights e inspirações que de outra maneira jamais teria, capacitando-o a documentar suas ideias, descobertas, realizações, sucessos e lições aprendidas e permitindo-lhe identificar áreas de oportunidade, crescimento pessoal e melhoria.

Principais benefícios de se manter um diário

  • Obter clareza: o ato de escrever nos obriga a pensar o suficiente a respeito para compreender o que escrevemos, dando-nos mais clareza para gerar ideias que ajudem a solucionar nossos problemas;
  • Capturar ideias: Manter um diário ajuda a expandir as ideias e evita que se perca as mais importantes em torno das quais poderemos querer agir no futuro;
  • Revisar lições: A utilização de um diário nos permite revisar todas as lições aprendidas;
  • Avaliar e reconhecer seu progresso: É extremamente motivador voltar e reler as anotações em seu diário de um ano atras e avaliar quanto o progresso que fez.

Como implementar o Milagre da Manhã

Quer você ache que pode, quer você ache que não pode, em ambos os casos você estará certo – Henry Ford

Insanidade é fazer todos os dias a mesma coisa e esperar resultados diferentes – Einstein

1 – Estabeleça suas intenções antes de deitar

A primeira chave para despertar é lembrar-se disso: seu primeiro pensamento de manhã costuma ser o último pensamento que você teve antes de ir para a cama.Todos nós tivemos noites em que mal conseguimos adormecer porque estávamos empolgados demais para acordar da manhã seguinte: na véspera de Natal, a noite anterior á festa de seu aniversário, o primeiro dia na escola, o começo de um novo emprego, ou a saída para as férias.Assim que o despertador tocava, você abria os olhos com entusiasmo e empolgação para sair da cama e viver intensamente aquele dia.

Se, ao contrário, seu último pensamento antes de ir para cama foi algo como “Não consigo acreditar que terei que acordar as 6 horas. Vou estar exausto toda a manhã”, o  seu pensamento ao acordar será o de continuar dormindo. Portanto, o segredo é decidir e criar toda noite, de forma consciente, uma expectativa positiva para a manhã seguinte.

2 – Coloque seu despertador no outro lado do quarto

Se você deixa o despertador ao lado da cama, então ainda estará em um estado de sonolência quando o alarme tocar, o que torna o despertar muito mais difícil. Assim, coloque seu despertador o mais longe possível de sua cama, o que o obrigará a deixar a cama e colocar o corpo em movimento. Movimento gera energia e, portanto, quando você se levanta e sai da cama, isso o ajudará naturalmente a despertar.

3 – Escove os dentes

A recomendação parece óbvia – e efetivamente o é. Mas muita gente, antes mesmo de escovar os dentes, costuma acessar o celular em busca de novidades nas redes sociais. Portanto, o simples ato de de ir direto ao banheiro para escovar os dentes e jogar um pouco de água fria no rosto já contribui para elevar o seu nível de motivação ao acordar.

4 – Beba um copo cheio de água

É crucial que a primeira coisa que você faça seja se hidratar toda manhã. Depois de 6 ou 8 horas sem água, seu corpo estará moderadamente desidratado, o que provoca cansaço, e nesses momentos tudo o que as pessoas precisam é de mais água –  e não de mais sono.

5 -Vista suas roupas de ginástica

Por fim, mas não menos importante, vista suas roupas de exercício para que você esteja pronto para sair do quarto e começar imediatamente o seu Milagre da Manhã. Pratique seus exercícios e, depois, faça por merecer a sua chuveirada matinal.

Conclusão

Apesar de, nas páginas iniciais, o autor deter-se excessivamente no relato de seu drama pessoal e nos problemas que se seguiram, além de exceder-se na descrição das maravilhas do chamado Milagre da Manhã, o livro é muito bem escrito, fácil e agradável de ler, e pode ser extremamente útil para os que se dispuserem a seguir o desafio de 30 dias para sua implementação, proposto pelo autor.

Não por acaso, portanto, o Milagre da Manhã figura internacionalmente entre os bestsellers na área de auto-desenvolvimento, e, recentemente lançado no Brasil, já ocupa a segunda posição entre os mais vendidos no ranking da  revista Veja, daí a minha recomendação de sua leitura.


Como Saber a Hora Certa de Fazer Qualquer Coisa?

Quando Os Sewgredos do Timing Perfeito

 

Na parte da tarde, a quantidade de gente que lava as mãos nos hospitais cai drasticamente e os anestesistas ficam três vezes mais propensos a cometer erros do que no período da manhã. É melhor não agendar uma cirurgia nesse período, portanto. Também não é um bom momento para reivindicar um reajuste salarial. Após o almoço, as pessoas se tornam menos amigáveis em relação ás outras, quando diminuem a felicidade o os demais sentimentos positivos.

Qual o melhor momento para abordar o seu chefe para pedir um aumento? Existe uma hora menos difícil para solicitar aquela promoção ou para se demitir? E quando marcar encontros importantes ou agendar viagens? Para responder a essas e outras questões, o americano Daniel H. Pink, autor do livro Motivação 3.0, analisou mais de 700 pesquisas na área de economia, anestesiologia, antropologia, endocrinologia, e psicologia social.

Pink descobriu que, assim como o sobe e desce das marés, existe um tempo ideal para fazer tudo. As conclusões de sua pesquisa estão compiladas no seu mais recente livro Quando – Os Segredos Científicos do Timing Perfeito, cujas principais destaques relacionamos a seguir:

As três etapas da produtividade

Nossas habilidades cognitivas mudam, de forma significativa, ao longo do dia. e são marcadas por três estágios: o pico, a baixa e a recuperação. No momento do pico, que para muitas pessoas ocorre pela manhã, nos estamos mais focados, nos distraímos menos e realizamos bem tarefas que exigem maior atenção, como escrever ou analisar dados.

Na baixa, que geralmente ocorre no período da tarde, é melhor realizar tarefas administrativas ou rotineiras. E na fase de recuperação, que na maioria das vezes vai do final da tarde até o inicio da noite, somos mais receptivos a ocupações criativas, pois estamos abertos e bem-humorados. Para uma pessoa noturna, que acorda e dorme tarde, o processo difere bastante e é provável que ocorra de forma inversa – o melhor momento para trabalhar em serviços analíticos, nesse caso, ocorreria no começo da noite.

As tardes são o nosso “Triangulo das Bermudas”

A ciência aponta que o inicio e o meio da tarde são os períodos mais perigosos. Na área da saúde, por exemplo, os erros de anestesia são três vezes mais prováveis de ocorrer 15 horas do que as 9 horas.  Médicos cometem mais erros na prescrição de remédios. Nas escolas, as notas dos alunos são menores quando as provas são aplicadas na parte da tarde. Nas empresas, a qualidade do trabalho cai nesse horário, quando também aumenta a proporção de acidentes de carro.

O aspecto critico da fase intermediária

A fase da meia-idade é um exemplo disso. Há evidencias de que nosso bem-estar é mais alto quando temos de 20 a 30 anos, começa a declinar aos 40 e atinge o seu ponto mais baixo aos 50, para voltar a subir quando chegamos aos 60 ou 70 anos. Contudo, esses pontos médios podem ter efeito contrário. Connie Gersick, pesquisador de comportamento organizacional, descobriu que as pessoas realizam projetos de maneira não linear, fazendo bem pouco no começo e apenas em determinada hora começam de fato a trabalhar.

Quando isso acontece? No ponto médio do tempo, o que quer dizer que, num projeto de 34 dias para ser finalizado, a equipe ira procrastinar ate por volta do metade do 17 dia. Se o prazo for de 11 dias, elas vão começar r a produzir no sexto. Alguns desses momentos de virada são extremamente motivadores. Pesquisas com os jogos de basquete da NBA mostraram que times que estão vencendo depois do intervalo têm mais chances de ganhar a partida – o que não é nenhuma surpresa , já que estão na frente.

Porém, se o time estiver perdendo por apenas l ponto de diferença, ele terá mais chance de virar o jogo e sair vitorioso. Alguns estudos indicam  que estar um pouco atrasado nos pontos médios faz com que as pessoas trabalhem mais e de forma mais inteligente.

Existe algum segredo para produzir mais o dia inteiro?

É praticamente impossível ser produtivo o tempo todo, já que nosso poder cerebral muda ao longo do dia. Então, o mais importante é fazer o trabalho certo na hora certa. Um dos modos de aumentar o foco é realizando pausas, em especial com outras pessoas, e se mover em vez de ficar parado. Fazer intervalos é essencial para restaurar o nosso humor e capacidade mental.

Para isso, devemos fazer trabalhos que exigem foco e poder de análise. Depois do meio-dia, as tarefas administrativas como responder a e-mails, pois a nossa criatividade está mais baixa. E durante a recuperação, nos preparar para as tarefas mais abstratas como brainstorming.

A importância dos intervalos na jornada de trabalho

A ciência dos intervalos está onde a do sono se encontrava há 15 anos. Naquela época, acreditávamos que quem ficava acordado a noite inteira era um super-herói. Agora sabemos que não. Pesquisas recente mostram que pular o tempo livre é idiotice. Os períodos de descanso não são um desvio de produtividade, mas, ao contrário, fazem parte de um bom desempenho.

Precisamos agendar o descanso da mesma forma que agendamos reuniões. As pausas não precisam ser longas: 10 ou 15 minutos são suficientes. Além disso, nesses momentos é melhor estar acompanhado do que sozinho: melhor estar fora do que dentro da empresa,  e são mais eficientes no período da tarde, embora sejam úteis o dia inteiro.

Se as pessoas têm diferentes horários de pico, faz sentido algumas empresas exigirem que os funcionários comecem o expediente cedo?

Talvez seja uma herança da economia agrônoma, na qual acordar ao amanhecer para cuidar dos animais era importante. Ou talvez os chefes sintam que as pessoas não estão trabalhando se elas não as verem todos os dias. Mas isso prejudica as empresas, que deveriam levar em conta o desempenho – e ninguém produz da mesma forma no mesmo período.

O mesmo critério deveria ser observado nas reuniões. O modo como as organizamos é ridículo. Usamos apenas um critério: a disponibilidade. Quem está disponível? A sala está vazia? Em vez disso, deveríamos nos perguntar: esse assunto requer pensamento analítico ou criatividade? Ou é meramente administrativo? Quem estará no encontro? São pessoas que trabalham melhor de manhã ou no fim do dia? Precisamos marcar essas conversas de forma estratégica – não logística.

Se há uma hora certa para tudo, qual o melhor momento de pedir um aumento?

O ponto aqui é entender como humanos tomam decisões. Na maioria dos casos, elas são tomadas tendo como base uma resposta-padrão, que quase sempre é “não”. Quando estamos mais dispostos a quebrar esse padrão? No começo do dia e imediatamente após os intervalos. Assim, suas chances de conseguir um aumento aumentam substancialmente se você falar com seu chefe assim que o expediente começar ou depois de um intervalo.

 

 

Produtividade: Os 6 Horizontes de Foco do GTD

Horizontes de Foco - GTD

Em seu livro “A Arte de Fazer Acontecer” (Getting Things Done”, em sua versão original em Inglês, David Allen aborda o que chama de Horizontes de Foco que são os seis níveis em que devemos refletir para revisar o próprio trabalho e definir as prioridades que devem guiar as nossas ações.

Numa analogia com a construção de um edifício ou com a altitude de um avião em pleno voo, ele identifica seis diferentes perspectivas para definir o nosso trabalho diário:

  • Horizonte 5: Propósitos e princípios (50.000 pés);
  • Horizonte 4: Visão (40.000 pés);
  • Horizonte 3: Metas e Objetivos 30.000 pés);
  • Horizonte 2: Áreas de Responsabilidade (20.000 pés);
  • Horizonte 1: Projetos (10.000 pés)
  • Solo (ou térreo): Próximas ações

Numa visão de baixo para cima, cada horizonte representaria:

Horizontes de Foco - GTD 2

 

Solo: Próximas ações

Incluem todas as atividades nas quais devemos nos engajar num nível mais físico ou visível: telefonemas, e-mails, tarefas e compromissos diários. Segundo Allen, se pudéssemos fazer o tempo parar, sem receber mais inputs em nossa caixa de entrada, é provável que tenhamos mais de 100 itens nesse momento para nos engajar. Assim, o trabalhar de fazer um levantamento atualizado das próximas ações exigidas nesse nível já é uma tarefa e tanto.

Horizonte 2: Áreas de Foco e Responsabilidade

Seus projetos e ações são determinados pelas suas funções, seus interesses e responsabilidades que representam as principais áreas de sua vida pessoal e profissional e cujos resultados você quer alcançar ou manter. Seu trabalho pode envolver assuntos como planejamento estratégico, apoio administrativo, desenvolvimento de equipes, pesquisa de mercado, atendimento ao cliente ou gestão de ativos.

Na vida pessoal, todos temos pelo menos essas áreas de foco: saúde, família, finanças, casa, espiritualidade, diversão, educação e autodesenvolvimento, etc. Não são pontos nos quais devemos nos engajar, mas sim adotar como critérios para determinar as nossas ações e manter o equilíbrio e a sanidade física e mental. Listar e refletir sobre todas essas áreas nos oferece uma estrutura mais ampla para avaliar o inventário de nossos projetos pessoais e profissionais.

Horizonte 3: Metas e Objetivos

O que você quer vivenciar na vida pessoal e profissional daqui a três meses ou dois anos? A resposta a essa pergunta pode dar uma nova dimensão ou definição a seu trabalho. Muitas vezes o cumprimento das metas impõe uma mudança no foco, com o surgimento de novas responsabilidades. Nesse horizonte, é provável que você queira realizar coisas que possam acrescentar importância e valor a certo aspectos de sua vida e ao mesmo tempo, reduzir ou eliminar outras tantas que nada lhe agreguem.

Horizonte 4: Visão

Fazer projeções de três a cinco anos costuma gerar novas ideias em categorias maiores: estratégia organizacional, tendências ambientais, transformações na carreira ou mudanças no estilo de vida. Fatores internos incluem aspirações e considerações de longo prazo referentes a carreira, família e qualidade de vida. Já as questões externas são as que podem afetar seu trabalho e sua organização, tais como tecnologia, globalização, tendências de mercado e competição, circunstâncias que podem mudar as condições de trabalho em muitos níveis.

Horizonte 5: Propósito e princípios

Este reflete o panorama geral e os valores fundamentais de um individuo ou empreendimento. Por que sua empresa existe? Por que você existe? O que é importante para você, independente do que seja? O propósito fundamental de qualquer atividade fornece a a definição da essência do trabalho, da qual todas as metas, visões, objetivos, ações e projetos são meras decorrências.

Essa analogia com horizontes – e o próprio David Allen reconhece – são um tanto arbitrárias e, na vida real, as conversas que você pode ter sobre foco e prioridade talvez não se encaixem num nível ou noutro. Mas podem servir como uma referência útil para nos lembrar da natureza múltipla de nossas tarefas e compromissos.

Obviamente, muitos fatores devem ser considerados antes de você se sentir confortável para decidir o que e quando fazer. “Estabelecer prioridades” no sentido de concentrar-se nos objetivos e valores de longo prazo, embora seja o cerne da questão, não oferece um referencial prático para a maior parte das decisões e ações do dia a dia. Ao dominar todos os níveis do fluxo de trabalho, você perceberá que o trabalho lhe permitirá ter uma visão mais realista de fazer acontecer e de se sentir bem em relação a isso.

Sua tarefa é descobrir o seu trabalho e, então, com todo o coração, dedicar-se a ele – Buda

Exemplos de cima para baixo e de baixo para cima

Num exemplo de baixo para cima, imagine que você precisa dar um telefonema (próxima ação ou solo) para falar sobre o negócio em que está trabalhando (projeto), que aumentaria suas vendas (áreas de responsabilidade), o que lhe daria a oportunidade de se destacar entre os vendedores (metas e objetivos)  por causa de um novo mercado em que sua empresa quer penetrar (visão) o que o aproximaria do estilo de vida almejado em termos financeiros e profissionais (proposito e princípios).

Num outro exemplo, agora de cima para baixo, você concluiu que quer desenvolver alguns de seus talentos e recursos em determinada área que esteja mais em sintonia com as suas aspirações (proposito e princípios). Então você cria uma empresa (visão), com metas operacionais de curto prazo bem definidas ( metas e objetivos) e, em consequência, assume atribuições para garantir a continuidade e sucesso do negócio (áreas de responsabilidade), com resultados imediatos a alcançar (projetos). Em cada etapa desses projetos, haverá pendências a resolver e ações nas quais se engajar (solo ou próximas ações)

Qual a melhor abordagem?

Segundo Allen, não há um critério rígido e linear para estabelecer prioridades com base nos horizontes de foco. De um perspectiva mais prática, contudo, ele recomenda a abordagem de baixo par cima, controlando primeiro os detalhes do mundo físico para depois se concentrar nos níveis mais amplos e elevados. “Tentar gerenciar de cima para baixo, quando a base está sem controle, talvez seja a abordagem menos eficaz”, diz ele.

Esclareça primeiro o que está atraindo a sua atenção, então você descobrirá o que realmente merece a sua atenção – David Allen

A coisa mais importante com que lidar é aquela que está ocupando a sua cabeça, sendo irrelevante achar que um determinado assunto não deveria ocupar espaço em sua mente. Comprar comida para o gato talvez não seja prioridade em nenhuma lista de tarefas, mas se esse item for o que mais o perturba no momento, trate logo dessa questão. Depois de cuidar do que esta atraindo sua atenção, você passa para o que realmente merece a sua atenção.

Quase sem exceção, segundo Allen, os executivos costumam ser mais contaminados pelos detalhes do trabalho cotidiano – reuniões,-e-mails, viagens, projetos em andamento, etc . Quando começam a retomar o controle, suas atenções se voltam para as áreas de foco e interesse, a partir de uma perspectiva mais ampla -família, carreira e qualidade de vida.

Portanto, não se preocupe em saber qual horizonte ou assunto é mais importante. Lide com o que o incomoda no presente, o que vai lhe permitir identificar e abordar com mais eficiências o que de fato é prioridade para você.

O melhor lugar para alcançar o sucesso é onde você está, com o que você tem – Charles Schwab

Assim, embora o Horizonte 5 (propósito e princípios) seja o contexto mais importante para estabelecer prioridades, quando compreendemos e implementamos todos os níveis do trabalho, sobretudo o Solo e o Horizonte 1, temos mais liberdade e recursos para atingir os resultados desejados. A abordagem de baixo para cima é, de uma perspectiva prática, um fator critico de sucesso para uma vida equilibrada, produtiva e confortável.

 

 

 

 

 

 

 

 

Qual é o seu Estilo de Liderança?

Lider Vulnerável

 

Em seu mais recente livro, “Gente de Resultado“, o consultor de gestão Eduardo Ferraz busca responder a uma indagação recorrente em seus treinamentos: “Como eu, líder de uma uma equipe enxuta – e que não sou poderoso, rico ou famoso – alcanço o alto desempenho por meio de pessoas”?

Segundo o autor, esse questionamento o levou a desenvolver um método de liderança aplicável em empresas de qualquer porte e com times reduzidos. Para tanto, o passo inicial é conhecer que tipo de gestor você é, tema de reportagem da revista Você S/A, que transcreveu os principais tópicos em sua edição de abril.

O autor diz que costuma usar a análise DISC (que estuda Dominância, Influência, Estabilidade e Conformidade) para analisar os perfis de liderança. O problema, segundo Ferraz, é que os conceitos do Disc demandam algum tempo para ser bem utilizados, o que, se não representa um óbice em programas de treinamento continuados, não lhe parece o mais adequado em cursos de liderança com um único módulo, de 8 a 16 horas de duração.

Assim, ele passou a desenvolver fomas de simplificar o conteúdo do Disc, de modo a que pudesse ser compreendido e assimilado em treinamentos de curta duração, do que resultou um modelo formado por quatro estilos de liderança, mais um misto, quando a pessoa apresenta características de dois ou mais estilos, com os quais, diz o autor, os clientes conseguem se identificar mais rapidamente.

O importante é conhecer seu estilo de liderança, não para mudá-lo, mas para aproveitá-lo ao máximo e ao mesmo tempo fazer as melhorias necessárias. O objetivo é ajustar a forma – não o conteúdo. A seguir, as descrições dos cinco tipos de liderança, com os pontos fortes e fracos de cada um.

Cerca de 70% das pessoas apresentam um estilo preponderante e, em torno de 30%, dois estilos próximos (misto). É importante ressaltar que não há um estilo melhor do que o outro, mas características positivas e negativas em cada um deles. Assim, o ideal é aproveitar ao máximo seu estilo natural e, na medida do possível, agregar um ou duas boas características dos demais.

Estilo 1 – Protetor

Coaching em grupos 3

 

 

A pessoa com esse estilo em maior intensidade costuma ser gentil, acolhedora e interessada no bem estar de seus subordinados. Quando a equipe é madura e responsável, esse perfil de liderança tende a apresentar bons resultados, pois todos se sentem protegidos e respeitados.

Os problemas surgem quando um ou outro colaborador abusa desse benevolência e começa a entregar tarefas com atraso e pela metade, a faltar com frequência e a não se comprometer com os resultados da equipe. Nesse caso, o gestor precisará ajustar suas maneira de liderar, cobrando as tarefas de forma mais direta e, se for o caso, punindo o mau comportamento, sem perder a essência de seu estilo acolhedor.

Estilo 2 – Trator

Lider Alfa Comandante

 

Esse estilo caracteriza as pessoas exigentes, determinadas e francas em seu relacionamento profissional. Quando a equipe responde bem a esse tipo de pressão, esse tipo de liderança pode produzir bons resultados, pois todos sentem que há um comando claro.

Os problemas ocorrem quando o líder exagera na agressividade e na intolerância, casos em que precisará ajustar sua maneira de ser, pois ninguém fica motivado com chefes rudes e desrespeitosos, que tratam mal e sem motivos os seus subordinados.

Estilo 3 – Centralizador

 

Essa pessoa costuma ser organizada, sistemática e conservadora, o que pode trazer bons resultados quando a equipe responde bem a esse estilo, pois as tomadas de decisão são seguras e ponderadas, mas pode apresentar problemas quando o líder parte para o microgerenciamento, exigindo que as pessoas façam o trabalho sempre da forma que ele quer, sem dar espaços para sugestões ou melhorias;

Nesses casos, o gestor terá de ajustar sua conduta, para evitar que os subordinados se acomodem, já que não podem decidir quase nada, o que pode ser conseguido com a delegação de algumas tarefas, sem correr muitos riscos.

Estilo 4 – Empreendedor

As pessoas com o estilo empreendedor em alta intensidade costumam ser ambiciosas e otimistas e delegar com facilidade. Quando a equipe responde bem a essa autonomia, esse estilo de liderança tende a gerar bons resultados, pois a tomada de decisão é compartilhada.

Os problemas começam quando o gestor abdica de da gestão do dia-a-dia, deixando a equipe com a sensação de abandono e de que ele está sempre ausente. Nesse caso, o líder terá de ajustar seu estilo para não perder a referência, participando mais da gestão, mas sem perder tempo com tarefas corriqueiras.

Estilo 5 – Misto

Cerca de 30% dos indivíduos apresentam uma mescla de dois a três estilos, que variam conforme o contexto profissional. A pessoa pode apresentar, por exemplo, equilíbrio entre o estilo trator e o centralizador, e, eventualmente, quando a oportunidade de um bom negócio se apresenta, assumir o papel empreendedor por alguns períodos. Alguns podem apresentar os estilos centralizador e protetor equilibrados, mas, sob pressão, demonstrar o estilo trator, por exemplo.

Se você tem perfil misto, tenderá a demonstrar características positivas e negativas de dois ou três estilos, o que pode ser até vantajoso, pois, como não há extremos, fica mais fácil aproveitar os pontos fortes de cada um.

 

Histórias do Mundo Corporativo

solucao-de-problemas

 

As historias a seguir foram extraídas do livro “vo”, de Max Gehringer, o qual reúne os artigos que geraram o maior n úmero de comentários no programa Mundo Corporativo da Rádio CBN. Nele, com seu estilo bem humorado e com sua verve habitual, o autor aborda os assuntos que, por algum motivo – sério ou lúdico, ou ambos – despertaram a maior atenção dos ouvinte.

O bom, o ruim e o bonzinho

Em empresas, existem três tipos de funcionarios: o bom, o ruim e o bonzinho. Mais dia, menos dia, o ruim vai para fora, e o bom vai para cima. Mas o bonzinho continua sempre no mesmo lugar.

Apesar de ser simpático e competente, de ser apreciado pela chefia, de ser estimado pelos colegas, a carreira do bonzinho não deslancha. E ele não consegue entender onde está o erro. A questão é que o bonzinho não tem aquilo que as empresas chamam de “o perfil”. Ele não é agressivo, não mostra espirito de liderança – não faz a diferença.

Para quem tem dúvidas se é bom ou bonzinho, aqui vão as cinco características do bonzinho.

  1. o bonzinho é ouvinte. Em uma reunião, evita dar palpites e está sempre fazendo aquele gesto de positivo com a cabeça.
  2. O bonzinho concorda com tudo. Principalmente com aquilo que não concorda.Sempre acha que é melhor evitar confusão e conversar depois, com mais calma.
  3. O bonzinho não desafia ninguém. Não gosta de discórdia. Para ele, o empate é um ótimo resultado.
  4. O bonzinho jamais desabafa. Mesmo quando está uma arara, continua com aquela expressão de manequim de loja de shopping.
  5. O bonzinho detesta aparecer. Se surgir uma daquelas raras oportunidades de matar o dragão e virar o herói da empresa, ele prefere sentar e esperar o dragão morrer de velho.

O bonzinho não faz intriga, não puxa o tapete de ninguém, e está sempre disposto a ajudar quem precisa de ajuda. Por isso mesmo, chefes e colegas preferem que ele continue onde está, contribuindo positivamente para o bom ambiente de trabalho.

O bonzinho está sendo vitima do egoismo geral e todo mundo lhe daria inteira razão se ele reclamasse. Ele só não reclama porque é bonzinho.

Hands On

Persuasão 2

 

Concorrendo com mais de duzentos candidatos, Fabiana ficou com a cobiçada vaga de gestora de atendimento interno, nome que agora se dá á seção de serviços gerais. 

No processo eletivo, Fabiana preencheu todos os requisitos exigidos pela empresa: formação superior, inglês fluente, profundos conhecimentos de informática, criatividade, liderança e ambição. E ainda ser hands on.

No primeiro dia no novo emprego, Fabiana instalou-se em sua mesinha e, meia hora depois, chegou o primeiro cliente interno: seu Borges. Fabiana se apresentou e seu Borges foi logo mandando.

– Faça três cópias desse relatorio.

– In a hurry!

-Saúde.

-Não, isso quer dizer “bem rapidinho, agora mesmo”. É que tenho fluência em inglês. Aliás, desculpe perguntar, mas porque a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português?

-Sei lá. Dá para tirar logo essas cópias?

-O senhor não prefere que eu digitalize? Tenho profundos conhecimentos de informática.

-Não, não. Cópias normais mesmo.

-Certo. Mas não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos.

-Fabiana, desse jeito não vai dar!

-E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.

-Como assim?

-É que sou líder e não tenho ninguém para liderar.Considero isso um desperdício de meu talento energético.

-Olha, nesse momento, só preciso de três cópias

-Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro.

-Futuro, que futuro?

-É que tenho ambição. E já faz uma hora que estou aqui e ainda não aconteceu nada.

-Fabiana, estou aqui há dezoito anos e também não me aconteceu nada.

-Sei.Mas o senhor é hands on

-Hein?

-Hands on. Mão na massa

-Claro que sou!

-Então o senhor mesmo deve tirar as cópias. E agora com licença que vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Afinal, foi isso que me prometeram quando fui contratada.

O mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções. Uma, que aumenta cada vez mais, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações necessárias. A outra,menor mas crescente, é a dos que são admitidos porque tem todas as competências exigidas nos anúncios. Mas não poderão usá-las porque, no fundo a função não precisa delas

 

A Sutil Arte de Ligar o F..da-se – Uma Resenha

A sutil arte de ligar o f..da-se

 

Encontrar alguma coisa importante e significativa em sua vida é o mais valioso uso de seu tempo e energia. Isso é particularmente verdadeiro quando nos conscientizamos de que todos nós temos problemas na vida e que encontrar significado para  a sua existência vai ajudar-nos a  sustentar o esforço necessário para sua superação.

Essa, em essência, é a mensagem do livro “A sutil arte de ligar o f..da-se”, do jovem escritor (39 anos) Mark Manson, que ocupa a lista de best-sellers da Amazon e do New York Times, e também na relação dos livros de não ficção mais vendidos da revista Veja.

Ao contrário do que pode sugerir o título, trata-se de um livro sério e profundo, embora escrito em linguagem informal e descontraída,mas que nos conduz a reflexão sobre as prioridades que estamos dando a nossa vida, sem nos darmos conta de que,muitas vezes, estamos incorporando apenas aquilo que os outros acham  que deveríamos fazer,  e não as coisas que estão verdadeiramente alinhadas com nossos valores e missão de vida.

O livro vai na contra-mão das publicações de auto-ajuda, que pregam a motivação,o pensamento positivo,a visualização, o poder do otimismo, a lei da atração –  enfim tudo aquilo que representaria a receita do sucesso para atingirmos nossas metas e objetivos. Manson, ao contrário dessa corrente, sustenta que a busca incessante do sucesso, quando medido pela posse de coisas materiais,  apenas reforça aquilo que não temos e aumenta a nossa frustração quando não o conseguimos.

O autor diz que, em vez de buscarmos a comparação com o sucesso dos outros, devemos nos preocupar em sermos uma versão melhor de nós mesmos e focar nas coisas mais importantes, deixando de lado tudo aquilo que não faz sentido. Medir o sucesso em termos de poder e riqueza material só contribui para a frustração, uma vez que estamos incorporando as prioridades alheias e não aquilo que está efetivamente alinhado com nossos principais valores existenciais.

Isso não significa, porém, adotar uma postura de indiferença e resignação diante dos problemas e adversidades, ou de acomodação, na base do “deixa a vida me levar“. Trata-se, em vez disso,de focar a atenção e preocupação nas coisas realmente significativas, ignorando o que não é importante  – ou,como diz o título do livro, “ligando o f..da-se para o resto”.

Não devemos evitar ou fugir dos problemas. Devemos,sim, preocupar-nos em resolver os “bons” problemas,aqueles que devem merecer a nossa atenção e esforço em resolvê-los, e aceitar as nossas vulnerabilidades, sem a obsessão de querer vencer sempre e de se sentir uma espécie de “rei da cocada preta” ou a última bolacha do pacote“, o que, para o autor, é uma forma de arrogância.

Principais destaques

O segredo para uma vida melhor não é precisar de mais coisas;é se importar com menos, e apenas com o que é verdadeiro, imediato e importante”

“O desejo de ter mais experiências positivas é,em si, uma experiência negativa. E, paradoxalmente, a aceitação da experiencia negativa é,em si, uma experiência positiva.Desejar sentimentos positivos é um sentimento negativo;aceitar sentimentos negativos é um sentimento positivo”

” É a isso que o filosofo Alan Watts se refere  como “lei do esforço invertido”, a ideia de que quanto mais tentamos nos sentir bem o tempo todo, mais insatisfeitos ficaremos, pois a busca por alguma coisa só reforça o fato de que não a temos”

“Ligar o f..da-se não significa ser invulnerável, mas se sentir confortável com a vulnerabilidade.”

“Se quiser ligar o f..da-se para as adversidades, primeiro você precisa se importar com algo mais importante do que ela. A ideia não é fugir da merda. É descobrir com que tipo de merda você prefere lidar”

” O que determina o sucesso não é de que prazer você quer desfrutar. A questão relevante é qual dor você está disposto a suportar. O caminho da felicidade é cheio de obstáculos e humilhações”

 

“Só podemos atingir o sucesso em algo se estivermos dispostos a falhar. Se você se recusa a correr o risco, não está disposto a ser bem sucedido”

“Grande parte do medo do fracasso surge por conta de valores pessoais muito ruins. Se, por exemplo, eu avaliar a mim mesmo pelo parâmetro de “ser amado por todo muito”, a ansiedade é certa, uma vez que dependerei cem por cento dos outros. Não estarei no controle. Assim, meu meu valor estará  a mercê do julgamento de terceiros”

“Valores ruins são aqueles que envolvem objetivos externos, fora de nosso controle. Busca-los provoca alto grau de ansiedade. E meso quando conseguimos alcança-los, ficamos vazios e inertes: não há mais problemas a resolver”

“Valores melhores são focados no processo. Algo como “honestidade ao se expressar” – um parâmetro a ser adotado em virtude do valor “honestidade” – é um processo que nunca termina e deve estar em permanente revisão”

‘A ação não é apenas consequência da motivação; é também a causa. Se você não está motivado para realizar determinada mudança importante, faça alguma coisa, qualquer coisa.Depois, aproveite o efeito da ação como combustível para se motivar”

O livro não é – e o autor deixa isso bem claro logo no inicio – um manual de regras ou dicas para se tornar uma pessoas bem sucedida. Mas, em linguagem leve e fácil de ler, nos propicia um valioso instrumento de reflexão. É como uma conversa entre amigos, na qual ouvimos coisas das quais intimamente já temos conhecimento, mas resistimos em admitir, levando-nos, em consequência, a nos aceitar como nós somos e a sentir-nos melhor e mais aliviados após a leitura.

Não é de surpreender, portanto, que “A sutil arte de ligar o f..da-se”,  seja o assunto de discussão do momento e que figure entre as publicações mais vendidas, daí a nossa recomendação de sua leitura.

 

Vicente Falconi – O Que Importa é Resultado

Vicente Falconi

 

A jornalista Cristiane Corrêa, autora do best-seller “Sonho Grande” e da biografia de Abílio Diniz, obras que já venderam mais de 500 mil exemplares, aborda em seu último livro a biografia de Vicente Falconi, um dos mais renomados consultores do Brasil.

Na década de 80, Falconi, então professor da Engenharia da UFMG, começou a disseminar e a aplicar no Brasil as técnicas de gerenciamento das empresas japonesas, á época praticamente desconhecidas no país, refletidas no seu método conhecido como PDCA: Planejar, Agir (do Inglês DO), Checar e Avaliar ou monitorar continuamente.

Graças á sua consultoria, gigantes globais como a InBEv, e empresas como o Grupo Gerdau, Sadia (depois BRF), e dezenas de outras no Brasil, passaram a, entre outras coisas, estabelecer metas e a desdobrá-las e aplicá-las em todos os segmentos da organização e a cobrá-las de todos os envolvidos no processo.

O Mestre ensinou que 70% do resultado é liderança, porque para todas as outras coisas – método, conhecimento – você pode ter em seu time gente que preencha a lacuna, mas se não tem liderança, não dá. O líder é aquele que faz o time confiar na própria capacidade, é aquele que inspira as pessoas, dá feedback quando é preciso, é duro, mas justo, é quem desenvolve as pessoas e as faz acreditarem que podem muito mais do que pode. – Carlos Brito, CEO da AB InBev

 

 

 

O grande impulsionador do trabalho de Falconi foi a consultoria prestada,  nos idos de 1991, ao grupo InBev, então Brahma, quando por indicação da ex-ministra Dorothea Wernek, é época Secretaria Nacional de Economia, foi apresentado a Marcel Telles, CEO da empresa, iniciando, a partir daí, um relacionamento profissional que o levou a ocupar um assento no Conselho de Administração da InBev, o que perdura até hoje.

Nos últimos 20 anos, Falconi desenvolveu projetos para diversos Estados e municípios do Brasil, tornando-se nacionalmente conhecido como um dos artífices do maior programa de redução de energia do pais, quando o Brasil viveu a crise do “apagão” e praticamente toda a população, de empresas comerciais, industriais, de serviços a donas de casas, aprenderam a passaram a trabalhar com metas de redução de consumo de energia, desenvolvidas por Falconi, o que possibilitou o final da crise mais rápido do que se imaginava.

O livro aborda em detalhes o pensamento e a trajetória de Vicente Falconi , detalhando os princípios de gestão que podem transformar as organizações grandes ou pequenas, públicas ou privadas, e ainda fala dos bastidores da consultoria criada por ele, inclusive as disputas de poder que colocaram em xeque as lições de liderança ensinadas pelo Professor, como é carinhosamente chamado por amigos, clientes e colaboradores, e que culminaram com a saída de seu ex-sócio José Martins de Godoy,  e do último CEO da empresa Mateus Bandeira.

Principais ensinamentos

Liderar é bater metas

 

gestão é abrir e fechar gaps

70% do sucesso de uma empresa é gente

Para dar resultados é preciso que exista na companhia alguém com uma vontade inabalável, quase um fanatismo, de realizar melhorias e o poder para levar isso adiante;

O Decálogo da Gestão segundo Vicente Falconi

  1. Sem medição não há gestão;
  2. Cada chefia deve ter entre três e cinco metas prioritárias, nunca mais do que isso. As prioridades devem ser sempre estabelecidas dentro de cada nível gerencial, de preferência por um critério financeiro;
  3. As métricas financeiras são as principais não só para as empresas, mas também para governos e até para as igrejas. Nada existe sem recursos financeiros;
  4. Problema é a diferença entre a situação atual e a meta;
  5. Alta rotatividade de funcionários é inaceitável. Indica a insatisfação de pessoas com as condições de trabalho e equivale e um vazamento das informações da empresa;
  6. Liderar é bater metas consistentemente, com o time fazendo o certo;
  7. Demitir quando necessário. Afastar de 5% a 10% por ano daqueles mais mal avaliados do time, abrindo espaço para novos valores e dando oportunidade aos demitidos para que encontrem tarefas em que sejam mais felizes e valorizados;
  8. Desculpas não constroem uma organização e são patéticas;
  9. Dentro de uma organização, uma pessoa deve ser constantemente desafiada a buscar conhecimentos novos, e isso é feito por meio de metas ou de mudanças de cargo, de forma a criar desconforto;
  10. Os resultados do passado não serve para o futuro.

Aos 77 anos, Falconi ainda participa de dois conselhos de administração; Amber e Eletrobrás. Seu maior desafio atual, porém, é reorganizar e acompanhar mais de perto a consultoria que fundou. A partir de 2019, quando ele deverá ter transferido todas as suas ações para os novos sócios, a firma que ele construiu terá de caminhar com as próprias pernas.

Só então será possível saber se os sucessores de Vicente Falconi realmente assimilaram ops conceitos que ele sempre preconizou e se a empresa que agora leva o seu nome conseguirá ganhar o mundo e se perpetuar.

Trabalhe 4 Horas por Semana

Trabalhe 4 horas por semana

 

Com esse título instigante e polêmico, o autor e empreendedor norte-americano Tim Ferris, apresenta em seu livro Trabalhe 4 horas por semana (The 4-hour workweek), um best-seller no mundo dos negócios,  os caminhos para alcançar a independência financeira, ganhar mais trabalhando menos, e realizar sonhos e objetivos, sem ter que esperar pela aposentadoria. O livro conta com muito material prático e exercícios de fixação, e constituí leitura obrigatória para qualquer empreendedor digital.

O livro é um ótimo caminho para entender como, na era da informação e dos negócios digitais, os novos modelos de negócios ampliam as perspectivas para ganhar mais trabalhando menos, o que pode soar irrealista no Brasil, que ainda atravessa um período de crise econômica e de altas taxas de desemprego.

Tim Ferris, porém, apresenta o conceito que está por trás desse estilo de vida e os passos necessários para chegar lá. O conceito gira em torno de uma nova ideia, de uma forma diferente de encarar o dinheiro, seguindo o exemplo de um grupo de pessoas denominadas Novos Ricos ou NR.

São pessoas que estão mais focadas no presente e que estão voltadas para a qualidade de vida. Os NR preferem o benefício e a experiência ao invés da simples posse de um bem material. Direcionados por sonhos e objetivos, suas metas e ações giram em torno de uma missão. São focados em produtividade – não em sacrifício.

Trabalhe 4 horas por semana 2

 

 

O processo DEAL

Através de um processo que ele chama de DEAL (Definição, Eliminação, Automação e Liberação), o autor mostra qual é o caminho para se tornar um membro dos Novos Ricos.

D – Definição

O primeiro passo é ter clareza de seus objetivos. Por que razão você trabalha? Quais são os seus sonhos? Com essas principais questões respondidas, o autor discorre sobre a importância de definir metas claras, desafiadoras mas atingíveis, qual o custo de seu sonho, e como persegui-lo.

E – Eliminação

Após definir os objetivos, é preciso eliminar tudo que não é essencial, o que tem tudo a ver com o minimalismo, movimento artístico  que busca pela essência, por expressar uma ideia com a menor quantidade de elementos possíveis.

Um dos maiores impedimentos para a produtividade é a falta de foco, o que acontece quando temos muitas coisas para fazer, mas nem todas são essenciais ou importantes e não precisam necessariamente ser feitas por nós. A ideia é trabalhar menos, mas de forma inteligente e com maior qualidade.

Comece por eliminar os chamados “ladrões de tempo”: reuniões desnecessárias, e-mails, ligações, mensagens, redes sociais, etc. Tim Ferris apresenta várias estratégias para lidar com essas questões, que vão desde verificar a sua caixa de entrada de e-mails em horários específicos, até a aprender a dizer não para as pessoas.

A – Automação

Após definir o que não é essencial e o que pode ser eliminado, o passo seguinte é automatizar tudo o que for possível, questionando-se sempre se todo trabalho que você faz precisa mesmo ser feito por você ou se pode ser automatizado ou terceirizado. Uma frase de Thoureau sintetiza muito bem essa questão.

Um homem é rico na proporção do número de coisas que pode deixar rolar sozinhas,

L – Liberação

Para, enfim, assumir o estilo de vida dos NR, o passo final é a liberação. Um dos maiores medos do homem é a liberdade. Ferris sintetiza isso na frase de George Bernard Shaw

Liberdade significa responsabilidade. É por isso que a maior parte dos homens a teme.

 

Se você pode se liberar para fazer as coisas com que sonha hoje, por que deixar para fazer isso depois de 30 anos de trabalho, ou somente quando se aposentar? O autor enfatiza esse ponto durante todo o livro, ressaltando que é preciso viver o presente, viver a vida em sua plenitude nesse momento,  e não somente ao final de nossa  existência.

Ele chama esse processo de mini-aposentadoria, quando você realiza seus sonhos em intervalos de tempo menores, e vive o estilo de vida do milionário sem ser necessariamente um milionário.

Trabalhe 4 horas por semana 3

 

Trabalhe 4 horas por semana é um livro indispensável para qualquer empreendedor digital, por apresentar muitas ideias de como resolver problemas de forma criativa, com foco na qualidade de vida. Embora algumas de suas ideias somente se apliquem á realidade americana (contratar serviços terceirizados em outras partes do mundo, por exemplo), a proposta do título é perfeitamente possível de ser implementada, desde que você siga a estrutura do DEAL.

Você define os seus sonhos e objetivos, elimina tudo que não é essencial, automatiza tudo que é possível, terceiriza ou delega tarefas que outros possam fazer,  e libera tempo para viver o estilo de vida com que sempre sonhou.

 

POR QUE? Como Grandes Líderes Inspiram Ação!

Por que grandes lideres inspiram ação

Por que algumas pessoas e empresas são bem sucedidas, lucrativas, admiradas e outras não? O que têm em comum pessoas tão diferentes como Martin Luther King, John F.Kennedy, os Irmãos Wright, Steve Jobs,  e empresas como a Apple, Walmart, Southwest Airlines, entre outras? Por que algumas conseguem maior fidelidade tanto dos clientes quanto dos colaboradores? Mesmo entre as bem sucedidas, por que tão poucas são capazes de repetir o sucesso várias vezes?

Pessoas e organizações como as acima citadas podem ter pouco em comum, mas todas elas começaram com uma pergunta: por quê? A capacidade natural de começarem pelo por que as capacitou a inspirar pessoas a sua volta a realizarem coisas notáveis. Começar pelo por quê vale tanto para os grandes quanto para os pequenos negócios, tanto para o universo das entidades sem fins lucrativos como para a política. Quem começa com o por que jamais manipula, inspira. E as pessoas os seguem não porque precisam, mas porque querem.

Essa é a essência do livro que dá titulo a esse artigo, no qual o escritor e palestrante Simon Sinek traz uma visão clara daquilo que realmente leva alguém a liderar e a inspirar. De membros do Congresso americano a embaixadores estrangeiros, de pequenos negócios a corporações como Microsoft e American Express, da ONU ao Pentágono, todos já recorreram a Sinek para aprender sobre o Círculo de Ouro e do poder do porquê.

O Círculo de Ouro

Circulo de Ouro

Existem poucos líderes que preferem inspirar a manipular para motivar as pessoas. Sejam indivíduos ou organizações, cada um desses líderes inspiradores pensa, age e se comunica da mesma maneira. E representam exatamente o oposto do que faz a maioria. Conscientemente ou não, eles o fazem porque seguem um padrão que o autor denomina Círculo de Ouro, que nos ajuda a entender porque fazemos o que fazemos.

O Círculo de Ouro oferece evidências convincentes do quanto mais poderemos realizar se lembramos a nós mesmos de começar tudo o que fazemos perguntando antes pelo porquê. É uma alternativa para as suposições existentes a respeito do por que muitos lideres e organizações conseguem atingir um grau de influência tão desproporcional em relação ás demais.

Ele também fornece insights claros de como a Apple é capaz de inovar em tantas indústrias diversas, explica porque pessoas tatuam logotipos da Harley Davidson em seus corpos, e como a Southwest Airlines criou a empresa aérea mais rentável da história. Ajuda também a entender por que as pessoas seguiram Martin Luther King em seu movimento que mudou uma nação e porque os americanos assumiram o desafio proposto por John Kennedy de colocar um homem na lua, mesmo depois que ele morreu.

Visualizando o Círculo

Por que Simon Sinek

O quê: cada empresa, grande ou pequena, sabe o que faz, não importa o ramo de atividade. Cada pessoa é capaz de descrever facilmente os produtos ou serviços que a empresa vende ou a função de trabalho que exerce dentro desse sistema. Os “quês” são facilmente identificáveis.

Como: Algumas empresas e pessoas sabem como fazem o que fazem. Não são tão óbvios como os quês” e muitos acham que estes são os fatores que os diferenciam da concorrência e levam os clientes á decisão de compra. Seria falso supor que isso é tudo que é necessário, já que falta o principal componente: o porquê.

Porquê: Muitas pessoas ou empresas podem articular claramente porque fazem o que fazem. E o “porquê”, não significa ganhar dinheiro – esse é o resultado. O “porquê” deve responder á pergunta: qual a finalidade, qual a sua causa, qual a sua crença? Por que sua empresa existe? Por que você levanta da cama a cada manhã quando sai para o trabalho?

Quando a maioria das organizações ou pessoas pensa, age ou se comunica, elas fazem isso de fora para dentro, indo do “o quê” para o “porquê”. E o fazem por uma razão: elas vão das coisas mais simples para as mais difusas. Dizemos facilmente o que fazemos, as vezes, como fazemos, mas raramente dizemos porque fazemos o que fazemos. Isso não ocorre, porém, com as empresas e líderes inspiradores. Cada um deles, não importa o tamanho ou ramo de atividade, pensa, age e se comunica de dentro para fora, começando pelo “porquê”.

O autor discorre amplamente sobre os exemplos da Apple, da Microsoft, da Southwest, da Walmart (antes da morte de seu fundador, o legendário Sam Walton), para mostrar como as empresas que defendem uma causa e não apenas um produto se diferenciam da concorrência

 Para ele, as pessoas não compram o que você faz, mas sim o porque você faz. A Aplle, por exemplo, não vende só produtos: vende um sentimento de pertencimento, de conexão com o mundo. A Harley não vende apenas motocicletas possantes: ela internaliza e personifica o sentimento de liberdade americano.

O cérebro humano

Segundo Sinek o poder do porquê não representa uma opinião – se explica pela biologia, retratada nos três níveis do círculo de ouro, que, segundo ele, correspondem exatamente aos três principais níveis do cérebro.

A área mais nova do cérebro, do nosso cérebro de Homo sapiens, é o neocortex, que corresponde ao nível do “o quê, e é responsável pelo pensamento racional e analítico e pela linguagem. As duas seções do meio abrangem o cérebro límbico, que é responsável por todos os nossos sentimentos, como a confiança e a fidelidade.Ele também responde por todo o comportamento humano e pelo nosso processo decisório, mas não tem a capacidade da linguagem.

As empresas que falham ao comunicar o sentido do porque nos forçam a tomar decisões somente com base em evidências empíricas, com o lado racional de nosso cérebro, não nos oferecendo nada além de fatos e números, características e vantagens dos produtos, sem explicar o “porquê” – o componente emocional da decisão.

É a isso que o autor se refere quando fala que as empresas devem conquistar o “coração e a mente” do cliente. O coração representa a parte do cérebro do sentimento límbico, e a mente é o centro da linguagem racional. As empresas geralmente procuram conquistar a mente, já que tudo que isso exige é a comparação de características, preços e vantagens.

A aplicabilidade do “porquê” na nossa vida pessoal

Embora os exemplos do livro se concentrem em personalidades e empresas norte-americanas, os conceitos ali expressos se aplicam perfeitamente a qualquer pessoa, quando confrontada diante de uma decisão ou de um projeto ou caminho a seguir.

Quando vezes traçamos uma meta ou um objetivo e quando o realizamos não sentimos um sentimento de realização e de vitória, simplesmente porque aquilo não era congruente com nossos principais valores ou não estava alinhado ao nosso proposito e missão de vida?

Definimos claramente o “quê” queremos, relacionamos pormenorizadamente “como” o conseguiremos, mas esquecemos de definir o que a conquista daquela meta ou objetivo irá nos proporcionar em termos de crescimento como pessoa, simplesmente pelo esquecimento de fazer uma pergunta simples mas profunda:

Por que?