Histórias do Mundo Corporativo

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As historias a seguir foram extraídas do livro “vo”, de Max Gehringer, o qual reúne os artigos que geraram o maior n úmero de comentários no programa Mundo Corporativo da Rádio CBN. Nele, com seu estilo bem humorado e com sua verve habitual, o autor aborda os assuntos que, por algum motivo – sério ou lúdico, ou ambos – despertaram a maior atenção dos ouvinte.

O bom, o ruim e o bonzinho

Em empresas, existem três tipos de funcionarios: o bom, o ruim e o bonzinho. Mais dia, menos dia, o ruim vai para fora, e o bom vai para cima. Mas o bonzinho continua sempre no mesmo lugar.

Apesar de ser simpático e competente, de ser apreciado pela chefia, de ser estimado pelos colegas, a carreira do bonzinho não deslancha. E ele não consegue entender onde está o erro. A questão é que o bonzinho não tem aquilo que as empresas chamam de “o perfil”. Ele não é agressivo, não mostra espirito de liderança – não faz a diferença.

Para quem tem dúvidas se é bom ou bonzinho, aqui vão as cinco características do bonzinho.

  1. o bonzinho é ouvinte. Em uma reunião, evita dar palpites e está sempre fazendo aquele gesto de positivo com a cabeça.
  2. O bonzinho concorda com tudo. Principalmente com aquilo que não concorda.Sempre acha que é melhor evitar confusão e conversar depois, com mais calma.
  3. O bonzinho não desafia ninguém. Não gosta de discórdia. Para ele, o empate é um ótimo resultado.
  4. O bonzinho jamais desabafa. Mesmo quando está uma arara, continua com aquela expressão de manequim de loja de shopping.
  5. O bonzinho detesta aparecer. Se surgir uma daquelas raras oportunidades de matar o dragão e virar o herói da empresa, ele prefere sentar e esperar o dragão morrer de velho.

O bonzinho não faz intriga, não puxa o tapete de ninguém, e está sempre disposto a ajudar quem precisa de ajuda. Por isso mesmo, chefes e colegas preferem que ele continue onde está, contribuindo positivamente para o bom ambiente de trabalho.

O bonzinho está sendo vitima do egoismo geral e todo mundo lhe daria inteira razão se ele reclamasse. Ele só não reclama porque é bonzinho.

Hands On

Persuasão 2

 

Concorrendo com mais de duzentos candidatos, Fabiana ficou com a cobiçada vaga de gestora de atendimento interno, nome que agora se dá á seção de serviços gerais. 

No processo eletivo, Fabiana preencheu todos os requisitos exigidos pela empresa: formação superior, inglês fluente, profundos conhecimentos de informática, criatividade, liderança e ambição. E ainda ser hands on.

No primeiro dia no novo emprego, Fabiana instalou-se em sua mesinha e, meia hora depois, chegou o primeiro cliente interno: seu Borges. Fabiana se apresentou e seu Borges foi logo mandando.

– Faça três cópias desse relatorio.

– In a hurry!

-Saúde.

-Não, isso quer dizer “bem rapidinho, agora mesmo”. É que tenho fluência em inglês. Aliás, desculpe perguntar, mas porque a empresa exige fluência em inglês se aqui só se fala português?

-Sei lá. Dá para tirar logo essas cópias?

-O senhor não prefere que eu digitalize? Tenho profundos conhecimentos de informática.

-Não, não. Cópias normais mesmo.

-Certo. Mas não poderia deixar de mencionar minha criatividade. Comecei a desenvolver um projeto pessoal visando eliminar 30% das cópias que tiramos.

-Fabiana, desse jeito não vai dar!

-E eu não sei? Preciso urgentemente de uma auxiliar.

-Como assim?

-É que sou líder e não tenho ninguém para liderar.Considero isso um desperdício de meu talento energético.

-Olha, nesse momento, só preciso de três cópias

-Com certeza. Mas antes vamos discutir meu futuro.

-Futuro, que futuro?

-É que tenho ambição. E já faz uma hora que estou aqui e ainda não aconteceu nada.

-Fabiana, estou aqui há dezoito anos e também não me aconteceu nada.

-Sei.Mas o senhor é hands on

-Hein?

-Hands on. Mão na massa

-Claro que sou!

-Então o senhor mesmo deve tirar as cópias. E agora com licença que vou sair por aí explorando minhas potencialidades. Afinal, foi isso que me prometeram quando fui contratada.

O mercado de trabalho está ficando dividido em duas facções. Uma, que aumenta cada vez mais, é a dos que não conseguem boas vagas porque não têm as qualificações necessárias. A outra,menor mas crescente, é a dos que são admitidos porque tem todas as competências exigidas nos anúncios. Mas não poderão usá-las porque, no fundo a função não precisa delas

 

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A Sutil Arte de Ligar o F..da-se – Uma Resenha

A sutil arte de ligar o f..da-se

 

Encontrar alguma coisa importante e significativa em sua vida é o mais valioso uso de seu tempo e energia. Isso é particularmente verdadeiro quando nos conscientizamos de que todos nós temos problemas na vida e que encontrar significado para  a sua existência vai ajudar-nos a  sustentar o esforço necessário para sua superação.

Essa, em essência, é a mensagem do livro “A sutil arte de ligar o f..da-se”, do jovem escritor (39 anos) Mark Manson, que ocupa a lista de best-sellers da Amazon e do New York Times, e também na relação dos livros de não ficção mais vendidos da revista Veja.

Ao contrário do que pode sugerir o título, trata-se de um livro sério e profundo, embora escrito em linguagem informal e descontraída,mas que nos conduz a reflexão sobre as prioridades que estamos dando a nossa vida, sem nos darmos conta de que,muitas vezes, estamos incorporando apenas aquilo que os outros acham  que deveríamos fazer,  e não as coisas que estão verdadeiramente alinhadas com nossos valores e missão de vida.

O livro vai na contra-mão das publicações de auto-ajuda, que pregam a motivação,o pensamento positivo,a visualização, o poder do otimismo, a lei da atração –  enfim tudo aquilo que representaria a receita do sucesso para atingirmos nossas metas e objetivos. Manson, ao contrário dessa corrente, sustenta que a busca incessante do sucesso, quando medido pela posse de coisas materiais,  apenas reforça aquilo que não temos e aumenta a nossa frustração quando não o conseguimos.

O autor diz que, em vez de buscarmos a comparação com o sucesso dos outros, devemos nos preocupar em sermos uma versão melhor de nós mesmos e focar nas coisas mais importantes, deixando de lado tudo aquilo que não faz sentido. Medir o sucesso em termos de poder e riqueza material só contribui para a frustração, uma vez que estamos incorporando as prioridades alheias e não aquilo que está efetivamente alinhado com nossos principais valores existenciais.

Isso não significa, porém, adotar uma postura de indiferença e resignação diante dos problemas e adversidades, ou de acomodação, na base do “deixa a vida me levar“. Trata-se, em vez disso,de focar a atenção e preocupação nas coisas realmente significativas, ignorando o que não é importante  – ou,como diz o título do livro, “ligando o f..da-se para o resto”.

Não devemos evitar ou fugir dos problemas. Devemos,sim, preocupar-nos em resolver os “bons” problemas,aqueles que devem merecer a nossa atenção e esforço em resolvê-los, e aceitar as nossas vulnerabilidades, sem a obsessão de querer vencer sempre e de se sentir uma espécie de “rei da cocada preta” ou a última bolacha do pacote“, o que, para o autor, é uma forma de arrogância.

Principais destaques

O segredo para uma vida melhor não é precisar de mais coisas;é se importar com menos, e apenas com o que é verdadeiro, imediato e importante”

“O desejo de ter mais experiências positivas é,em si, uma experiência negativa. E, paradoxalmente, a aceitação da experiencia negativa é,em si, uma experiência positiva.Desejar sentimentos positivos é um sentimento negativo;aceitar sentimentos negativos é um sentimento positivo”

” É a isso que o filosofo Alan Watts se refere  como “lei do esforço invertido”, a ideia de que quanto mais tentamos nos sentir bem o tempo todo, mais insatisfeitos ficaremos, pois a busca por alguma coisa só reforça o fato de que não a temos”

“Ligar o f..da-se não significa ser invulnerável, mas se sentir confortável com a vulnerabilidade.”

“Se quiser ligar o f..da-se para as adversidades, primeiro você precisa se importar com algo mais importante do que ela. A ideia não é fugir da merda. É descobrir com que tipo de merda você prefere lidar”

” O que determina o sucesso não é de que prazer você quer desfrutar. A questão relevante é qual dor você está disposto a suportar. O caminho da felicidade é cheio de obstáculos e humilhações”

 

“Só podemos atingir o sucesso em algo se estivermos dispostos a falhar. Se você se recusa a correr o risco, não está disposto a ser bem sucedido”

“Grande parte do medo do fracasso surge por conta de valores pessoais muito ruins. Se, por exemplo, eu avaliar a mim mesmo pelo parâmetro de “ser amado por todo muito”, a ansiedade é certa, uma vez que dependerei cem por cento dos outros. Não estarei no controle. Assim, meu meu valor estará  a mercê do julgamento de terceiros”

“Valores ruins são aqueles que envolvem objetivos externos, fora de nosso controle. Busca-los provoca alto grau de ansiedade. E meso quando conseguimos alcança-los, ficamos vazios e inertes: não há mais problemas a resolver”

“Valores melhores são focados no processo. Algo como “honestidade ao se expressar” – um parâmetro a ser adotado em virtude do valor “honestidade” – é um processo que nunca termina e deve estar em permanente revisão”

‘A ação não é apenas consequência da motivação; é também a causa. Se você não está motivado para realizar determinada mudança importante, faça alguma coisa, qualquer coisa.Depois, aproveite o efeito da ação como combustível para se motivar”

O livro não é – e o autor deixa isso bem claro logo no inicio – um manual de regras ou dicas para se tornar uma pessoas bem sucedida. Mas, em linguagem leve e fácil de ler, nos propicia um valioso instrumento de reflexão. É como uma conversa entre amigos, na qual ouvimos coisas das quais intimamente já temos conhecimento, mas resistimos em admitir, levando-nos, em consequência, a nos aceitar como nós somos e a sentir-nos melhor e mais aliviados após a leitura.

Não é de surpreender, portanto, que “A sutil arte de ligar o f..da-se”,  seja o assunto de discussão do momento e que figure entre as publicações mais vendidas, daí a nossa recomendação de sua leitura.

 

Como Transformar Sonhos em Realidade Com a Estratégia Disney

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Do seu estudo sobre o grande Walt Disney, o preparador e fomentador da Programação Neurolinguística – PNL, Robert Dilts criou um modelo de sucesso criativo, conhecido em PNL como a Estratégia Disney, que se baseia na extraordinária capacidade de Disney de projetar sonhos, dar-lhes vida e transformá-los em projetos reais.

Essa estratégia acentua o processo de estabelecimento de metas para trazer os objetivos á realidade e garantir a sua viabilidade. E é particularmente útil com projetos grandes e desafiadores para indivíduos e equipes.

Conhecimento dos diferentes papeis

Imagineering é a expressão cunhada por Walt Disney para descrever o modo como ele elaborava sonhos e os transformava em realidade. Essa maneira única de trabalhar deu vida a personagens famosos e duradouros, como Mickey e Minnie, deu origem ao legado do cinema e ao impérios de parques temáticos e de diversões frequentados por milhões de pessoas do mundo inteiro.

O imagineering bem sucedido incorpora três papéis principais: o do Sonhador, o do Realista e o do Crítico, todos necessários para a inovação, a resolução dos problemas e o alcance dos objetivos. Os colaboradores de Disney diziam que ele adotava as três personagens e eles nunca sabia qual viria para a próxima reunião.Seria o Sonhador, o Realista ou o Critico? Sem dúvida que essa incerteza os mantinha permanentemente alertas.

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O Sonhador

Nesse papel, você está olhando para o futuro e pensando no todo. Quer ver cada pedaço da história ou projeto. Para pensar como um Sonhador, sentar com uma postura simétrica e relaxada, com os olhos voltados para cima, ajuda a incorporar o personagem.A pergunta a ser explorada aqui é o que você quer fazer

O Realista

O próximo papel muda a ideia para um plano executável ao segmentar um nível.Para pensar com um Realista, sente simetricamente, com com a cabeça e olhos olhando diretamente à frente e levemente para adiante. A questão principal a ser formulada é como fazer o plano funcionar.

O Critico

O trabalho do Critico é verificar as falhas no plano, procurar pelo que está faltando ou foi negligenciado ao formular o seguinte tipo de questão “O que aconteceria se…… Para incorporar o papel de critico, sua cabeça e olhos devem voltar-se para baixo e estar levemente inclinados, com uma de sua mãos tocando no queixo.

Normalmente as pessoas já tem um plano no qual estão trabalhando, já estando assim mais ou menos familiarizado com o papel do Realista

Perguntas que podem ser feitas para cada um dos papéis

  • sonhador: O que você quer? Qual é o proposito? Por que você quer isso? Quais são os benefícios que você vai obter? O que você verá, ouvirá e sentirá quando tiver isso? Quando você espera que isso aconteça? Onde você quer que isso te leve no futuro? Quem você quer ser ou com quem quer se parece, em consequência da realização desse objetivo?
  • realista: Quando esse objetivo será completado? Quem são as principais pessoas envolvidas? Quais são as etapas do planejamento? Qual é o primeiro passo? O segundo passo? O terceiro passo….? Quais são as evidências de que você está conseguindo? Como você saberá que atingiu seu objetivo?
  • crítico: Quem será afetado? Quem pode fazer ou desmanchar essa ideia? O que os faria se opor á ideia? Quais são as suas necessidades? Quais são as compensações por manter as coisas como estão? Como você pode manter esses benefícios quando implementar a nova ideia? Onde e quando você não iria querer isso? O que está faltando ou é preciso?

Coaching através dos papéis

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Você pode usar a estratégia Disney de várias maneiras para tornar os objetivos mais concretos e passíveis de serem atingidos, seja mencionando um papel em uma conversa rápida para conseguir que um cliente pense diferente, ou pode orientar os clientes através de um processo facilitado que dure várias horas.

O exercício a seguir encoraja os clientes a experimentarem as diferentes perspectivas dos três papéis Disney

1 – Convide seus clientes para participarem de uma sessão para trabalhar em alguma coisa realmente importante.

Você talvez queira trabalhar sobre a visão pessoal de vida do cliente, um projeto de mudança de vida ou outro objetivo significante. Naturalmente, você pode usar esse processo para si próprio também.

2 – Coloque três cadeiras em um posicionamento triangular

Sente-se ao lado do cliente em uma quarta cadeira enquanto fala ao longo do processo, mantendo-se próximo mas o suficientemente afastado para ficar de fora do espaço criativo de cliente

3 – Para cada etapa do ciclo criativo, oriente o cliente para sentar numa cadeira especifica e mudar a linguagem corporal para cada papel

Comece com o Sonhador, mude para o Realista e, finalmente, para o Critico, observando a linguagem corporal de cada um.

4 – Faça perguntas relevantes a cada papel especifico e anote as respostas dos clientes

5 – Peça ao cliente para mudar de posição e assumir o próximo papel

Faça as perguntas apropriadas e registre as respostas relevantes

6 – Depois que o cliente assumir todos os papeis, repasse cada um deles rapidamente e pergunte o que está faltando

7 – Quando estiver seguro de que seu cliente cobriu todas as posições, revise as respostas reunidas para criar conjuntamente um objetivo significativo, com um plano de ação realista.

 

 

Como Atingir o Equilíbrio Pessoal e Profissional

Work Life Balance

Quantas pessoas você conhece que são extremamente bem sucedidas na área financeira mas padecem para se estabilizar em um relacionamento? Quantos profissionais se matam de trabalhar todos os dias, se alimentam mal, se esquecem de praticar esportes, de ter amigos e levam uma vida estressante e sedentária, esquecendo de agradecer a Deus por tudo o que conquistaram?

Fala-se muito em equilíbrio e qualidade de vida nos dias de hoje, mas são poucas as pessoas que realmente a desfrutam. São coisas que não se compra em livrarias ou em farmácias – elas se encontram dentro de nós, em nossos diversos corpos. o físico, o mental, emocional e espiritual.

Em seu livro Climb The Highest Mountain, Mark e Elisabeth Profhet as identificam como os quatro corpos materiais, que são os meios para a evolução do homem na Terra. Mente, coração, espirito e corpo juntos formam você. Eles são interdependentes, ou seja, o desequilíbrio de um pode afetar todos os demais. Tudo o que fazemos está relacionado com os nossos quatro corpos e pode contribuir para o seu equilíbrio ou desequilíbrio.

O Corpo Físico

Cuide bem de seu corpo. Afinal, você vive dentro dele – Abílio Diniz

A saúde é como a fortuna e deixa de favorecer os que abusam dela – Saint Évremond

Se você tivesse uma Ferrari, colocaria gasolina adulterada no tanque? Não? Então por que você insiste em comer comidas gordurosas que elevam o seu colesterol e aumentam as chances de um infarto? A analogia pode ser exagerada, mas se analisarmos bem, qual é a diferença entre um carro de luxo e seu corpo? Qual deles tem mais valor? Por que cuidamos melhor de um do que do outro?

Se seu corpo para de funcionar, sua vida acaba. Assim, precisamos cuidar bem de nosso corpo pois ele é o veículo que nos leva aos resultados que desejamos alcançar. Por isso, ele também precisa de combustível de qualidade. Nosso cérebro é poderoso e, ao reparar que você não dá descanso a seu corpo, lhe manda um recado por meio de uma doença. Devemos encarar nossas doenças como um aprendizado, não simplesmente como um problema.

Nosso corpo físico pode estar nos mandando uma mensagem, que pode ser um pedido de férias, de mais exercícios, menos álcool, respirar melhor, beber mais água, etc. Quem mensagens seu corpo está enviando para você? Todas as atividades que você faz para melhorar a saúde e o bem-estar são relacionadas com o corpo físico. O que você poderia fazer no seu dia a dia para melhorar essa máquina?

O corpo mental

Embora os mestres e os livros sejam auxiliares necessários, é do esforço próprio que resultam os mais complexos e brilhantes resultados – Garfiel

 

O corpo mental está relacionado com os nossos pensamentos, as coisas que aprendemos, que ensinamos, que escrevemos. Nossa mente funciona 24 horas por dia e até em nossos sonhos estamos aprendendo. Numa analogia com a linguagem tecnológica, se o corpo é o hardware, a mente é o software, que deve ser programada para obter os resultados que gostaríamos.

Existem várias definições para Programação Neolinguística – PNL O famoso coach, escritor e palestrante Anthony Robbins, em seu livro O Poder sem Limites, define a PNL como a ciência de como dirigir seu cérebro de uma forma favorável á obtenção dos resultados que deseja. Christian Barbosa, um dos maiores especialistas em produtividade no Brasil, a conceitua como uma linguagem de programação capaz de desenvolver qualquer tipo de programa instalável no ser humano.

Você pode exercitar o seu corpo mental das mais variadas formas, seja através de um bom filme, de uma palestra, a leitura de um livro ou pela realização de cursos e seminários. Você pode também ensinar algo e fazer uma série de outras atividades – as possibilidade são infinitas.

O corpo emocional

No amor, nem sempre são as faltas o que mais nos prejudica, mas sim a maneira como procedemos depois de as ter cometido – Ovidio

O corpo emocional está vinculado á necessidade básica do ser humano de se relacionar com seus semelhantes. Todos os sentimentos e emoções manifestados através de nosso corpo físico são gerados pelo corpo emocional. Muitas vezes, renunciamos aos nossos próprios sentimentos e acabamos por nos anular, seja numa relação a dois ou em um grupo. Por meio da perda, deixamos de ser verdadeiros e passamos a viver uma aparência, desequilibrando todas as nossas reações.

Hoje já está mais do que provado que o coeficiente de inteligência, o velho QI, é superado pela inteligência emocional e uma pessoa capaz de controlar suas emoções tem muito mais poder pessoal para reagir ás adversidades da vida.

As emoções são o reino mais desconhecido e sombrio da natureza humana e o mais instável e subjetivo de todos os corpos. Nossas emoções são quase subliminares e desconhecidas até por nós mesmos.

O corpo espiritual

A intuição é a função da consciência relacionada com o corpo espiritual. É pela intuição que nos aproximamos da essência de uma situação, das suas possibilidades e de seu real significado. Intuir é um processo criativo e divino de inspiração, uma forma de nos conectarmos com um Ser Superior e de lhe ouvir,transformando as palavras em ideias brilhantes e originais.

O corpo espiritual é o mais abstrato de todos. Ele não se relaciona apenas com a religião, mas também com você mesmo, com o seu eu interior. Existem muitas coisas que fazem bem ao espirito, como a oração, a meditação, o relaxamento, a reflexão, a inspiração, etc.

O equilíbrio dos quatro corpos

 

 

Na infinita complexidade do ser humano não existe uma forma de suprimir nenhum dos seus quatro corpos já que não somos máquinas. Assim, todas as metodologias de administração pessoal deveriam buscar esse equilíbrio em nossos papéis e atividades diárias, que são fundamentais para o bem-estar pessoal e qualidade de vida. O segredo é tornar esse processo natural e buscar uma sinergia entre todos os nossos papéis e atividades.

Imagine que, exercitando o seu papel de marido, você saia para assistir a um filme no cinema com a sua esposa, que lhe traga reflexão e novas inspirações. Depois você sai para jantar e termina a noite com um programa romântico. Esse programa simples trabalhou ao mesmo tempo todas as áreas de sua vida e ainda ajudou seu papel de marido.

A seguir, estão alguns exemplos de atividades para “exercitar” seus corpos no decorrer da semana:

  • Físico: andar, ir a academia, dormir, se alimentar bem, fazer dieta, visitar o médico, fazer exames, sorrir.
  • Mental: ler, escrever, trabalhar, assistir a um filme, fazer um curso, ensinar algo, aprender idiomas, sorrir
  • Emocional: namorar, fazer novos amigos, ajudar pessoas, deixar alguém feliz, demonstrar emoções, ser sincero, cantar, sorrir
  • Espiritual: orar, celebrar a natureza, refletir, buscar o autoconhecimento, meditar, relaxar, viver, sorrir.

Um exercício pratico sobre equilíbrio é pegar uma folha de papel sulfite, dobrá-la no meio e depois dobrar novamente, de forma que fiquem quatro espaços definidos. Abra a folha e escreva em cada um deles as quatro partes (físico, mental, emocional, espiritual)..Feito isso, em cada espaço faça um brainstorming de todas as atividades que gosta de fazer em cada uma dessa áreas.

Assim que a lista estiver pronta, selecione uma atividade de cada área e circunde-a, de preferência aquela de que mais gosta e possa ser realizada com seus relacionamentos mais importantes, Guarde essa folha e mantenha-a sempre com você.

Não existe um parâmetro de dedicação a cada corpo. Você é a única pessoa capaz de avaliar isso. Reflita sobre os aspectos de sua vida e exercite aquele que tem sido mais negligenciado. Utilize as reuniões com você mesmo e, se necessário, peça ajuda a alguém para criar uma rotina eficaz e equilibrada.

Administração pessoal é a busca de qualidade de vida de forma a priorizar as atividades importantes e ter uma vida equilibrada nas quatro dimensões do ser humano.

 

 

 

 

 

 

 

Como Usar a Modelagem no Processo de Coaching

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A arte de construir modelos encontra-se no centro da Programação Neolinguística – PNL, e aprender sobre sua construção fornece bons instrumentos para desenvolver novos hábitos de formação e comportamento. A PNL supõe que as pessoas podem aprender muito mais rápido ao encontrarem modelos de excelência em que possam se espelhar.

Afinal, se alguém já teve êxito e é bem sucedido em sua área de atuação, porque perder tempo tentando reinventar a roda.? Em vez disso, encontre alguém que já trilhou o caminho que você quer seguir.

A construção de modelos é especialmente valiosa quando as pessoas estão entusiasmadas em direção á mudança e começa quando elas têm um objetivo claro e concreto e pode identificar seu modelo, ou seja as pessoas de quem ela pode aprender as novas estratégias.

Quanto mais tangíveis e especificas forem as habilidades ou comportamento que se pretende adquirir, mais fácil se tornará construir a modelagem de alguém. Construir o modelo de alguém que sabe consertar um chuveiro, por exemplo, é provavelmente mais fácil de que seguir o modelo de alguém que “sabe como ser feliz”

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Imagine que você é um analista de negócios que deseja melhorar a habilidade de comunicação em seu trabalho em uma associação local de habitação, para progredir na carreira. Com base na sua própria percepção ou em uma avaliação de desempenho e de feedbacks honestos recebidos de colegas de trabalho, você procura uma coach de desempenho com uma ideia clara das cinco áreas de comunicação que gostaria de desenvolver:

  • causar uma forte primeira impressão em suas apresentações;
  • construir relações de trabalho mais efetivas
  • negociar contratos para conseguir o melhor negócio entre os construtores;
  • apresentar-se de maneira mais confiante aos clientes e moradores.
  • participar de forma mais proativa nas reuniões de equipe

Mesmo que o coach tenha uma sólida formação em comunicações, a abordagem mais efetiva para resolver o problema é deixar que o próprio cliente se aproprie de sua agenda e sugerir que ele encontre dois ou três modelos de exemplo para cada uma das qualidades que  pretende desenvolver.

As questões sobre a construção de modelos devem ser utilizadas num processo de coaching quando os clientes já sabem claramente o que querem e estejam prontos para trabalhar o “como” dos comportamentos que pretendem mudar ou das habilidades que estejam querendo desenvolver.Leardership coaching 2Quem você conhece que já atingiu essa habilidade que você está querendo aprender”? “Em quem você pode se espelhar”?. Encoraje os clientes a escolher modelos em diferentes ambientes e situações. Isso faz com que eles possam chegar mais preparados em cada uma das próximas sessões e a reportar os resultados e as suas novas descobertas.

 

Dez Armadilhas a Evitar como Coach

Mindset de crescimento 2

 

O Coaching é uma habilidade altamente procurada nos dias de hoje e, como todas as habilidades, o profissional da área precisa se manter atualizado e atento para evitar que maus hábitos atrapalhem o processo. Parte do desenvolvimento como coach consiste em se engajar regularmente em autorreflexões acerca da qualidade de seu trabalho e observar onde fica preso, perguntando-se: “Qual a interferência em que eu tropeço ás vezes“? “Se eu estivesse sendo observado agora mesmo, estaria agindo conforme o meu discurso”?

Essas recomendações constam do livro “Coaching com PNL para Leigos“, de Kate Burton, Coach Internacional e Master Practitioner de Programação Neuro-Linguistica, em que aponta o que chama de 10 armadilhas que se deve evitar na atividade de coaching.

1 – Correr para os detalhes antes de ver o todo

Por sua própria natureza, o coaching dá as pessoas tempo e espaço para pensar. Assim, como coach,  evite a tentação de buscar conclusões e correr ao longo de uma linha de indagação antes que o cliente tenha tido a oportunidade de finalizar o lhe passa pela mente e concluir  o seu pensamento..

Correr no coaching é como pedir a uma pessoa que escolha um lugar para visitar nas férias antes que ela tenha tempo de olhar o mapa e consultar as diversas opções. O PNL lembra aos coaches a necessidade de compassar e conduzir as pessoas. E entrar em compasso com o cliente significa escuta-los, escutá-los ainda mais, e ,finalmente,  conduzi-los com suas perguntas ao longo de um caminho  em especial.

Um pensamento para se ter em mente enquanto estiver escutando o cliente é que o problema por ele trazido pode não ser o  verdadeiro problema. Ao demorar um pouco em seu espaço com paciência, vai chegar um momento em que o próprio cliente diz: “Eu acho que isso é realmente sobre Y“, e você terá a partir daí algo mais profundo com que trabalhar do que o assunto superficial que havia sido colocado inicialmente.

2 – Perder-se em meio a histórias mirabolantes

Um dos desafios com que mesmos coaches experientes se defrontam é se deter exageradamente escutando os relatos de seus clientes. Todos adoram uma boa história e se você é um bom ouvinte poderá preencher a maior parte das sessões de coaching ouvindo casos.

Coaching, porém, não é a mesma coisa de bater um papo descontraído num café com um amigo. Escutar histórias  que desviam a atenção do real problema não é aquilo para o qual você está sendo pago como coach. Seus clientes já sabem as histórias deles e vem convivendo com elas e contando-as para si mesmos repetidamente. Agora, querem histórias e vidas melhores,  e se você não redirecionar o tipo de conversa, eles eventualmente sairão insatisfeitos e frustrados com todo o processo de coaching.

Uma maneira polida mas firme de interromper as narrativas que nunca terminam é tendo frases prontas na cabeça, como “É uma história muito interessante e eu poderia passar toda essa sessão a ouvindo, Mas acho que isso não vai ser muito útil para você no momento. Posso pedir que me conte apenas o detalhe especifico de que precisa, a fim de que possa esclarecer por si mesmo a verdadeira questão”?

Você pode ainda levantar a mão significando um corte ou uma pausa e dizer: “Podemos parar por aí um instante? Qual é a pergunta essencial que lhe passa pela cabeça quanto está contando isso“? Ou ainda mais direto: “O que você quer fazer sobre isso?”

3 – Resgate da outra pessoa

Em seu louvável propósito de ajudar as pessoas, coaches tendem, inadvertidamente,  a escorregar para o lado de “salvador da pátria”, no qual passam a assumir um papel muito maior do que o que lhe deveria caber num processo de coaching. Alguns sinais de alerta desse modo salvador incluem:

  • Em um nível prático: Tomar nota de muitas coisas para depois mandar para o cliente no final das sessões, e terminar por tomar medidas em nome do cliente;
  • Em um nível emocional: Manifestar constante preocupação acerca do bem-estar do cliente nos intervalos entre as sessões, identificando-se em demasia com a situação dele.

O coach que resgata o cliente vulnerável reduz o poder do cliente de modo que ele apareça como uma vítima das circunstâncias, algo como “pobre cliente, deixe-me ajuda-lo”. Além disso, coaches que assumem a responsabilidade pelo drama de seus clientes acabam por incorporar também o papel de vitima ou perseguidor do qual eles próprios já estão fartos,  e querem superar.

4 – Dramatizar o que Você Ouve

Quando você dramatiza, está se deslocando para o reino do entretenimento através da ação e do entusiasmo que o está seduzindo. Num processo de coaching, essa postura pode levar o cliente a, de forma inconsciente,  acreditar que seu coach quer ser entretido por uma crise após a outra e irá se acostumar a trazer a dramatização para as sessões,  o que faz com que o coach termine se tornando parte do problema.

Drama é um ato que mascara as questões mais profundas e importantes, É divertido, no inicio, mas no final acaba sendo uma distração. Assim como na arte de contar histórias, você poderá ser apanhado pelo drama da vida de seus clientes, nas quais a ênfase é em todos os personagens das histórias e suas atividades.

5 – Ser o Sabe-Tudo

Uma das mais libertadoras lições para os coaches iniciante é a de que você não precisa ter respostas para tudo – precisa apenas ter boas perguntas. Você não precisa  aparecer com soluções para ser um bom coach. Ao contrário, se assim proceder, suas sessões de coaching não acrescentarão muito valor. Diferentemente de tantas outras áreas de vida e trabalho, coaching é um dos campos em que chegar com um especialista solucionador de problemas produz os piores resultados.

Como coach, você precisa mudar seu curso quando se pegar fazendo perguntas que conduzem a resposta, como ‘Você não acha que deveria fazer isso ou aquilo” ou “Você não acha que poderia experimentar….”. Em vez disso, altere seu vocabulário para “Que ideias você trouxe ou tem em mente”? Ao fazer isso, você estabelece o tom para a exploração criativa do cliente e a apropriação da agenda.

Coach e cliente(ou coachee) são parte integrante e colaboradores no sucesso do cliente. Ao  partir do ponto em que não sabe nada, você cria as condições para a autoconfiança do cliente e para a mudança auto direcionada.

How to deal with manipulative people

 

6 – Cair no Papel de Pai, Mãe ou Criança

Na vida, você assume muitos papéis além do de coach, Você já foi criança e talvez agora seja pai ou mãe. E mesmo sem filhos, deve saber como desempenhar o papel dos cuidados paternais ou maternais a partir de seu próprio testemunho ou dos pais de outras pessoas. Á medida que se envolve com as experiências dos clientes no coaching, também  se inspira na sua história emocional de relacionamento de família.

Se você é naturalmente um pai ou mãe indulgente, pode ter a tendência de deixar seus clientes de coaching “fora do sufoco”. E  impedir que eles assumam responsabilidades por suas ações,  é uma coisa que pode resultar desses relacionamentos. Da mesma forma, se você teve uma educação rígida, seu coaching pode adotar o estilo mandão.

Outro papel em que você pode cair e deve ser evitado como coach é ser a “criança adaptável”, tentando agradar a seus clientes, o que o impede de desafiá-los. Isso costuma acontecer quando você esta trabalhando com um cliente que é mais experiente ou quando está atuando em um contexto de negócios que não lhe é familiar. Lembre-se, porém, que, como coach, você não foi contratado como especialista na área dele, mas como alguém que está trazendo uma perspectiva nova para uma situação.

7 – Perda da noção do tempo

Administrar o tempo em cada sessão é uma forma importante de criar estrutura para seus clientes, Estabelecer um tempo de começo e fim definidos, determina os parâmetros nos quais o coaching é mais efetivo, o que significa dizer que tanto você quanto o seu cliente são responsáveis por chegar na hora marcada.

Durante as sessões, como coach você é responsável por administrar o tempo para dar ao cliente o maior valor, Fazer isso significa que você determina um foco para a sessão, após alguma exploração inicial, e permite tempo para um fechamento elegante, em vez de um abrupto “Ok, o tempo acabou”.

8 – Apaixonar-se e Tornar-se Amigo

Ter relacionamentos estreitos e fecundos com outras pessoas que compartilham seus pensamentos mais íntimos pode ser cativante. O coaching, porém, envolve um relacionamento profissional como o de um médico, contador ou advogado com seus clientes. Assim, sua responsabilidade é trabalhar eticamente dentro das fronteiras profissionais.

Naturalmente, você pode ficar amigo de seu cliente depois que o contrato de coaching acabar. Mas para que o processo de coaching seja bem sucedido, é importante que se diga delicadamente ao cliente que essa situação não irá ocorrer enquanto você o estiver preparando.

Coaching é um relacionamento desigual no qual os clientes expõem as suas vulnerabilidades. Enquanto isso, a própria vida do coach e seus problemas pessoais se mantém privados. Reequilibrar essa história e projetar um relacionamento futuro envolve um elevado grau de autoconsciência, o que é muito difícil de atingir diante de um padrão estabelecido e da historia de duas pessoas.

9 – Envolver-se no Planejamento de um Número Excessivo de Atividades

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Apesar de o planejamento ser parte integrante e importante num processo de coaching, não é muito produtivo exigir uma extensa lista de ações para seus clientes. Muitas pessoas já vêm  para o coaching assoberbados de afazeres pessoais e profissionais e acrescentar-lhes mais tarefas não os ajuda.

Concluir as sessões com alguns itens essenciais de acompanhamento e uma indagação que leve á autorreflexão tem muito probabilidade de ser bem sucedida do que uma longa lista de tarefas. Muitas vezes as pessoas ficam frustradas e desiludidas com seu fracasso em completar as atividades e terminam abandonando o coaching.

Ajude os seus clientes a observarem a resistência para fazer o que precisam fazer, enquanto reconhece e avalia se esses são os pontos mais difíceis e essenciais para que as transformações pessoais aconteçam. Você estará prestando um grande serviço a seu cliente ao lançar luz sobre apenas uma atividade que pode ter um impacto mais significativo.

10 – Ficar com Medo de se Despedir

A maior parte dos relacionamentos de coaching  implica um compromisso de três meses de trabalho conjunto, podendo ser estendido para seis ou nove meses. Para alguns clientes que estão altamente comprometidos com o poder do coaching em suas vidas, esse relacionamento  pode durar anos, com sessões realizadas em intervalos menos frequentes.

Em algum ponto, porém, seus clientes se darão por satisfeitos e se sentirão prontos para seguir adiante, o que pode ser uma experiência triste porque compartilharam muitas experiências juntos ao longo das sessões. Entretanto, você deve encorajá-los a seguir seus caminhos, manifestando sua satisfação e gratidão pela experiência compartilhada.

Como coach você pode ficar tentado a estender o processo além da data de validade. Por isso, é importante fixar desde o inicio uma sessão de fechamento, o que permite aos clientes agradecerem a jornada que cumpriram com você,  e na qual deve ser abordado o seguinte:

  • o que o cliente descobriu de si mesmo?
  • o que funcionou melhor para o cliente durante o coaching?
  • que ferramentas o ajudarão a reagir a desafios futuros?
  • o que o cliente pode levar adiante e extrair dessa experiência para outros aspectos de sua vida a longo prazo?

Quando você faz bem um processo de fechamento, não está fechando uma porta. Está abrindo espaço para que outros relacionamentos apareçam.

 

 

 

 

 

 

10 Perguntas Poderosas de Coaching com PNL

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Uma das suposições, ou pressuposições, da Programação Neurolinguística (PNL) é que “o significado de qualquer comunicação é a resposta que você recebe”. Você recebe se a pergunta que fez caiu bem pela resposta que recebe da outra pessoa, o que pode ser feito diretamente, como quando alguém lhe diz “essa é uma pergunta difícil de responder”, ou por uma linguagem corporal que indica que uma pergunta forte o tirou do piloto automático.

No coaching, encontrar formas de formular perguntas eficazes é um processo de tentativa e erro. A pergunta perfeita para um cliente pode não ter nenhum efeito em outro, o que significa que não se pode trabalhar com um checklist de perguntas eficazes. É preciso testar as perguntas, ver que efeito elas produziram e ajustar a próxima pergunta ou afirmação de acordo com isso.

Em seu livro “Coaching com PNL para Leigos“, a britânica Kate Burton, Coach Internacional e Master Practicioner de PNL, sugere dez perguntas que considera as mais eficazes, com base na lógica que existe para cada uma. Essas perguntas formam uma sequencia natural, mas podem ser puladas, conforme o caso, devendo ser escolhida a que parecer mais adequada a cada situação.

1 – O Que Você Quer?

Essa pergunta clássica de PNL desloca os clientes para um processo investigativo, encorajando-os a se tornarem curiosos sobre o que realmente querem. Fazer essa pergunta é particularmente eficaz quando as pessoas parecem estar presos no cenário oposto – o que elas NÃO querem.

Frequentemente, as pessoas respondem a essa questão com negativas: “Bem, eu não quero X, “Eu sei que não quero Y”, “Com certeza, eu não quero Z”. Isso ocorre porque elas tem se fixado mais no efeito do que nas causas de um problema e estão sempre reagindo diante das circunstâncias ou demandas que lhes são colocadas, em vez de assumir a responsabilidade de criar suas próprias experiências.

Deslocar as pessoas para um contexto em que elas tenham permissão para externar o que querem pode ser extremamente desafiador, já que talvez elas estejam experimentando essa sensação pela primeira vez na vida. Se os clientes tiverem dificuldades para articular o que querem, algumas formas alternativas podem ser usadas, como:

  • o que você mais gostaria?
  • o que você menos gostaria?

Também pode ser considerada a formulação das perguntas dentro de um contexto específico, como “o que você quer….”, no seu trabalho?no seu casamento? nos seus relacionamentos? na sua saúde? nas suas próximas férias?

2 – O que é Importante para Você sobre Isso?

Com muita frequência as pessoas querem fazer ou ter tudo, mesmo sabendo que isso não é possível, esperando que o seu coach tenha uma espécie de varinha mágica que possa salvá-las de fazerem escolhas difíceis.

Conflitos clássicos de valores surgem quando as demandas colocam pressão sobre as pessoas para que escolham entre aspectos como trabalho e diversão, saúde e riqueza, vida em família e exigências do trabalho. Não são muitas as pessoas que falam de seus valores, ainda que eles sejam os fatores determinantes de nossos pensamentos, ações e decisões. Essa pergunta traz valores tácitos, critérios e crenças e força com que sejam debatidos.

Quando se pergunta “O que é importante para você sobre isso?”, a pessoa tem que considerar os valores segundo os quais ela vive. Em um nível prático, ela ajuda a priorizar seus pre-requisitos e ajuda na tomada de decisão.  Um modo alternativo de fazer essa pergunta é: “O que importa para você?” ou “Que valores você está respeitando ou satisfazendo?”

3 – Como Você Saberá que Conseguiu o que Queria?

Quando questionadas sobre o que realmente querem, as pessoas podem dar respostas genéricas, do tipo: Eu quero o companheiro dos meus sonhos; Eu quero as férias inesquecíveis; Eu quero clientes satisfeitos; eu quero o emprego perfeito para mim; eu quero ser feliz e bem-sucedido.

Todas essas respostas  são importantes, mas podem significar coisas totalmente diferentes para pessoas diferentes. Cabe ao coach desafiar o cliente a transformar conceitos vagos em detalhes específicos. A pergunta “como você saberá se conseguiu o que queria”? transforma planos estratégicos em objetivos tangíveis e mensuráveis. O processo de reunir evidências emprega os sentidos das pessoas de modo que elas possam ver, sintam, toquem, provem e experimentem o odor do que experimentarão no futuro depois que atingirem aquilo que querem.

4 – O Que Está Atrapalhando Você?

O famoso coach de tênis Timothy Gallwey, autor do clássico livro “The Inner Game“, tem uma formula simples para preparar os clientes para serem os melhores:

D = p – i

A fórmula acima propõe que desempenho (D) é igual ao potencial (p) menos a interferência (i). Assim, para atingir o seu potencial, você precisa enfrentar tudo o que interfere no curso de sua caminhada. Essa interferência pode incluir:

  • Fatores externos, tais como escolher o caminho errado, andar com as pessoas erradas, escolher mal os momentos, falta de recursos financeiros, administrativos e humanos.
  • Fatores internos, que incluem habilidades e atributos pessoas, crenças, pensamentos e valores.

Essa pergunta localiza com precisão os fatores de interferência que precisam ser mudados para virar a situação. Por exemplo, no caso de um executivo de uma organização, fazer essa pergunta determina se ele precisa focar no que não está funcionando em termos de equipe ou tecnologia, ou se precisa dar atenção a seu estilo de liderança. Frequentemente, a resposta a essa questão envolve fazer mudanças tanto no ambiente quanto na abordagem pessoal do cliente.

5 – Que Recursos Você Tem que possam Ajudá-lo?

Um dos pressuposto da PNL é que “Você tem todos os recursos de que precisa para atingir o resultado desejado”. Essa crença fortalece os clientes nos momentos em que estão com problemas, pensando que a solução está lá fora, ou que outra pessoa apareça para lhe dizer o que fazer. Na verdade, dentro delas mesmas, elas já sabem o que fazer, apenas se esqueceram disso no momento.

Como a interferência, os recursos provém de diferentes lugares:

  • Recursos internos incluem crenças pessoais, experiências anteriores, valores e energia
  • Recursos externos envolvem patrocinadores e mentores, posses e dinheiro.

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6 – Quando Você Atingir seu Objetivo e Olhar para o Seu Sucesso, Como se Sentirá?

A terminologia dessa pergunta supõe que os resultados são positivos e levam ao sucesso, realização e reconhecimento. Ajude os seus clientes a sentirem o gostinho do sucesso e a explorarem  a experiência futura com detalhes sensoriais com perguntas do tipo:

  • Com  que isso se parecerá?
  • Como isso vai soar?
  • como será essa sensação?

A pergunta principal também atua como um teste para saber se os clientes escolherem objetivos que eles realmente querem alcançar. Ao deslocar seus pensamentos para o futuro, o que a PNL chama de estrutura “como se”, você está testando suas escolhas. Algumas vezes um cliente determina que um determinado objetivo não justifica todos os desafios que encontra ao longo de caminho e muda de objetivo.

7 – Qual é a Questão  Que Você Não Quer se Perguntas Nesse Momento?

Essa pergunta é útil quando você sente que uma sessão de coaching chegou a um impasse e não está bem certo sobre como seguir adiante. Perguntada como curiosidade e sensibilidade, ela vai além da superfície da conversa e dá aos clientes permissão para articularem algo que não tenha dito antes e que talvez seja a principal fonte de sua preocupação e a causa determinante de seu problema;

8 – Qual é a Forma de Fazer Isso de Maneira Bem Fácil?

Com essa pergunta, você faz suposições positivas de resolver um problema ou atingir um resultado desejado pode ser mais fácil do que o cliente imagina. Ela é particularmente útil quando alguém  enfrenta uma situação que lhe pareça uma batalha que ameça devastá-lo.

Ás vezes, as pessoas criam complexidades onde não existe e se esquecem de procurar por alternativas mais fáceis. Fazer essa pergunta ajuda o cliente a pensar em estratégias que aumentam o foco e a diversão e é o tipo de questão que ajuda as pessoas a refletir para que elas consigam encontrar suas próprias soluções no seu devido tempo.

9 – Qual é o Primeiro Passo?

Para serem eficazes, as sessões de coachig devem terminar com uma ação de algum tipo, algo mais para os clientes pensarem do que uma lista do que fazer. Um exemplo de uma indagação seria: “Como seria relaxar e fazer as coisas no seu tempo, com mais frequência“, enquanto uma lista de coisas a fazer é: “Identifique três maneiras preferidas para aumentar o relaxamento”

Dar o primeiro passo é sempre o mais difícil porque, depois que você o inicia, fica comprometido e se mexer e dar o passo seguinte. Você não pode mais voltar atrás. O primeiro passo honra o desafio de mudar e de assumir responsabilidades. O primeiro passo para ter uma mesa organizada é jogar fora um pedaço de papel; para iniciar um programa de perda de peso é (literalmente) subir na balança.

10 – E o Que Mais?

Essa pergunta curta e simples é extremamente poderosa, especialmente ao final de uma sessão que cobre uma série de assuntos, porque libera espaço para pensar além da questão imediata. Ela dá aos clientes a oportunidade de levantar outra questão que não estava na agenda, mas que pode ser a coisa que realmente o está preocupando.

Num processo de coaching, as revelações e descobertas mais importantes costumam acontecer no final da sessões, quando os clientes sentem-se mais descontraídos e aliviados por acreditarem terem tirado o peso daquilo que eles pensavam que precisavam fazer. Relaxados, suas mentes inconscientes pode surgir com mais úteis informações.